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Dois vigaristas compulsivos

por Manuel Sousa Dias, em 28.03.15

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publicado às 05:08

2016: Reforma Política, Reforma do Estado

por Pedro Quartin Graça, em 26.03.15

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Por meu intermédio estaremos presentes.

 

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publicado às 09:00

Portugal e os doentes da memória

por John Wolf, em 25.03.15

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Portugal tem das taxas de incidência de Alzheimer mais altas do mundo. Zeinal Bava, Ricardo Salgado, Vitor Constâncio, Ferro Rodrigues, José Sócrates, Carlos Cruz, Cavaco Silva, entre outros memoráveis, sofrem, com maior maior ou menor intensidade, desta terrível doença. O que podemos fazer? Administrar choques eléctricos? Fazer uso do polígrafo? Portugal arrisca-se a cair num enorme buraco de esquecimento se permitirmos o avanço desta praga. Proponho medidas de combate ao flagelo, mas não me recordo quais serão as mais eficazes. Criar uma Autoridade da Memória e Esquecimento (AME)? Um organismo vivo que circula pelo corpo e que identifica as petas antes que se transformem em mentiras? O que vale é que para a soma de tudo que não se recorda, haverá alguém que se lembra.

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publicado às 09:23

NÓS, CIDADÃOS! iremos fazer a diferença

por Pedro Quartin Graça, em 24.03.15

11084126_10152655691196712_5608351545855991017_o.jNÓS, CIDADÃOS! marca a história da democracia portuguesa com a entrega, hoje, de mais de 8000 assinaturas para a sua legalização como partido político. O Nós, Cidadãos! fê-lo com serenidade e alegria, sem vedetismos e consciente de que está a dar um passo histórico na regeneração da vida pública portuguesa.

Agora, é sempre a crescer. Agora, venham connosco

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publicado às 22:44

O PS e o mercado de votos

por John Wolf, em 24.03.15

 

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O Partido Socialista explica: "como comprar votos em época de vacas magras".

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publicado às 11:08

Mais um frete jornalístico a António Costa

por Manuel Sousa Dias, em 23.03.15

http://www.publico.pt/politica/noticia/os-12-alquimistas-de-costa-1689973

 

De destacar o estilo gradiloquente e sebastianesco do texto de Nuno Sá Lourenço.

 

Entre os 12 alquimistas que irão transmutar metais inferiores em ouro para António Costa - e encher os cofres do estado - temos Vieira da Silva, Elisa Ferreira e João Galamba e outros místicos ligados ao PS e ao mundo académico.

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publicado às 18:36

Draghi e a serenata de Marisa Matias

por John Wolf, em 23.03.15

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Não basta ser engraçada e outspoken para ocupar o cargo. É necessário entender o que está em causa e como funcionam economias e mercados - Marisa Matias não preenche os requisitos do posto que ocupa, para além de ter notórias dificuldades de expressão em língua inglesa. A "tecla dos sacrifícios" que os portugueses estão a passar já está gasta, mas ela continua a bater no velhinho. Sei que custa a certos portugueses aceitar que a viragem está a acontecer. Draghi explica, mas a eurodeputada tem opinião diversa. Nenhum governo no seu perfeito juízo político aprecia a implementação de medidas de Austeridade (não se esqueçam qual foi o governo que assinou o memorando). A penalização tributária e social dos portugueses corre em sentido oposto aos louvores e às vitórias eleitorais. O governo em funções não herdou apenas a roupa suja do mandato anterior, mas o lixo de décadas de incompetência administrativa e política, incluindo o fardo de governos de idêntica cor partidária. Embora não seja declaradamente visível, Portugal está efectivamente a melhorar. Os indicadores económicos estão sempre atrasados ou adiantados em relação à realidade. Não existe sincronia entre o substantivo e as percepções tidas pelos opinion makers, cidadãos comuns e a oposição. Mas a Grécia está a servir o interesse de Portugal. Está a demonstrar como não se faz. Está a provar que não o fez, e provavelmente confirmará junto dos parceiros europeus que não o fará. Para além de tudo o mais, Portugal tem de lidar com o   pessimismo endémico - a tendência para dizer mal quando as coisas correm bem (e vice-versa). Entendo que começem a faltar argumentos a António Costa à luz da evidência da retoma económica de Portugal. Quanto a Marisa Matias, ela também serve a Democracia. Levanta questões com um grau de ingenuidade de uma criança, mas com traços de distorção que caracterizam um adulto que tarda em aceitar os factos incontornáveis da vida. Os sapos a engolir serão concerteza muitos. Afinal estamos na Primavera.

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publicado às 18:14

John Gray, "A Conservative Disposition":

Conservative individualists recognize that, before anything else, even before freedom, human beings need a home, a nest of institutions and a way of life they feel to be their own. Among conservatives, the practices of market exchange and of rational argument are familiar ingredients in, and even necessary conditions of, their way of life. They are not the whole of the way of life that they inherit, and they cannot hope to flourish, or in the end to survive, if the common culture of liberty and responsibility that supports and animates  them is eroded in the pursuit of the mirage of the sovereign individual of liberal ideology.

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publicado às 19:59

Cada um tem direito à sua lista VIP

por John Wolf, em 21.03.15

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Cada português tem direito à sua própria lista VIP. Fizeram a revolução dos cravos para quê? Assim que esgotarem os ingressos deste espectáculo teremos certamente novo passatempo. Um caso de plágio na revista Maria, uma mochila Disney abandonada à porta da sede do Partido Socialista, um espião infiltrado na cantina do Instituto do Mar e da Atmosfera. Enfim, mais moelas deploráveis servidas para distrair dos reais tormentos que afligem os cidadãos deste país. Se eu fosse o António Costa teria algum cuidado. Não vá algum sucedâneo de Sócrates surgir no enredo de uma outra bronca. Quando o putativo candidato a primeiro-ministro diz: "Temos de ter um sistema fiscal justo, e não de tratamento VIP para uns e de intransigência sobre os outros" parece esquecer que foi ministro da justiça em tempos não tão longínquos. Ou seja, demarca-se da responsabilidade colectiva que deve assistir a todos os políticos. Cada um dos governantes, do presente e do passado, assina os termos do contrato ético e moral que condiciona esta nação. O partidarismo, qualquer que seja a preferência ideológica, assenta na ideia de discriminação, da importância atribuída a uns em detrimento de outros. Ao oferecer-se para ser guarda-nocturno da devolução da confiança aos cidadãos, António Costa expõe-se às contrariedades do seu percurso político, seja na Câmara Municipal de Lisboa, seja nos entroncamentos dos vários governos socialistas de que fez parte. A consanguinidade de interesses foi o que permitiu a sua respiração no pelourinho de Lisboa ou na capelinha do Rato. Por outras palavras, este senhor tem a sua própria listinha VIP, como terão todos os outros políticos, agentes da alegada segurança económica e social dos portugueses. Afinal, o Araújo dos sabonetes tem razão. Isto cheira mesmo muito mal.

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publicado às 14:48

Cenas de uma Agência de Casos

por joshua, em 21.03.15

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Entretanto, como a cena do Pacote VIP não pegou, o pessoal que encomenda casos atirou-se ao telefone vermelho para encomendar outro para a próxima semana:

Ferruginoso Rodriguinhos: Tou?

Agente de Casos: Tá lá?

Ferruginoso: Eh pá, esta merda não tá a colar.

Agente de Casos: O quê?

F: O Pacote.

AdC: E agora?

F: Precisamos de outro para a próxima semana.

AdC: Outro Pacote?

F: Não, pá. Outro caso.

AdC: Com pedido de demissão? Só pa chatear?... Com gravações áudio? Com acesso a documentos surripiados aos ficheiros sigilosos do Fisco, da Segurança Social? Com fotos de sexo comprometedoras em locais comprometedores?

F: Eh pá, sexo não... [Tosse seca] E há matéria?

AdC: Não. Mas podemos alimentar umas manchetes venenosas por uns dias, criar umas suspeições, dizer muitas vezes "a Direita", "a Direita", "Fascistas", resulta sempre, e depois um gajo manda o chibo moralóide de serviço dizer que tem suspeitas, mas não tem provas, dizer umas merdas sobre o Estado de Direito, dizer que os gajos mentiram, que é gravíssimo e tal e, tungas, lá para a Quinta ou Sexta-feira, pede-se uma demissão. É fácil...

F: Fácil!... Os gajos não se demitem... Vá! Ok. Siga. O gajo das fotocópias tem ali umas centenas pa vocês. Bem, depois um gajo fala.

AdC: De quinhentos... A cores. Ok?

F: Chut! Ok.

E a chamada terminou. Entredentes, Ferruginoso murmura: "O tipo não arranca nas sondagens e tem a malta de organizar este teatro! Ora eu tô-me a cagar pó teatro! Quero é sangue, sangue! Hahahaha!"

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publicado às 10:21

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publicado às 10:02

Homens à beira de um ataque de nervos

por Manuel Sousa Dias, em 19.03.15

Após a decisão do colectivo de juízes sobre o prisioneiro 44 com base nos fortes indícios de culpabilidade do ex-PM, estranha-se a total ausência de reacções por parte de responsáveis do PS, por parte de ex-ministros do seu governo, de pessoas que trabalharam com ele ou de outros com responsabilidades políticas. Não há um. UM!

 

Sei lá, uma a manifestação de vontade de que seja feita justiça, um reafirmar do "à politica o que é da política patata patati..." sem quaisquer ambiguidades, a defesa da honra de um governo, ou de um partido, ou de alguém que não quer que pairem sombras sobre a sua respeitabilidade. Zero.

 

Compreende-se o choque do PS, perante o apertar do cerco a José Sócrates, não se compreende a apoplexia, a ausência de damage control ou o assobiar para o alto.

 

O PS não há meio de descolar do PSD mas parece-me que a continuar com a cabeça enfiada na areia vai finalmente descolar... no sentido descendente... em prol dos auto-proclamados irmãos do Syrisa, claro.

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publicado às 16:03

Portugal VIP

por John Wolf, em 19.03.15

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Portugal é um imenso mar de listas VIP. A expressão Very Important Person é apenas uma outra forma de tráfico de influências, corrupção, se quiserem. Em todos os sectores da sociedade portuguesa existe uma lista VIP. Nas artes e letras, na moda Lisboa e arredores, na banca, na academia e porventura na Autoridade Tributária. E o problema que aflige a nação é que a grande maioria dos seus cidadãos deseja fazer parte da guest list. O mérito que está associado ao VIP vai, deste modo, directamente da sarjeta para o esgoto. Em quase todas as instituições que povoam este país, as práticas são ditadas pelo estabelecimento de um aparelho forte - um conjunto de insiders aprovados em sede de troca de favores e privilégios. Os VIPs tornam-se assim associados importantes para os quadros de poder vigentes. E é isto que está em causa na revisão comportamental a que o país está obrigado. Mas encaramos um grande problema. Ser VIP é fashion. É outro modo de dizer ao compatriota que se é melhor, que se tem um contacto privilegiado. É outra maneira de dar ares de estatuto social, de dinheiro, de património. É ainda um modo de dissimular a profunda ignorância que vinca as faces daqueles que não se interessam pela intelectualidade ou pela cultura, cujos pais honrados até nem sabiam ler nem escrever. Esta síndrome de Vipismo contamina o país há décadas, senão séculos. O macróbio de Castelo Branco, encarcerado em Évora, pode, se desejarmos, corporizar a expressão máxima desse mal. É um VIP ao quadrado, bestial.

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publicado às 09:21

Europa e os sonhos do PS

por John Wolf, em 18.03.15

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No futuro próximo, seja qual for o governo que estiver em funções em Portugal, não terá a sua vida facilitada. O tema da Austeridade que condicionou o discurso e a acção políticos dos últimos quatro anos será substituído por algo ainda mais dramático. Façamos a distinção entre a manutenção de um sistema a todo o custo, e o descalabro da ordem subjacente. Quando Cavaco Silva perfila o seu sucessor como alguém com experiência em relações externas, acerta nas qualificações, mas engana-se no posto. Quando escuto as palavras convenientes de António Costa sobre o fim dos tempos difíceis em Portugal, a reposição das pensões dos reformados, o crescimento económico e o emprego, vejo uma criança. Os grandes estrategas do Partido Socialista (PS) apresentam-se com ganas de vingar Portugal, mas omitem as dinâmicas do resto do mundo. Descuram cenários extremos que estão a acontecer além de Badajoz. O crescendo que se regista na opinião pública na Alemanha sobre a saída grega do Euro deve ser integrado na racionalidade política e de um modo expressivo. A agenda para a década do PS vendida como panaceia, incorpora ou não uma Europa radicalmente transformada ou assenta em premissas falidas? Mas acho que encontrei a explicação para o desprezo no que toca a condicionantes excêntricas. Se os socialistas chegarem ao poder, e quando começarem a falhar as suas receitas, sempre poderão atribuir a culpa a factores exógeneos. Mas existe uma contradição endémica nessa hipotética abordagem. O sistema europeu não irá explodir fruto de ameaças de Tsipras e da sua falange revanchista. A ordem da Zona Euro e da própria União Europeia sofre o desgaste no âmago da sua construção. E os sonhos acordados dos socialistas também sofrerão, por analogia, das mesmas contradições endémicas. A natureza ideológica da Europa assente na ideia de Seguranças Social e subvenções sem fim, está em profunda mutação. Os socialistas do Rato ainda não entenderam isso. As instituições europeias também parecem caminhar de um modo desalinhado. O lider do Eurogrupo fala de uma solução à Chipre, enquanto na Alemanha o Grexit parece estar a ganhar cada vez mais adeptos. António Costa, que se tem esquivado às questões que dizem respeito aos homens, vai ter de tomar decisões difíceis. E isso vai baralhar ainda mais as contas. Para além da complexidade que define todo este processo político-financeiro europeu, vamos ter de incluir juízos errados de futuros governantes nacionais. Preocupa-me a falta de visão do mundo daqueles que prometem salvá-lo.

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publicado às 09:11

Jornalismo e lavagens automáticas

por John Wolf, em 17.03.15

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Nuno Roby Amorim tem toda a razão, e passo a citá-lo:

"Não estou a perceber uma coisa. O advogado do ex-Primeiro-ministro José Sócrates, João Araújo, virou-se esta manhã para uma jornalista à porta do Supremo Tribunal de Justiça em Lisboa e disse-lhe: “A senhora devia tomar banho. Cheira mal!”. Mais à frente ripostou “Desampare-me a loja!”. À hora dos jornais televisivos, ao fazer zapping, tirando o Correio da Manhã onde a jornalista trabalha, não vi nenhum discurso de indignação nem nenhuma reacção critica por parte das direcções de informação, colegas, Sindicato de Jornalistas, ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social ou mesmo da Ordem dos Advogados. Na minha modesta opinião, este não é um tema para se fazer apenas uma noticia, mas uma altura para mostrar indignação e sobretudo pedir desculpas públicas. Todos os que se calam agora amanhã não venham fazer criticas ao jornalismo porque aceitar com normalidade a javardice e a selvajaria é meio caminho andado para a instauração de uma sociedade mais bruta, estúpida e irresponsável. A justiça não pode ser transformada na Casa dos Segredos..." (...)

 

Não tenho nada a acrescentar. Não nos deixemos distrair com isto.

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publicado às 08:54

Da má reputação do liberalismo clássico

por Samuel de Paiva Pires, em 15.03.15

Ao redigir o enquadramento teórico da minha tese de doutoramento, em particular a secção sobre o liberalismo, corrente filosófica que constitui, segundo John Gray, uma única tradição com diversos ramos que resultam de variações e redefinições das relações entre as suas principais características (a saber, o individualismo, o igualitarismo, o universalismo e o melhorismo), e tendo ainda em consideração, de acordo com o mesmo autor, que se trata de uma tradição que possui diferentes fontes históricas, sendo tributária, por exemplo, do estoicismo e do cristianismo, procurando validação ou justificação em filosofias muito diferentes, como as teorias jusnaturalistas ou utilitaristas e revestindo-se de diferentes características consoante as diversas culturas nacionais em que pode ser encontrado, não deixo de sorrir ao recordar aqueles que tantas vezes escrevem que “para o liberalismo é X” ou “para o liberalismo é Y”, quando na verdade falam apenas e só de uma determinada variante do liberalismo, pretendendo confundir o público em geral ao fazer passar por liberalismo clássico aquilo que muitas vezes não só não é defendido pelo liberalismo clássico, como é negado ou refutado por este. Não admira que por aí se leiam ou oiçam disparates como o de que Hayek defende a dissolução do Estado. Se a política deve a sua má reputação aos homens, o liberalismo clássico talvez deva a sua aos libertários contemporâneos. O problema, para muitos destes, talvez esteja, na verdade, no facto de um liberal clássico ser, contemporaneamente, como Eric Voegelin evidencia, um conservador. As coisas são o que são, como diria alguém.

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publicado às 19:38

Dos manuais no ensino moderno

por Samuel de Paiva Pires, em 14.03.15

Eduardo Lourenço, "Da filosofia e da sua relação com a ideologia":

Em lugar das obras a escolaridade secundária serve de preferência manuais. O manual tornou-se assim no ensino moderno (curiosa correspondência com o mundo económico das “sociedades anónimas de responsabilidade limitada) uma espécie de terra de ninguém da sabedoria, que não é outra coisa que uma sabedoria degradada. Em vez dos mestres são-nos servidos compiladores. O ensino moderno é o ensaio incrível de fazer compreender o mais pelo menos, o superior pelo inferior. É a inversão da ordem natural, a inversão da educação antiga, comunicação dos que sabiam aos que sabiam menos ou não sabiam.

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publicado às 17:57

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Ferro Rodrigues e António Costa podem ter anos de casa política - os suficientes para receberem uma reforma socialista -, mas isso não significa que sejam particularmente dotados em termos cognitivos. É triste que o povo português conceda a sua representação a políticos que estão longe de ser estadistas. E há mais. O retornado à bancada parlamentar está enganado. Finalmente podemos constatar o seguinte: há pelo menos uma pessoa que andou anos a fazer das suas e que irá pagar pelos seus devaneios. Quem tem por casa um Sócrates não tem argumentos para apontar o dedo moral a quem quer que seja. Tenha fé, camarada Ferro. Se acreditar em Portugal e no sistema de justiça, este último chegará a quem está em falta. Sei que o Partido Socialista está desesperado por encontrar uma bomba do calibre prisional de Évora, mas tem de se esforçar mais. As dívidas à Segurança Social não chegam para levar a sua mágoa ao moinho. À semelhança de António Costa, Ferro Rodrigues não tem ideias. E as que tem são axiomas gerais, orientações que dizem respeito a considerações à la palisse - mais investimento, mais emprego, mais inclusão, menos austeridade. Se perguntarem a uma criança se ela prefere tau tau a um bolo de chocolate, ela saberá responder. Como diria o outro - Portugal está metido num grande sarilho. O que nos vale é que andam aí uns intelectuais a espremer o sumo inócuo das sondagens, a falar de alegadas vantagens de secretaria, enquanto Portugal assiste induzido pelas balelas da alternância democrática, das promessas infindáveis que emanam do Rato.

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publicado às 18:37

Claro como o cloro

por João Quaresma, em 12.03.15

claro como cloroNo mesmo dia em que circula no Facebook este texto certeiro sobre a política norte-americana para o Médio Oriente, ficou-se a saber que, nos últimos dias, a organização "Estado Islâmico" tem estado a usar armas químicas nos combates na cidade de Tikrit. São bombas de cloro, rudimentares mas ainda assim eficazes ao serem capazes de contaminar áreas e de causar baixas entre as forças governamentais e a população civil. E, para todos os efeitos, são armas de destruição em massa.

Afinal, as armas químicas fizeram a sua aparição no Iraque, doze anos depois da invasão que mergulhou o país no caos, e nas mãos de uma entidade ainda mais ameaçadora à segurança internacional que o regime de Saddam Hussein.

E agora, o que fazer para lidar com esta situação?

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publicado às 23:16

Como o Eusébio Macário...

por Cristina Ribeiro, em 12.03.15

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Só há muito pouco tempo a vi - não sei se alguma vez ostentou outro letreiro, correcto, quero dizer. Lembro que era domingo quando por lá passei, e de ter pensado que, se estivesse aberta, a minha vontade era a de entrar e perguntar ao " boticário/a " se tinha caído o B da tabuleta onde se lia Otica. Mas na montra do estaminé expunham-se óculos!!! " Óptica"?, perguntar-lhe-ia.

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publicado às 17:45






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