Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



CML e o socialismo na gaveta (dos espanhóis)

por Manuel Sousa Dias, em 05.03.15

Depois de muitos anos fechada, eis que a nova Piscina dos Olivais reabriu ao público. A notícia, tal como tem vindo a ser transmitida na comunicação social – sempre a boa imprensa de António Costa!! -, parece muito boa mas, enquanto lisboeta, olivalense e antigo frequentador deste espaço ímpar nos Olivais, parece-me que o espaço ficou bem pior. 1000 vezes pior, para ser mais preciso.

 

O espaço reabriu através de uma concessão a uma empresa espanhola, que nele investiu 10 milhões de euros depois de ter encerrado desde o início do século.

 

Primeira critica: Socialismo na gaveta; este espaço, outrora um espaço municipal foi cedido a interesses privados. Os munícipes, ou utentes, passam a clientes. A concessão é de 35 anos. Sim, leu bem, 35!!

 

Segunda critica: desvirtuamento do projecto inicial, no qual eram valorizadas as actividades ao ar livre, por entre espaços verdes bem cuidados, como, aliás, é apanágio dos Olivais. Ar livre? Espaços verdes? Não. O mercado pede é actividades indoor.

 

Terceira crítica: Então e o espaço exterior, anteriormente constituído por jardins, campos de ténis, campos de jogos e mini-golf? Não. O mercado pediu um parque de estacionamento para 300 automóveis.

IMG_2741.JPG

 

 

Quarta critica: Em que se distingue este fitness club dos demais? Aparte o seu gigantismo, em nada. Mas como o povo gosta de coisas gigantes, aqui temos o Colombo dos fitness-clubs, com seis estúdios para aulas em grupo, uma sala de fitness, sala de máquinas, zona termal (piscinas, sauna, banho turco), padel e 300 lugares de estacionamento, claro.

 

Quinta critica: Projecto feito às três pancadas. Além das árvores arrancadas, relvados destruídos, campos de jogos abatidos, estacionamento XL, temos também a antiga bancada de 50 metros da piscina da anterior piscina olimpica virada para... a parede exterior das piscinas... Será projecto do Salgado?

 

IMG_2743.JPG

 

Sexta critica: Os munícipes, perdão, clientes, passam a pagar 39,90€ mensais por um livre trânsito. Segundo Jorge Máximo, Vereador do PS da Câmara Municipal de Lisboa, “vamos ver até que ponto temos legitimidade para interferir na regulação de preços”, como disse em entrevista recente ao Público.

 

Coisas positivas? Bem o preço é competitivo face a outros empreendimentos da mesma natureza, esqueça-se o facto (já agora, importante) que este era um espaço municipal que agora passou a ser um espaço comercial.

 

Que dizer então da Piscina do Campo Grande e da Piscina do Areeiro? Estão ambas a ser alvo de investimentos da mesma natureza, igualmente de investidores espanhóis, ficando ainda por apurar se vai ser sujeito a abate espaço do jardim do Campo Grande em favor de mais um gigante espaço de estacionamento. Referiu ainda Jorge Máximo que o valor de investimento do grupo espanhol na Piscina do Campo Grande ascende a 10 milhões de euros e que estão igualmente a ser feitos investimentos avultados na piscina do Areeiro com vista à apresentação do mesmo tipo de serviços. Todos estes investimentos privados proporcionaram à câmara de Lisboa abster-se de fazer investimentos de cerca de 21 milhões de euros, de acordo com o mesmo autarca.

 

Refira-se ainda que em termos de piscinas municipais as coisas não vão muito bem. A Piscina Municipal da Penha de França encontra-se encerrada desde 2011. A Piscina da Avenida de Ceuta, inaugurada por Santana Lopes, encontra-se encerrada desde 2008. As restantes encontram-se encerradas ou altamente condicionadas aos munícipes em regime livre depois das 18 horas em virtude de estarem concessionadas a clubes ou associações.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:02

Candidatos ao Óscar colectivo

por Fernando Melro dos Santos, em 05.03.15

Cento e vinte anos escravos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:13

image.jpg

Nascera para escrever como outros nascem para pescar trutas ou caçar borboletas. ( ... ) Desde pequenino, o seu mister secreto consistia em estudar o mundo para depois contar a si mesmo, com palavras suas, o que lhe ouvira. ( ... ) A leitura não só lhe servia de deleite como de repasto espiritual " - O Escritor - Ler, sempre gostei de ler, desde que aprendi a fazê-lo, e esse meu gostar sempre foi incentivado pelo meu Pai: do mesmo modo que é agora o meu, adulto já, gostava de livros infantis, pelo que saíram da sua então pequeníssima estante os primeiros livros que li, antes ainda de recorrer à Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. Dizia há tempos. Hoje, é ainda nas estantes paternas que encontro muito do alimento com que sacio o espírito. Como este conto de João de Araújo Correia, escritor de mão cheia, muito nosso, de tão perto se encontrar do povo, ao qual sara as feridas do corpo e que lhe é fonte de inspiração.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:03

As esquerdas e a realidade

por Manuel Sousa Dias, em 05.03.15

Há dias foi publicada a notícia de que a Joana Amaral Dias abandonou o projecto Juntos Podemos para criar o seu próprio projecto denominado Agir. Esta tem sido a patética e monty pythiana história da extrema-esquerda portuguesa, que não se cansa de lembrar a necessidade de encontrar uma plataforma de entendimento entre as várias esquerdas mas que nunca a consegue materializar.

 

Se não me falha a memória, pois são tantos os partidos e movimentos, nos últimos dois anos surgiram o Movimento Alternativa Socialista, Partido Livre, Movimento Tempo de Avançar, Manifesto 3D, Associação Fórum Manifesto, Renovação Comunista e, agora, Agir. Ah, mas na extrema esquerda ainda temos o Bloco de Esquerda (que só por ironia se designa de “Bloco”) e o Partido Comunista Português. Tem sido uma novela a história de tentativas de entendimento, as zangas, as divergências irreconciliáveis e as rupturas.

 

Entretanto as notícias que nos chegam da Grécia dão conta da fragilidade interna do Syrisa, com demasiadas vozes dissonantes dentro do partido que não conseguem engolir as “concessões” feitas à Troika, quero dizer, aos parceiros, nem a quebra de promessas eleitorais, para não falar do eventual terceiro resgate.

 

A esquerda e, em particular, a extrema-esquerda, está em crise. Em crise porque as várias esquerdas não se entendem, não fazem cedências, não têm uma cultura de negociação, cada uma delas reclama-se como sendo mais à esquerda, mais purista e detentora de mais boas intenções do que a esquerda imediatamente ao lado. Em crise sobretudo porque não tem soluções realistas para além do “que se lixe a Troika”, para além dos mercados. A saga do Syrisa veio dar um banho de realidade às várias esquerdas. É que, como dizia Woody Allen, “detesto a realidade mas ainda é o melhor sítio para comer um bom bife”. Que o digam os gregos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:55

2 milhões de visitas

por Samuel de Paiva Pires, em 05.03.15

Marca atingida há dias no nosso Sitemeter. Parabéns a nós e sentidos agradecimentos aos nossos leitores e comentadores.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:10

Segurança Social e carreira política

por John Wolf, em 05.03.15

10-dicas-para-concurso

 

CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA POLÍTICA

 

Informa-se que está aberto o concurso de admissão à carreira política.

 

Requisitos dos candidatos:

  •  Licenciatura em Estudos Superiores de Política e Ética (classificação mínima de 14 valores).
  •  Cidadania portuguesa.
  •  Ser maior de idade.
  •  Estar filiado num partido político ou ser um cidadão independente.
  •  Não ter cadastro criminal.
  •  Não ter dívidas fiscais.
  •  Não ter dívidas à Segurança Social.
  •  Apresentar todas as declarações de rendimentos.
  •  Não receber dotações financeiras ocultas para o desenvolvimento de campanhas políticas e afins.
  •  Não dar ou receber prendas a/de amigos que emprestem habitação em capitais europeias.
  •  Prescindir de actividade profissional desenvolvida no sector privado.
  •  Proibição de retornar à anterior actividade profissional.
  •  Não ter familiares que possam beneficiar do cargo público ocupado.
  •  Não comunicar a partir de celas de prisão.
  •  Ter o boletim de vacinas em dia.
  •  Não sofrer de alcoolismo.
  •  Não padecer de anomalias psíquicas. 
  •  Não ser toxicodependente.
  •  Não ser traficante de influências.
  •  Capacidade de estruturar ideias.
  •  Aprovação em exame de aptidão cultural.
  •  Aprovação em exame de língua portuguesa (escrito e oral).
  • Obrigatoriedade de se apresentar no local de trabalho no horário legalmente estabelecido.
  • Obrigatoriedade de renunciar ao cargo ao mínimo indício de prevaricação legal, criminal, substantiva ou formal (decorrentes ou não do cargo público ocupado).
  • Obrigatoriedade de não ocupar posições de relevo em organismos internacionais que condicionem decisões políticas nacionais.

 

Tenho a certeza que teremos milhares de candidatos que preenchem os requisitos enunciados. O futuro de Portugal está garantido.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:35

Um documentário

por Nuno Castelo-Branco, em 03.03.15

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:36

Portugal positivo e o moralismo do Restelo

por John Wolf, em 03.03.15

Tax-as-moral-issue-624x356

 

Entramos na época de saldos políticos. O período sórdido que antecede eleições, no qual todo o género de armas de arremesso é utilizado. Entre o ruído produzido por uns e o barulho oferecido por outros, encontraremos aquilo que efectivamente interessa ao país - o interesse nacional. Enquanto brincam ao jogo da dívida à Segurança Social ou aos dardos IMI, Portugal parece estar a consolidar a sua recuperação económica. Os bons indicadores económicos e sociais devem custar a engolir a certos detractores e pessimistas crónicos, mas os dados são incontornáveis. Por alguma razão um movimento à Syriza ou estilo paella Podemos não eclodiu em Portugal. A Esquerda sabe (embora não o admita) que a viragem está a acontecer. Não precisa de um campeão demagógico (e perigoso) como Tsipras, que a breve trecho terá de encarar a inevitabilidade de um terceiro resgate. No entanto, Portugal tem de lidar com uma outra maleita que diz respeito à sua identidade cultural, à sua natureza endémica - a tendência para se canibalizar e maldizer. Esse espírito resteliano parece ser de difícil cura - os tratamentos também não funcionam. Aqueles que me lêem sabem que já fui muito mais céptico em relação a Portugal, mas tenho de reconhecer que agora devo mudar a ficha, realizar um upgrade do software. Ainda ontem me chamaram de estafeta da Direita, mas enganaram-se no género - sou mais do tipo estafermo direito, mesmo sendo torto. Ou seja, não nutro preferências ideológicas por esta ou aquela escola. Sou a favor da cidadania, defensor da força colectiva das nossas sociedades e apologista da máxima expressão de individualismo. Capitalista? Sem dúvida? Crente no lucro? Sim. Se assim não fosse, ambicionaria ser apenas mediano, correndo o risco de atingir a mediocridade. Deste modo posso afirmar sem pudor que falhei. Mas que tentei, tentei.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:57

Centro de Saúde da Lapa

por Nuno Castelo-Branco, em 02.03.15

Era aflitivo ver este casal que tudo tentava para obter o acesso a um Centro de Saúde. Com residência na zona do Príncipe Real, a inscrição foi rejeitada devido à sobrelotação de utentes no C.S. Cais do Sodré (1). 

São ucranianos, residindo ele em Portugal há seis anos e sem que até hoje alguém lhe concedesse um contrato/inscrição na S.S. Trabalha a recibos verdes e acumulam-se os episódios de "colocação à experiência" durante meses infindos. Devido aos problemas russo-ucranianos, já há quase seis meses trouxe de Kherson a sua mulher. Está grávida, na primeira fase da gestação. Até hoje ninguém a quis atender, deambulando de centro em centro, esmagada pela exigência deste e daquele papel que não era possível obter senão com a apresentação de um outro qualquer.

 

Decidi acompanhá-los ao C.S. do Cais Sodré e após indicações da simpática funcionária, dirigimo-nos ao C. S. da Lapa, na Rua de S. Ciro. Após uma espera de pouco mais de cinco minutos, tivemos a oportunidade de conhecer um modelo de funcionária pública. Conhecedora dos trâmites legais e inteirando-se da situação da Yelena, prontamente resolveu o caso, marcando para esta tarde a primeira consulta. Rapidez, saber fazer, delicadeza e boa educação extrema, salientando-se ainda a compreensão dos problemas de gente que até então lhe era completamente estranha. Se Portugal contasse com este tipo de serviço público em cada departamento do Estado, boa parte dos dramas nacionais não existiriam. 

 

O Centro de Saúde da Lapa merece o nosso reconhecimento, até porque facilmente concluí acerca da existência de outras Anas Fernandes de serviço ao mesmo balcão, significando isto um perfeito trabalho de equipa. Em conformidade solicitei o Livro de Reclamações, nele deixando um louvor. Trata-se da mais elementar justiça.  

(1) Orgulhosamente em exposição na sala de atendimento do C.S. do Cais Sodré, está uma grande fotografia da visita da Rainha D. Amélia  ao mesmo local, quando ali funionava a SLAT de que foi fundadora e benemérita. Cercada por uma multidão de populares, o grande vulto da soberana recebe as homenagens de quem, mesmo tendo passado 35 anos desde a catástrofe de 1910, jamais a esquecera. Afinal, existe mesmo um outro Portugal. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:34

Putin e Tsipras atiram o pau ao gato

por John Wolf, em 01.03.15

home-cat

 

Se Putin premiu o gatilho da pistola que abateu Boris Nemtsov não é a questão principal. Há outra mais importante que acaba de ser colocada aos russos: será que estão dispostos a colaborar com um regime repressivo que atenta à liberdade de expressão e a direitos e garantias fundamentais? Embora ainda faltem peças ao puzzle, o mar de gente que enche as ruas de Moscovo faz lembrar eventos mais ou menos recentes. Por exemplo Maidan ou até a Primavera Árabe. Sem dúvida que o aparato em torno do assassinato de Nemtsov serve para distrair das movimentações russas em solo ucraniano, mas Putin pode involuntariamente ter libertado  a força crítica e avassaladora do seu povo. Putin virou-se para a exterioridade da Crimeia e da Ucrânia porque há muito que sente o seu regime ameaçado - "lá fora" parece ser mais fácil justificar as acções e vendê-las de um modo glorioso no próprio país. Mas não é o único. Tsipras também aplicou o mesmo princípio que resulta de insuficiência interna, e atirou-se aos portugueses e espanhóis chamando-os de principais responsáveis pelas dificuldades negociais havidas entre a Grécia e os interlocutores europeus. São comportamentos enviesados e desta natureza que nos devem preocupar. As atitudes de políticos que atiram o pau para longe. A Grécia e a Rússia têm muito mais em comum do que possam imaginar. E não se quedarão por aqui. Já passámos a fase de meras sugestões. A Estónia e a Turquia parecem ser candidatos para serem arrastados para o já de si complexo mapa geopolítico. Isto não fica assim. Se as coisas não correrem de feição a Putin e Tsipras, estes são mais do que capazes de incendiar casas alheias.

 

*os gatos são muitos populares na internet, mas não servem para grande coisa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:39

Os asquerosos

por Nuno Castelo-Branco, em 01.03.15

... que ainda temos de suportar

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:29

Benefícios da moeda única

por Fernando Melro dos Santos, em 28.02.15

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:21

Um breve desabafo

por Samuel de Paiva Pires, em 28.02.15

Assola-me, de algum tempo a esta parte, um profundo desinteresse pela actualidade política. Agora que raramente escrevo no blog ou no Facebook, observo a realidade com maior distância, leio e oiço as notícias e pouca ou nenhuma vontade tenho de reagir. As televisões, os jornais e os blogs são repetitivos e cansativos, mostrando e comentando sempre os mesmos actores e as suas desinteressantes performances. A cada semana que passa há uma nova estatística, um novo escândalo, uma nova afirmação que espoleta uma torrente de reacções, comentários e indignações, para no fim tudo se desvanecer tão rapidamente quanto emergiu, aguardando-se até aparecer outro facto mediático qualquer. Há mais, muito mais vida para além disto. Por isso, não há como não concordar com o que o Fernando escreveu há dias: "Não há como escrever. Não há como exprimir. O reduto final de um homem livre, querendo e podendo fazer algo em prol daqueles que gerou e a quem deixa um mundo pior que o esperado, é fechar-se, remeter-se ao ermitério, desaparecer, calar, calar a voz mas também a baioneta."

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:19

Show me the money, Varoufakis!

por John Wolf, em 27.02.15

500-euros

 

Provavelmente da próxima vez que escrever uma pequena nota neste blog estaremos todos felizes e contentes no mês de Março. O Banco Central Europeu (BCE) havia anunciado, e vai cumprir: irá dar início ao seu programa de quantitative easing no mês que está prestes a chegarOs mercados financeiros e accionistas irão bombar como um drogado que acaba de receber uma injecção no veio central da sua existência. A compra de títulos de tesouro por parte do BCE é um doce para os especuladores, mas não gera efeitos imediatos na economia real. Vimos como foi nos EUA, mas a Europa será um caso à parte. Na América puseram o dedo na ferida, por exemplo com a intervenção no âmbito dos Mortgage-Backed Securities (MBS). Contudo, na Zona Euro poderemos esperar por um efeito que não carece de uma explicação complexa. A injecção de liquidez, por via directa ou indirecta nas economias, e pela compra de títulos de tesouro dos países da Zona Euro, afecta o valor das divisas subjacentes. Neste caso, poderemos contar com uma ainda maior desvalorização do Euro. Por um lado, essa condição cambial ajuda as exportações da Zona Euro, e, por outro lado, uma vez que a deflação parece reinar na Europa, existe margem para aumentar os níveis de oferta de liquidez. A inflação até é desejável, e por mais do que um motivo, mas sublinhemos o facto das dívidas dos Estados serem mais facilmente mitigadas se a divisa em que as mesmas se expressam menos valerem. Aquilo que vai ser iniciado em Março pelo BCE não irá clarificar a complexidade da situação económica em que se encontra a Europa. Sempre que a economia real não funciona, os bancos centrais escrevem ficção  - imprimem dinheiro e passam a ser uns mãos largas como se isso resolvesse os problemas estruturais das economias. As bolsas europeias decerto que irão bombar, e os hedge funds e especuladores farão as suas apostas certeiras, mas o cidadão comum será excluído dessa festa. A Grécia deixar-se-á envolver nesse turbilhão de ilusões e aproveitará o mesmo para extrair dividendos. Varoufakis e os demais pseudo anti-capitalistas dirão que é um claro sinal de recuperação. Mas os mais avisados sabem que isso não é verdade. Aqui deixo o meu aviso. E eu nem sequer sou um especialista na matéria.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:53

Singeries

por Nuno Castelo-Branco, em 27.02.15

FRA-Chantilly-GrSngre-monkey-int-det-Jacky-2008-4.

 

 A respeito de um desabafo de quem falava para uma assistência representante de alguns milénios de civilização, alguém classificou a ora como chinesices. Eis o resmungo de sonoridade estridentemente xenófoba do Sr. Barroso,  Alfredo.

 

Se Costa acabou por involuntariamente se ver livre de mais um membro da familiar oligarquia presumivelmente habituada à feijoada servida em louça de Cantão ou ao entesourar de colecções família rosa, temos por boa e única forma de classificar as palavras do ex-camarada, como apenas mais uma singerie. Mais uma, talvez não a derradeira, na diluviana série desta enxurrada de duas ou três gerações, se contarmos ou não, com o primordial e despadrado patriarca primo-republicano.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:16

Por fora das palavras escritas.

por Cristina Ribeiro, em 26.02.15

image.jpg

Como eram lindas as capas dos livros!... Corriam os finais dos anos sessenta.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:46

O que nos trouxe a partidocracia.

por Cristina Ribeiro, em 25.02.15

image.jpg

Um contributo que nos ajuda a entender como chegámos àquilo que hoje somos: " um zero à esquerda ". Muitos de nós lembramo-nos de como estávamos a crescer. Era a bonança que chegava depois da tempestade que herdáramos da Primeira República. Estes que juraram desgovernar Portugal fizeram com que o tempo bonançoso se tornasse em miserável miragem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:20

Drones em Paris

por Nuno Castelo-Branco, em 25.02.15

 

DSC00259.jpg

 

Paris está em pânico. Não surgiram bombardeiros Tupolev, discos voadores ou efeitos da Experiência de Filadélfia. Paris teme misteriosos drones que têm sobrevoado a cidade. Os drones, coisas medonhas que saíram da imaginação de um cientista lunático ao estilo do Back to the Future, levaram-me a mais uma curta viagem no tempo.

Estas pequenas engenhocas são coisa tão inédita como os Sputnik, aliás, precederam-nos. Recordo muito bem uma loja sita nas imediações do John Orr's, em Lourenço Marques, a Modelândia. Enquanto muitos lá buscavam kits de automóveis, tanques, navios e aviões, Dinky Toys, carrinhos da Matchbox ou soldadinhos de várias épocas históricas, os mais velhos ou mais abastados, eram clientes da secção de aeromodelismo. Ali vendia-se de tudo, desde a balsa para a construção dos modelos pelos mais habilidosos artífices, até aos motores, todo o tipo de peças avulsas, tintas e colas especiais. No entanto, também existia um bom sortido de modelos completos, aos quais apenas faltava o combustível para o início das operações. Spitfires, Hurricanes, Stukas, ME 262, Corsairs, B-29 e tantos, tantos outros modelos bem conhecidos, estavam à disposição dos compradores que depois os exibiam em locais ermos, entre os quais o próprio Autódromo de LM servia de cenário para acrobacias e uns tantos estampanços a pedirem mais lições e afinar da perícia.

Sim, nos anos sessenta e setenta já tínhamos drones controlados à distância. As formas eram outras e decerto alguns terão um dia pensado em transformá-los em pequenos mísseis guiados até um hipotético alvo. A tansformação não seria difícil.

E se neste momento estivessem uns tantos miúdos parisienses mortos de riso pela assustadora façanha? À falta de um vírus H5N2015 e até cabal prova em contrário, os drones não merecem tanta histeria mediática. São coisas velhas, conhecidas e usadas, pois apesar de videos acoplados e potencial abastecimento com bombas, não representam nada de novo. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:45

Os Ricos

por Fernando Melro dos Santos, em 25.02.15

Primeira factura da água com o novo tarifário aplicado pela Câmara Municipal de Palmela.

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:39

Catarina Martins e o bloqueio linguístico

por John Wolf, em 25.02.15

band1 -1

 

O Bloco de Esquerda (BE) interpretou magistralmente o enunciado de Fernando Pessoa: "a minha pátria é a língua portuguesa". Deve ter sido por essa razão que descurou o primado da língua alemã no cartaz que grosseiramente mandou imprimir. Mas há considerações que transcendem os erros tão gratuitamente expostos. Não é suposto os partidos políticos dependerem de comunicações acertadas (escrevi acertadas e não assertivas!)? Não são as mensagens o seu principal veículo de doutrinação? O que aconteceu no BE também sucede no quotidiano profissional português - a falta de rigor. A Catarina Martins e a sua equipa de copywriters procurou desenrascar a coisa à Lagardère. Provavelmente existem no bloco uns quantos germanófilos não assumidos que emprestaram a sua mãozinha barata - sim, as traduções pagam-se. As revisões de texto também. Uma outra possibilidade que se lhes apresenta é terem tido a intenção de denegrir o acervo linguístico da Alemanha, corrompendo as regras de gramática. Mas essa hipótese é excessivamente rebuscada. Enganaram-se sem o saber, porque não quiseram saber. E podem tirar o chevalinho da chuva, esse grau de incompetência nada tem a ver com preferências ideológicas. Desta vez foi o BE. Poderia ter sido outro grémio literário-partidário. Ando eu a esforçar-me para aprender o idioma alemão (sim, estou no nível B1) e vem esta malta baralhar-me ainda mais a cabeça que já não anda boa com o apanágio das declinações). No entanto, dou o dicionário a torcer à Katrin Martins. Os erros impressos em tamanho de outdoor relacionam-se com a complexidade do tema gramatical que tem ocupado os alemães desde que Goethe saiu de Weimar. Eu sei que errar é humano. Mas quem não sabe deve perguntar. Quantas vezes me confronto com dúvidas respeitantes ao correcto uso da língua de Camões? E o que faço? Em alguns casos, se o virus persiste na minha narrativa mental, pego no telefone e falo com uma profissional que tão bem conhece a língua portuguesa. Admito que não o fiz no decorrer e discorrer deste texto. Agradeço que me indiquem onde estão as calinadas e num passe de mágica editorial procederei à correcção do texto que aqui vos apresento.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:44






Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D

Links

Em destaque

  •  
  • Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Instituições nacionais

  •  
  • Instituições internacionais

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas


    subscrever feeds