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Do activismo "jornalista", ou que saudades da Telescola

por Fernando Melro dos Santos, em 31.07.15

Cara Licinia,

o que aqui houve foi activismo bloquista do DN. A lingua inglesa, que é rica, presta-se muitas vezes à leitura que dela se quiser fazer. Cameron nao disse praga. Disse magote, multidao, confluencia.

Seria como a Licinia escrever ass e eu achar que estava a falar de um cu, sem indagar se nao se trataria, antes, de um asno.

Claro?

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publicado às 16:55

Ao cuidado do Comando da GNR - Almada

por Fernando Melro dos Santos, em 31.07.15

Dia de hoje, 14:55, Rua dos Três Vales, Monte de Caparica. Conduzo a 40 km/h.

 

Um peão contribuinte de etnia romaní atira-se para a passadeira estando o sinal verde para mim. Travo a fundo. Quando avanço, não reparo que entretanto o semáforo virou.

 

Um carro da GNR-BT precipita-se em minha perseguição. Encosto.

 

 

O agente acerca-se e inquire-me nestes termos:

- "mas o senhor nao me ouviu apitar? nao me ouviu gritar? a nao ser que vá a fugir de alguma coisa..."

 

E eu:

- "não, senhor guarda, não fujo de nada, eis os meus documentos; reparou que o peão passou fora da vez dele? é que eu entre olhar para o peão e olhar para o semáforo - suponho que tenha sido essa a minha culpa - optei por não bater no peão".

 

Documentos inspeccionados, sermão dado, pergunta-me a autoridade:

- "o senhor não é daqui. o que faz nesta zona?" (desculpe?!?!!?!?!?)

- "visito amigos"

- "o senhor que profissão tem?" (hã?!?!)

- "nenhuma; vivo de rendimentos prediais e estou desempregado"

- "e dantes?"

- "fui professor, empregado bancário, lavador de pratos, o que uma pessoa faz para ganhar o seu".

 

Adverte-me que ficará com os meus dados num caderninho durante dois anos e que se for apanhado ali a cometer outra asneira, o ónus desta primeira recairá capitalizante sobre eventual apreciação do meu caso. 

 

Segue cada um à sua vida. Eu continuo a pagar impostos e a pautar-me por uma vida tranquila. O peão que se atirou para a minha frente a esta hora já deve ter passado dois quilos de droga. O guarda? Não sei, é ir ver se o caderninho já está cheio. Se não estiver, deve andar a evitar ciganos e a perseguir brancos que se deslocam em carros decentes e não fazem mal a ninguém. 

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publicado às 16:28

Adriano Moreira na SIC N

por Nuno Castelo-Branco, em 30.07.15

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 Numa entrevista transmitida pela SIC N, o Prof. Adriano Moreira referiu-se a temas da actualidade, entre estes a questão premente do vazio absoluto quanto à falta de estadistas, pecha que infelizmente tomou conta de todos os sistemas representativos, desde Lisboa a Varsóvia e de Londres a Sofia e porque não ousar dizê-lo?, a Atenas. De uma forma sumamente elegante, A.M.  arrasou o Sr. Hollande e a sua estapafúrdia pequena ideia brilhante de isolar a Alemanha, para isso recorrendo ao directório dos fundadores da CEE. Estejamos desde este momento descansados, a Alemanha não o permitirá. Se é disso mesmo que deveremos falar como incontornável manifestação da reserva mental do presidente francês, o que mais nos importa tratar é aquele horizonte próximo, o de 4 de Outubro e os dias que se lhe seguirão. A isto se limita a estreiteza de visão de quem alternadamente tem comandado este país.


Na situação em que a Europa se encontra, dois meses são uma eternidade, havendo obrigatoriamente a considerar algumas hipóteses que decerto todos conhecemos. Pouco interessará agora discutir ou não o caminho único ditado pelas evidências de uma conjuntura difícil. Num momento em que os acontecimentos no Médio Oriente vão acumulando atrocidades sobre a péssima política que a NATO insiste em impor nos últimos anos - Síria, Iraque, Líbia, Ucrânia, Cáucaso -, o Mediterrâneo surge como segunda frente, não podendo a Europa insistir em ignorar os boat people que quotidianamente chegam às praias do flanco sul da União Europeia. Isto, quando muito mais a norte, as entradas do túnel da Mancha já se encontram sob insuportável pressão de migrantes em busca daquilo que, gostem ou não os situacionistas de encarar como realidade, é o Estado Social. Bem vistos os factos, tudo se resume a este factor: o Estado Social, ou por palavras internacionalmente reconhecidas, o Welfare State.

Entretanto, em Portugal estamos entregues a esterilidades eleiçoeiras, como se os nossos problemas fossem imunes à situação geral que sem convite nos entra pela sala em cada telejornal. Segundo declara A. M., tanto Pedro Passos Coelho como António Costa estarão então na iminência da suprema prova de fogo que segundo todas as sondagens têm indicado, chegará na própria noite eleitoral. É a sua reacção perante os resultados, que informará o país - e a Europa - se temos ou não temos estadistas. A eles caberá a ingrata tarefa da conciliação do aparentemente inconciliável, de dar remédio a tudo o que neste preciso momento parece ser irremediável. Manifesto o meu profundo cepticismo, este regime é - como desde a sua génese sempre foi -  uma fedorenta mixórdia de interesses entrecruzados de ganância e total inépcia ditada por larvar ignorância. 

Adriano Moreira voltou a referir aquela evidência que todos conhecemos, embora alguns insistam fingir ignorar: desde a fatídica tarde do 1º de Fevereiro de 1908, o país que ainda conhecemos por Portugal, deixou de poder contar com o decisivo Poder Moderador que a Carta atribuía ao Chefe do Estado, o Rei. Sublinhando ainda mais a mensagem, o antigo presidente do CDS mencionou o papel desempenhado por Isabel II, que teoricamente sem poderes reais, merece sempre aquele bem conhecido ...listen the Queen.

Infelizmente não podemos aconselhar os nossos sofríveis políticos a fazerem o mesmo, neste momento entretendo-se com mais um afiar de facas para mais um agora é que é!, difundindo esperanças sobre gente a quem falta qualquer padrão de idoneidade, quanto mais de representação de uma história quase milenar. Lembram-se dos excitados de há dez anos, quando enchiam resmas e resmas de páginas com sonhos de uma 4ª república, a presidencialista do Sr. Cavaco Silva? Onde isso já vai...

* Adriano Moreira conta com 93 anos de idade e apesar de repetir-se numa meia dúzia de temas, há que colocar a questão: quando Salazar deixou S. Bento (1968), o que teria sucedido a Portugal se em vez do indeciso Marcelo, Américo Tomás tivesse escolhido A.M.?

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publicado às 23:35

vilanela para a assembleia destituinte

por Fernando Melro dos Santos, em 30.07.15

mais um dia neste hemisferio oeste
nao ha ca nada que eu nao deteste
livros escritos por ladroes eleitos
numa praia urbana de lares desfeitos

 

outro round de calor insano está garantido
mães solteiras do cacém com o miolo ardido
e empresárias que só se vêm com marroquinos
mais um dia nesta terra de perfeitos suínos

 

mais um dia no calabouço inane do socialismo
a europa paga, o tuga gasta e reina o autismo
sucedem-se as selfies vãs por elogios baratos
os jornalistas cumprem o seu dever de mainatos

 

o messias a cavalo nos comodismos da cidade
conquista votos entronizando a mediocridade
o erário assegura o conforto mental de abortar
mais um dia neste limbo entre morrer ou matar

 

mais um dia na incerteza da hora H
a chuva, se existe, não anda por cá
os anestesistas de serviço acreditam
nas frases loucas dos idiotas que citam

 

ninguém nos inspira um sorriso
outro sinal claro de saturação
a manada segue tilintando o guizo
mais um dia à espera da destruição.

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publicado às 09:04

Descubra o totalitário louco

por Fernando Melro dos Santos, em 29.07.15

Dicas: esta e esta.

 

 

 

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publicado às 22:42

O fim da linha (graças a Deus)

por Fernando Melro dos Santos, em 29.07.15

Na Grécia já se vive em regime de economia mercantil, óleo por sementes, peças por combustível, leite por batatas. 

 

Em Portugal só existem a praia, o bronze, as tão almejadas férias que levam o utente contribuinte para longe da canga que o subjuga às quatro horas de trabalho diário, as selfies, ai estás tão querida, gatona, os anos não passam por ti, que belos!, fofos saudades!!, kakakaka tive aí mais de três semanas já só kero voltar!!! e o resto da merda que jorra em gorgolejos, hora a hora, por todos os orifícios do sistemazinho. 

 

A comprovar a feliz irreversibilidade do descalabro, em plenas segundas núpcias europeias, temos mais um acto de dedicação ao Bem Público de umas quantas famílias.

 

Encostem-se bem que a partir daqui é sempre a descer até ao encontro com o espelho. 

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publicado às 21:58

Contrariando a onda dos que consideram Varoufakis um louco

por Samuel de Paiva Pires, em 29.07.15

Ler na íntegra este artigo de Philippe Legrain.

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publicado às 16:08

Santa Marta, Santa Marta!...

por Cristina Ribeiro, em 29.07.15

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Dia de Santa Marta! E de lá bem fundo da memória saltam imagens, muito vagas, indefinidas, de uma romaria, aqui, na Falperra, talvez a única a que me levaram ainda com algumas características da pitoresca romaria minhota de que falam os livros, e que Pedro Homem de Mello como ninguém cantou. Teria quatro, cinco anos (?), e recordo uma roda de raparigas e rapazes a cantar, acompanhados por garridas pandeiretas. Mais precisas são as memórias de minha mãe, ela sim que ainda viveu esses tempos de festança pegada. E conta: de como todos, homens e mulheres, vestiam as roupas domingueiras, graciosas, de cores alegres, a preceito, não faltando sequer o raminho de alfádega na orelha, a espalhar o seu fresco aroma. Uns e outros a serem transportados em festivos carros de bois. Era só o tempo para deles descer, e o folguedo começava. Então, as concertinas e cavaquinhos não descansavam, até que o sol se pusesse! Num dia de calor assim, a cada canto se ouvia apregoar a limonada fresca, muitas das vezes por vozes infantis, pois que a criançada aproveitava para arrecadar alguns tostões, logo trocados por rosquilhos e cavacas. E quantos namoros não começaram sob a protecção da Santa!... Cansados, mas felizes, iniciavam então o regresso a casa, com algumas promessas de novos encontros para breve, noutra romaria, que não haveria de tardar.

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publicado às 15:10

Viagens na minha Terra

por Cristina Ribeiro, em 28.07.15

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Estávamos na Província da Beira Baixa, distrito de Castelo Branco. Assentáramos arraiais em Penha Garcia, bem perto de Monsanto, que em 1938 fora considerada ' a aldeia mais portuguesa de Portugal ', mas agora era outra a aldeia histórica que visitávamos. "Na época da ocupação romana [ Idanha-a-Velha ] era a chamada Civitas Aegitidanorum. Durante o confuso período da migração dos povos bárbaros sofreu diversas demolições, sendo restaurada pelos visigodos e convertida em sede de uma grande diocese. Entre os bispos comprovadamente da Egitania conta-se Adório, que compareceu no 2* concílio bracarense ( 572 ). [...] A invasão islamita destruiu-a profundamente no século VIII, e só muito depois, no começo da monarquia portuguesa, Sancho I intentou repovoá-la, concedendo-a aos Templários. A diocese egitaniense foi por esse monarca restaurada na Guarda. " ( Hipólito Raposo in Guia de Portugal edição da Biblioteca Nacional de Lisboa ) Logo à entrada da aldeia, sobre o rio Ponsul, afluente do Tejo, e outrora integrando a via que ligava Mérida a Braga, deparámos com a Ponte Velha, de origem romana. Mais à frente, um largo, onde sobressaem o pelourinho manuelino, provalmente erigido em 1510, aquando da atribuição do foral, e a Igreja Matriz, de estilo renascentista, antiga Misericórdia.

Depois de percorrermos as várias ruas, de traço medieval, terminámos a visita na Igreja de Santa Maria, a Sé Catedral, cuja configuração actual data do século XVI, mas que tem sido objecto de escavações várias, de que são testemunho as ruínas hoje visíveis e as muitas pedras com inscrições, algumas ainda por decifrar. Também os belíssimos frescos das paredes remontam a tempos indeterminados. Idanha-A-Velha, uma aldeia que já foi sede de concelho e hoje, unida à de Monsanto, íntegra o de Idanha-Nova.

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publicado às 18:30

Front Rouge-Alentejain (2)

por Fernando Melro dos Santos, em 26.07.15

Em que é que uma casa de praia herdada em Aegina (Grécia) difere de uma casa com terreno (oh yes) herdada em Montemor (Portugal), e como pretende Helena Tecedeiro - companheira de Leonídio Paulo Ferreira, o mesmo que foi promovido a sub-director do DN na sequência do caso das escutas à Presidência da República e do email sonegado a Luciano Alvarez -  no seu artigo, publicado no dito pasquim de hoje, demonizar Danae Stratou, mulher de Varoufakis, por esse crime de lesa-socialidade ao não ser tão pobre como os menos ricos do que os ricos do patamar imediatamente abaixo, cuja miséria alimenta Helena Tecedeiro e os demais urdidores de indignações? 

 

É sempre a mesma merda. Viajam, enfartam-se, gastam mais num dia do que os verdadeiros pobres amealham num mês, e bradam em nome de um povo que nunca sequer lhes pediria, em seu bom juízo, que falasse por si, arvorando-se em campeões de uma turba mensurável em likes, shares, retweets e onanismos autistas. 

 

Entre os dois posts, a pachorra perdeu a guerra.

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publicado às 21:37

Front Rouge-Alentejain

por Fernando Melro dos Santos, em 26.07.15

Este artigo, publicado hoje num dos órgãos de propaganda do meta-Estado, e assinado por uma articulista que ainda não era nascida em 1974, é um tratado incontornável sobre a fisiologia dos sistemas sociais.

 

Cristalizados no âmbar do provincianismo aldeão e impantes do seu progressismo de sofá, são estes arúspices da esquerda-sushi que me fazem lembrar o Eça: 

 

O jornal exerce todas as funções do defunto Satanás, de quem herdou a ubiquidade; e é não só o pai da mentira, mas o pai da discórdia.

 

e ponderar, nos meus raros momentos de introspecção, acerca da bondade que poderia haver em introduzir um sistema de pontos - como para a carta de condução - aplicável a uma espécie de pena de morte profissional.

 

Parece paradoxal sendo eu por princípio contra a pena de morte biológica? Não é. Explico. Sendo qualquer sistema judicial, e em particular o de Portugal com as suas bizarrias endémicas sobre as quais não importa agora recalcitrar, uma coisa falível; e sendo o acto da execução tão irreversível como um aborto - que é a mesma coisa, sendo ambos pagos pelo erário e decididos por alguém que na maior parte do tempo não tem a menor noção do que é a vida - faz sentido acautelar o eventual ressarcimento do condenado em caso de manifesta e comprovada falha do sistema. 

 

Contudo, perante o exercício público, voluntário e reincidente, desta maldade insidiosa que visa disseminar um ideário sinistro e desequilibrar a pouca saúde nervosa que ainda resta ao país, pergunto-me se não seria profiláctico remodelar a Carteira de Jornalista por forma a incluir, como os cartões de consumo nos tugúrios urbanos que esta gente - que nunca é rica, ou se é não faz mal porque pugna pela abolição dos ricos que se encontram uns furos acima - frequenta, o tal sistema de pontos, a cujo auge corresponderia a cassação imediata e tão definitiva como uma depilação a laser, do documento em causa. 

 

É que a não ser assim, hesito em especular sobre aquilo que ocorrerá primeiro: a falência do pasquim, ou a falência da pachorra. 

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publicado às 07:39

A direita radical e a "realidade"

por Samuel de Paiva Pires, em 25.07.15

Pacheco Pereira:

A direita mais radical descobriu recentemente uma filosofia da história. Como os leitores mais simples de Fukuyama, aqueles que só conhecem o nome e o título do livro, entendeu que se chegou ao “fim da história” e o “fim da história” é aquilo a que chamam “realidade”. Uma espécie de muro existente na física das sociedades e das nações contra o qual se vai inevitavelmente quando se abandona o caminho da “austeridade” e se encontra a TINA, o “there is no alternative”. Uma lei a modos que como a lei da gravidade.

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publicado às 21:24

Tratado Social-Modernista

por Fernando Melro dos Santos, em 24.07.15

Uma explicação gráfica da degradação hodierna, ou como da merda brotam likes.

 

 

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publicado às 17:27

Oxi-dação

por Fernando Melro dos Santos, em 24.07.15
ID: 59770
Tipo: Anúncio de Procedimento
Descrição: EMPREITADA DE ACABAMENTOS, MOBILIÁRIO, ÁUDIO E VÍDEO DO AUDITÓRIO DA OTOC NO PORTO
Entidade: Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas
Preço Base: 560000.00 €
Ver mais
Separador
ID: 59771
Tipo: Anúncio de Procedimento
Descrição: EMPREITADA DE ACABAMENTOS, MOBILIÁRIO, ÁUDIO E VÍDEO DO AUDITÓRIO DA OTOC EM LISBOA
Entidade: Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas
Preço Base: 630000.00 €
Ver mais
Separador

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publicado às 11:48

Uma palavra de louvor a Paulo Macedo

por Manuel Sousa Dias, em 22.07.15

Porque muitos de nós, comunicação social, blogosfera e intelectuais de café vivemos no reino do “quanto pior melhor”, quero deixar uma palavra de apreço por Paulo Macedo, actual Ministro da Saúde, a quem acho que o país deve alguns bons serviços. Vou até mais longe acrescentando que se possível fosse clonaria Paulo Macedo e colocaria cada um dos clones em alguns ministérios. Muito se falou do tratamento da hepatite C e dos seus custos, tendo inclusivamente o país vibrado com o apelo de José Carlos Saldanha que para as TVs pediu “Senhor Ministro, não me deixe morrer!!”. Ficou a eloquência do pedido de quem tinha 80% de probabilidades de morrer dentro de um ano, não se falou muito do facto deste doente ter por várias vezes recusado o tratamento através de interferon, o medicamento que durante muito tempo foi o único tratamento no mercado para tratamento da doença - com diversos efeitos secundários e moderadas garantias de eficácia. Portugal foi o primeiro país da UE a comparticipar a totalidade do novo medicamento da Gilead contra a Hepatite C e a introduzi-lo no mercado. O custo deste para o Estado Português, dizem os entendidos, foi bem negociado, tendo o acordo com a farmacêutica fixado que o tratamento seria pago por doente curado. A semana passada encontrei-me com um dos meus amigos mais próximos, que de há muitos anos a esta parte era portador do vírus da Hepatite C, numa estirpe particularmente agressiva e, pior, com uma carga viral elevada, o que a prazo aumentaria dramaticamente a probabilidade de mais tarde padecer de cancro no fígado ou de cirrose. Encontrei-o e estava feliz da vida porque 20 dias antes tinha começado a tomar o novo medicamento e, de acordo com as análises feitas poucos dias antes, o vírus tinha sido erradicado do seu organismo. Estava curado. Cura fulminante. Qualquer um estaria certamente muito contente. Disse-me então que este mérito de Paulo Macedo devia ser louvado, Ministro este que em tantas ocasiões foi o saco de dar pancada preferido de tanta comunicação social. Tiro-lhe o chapéu.

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publicado às 14:16

Mais uma aberração Constitucional

por Fernando Melro dos Santos, em 20.07.15

Até às 10 semanas, a vida do nascituro depende exclusivamente do capricho da mãeA partir daí, ambos os progenitores são forçosamente responsáveis pelo dito. E porque achará o Douto Tribunal Constitucional que devem ser 10 semanas e não 2, 20 ou 40, se o consenso científico actualizado (há uma Esquerda que só se actualiza em anos bissextos de décadas alternadas, e uma Direita mais "ecuménica" do que o camarada Mao) valida a existência de actividade cerebral no feto, sustentável e padronizada, a partir da sexta semana da gestação?

 

E o que vai acontecer às "optantes" que tiverem recorrido a fundos públicos para usufruir deste método contraceptivo, se um dia o consenso for de que a vida humana começa na semana 2, ou na semana 1? Quem ressarcirá os mortos? E os custos, terão sido a fundo perdido? Quem legislou será caçado e atirado para a choldra como sucedeu ao 44 por outros motivos? Quem sufragou será instado a perceber aquilo que causou com o seu voto? Não haverá fim para este provincianismo assassino encapotado de modernidade igualitária?

 

Inenarrável. 

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publicado às 15:07

O ovo da Serpente

por Fernando Melro dos Santos, em 20.07.15

Dinastia reptiliana.

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publicado às 13:44

Aforismos (MMCV)

por Fernando Melro dos Santos, em 20.07.15

A boçalidade, a ignorância crassa, o apego ao lúdico até final da juventude (def. no Codigo Supremo do Celestial Canteirinho Europeu e correspondente art. 97842695 do regime geral da Associação Pan-Panista para a Prevenção da Crueldade sobre Insectos como o quadragésimo ano de idade contributiva) devem ser combatidas com melhores ideias, criação de empregos por quotas de massa corporal e fundos ilimitados a disponibilizar imediatamente cessando os gastos com serviços obsoletos como prisões, bombeiros, e escolas. A felicidade da trans-União requer pessoas completas, não empobrecidas. (insere-se clip de aplauso e epifania social em todo o hemisferio oeste, onde se concentram os 25% mais velhos, inferteis e amorfos elementos da população mundial)

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publicado às 10:50

Aforismos (DLXVI)

por Fernando Melro dos Santos, em 20.07.15

Escrever noticias negativistas, como "estado islamico ocupa posicoes argelinas" ou "municipio de albergaria rebenta cem mil euros em outsourcing de serviços tecnicos para tempos livres", devia ser considerado um crime de odio contra a eurodisney social, punivel com coima intravenosa letal e tributação agravada de descendentes e colaterais.

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publicado às 09:58

Aforismos (LXIII)

por Fernando Melro dos Santos, em 18.07.15

O regime em Portugal é uma ad-hocracia e António Costa é o seu profeta. 

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publicado às 14:04






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