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Timeo Danaos et Dona Ferentes

por Fernando Melro dos Santos, em 04.07.15

Suas putas, 

 

é desta forma que posso e devo dirigir-me a todos quantos causaram o iminente degredo da classe viva grega, seus algozes mediante voto cúmplice e interesse explícito no estado a que as coisas chegaram.

 

Vejamos. Apartadas as diferenças de estrutura entre Portugal e a Grécia - aqui era a sardinha, lá o azeite, deste lado o Tony dos pneus amarfanhados, do outro o Giourkas ceguinho que fazia biscates de táxi - toda a gente se desenfiava, mal grada a morte prematura de Júlio Sebastião suicidado numa trituradora de Pera Williams - aquando da sublevação dos litorais lusos por ter vindo o Huno na versão holandesa pagar-lhes pela dejecção do produto na fossa, e não vale a pena fazer expurgar as culpas da miséria vincenda sobre socialistas de esquerda, direita, centro ou até apolares.

 

Conforme estamos saciados de saber, a culpa é vossa, pécoras, cabras da urna, vacarronas empoderadas por um boletim de voto como qualquer madame de bordel por uma multa rasurada. Recebestes. Votastes de acordo com o estipêndio. Cagastes bem para os vindouros. 

 

Que quereis agora? Culpar os esquerdalhos do Syriza por serem, finalmente, os primeiros a cumprir a merda de um mandato em quarenta anos de apatia e concupiscência em que todo, todo sem sequer uma pequena aldeia resistente ao invasor, o eleitorado perpassou os anos a entregar o dízimo, e no fim deste o rim, e  no fim deste o primogénito e no fim deste o crédito perpétuo das dez gerações seguintes?

Quereis enfiar o espelho, essa ferramenta de Belzebu, pelas trombas dentro de quantos trocaram a tangibilidade sem preço (pescas, fruta, cultura de trabalho, indústria, corpos saudáveis, humildade, rigor, a pirâmide laboral) pelo bordel socialista do facilitismo (passagens administrativas, desk jobs, unhas de gel, carrinhos novos, escarros na cara do vizinho menos bem conectado, a pirâmide dos escravos) e que isso agora passe por política? Não me parece. 

 

Ou pelo menos não me parece viável. 

 

A culpa do que vier a suceder na Grécia, seja uma falência com velhos famintos nas esquinas da Panormou, sejam escaramuças por um litro de diesel em Xalandri, seja a ruína do bezerro dourado que se criou em torno da Acrópole, é vossa. Não é do Passos, nem do Sócrates, Cavaco, Guterres, Juncker, Merkel, Dijsselbloem, Tsipras,Samaras, Papandreou, ou do caralho de Zeus. É vossa, que vos vendestes por migalhas, sabendo bem o que fazíeis, e por de cujo penhor o fazíeis. Tendes perdão nulo, sois a merda mais vil e mais boçal que o mundo já viu, mais reles que os hotentotes em plena campanha, mais tribal do que a soma dos ianomâmis de liana em liana. Sois bosta, húmus, composto, indignos de rabiscar um voto tão democraticamente válido como o meu ou o dos fundadores, ora contribuintes passivos e mortos, que vos granjearam esse direito. 

 

Nunca vi um Governo que subisse ao hemiciclo sem sufragar os votos bastantes para tal. E mais: vós, vadias rameiras que vendeis a cruzinha como quem faz um broche na estrada por seis euros, permitis que criminosos, coniventes e aproveitadores do status merdae, vicejem por aí - Otelo, Alegre, Soares, Cavaco, Durão, Freitas, entre milhentos - com prebendas sultanescas até à velhice dos netos. 

 

É esta a canalha que se arroga o direito de bolçar inanidades nas redomas sociais, de efeito controlado como a jaula dos antropóides no zoo (não falo da Casa Branca, e sim de Sete Rios) sobre os rumos de um povo ao qual, embora não tenha sido ainda exarada a carta das culpas sobre o delírio ilusório que viveu durante décadas, agora se posiciona para quebrar o jugo da burocracia sovietizante? 

 

É esta a vadiagem própria da estiva, o resquício de Abril, que da febra social ao jornal de "referência" pretende largar sentenças como putos de cueiros que unem blocos formando sílaba cá, sílaba lá?

 

Meus e minhas co-contribuintes e co-contribuintas, taxistas e taxistos, homosexuais e homasexualas, brancos, pretos, roxos, fasciocomunistas e comunofascistas, é chegada a hora de prestar contas ao paizinho Super-Estado.

 

A Grécia sois vós, desde que o índio primordial da Caparica trocou a traineira por um caixote de missangas. Espantados, incrédulos, raivosos? Há espelhos em casa. 

 

 

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publicado às 20:42

Greek refer end? um...I wonder.

por John Wolf, em 04.07.15

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Tsipras e Varoufakis assumiram que o conceito de liberdade e dignidade lhes pertencia. Interpretaram de um modo ruinoso a vontade do povo grego. Declararam unir um país, mas a escassas horas de um Referendo histórico com impacto para os demais cidadãos da Europa, a Grécia está efectivamente dividida. Amanhã saberemos se estes governantes são autores de um memorando conducente a pânico, caos, quiçá guerra civil. Numa óptica de custos/benefícios para o cidadão helénico saem perdedores. Se era este o modo de forçar a alteração do status quo da União Europeia, serão bem sucedidos, mas à custa de prestações de forasteiros, o desgaste de nações distantes. Serão os membros da União Europeia a suportar a mudança induzida por catalisadores positivos ou de ruptura. A teoria de jogo, o dilema de prisioneiros, ou qualquer outro mindgame que tenham elegido como instrumento de aquisição de vantagens económicas e políticas, parte de um pressuposto eticamente questionável - a ideia de que o sacríficio alheio deve ser promovido para granjear vantagens domésticas. Quando Tsipras invoca a Europa unida e solidária, fá-lo de um modo teórico e abstracto. Enuncia princípios, mas lança dissensão na sua própria casa. Ou seja, nem filosoficamente oferece um bom exemplo.  Ao fim e ao cabo das tormentas do povo grego e de cinco meses de negociações, sabemos que a Grécia irá necessitar de pelo menos 50 mil milhões de euros para continuar a sobreviver e porventura reclamar ainda mais. Há alguns dias houve quem tivesse comparado a Grécia à União Soviética no limiar do descalabro desta. Em dose hiper-concentrada, a Grécia do Syriza, qual bolchevique anão, é uma espécie quase soviética a caminho do descalabro ideológico. Os soviéticos em 1992 já estavam a viver dias de controlo de capitais, falta de alimentos, enquanto emergiam actores da penumbra sinistra da sociedade. Foi nesse ambiente de ruptura que nasceram oligarcas e capitalistas com um particular sentido democrático. A Grécia, berço dos Estoicos entre outros, quer emular-se na invenção filosófica. Mas convém relembrar que a racionalidade e a ética não caminham necessariamente de mãos dadas. O povo sabe-o. E o Referendo reflictirá a verdade. A verdade será o que acontecer e não o que foi prometido.

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publicado às 12:24

Template (update 2)

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.15

 

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publicado às 23:52

Template (update)

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.15

É só para avisar que estava certo acerca do confisco

 

A seguir: Jugoslávia revisitada, com o cisma entre dracmófilos e euronitas a acentuar-se. As manifestações começam a assemelhar-se ao que se passou nos primeiros dias entre Sérvios e Croatas, vizinhos de longa data, antes de desatarem aos tiros uns aos outros. 

 

A lei das consequências imprevistas. Apertem bem os cintos. 

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publicado às 22:57

Que impacto terá um Grexit em Portugal?

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.15

 

 

 

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publicado às 17:56

 

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publicado às 17:14

Capitulação dos Aleivosos

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.15

Deixe lá, depois janta no Poleiro.

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publicado às 16:28

Pós-Grécia (2)

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.15

Enormes filas para comer, sem o serviço dar resposta
Apreciadores de sushi desiludidos com festival em Oeiras - JN
Várias pessoas reclamaram quinta-feira a devolução do valor dos bilhetes que pagaram para um festival de sushi em Oeiras, alegando expetativas...

 

expetativas. sushi. enormes filas. resposta. cash. festival. ilusão. everything you know is wrong. reclamaram. Oeiras. putedo, vil e hediondo putedo que elevou o prostíbulo à escala continental. 

 

Semanário SOL

Este fim-de-semana tenha cuidado

Mega operação da GNR

tenha cuidado. eles é que sabem. nao resista, nao questione, cumpra, meça-se, adira, conforme-se, seja, insira os seus, não escape, não, sim, não, sim, troque a ordem em caso de pânico. 

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publicado às 14:57

Pós-Grécia (1)

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.15

 

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publicado às 14:53

Mangez pizza

por João Quaresma, em 03.07.15

Não digam que não há bailouts muito convenientes, para alguns:

«In March 2010, two months before the announcement of the first Greek bailout, European banks had €134 billion worth of claims on Greece.  French banks, as shown in the right-hand figure above, had by far the largest exposure: €52 billion – this was 1.6 times that of Germany, eleven times that of Italy, and sixty-two times that of Spain.

The €110 billion of loans provided to Greece by the IMF and Eurozone in May 2010 enabled Greece to avoid default on its obligations to these banks.  In the absence of such loans, France would have been forced into a massive bailout of its banking system.  Instead, French banks were able virtually to eliminate their exposure to Greece by selling bonds, allowing bonds to mature, and taking partial write-offs in 2012.  The bailout effectively mutualized much of their exposure within the Eurozone.

The impact of this backdoor bailout of French banks is being felt now, with Greece on the precipice of an historic default.  Whereas in March 2010 about 40% of total European lending to Greece was via French banks, today only 0.6% is.  Governments have filled the breach, but not in proportion to their banks’ exposure in 2010.  Rather, it is in proportion to their paid-up capital at the ECB – which in France’s case is only 20%.

In consequence, France has actually managed to reduce its total Greek exposure – sovereign and bank – by €8 billion, as seen in the main figure above.  In contrast, Italy, which had virtually no exposure to Greece in 2010 now has a massive one: €39 billion.  Total German exposure is up by a similar amount – €35 billion.  Spain has also seen its exposure rocket from nearly nothing in 2009 to €25 billion today.

In short, France has managed to use the Greek bailout to offload €8 billion in junk debt onto its neighbors and burden them with tens of billions more in debt they could have avoided had Greece simply been allowed to default in 2010.  The upshot is that Italy and Spain are much closer to financial crisis today than they should be

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publicado às 00:59

A insustentável leveza do centro

por Fernando Melro dos Santos, em 02.07.15

Dia interessante em que o FMI declara a dívida Grega impagável, insustentável e sujeita a restruturação como única forma viável de manter o país no rol dos existentes, de uma assentada validando as afirmações do governo liderado por Alexis Tsipras e abrindo caminho para uma parada de horrores capaz de fazer esquecer o périplo demencial do Zimbabwe. 

 

Doravante, os portugueses, espanhóis, italianos e demais Sovietes deixarão de ver-se sob o jugo dos mercados, do capitalismo selvagem, da banca que lhes guarda os patacos e dos emissores de metano com teor de sal acima da média recomendada por S.A.R. Michelle I, a Salutar. 

 

Árvores de Natal em pinho do Oregon barrado a tulicreme? É insustentável. Praias rodoviárias ao longo de autoestradas inteiras? É insustentável. Aviões particulares para os sindicalistas do Metro não perderem tanto tempo nas deslocações entre cada reunião? É insustentável. Reforma aos 50, quando se atinge o grau de Idoso? É insustentável. Vida escolar subsidiada até aos 49, enquanto se é jovem? É insustentável. Logo, tudo isto é não só exequível, como irrecusável.

 

Vai acabar bem. 

 

 

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publicado às 21:30

O Bando Sagrado de Tebas

por Fernando Melro dos Santos, em 02.07.15
Havia de ser 400% e até pagando uma parte em oferta do esfincter, talvez assim os escravos do euro se sublevassem.

 

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publicado às 15:49

Europa

por João Almeida Amaral, em 01.07.15

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 Nasci 5 anos depois do tratado de Roma, assinado entre 6 países que se levantavam, 12 anos após a guerra e faziam parte do coração da Europa, eram eles: Bélgica. Luxemburgo, Holanda,França, Itália e Alemanha ( BRD ).

Entramos quase 30 anos mais tarde (Janeiro 1986) eram já 10 membros e a CEE passou a ter 12 membros.

Em  1 de Janeiro de 1999 foi a vez da moeda única éramos então membros fundadores da moeda única que começou a circular em 1 de Janeiro de 2002. 

13 anos mais tarde e mais 15 membros os arautos da desgraça falam do fim do Euro e do fim do projecto.

Os mais críticos esquecem que os seis fundadores arrancaram quase da estaca zero , sem energia, sem comunicações sem comida. Mas com muito trabalho. Sem trabalho não há progresso. 

Não milito em partido nenhum , nem me considero velho mas considero que Portugal pode ter um papel relevante , nesta fase difícil do processo europeu, como um exemplo de sacificio de um povo. Não sei se o percurso foi extraordinário , mas Portugal numa pré-bancarrota trabalhou , sofreu dificuldades e aparentemente está a conseguir superar as dificuldades. 

Como uma família a Europa deve ser vista como um conjunto de tribos que partilham laços familiares profundos e que são um pilar na defesa dos ideais democráticos no mundo. 

Ao contrario do nervosismo que se vive e que revela uma grande inépcia para resolver o assunto a uma só voz, deveríamos aproveitar para lançar o projecto de federalização Europeia, desta vez com um referendo em todos os países membros.

Está na altura de ter uma defesa comum que apoie a moeda comum.  

Em vez de haver pró-gregos na moeda única e pró-gregos fora dela o importante é federar a Europa insistindo que não pode haver viabilidade económica sem sacrifícios e sem trabalho. 

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publicado às 20:29

Deliciosa ironia

por Samuel de Paiva Pires, em 30.06.15

Adoro a suprema ironia de ver direitistas supostamente eurocépticos ou, pelo menos, muito críticos da União Europeia, a defender precisamente as instituições europeias nesta tragédia grega. Ao menos os comunistas são coerentes: criticaram a moeda única ainda antes desta entrar em circulação e continuam a criticar os euroburocratas e os maus líderes europeus (sim, estou a pensar em Merkel) que de há anos a esta parte vêm enterrando o projecto europeu.

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publicado às 17:37

A Grécia e o default da União Europeia

por John Wolf, em 30.06.15

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Os Europeus têm o péssimo hábito de usar argumentos de antiguidade histórica e tradição sempre que são confrontados com o pragmatismo dos Norte-Americanos. Porque temos 800 anos de história. Porque temos os rituais e os brasões. Porque temos as dinastias. Porque estamos cá há mais tempo. Porque os Americanos são uma amálgama de gente oriunda da mescla europeia. Enfim, um conjunto de patacoadas com pouca utilidade para resolver dilemas. Não esqueçamos o seguinte, para bem e para mal. A Constituição dos Estados Unidos da América (1787) é a primeira do mundo que consubstancia verdadeiramente Democracia na sua forma e na sua substância. Precede a própria Revolução Francesa (1789). Nessa linha de ideias, os americanos poderiam ser sobranceiros em relação ao adolescente Euro - a divisa ainda nem sequer pode conduzir um motociclo ligeiro de 50 c.c. - ainda não fez 16 anos, o dólar Americano tem mais de 200. Um facto curioso que reporta directamente ao processo de construção das comunidades europeias deve ser realçado: o dólar americano precede a Constituição Americana. Ou seja, começou a ser cunhado em 1786, um ano antes do Tratado Constitutivo. O actual turbilhão que a União Europeia enfrenta, deve, por essa razão, servir para levantar algumas questões pertinentes. Uma União Monetária deve preceder uma União Política? E será que efectivamente chegou o momento "We, the People" da Europa? Querem uma verdadeira Federação ou apenas um cartel de poderosos nos centros de decisão da Europa? A Grécia, se for bem aproveitada, pode servir para um profundo processo revisionista das premissas europeias, mas, para tal acontecer, deve saber se purgar dos efeitos nefastos da ideologia, quer de mercado quer de índole política. Ao ver as imagens de milhares de atenienses em frente ao seu parlamento, retenho a ideia de algo maior do que um Referendo, um sim, um não, a continuidade de Tsipras ou a reforma de Juncker. A encruzilhada em que se encontra a Europa também se reporta à ideia de tradição e continuidade, de regresso à "normalidade", quando o que o continente mais necessita é de um novo modelo existencial. As palavras valem o que valem, mas um novo Tratado da União Europeia não seria mal pensado. O default constitucional da Europa salta à vista de um modo flagrante.

 

Addendum do Prof. Armando Marques Guedes a quem agradeço o "alargamento" do meu texto.

 

"Vai haver quem não goste de "uma verdadeira Federação"... mas ele há gente em toda a parte que não sabe o que diz. A integração jurídica europeia já é federal. Mas incompletamente, e esse é um dos problemas. Não ter política externa ou política de segurança e defesa é obviamente um preço alto de mais a pagar por pseudo-soberanismos sem quaisquer fundamentos que não os ideológicos.
No princípio do artigo, John, valia a pena empiricamente desmontar a ideia de que, comparada com a Europa, a América é "nova" e "sem história". Há aqui um misto de ignorância e má fé. Os EUA têm todas as histórias europeias dentro, bem como imensas outras, não europeias. logo segundo argumento tem os pés no ar. Baseia-se, apenas, numa ideia de antiguidade e continuidade estadual e nacional que não faz grande sentido. Basta olhar para a ideia de que se trata de um Estado "novo", e comparativamente recente. Ora isto é, factulamente, falso. Os EUA existem desde 1776. Poucos são os Estados europeus com essa provecta idade. A Alemanha data de 1871. A Itália anda por aí. A Polónia, que se foi acendendo e apagando enanto ia mudando de sítio, é de 1920, a Ucrânia de 1921, os três Bálticos ainda mais recentes são, a Noruega data de 1905, a Finlândia dos 1900s, com vais e vens, a Bélgica e a Holanda são recentíssimas comparadas com os EUA, a Sérvia e os Balcãs quase todos são do século XX - finais do século XX, no caso dos 8 ex-ioguslavos e dos 15 ex-URSS, e do século XIX as Grécias, Roménias, e Bulgárias; a Turquia é de 1915, a Áustria de 1919, tal como a Hungria. E não se fale em nações: quase todas estão ainda em processo de construção, veja-se os três maiores, a Alemanha, a França e o Reino Unido. Conversa política de balela. Salvo raras excepções (a Grã-Bretanha, que é de 1707, a França, milenar, Portugal, todos Estados sem grande peso comparativo directo na Europa, se comparados com a recentíssima Alemanha ou com a proverbial Rússia, um império que vai mudando) os Estados europeus são na sua maioria muito, mais mesmo muito, mais recentes do que o é o norte-americano. Gostemos ou não, isto é um facto. A diferença específica dos EUA é que são mais antigos, não o contrário. A especificidade dos EUA é muito melhor vista e interpretável como uma forma de sabedoria dos mais velhos do que como um arremedo de um jovem. O resto são declarações políticas contra-factuais."

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publicado às 10:06

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por Fernando Melro dos Santos, em 29.06.15

1.0 Chipre

2.0 Grécia

3.0... acho que não preciso de dizer. 

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publicado às 19:15

Tsipras pode agradecer ao Multibanco

por John Wolf, em 28.06.15

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Podem agradecer às caixas Multibanco não haver tiros, mortes e sangue nas ruas de Atenas e outras cidades gregas. Se não fossem as ditas caixas, decerto que a fúria da falência iminente transbordaria para outras formas de levantamento - não vai a bem, vai a mal. A tecnologia, já com décadas de existência, está a servir de válvula de escape para milhões de gregos ávidos por lançar a mão às suas poupanças. No entanto, amanhã a história será outra. E no dia seguinte outra ainda. Uma corrida aos bancos não é uma maratona. 

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publicado às 13:42

Explicação paciente

por Fernando Melro dos Santos, em 28.06.15

De uma vez por todas, perceba-se que há em causa, neste momento crucial na História, algo muito maior do que as dicotomiazinhas esquerda/direita, branco/preto, conservador/liberal, crente/ateu, hetero/homo, que foram elevadas ao estatuto de cisma desde há cento e poucos anos.

É preciso arruinar - arruinar, literalmente, fazer tombar, ruir, destroçar, arrasar -  a ilusão desta espécie de Eurodisney Social que foi cuidadosa e subliminarmente edificada, a mando de seitas sinistras, primeiro com a introdução do Euro e depois com a (re)eleição de BHO.

O mais importante, ou a única coisa que importa até, é rebentar com a agenda de formatação mental que vem sendo posta em prática e que, conforme se viu na última semana com 4 ou 5 casos (bandeira confederada; casamento gay na América; queima do gato; referendo grego; etc.) pela histeria e pensamento único generalizados e propalados aos sete ventos num grau profundamente assustador para qualquer pessoa com dois dedos de testa, ameaça condenar gerações incontáveis de Ocidentais a uma escravidão estúpida e amorfa: a de nem sequer saber que nada sabem.

Por isso mesmo, explico: num referendo como o que se aproxima para os Gregos, eu votaria Não, porque a Europa de Bruxelas é uma seita onde pontificam tiranetes auto-ungidos entre si, na concupiscência da burocracia eterna conforme a definiu Ambrose Bierce. Tal construção condena os nossos filhos a uma vida de mediocridade e apatia, de relativismo perpétuo e amoralidade atávica. 

O resto são ofuscações e só revelam o provincianismo de cada colónia.

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publicado às 11:40

Smalltown Portugal, especial Abismo Grego

por Fernando Melro dos Santos, em 28.06.15

 

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publicado às 11:25

Grécia e o grande conflito europeu

por John Wolf, em 28.06.15

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A ruptura negocial de Tsipras com os parceiros europeus remete o drama grego para outro patamar de preocupações. Será no plano interno daquele país que os verdadeiros perigos serão expostos num primeiro momento. A toada nacional-esquerdista, imbuída de patriotismo helénico, poderá facilmente descambar para um Estado fascista. Se o povo grego votar em Referendo a aceitação do pacote de ajuda que arrasta mais Austeridade, Tsipras deve, democraticamente, se demitir, mas tenho sérias dúvidas que o faça dado o seu perfil de intransigência. A partir desse momento vislumbram-se alguns cenários mais drásticos. A saber; um golpe militar com a instituição de um regime de coronéis; a convocação contrariada de eleições em virtude da dissolução do governo e a ascensão de uma força nacionalista; a eclosão de um conflito armado com um vizinho regional com o apoio logístico e ideológico da Rússia; um ou vários assassinatos políticos; ataques terroristas de falanges políticas gregas dispostas a acentuar a dissensão interna e intimidar a comunidade internacional. No entanto, as instituições convencionais da política europeia restringem-se a consternações de ordem económica e financeira e os media insistem que é a política que move as diversas partes envolvidas. Enquanto pensam em controlar os danos decorrentes da corrida aos bancos a que já assistimos fora do horário normal de expediente, outras ramificações devem ser tidas em conta de um modo muito sério. A União Europeia para além de estar a braços com uma crise económica, social e financeira de um dos seus estados-membro, terá de encarar desafios de ordem geopolítica para os quais não está devidamente apetrechado. A Política Externa de Segurança Comum é um dos outros pilares da construção europeia que carece de uma estrutura sólida e eficaz no seio das consternações externas de uma Europa comum. Por essa razão, a opção transatlântica ainda merece grande consideração. Os EUA jogam desse modo na sombra do tabuleiro da política europeia. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) deve, face aos desenvolvimentos da situação na Grécia, pensar nas implicações decorrentes do agravamento da crise europeia. Embora haja uma tendência inata, resultante da paz longa do pós-segunda Guerra Mundial, para pensar na normalização do quadro de relações, a verdade é que ao longo da história da humanidade, a estabilidade política e económica tem sido a excepção e não a norma. Tempos difíceis aproximam-se a passos largos e de nada serve deitar as culpas a uns ou a outros. A história é isto mesmo. Irrascível, mas explicada por modelos racionais.

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publicado às 08:03






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