Via Carlos Velasco, chego a este artigo de Olavo de Carvalho: conhecesse Stalonne a realidade portuguesa, e não teria de mudar uma vírgula ao seu « J'accuse ».
Coisa boas partilhamos com os nossos parentes, tão próximos que eles nos são, mas, talvez pelas mesmas razões, os nossos males equivalem-se.
Como seria de esperar, a blogosfera transmite tudo aquilo que é próprio daquele mundo animal, ao qual jamais deixámos de pertencer. Alguns velhos ódios e rivalidades que se esgrimem sem atender a um mínimo de moderação nos argumentos, preenchem durante horas a fio, páginas de leitura que por vezes se torna viciante, tal a qualidade de alguns textos. Noutros casos, as coisas não se passam da mesma forma, alternando entre o comum sarcasmo atirado boca fora, devido à conveniente protecção da varanda onde se encavalita o valente e o insulto ordinário que assim sendo, dispensa a réplica.
Não é este o caso. O Albergue Espanhol - o qualificativo espanhol parece hoje ser uma monomania de fim de estado de coisas - tem entre os seus cronistas, o jornalista Luís Naves, homem contra quem nada encontro, para uma animosidade de estimação. Luís Naves é mesmo um singular, existe, é de carne e osso e dá a cara. Não sendo um imaginativo "colectivo Abrantes, algures num T3 alugado perto de si, em Lisboa", pelo que se lê, tem vivido habitualmente o sistema implantado, sem que isso queira dizer que dele retire algum benefício próprio, colhido na selecta coutada a que alguns têm exclusivo acesso. Acredita que "assim estamos melhor" e esse é um direito que assiste à sua cidadania. Luís Naves está convencidíssimo daquilo que mais de um século de publicidade - o termo Propaganda, é por demais ofensivo e insinua desleixo mental do receptor - enraizou nas sempre permeáveis gelatinas cerebrais de quem se encontra disposto a escutar. Se existe aquele velho lugar comum que diz ser "a palavra de prata e o silêncio de ouro", tal se deve à sabedoria inata de dúzias de gerações de ignaros, fossem eles servos da gleba, mesteirais ou frequentadores de aprazíveis flanares em Paços perfumados por limoeiros, ou outros, mais modernos, confortáveis e funcionais, à beira Tejo. A avareza nas categóricas afirmações, dita sempre, aquela necessária prudência que conformará actos com indeléveis resultados políticos, afectando a indefesa massa de obscuros sujeitos de um poder indiferente, mas bastante senhor dos seus chamados "direitos adquiridos". Esses mesmos direitos ardilosamente adquiridos, simplesmente expressos em comissões, gabinetes, fundações, prémios, acumulação de reformas, jogatanas fora de Bolsa e outras tantas trivialidades, são hoje em dia, pobremente expostas nos parques de 920 automóveis que após dois ou três anos, podem ser adquiridos pelos usuários, a um preço de colocar os olhos em bico, qualquer chinês de loja de ocasião.
É este o pesado ónus da cadavérica República Portuguesa. Violentamente arrebatado o trono, em prol dos círculos de amigos e influentes militares, financeiros ou meros agentes do Partido, esse poder pode ser hoje considerado, como dilecto exemplo daquela figura jurídica que consagra o esbulho da vítima pela sua impotência ou ignorância do facto, plasmando-se assim o Usucapião. Bem vistas as coisas, esta figura do direito, está bem patente nos mirandeses Limites Materiais à Revisão Constitucional, impondo fórmulas imorredouras para alguns, mas muito prepotentes para os demais. A alegação auto-confiante, infalivelmente assenta no menosprezo da dimensão física da massa oponente - a "minúscula minoria" que Luis Naves insiste em querer imaginar, sem que para tal afirmar, conceba sequer o contar das espingardas próprias e alheias - e sempre que necessário, no recurso ao conhecido saquinho de onde saem os ovos podres arremessados à honorabilidade e sanidade mental daqueles que contestam já há muito, improváveis verdades intemporais. "Estúpidos", "bacocos", "toureiros semi-analfabetos", "bigodes retorcidos" e outros mimos do costume. Mal imaginam os ainda donos desta manada, que para cada epíteto arremessado aos "imbecis", existem outros com os quais a opinião pública criteriosamente julga o Esquema vigente: se os monárquicos são "estúpidos", os republicanos deste regime serão os bem conhecidos "chicos-espertos", como o comprovam as notícias diárias relidas em qualquer órgão noticioso escrito, orado ou online. Se os monárquicos são "bacocos", os republicanos poderão bem ser os tais ..."chulos que metem a unha à grande", de qualquer conversa escutada no café da esquina, ou na fila da caixa do Minipreço do bairro. Se os monárquicos serão os "toureiros semi-analfabetos", o que serão então os republicanos que pontapearam várias gerações deste país, para o mais inacreditável estádio de borreguismo que se conhece na Europa ocidental? Quanto aos há tantas décadas desaparecidos "bigodes retorcidos", é com um certo gáudio que ainda vemos por aí, uns exemplares repescados de outras gerações, mas que adoptando um modelo perene à egípcia, vão mantendo aquelas características imediatamente identificáveis de clã. Enfim, umas particularidades capilares transplantadas algures do baixo ventre para a zona facial e craniana, a caspa de griffe, o "ar" semi-teen ager Por-fí-ri-os de sempre e a insistir que aquelas 501 apertadinhas, lhes ficam tal e qual como nos tempos em que ainda não existiam pneuzinhos abdominais. Um omnipresente livrinho sempre nas unhas, veio substituir o pedaçito de lata partidária à lapela e aquelas velhas mariconeras de zip, que o travestis do sovietismo da moda, os MDP-CDE's, tanto gostavam de exibir nos idos de 75. Seguem sempre a máxima lampedusiana que apenas se traduz literalmente no confortável "fazer de conta". Olá! e se resulta, este fazer de conta...
A nave republicana, hoje bolina, mas já não pode contornar os escolhos escondidos por um mar perigosamente encapelado.
Os minúsculos e iletrados monárquicos ..."até já sabem ler", publicam e esgotam edições após edições, dão aulas nas universidades e zurzem impiedosamente o outrora imponente sátrapa republicano. Embora não partilhem da sua manjedoura, agarram-se-lhe à unha negra do pé esquerdo, tal como carrapatos de curral. A informação encontra-se democraticamente à disposição de todos e bem pode Luís Naves recorrer à Ilustração Portuguesa - pós 1910, claro -, ao Mundo, ao Século, às piedosas pajelas do PRP de Raul Rego e outros tantos órgãos de informação de solitária referência intelectual, deles extraindo os espampanantes "chapéus de Dª Maria Pia, as amantes reais, corridas à Arreda" e outros tantos factos insofismáveis daquela que para eles, é sem qualquer dúvida, a única, verdadeira e Grande Estória que convém frisar. Os argumentos atendem sempre à aparência e aos zelosos defensores da presente Ordem adquirida, não lhes passa sequer a hipótese daquele tipo de "plantação de provas" em que Portugal inteiro se tornou perito. Esta reedição saloia de E Tudo o Vento Levou, tem sido uma constante desde antes de 1910, quando se lançaram as sementes daquela farta safra que teve os seus melhores dias durante os tempos de passeio da Camioneta Fantasma e do Dente d'Ouro, da Formiga Branca e da sua zelosa sucedânea PIDE, dos controleiros saneadores do COPCON e homólogos escribas civis - alguns internacionalmente galardoados - e na versão do novo século, nos dedilhadores de teclado de serviço caseiro ou de horário de expediente.
Talvez podendo imaginar onde ainda se encontra encafifado, melhor faria Luís Naves em instar junto daqueles que imagina serem "os seus", pelo ressurgimento do surripiado dossier do Regicídio, provando assim ad nauseam, a acusada ..."perfídia monárquica que fez matar o seu próprio rei" e que para tal, abjectamente ..."usaram os homens do Partido que desde 1910, necessariamente ocupou a representação do Estado". Isso sim, seria o golpe decisivo nos "bigodes retorcidos desde o flutuar na placenta da barriga da mãe", para mais acompanhando a limpeza geral, pela espadeirada do prometido referendum que jamais veio e que para as suas divinas e augustas mentes, ..."jamais será necessário convocar". Ora, aqui estaria um excelente serviço, para aquilo em que o materialistas dialécticos estranhamente coincidem com os usurários e que comummente designam por factos. Não nos referimos à estória factual de emplumados chapéus, mas sim aos não ocultáveis números de carris de ferro colocados, portos construídos, institutos científicos e museus criados, liceus erguidos nas cidades, territórios adquiridos, liberdade de expressão e paz social, progresso material traduzido nos mercados, formação intelectual de gerações - entre as quais se contavam os republicanos de 1910 -, crédito externo nas bolsas e nas chancelarias, ou outras minudências. Deixamos tudo isso ao seu esclarecido critério e aguardamos ansiosamente, o seu final reconhecimento de palpáveis e "velhas conhecidas novas", há muito lidas.
Eles sabem que o que importa é que tudo fique, como há tanto tempo está. Desde que se mantenham as aparências e muito se berre e gesticule pelas liberdades - próprias -, justiça - a aplicar a outrem -, progresso - de carreira - e outras antigas, mas sempre convenientes originalidades. De preferência, num televisivo curro, com três ou quatro chocas de serviço e agitando os respectivos guizos.

Todos já perceberam perfeitamente, a razão pela qual a República é comemorada sob a única e exclusiva capa da sua numeral primeira, aquela que nasceu de uma pilha de ilegalidades, brutal prepotência, assassínio à rédea solta e outras inenarráveis vergonhas. É por isso mesmo que a comemoram, nela se encontrando aquele esteio fundamental que irmana gerações passadas a outras ainda bastante activas. Este texto de Nuno Rezende, transporta-nos, tal como máquina do tempo, para uma bem conhecida realidade.
"Claro está que no meio de governos maioritários, ditatoriais e não fiscalizados, no meio do clima de terror que Afonso Costa ajudara a criar e mantinha para sua segurança e a da própria República, os roubos não só eram frequentes, como absolutamente seguros (prova-o a “habilidade” de Alves dos Reis, em 1925). Nenhuma investigação sendo efectivamente aberta levaria a alguma condenação. Não deixa de ser curioso que as despesas e os roubos que os republicanos faziam questão de apontar antes de 1910 tornaram-se frequentíssimos durante os loucos anos da I República: armamento, fardas militares, promiscuidades várias com empresas estrangeiras, etc, etc.
Através da figura de Afonso Costa é fácil entender as actuais comemorações do Centenário e como, a meio deste ano de 2010, os seus mandatários resolveram assumir a celebração dos primeiros anos da República, evitando assim o Estado Novo e, na 3.ª República, fugir à inevitável glorificação de uma certa “oposição” não socialista. É que a Primeira República, intolerante e exclusiva como hoje alguns dos seus admiradores, é a melhor e talvez a única maneira de regressar às raízes e à autenticidade da República Portuguesa tal qual ela foi gizada."
" Uma pessoa conhece-se pela consciência como um veleiro pelas velas, e a de Herculano era vasta e de muito vento. O seu temperamento, tipicamente português. Oliveira Martins, que sabia de homens, chamou-lhe um « D.João de Castro do século XIX », e era; (... ) além de um homem de carácter.
Ora aí está o que Herculano foi toda a vida: um homem de vergonha. Essa verdadeira profissão o aparentou com os portugueses mais fortemente belos, e por isso mais duros de roer, que Portugal tem tido, como Sá de Miranda, que se retirou para a Tapada, como Herculano para Vale de Lobos; e digo principalmente Joaquim Mouzinho de Albuquerque, que, se não precisou de lições de ninguém para ser bravo, parece ter aprendido com Herculano o asseio e o estilo do Livro das Campanhas e da carta a D. Luís Filipe. ( ... ) o homem sério que encheu quarenta anos da vida portuguesa de algumas lágrimas bem choradas."
Vitorino Nemésio in « Herculano »
1. A Sra. Dª Pilar del Rio solicitou a nacionalidade portuguesa e embora não se lhe conheçam aptidões futebolísticas, a vontadezinha ser-lhe-á prontamente satisfeita. Enfim, torneando as habituais delongas, o SEF encontrará um buraco na agulha normativa. Ao fim de tanto tempo casada com o Sr. Saramago, a futura Sra. Dª Pilar do Rio, devia ter-nos proporcionado o prazer desta atitude há mais tempo. É que esta pátria, é uma armadilha, uma Casa cheia de Bicos. Mas fica-lhe bem.
2. O governo quer agora privatizar a TAP. Deixamos aqui algumas questões.
- a empresa começou a ameaçar dar lucro e tem perspectivas de crescimento?
- a "Iberia" já terá manifestado a sua total "disponibilidade" para o grande sacrifício?
- sendo a TAP quase monopolista nas carreiras para o antigo Ultramar e consistindo o mercado brasileiro numa mina dourada, serão estes, os argumentos para a súbita pressa?
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SABEM DE QUEM É A CULPA DESTA IGNORÂNCIA TODA? DOS GOVERNANTES QUE TENDO A MESMA CULTURA E CONHECIMENTO QUE ESTES ALUNOS "INTELIGENTES" TÊM ANDADO DE REFORMA EM REFORMA EDUCATIVA A DESTRUIR A EDUCAÇÃO E O SABER EM PORTUGAL. AINDA VAI FICAR PIOR, PORQUE A MÁXIMA É: IGNORANTES AO PODER!!!!!! |
como refere Alberto João Jardim, e porque os dois partidos rotativos, e os outros, já tiveram muito tempo para mostrar a sua incompetência, demagogia, palavrosidade, e parentesco com partidos que desgraçaram muitos povos, a única solução é o surgir de um partido novo, sem os vícios acumulados, e de raiz inteiramente portuguesa, que faça uma ruptura com este sistema agonizante - muitos de nós esperamos por esse virar de página: só então se poderá falar em limpeza, ou alguém acredita que estes que por lá andam querem submeter-se ao " começar do zero "?
"Government always finds a need for whatever money it gets."
"Government does not solve problems; it subsidizes them."
"Government exists to protect us from each other. Where government has gone beyond its limits is in deciding to protect us from ourselves."
"Governments tend not to solve problems, only to rearrange them."
"Government's view of the economy could be summed up in a few short phrases: If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And if it stops moving, subsidize it."
"I am not worried about the deficit. It is big enough to take care of itself."
"No government ever voluntarily reduces itself in size. Government programs, once launched, never disappear. Actually, a government bureau is the nearest thing to eternal life we'll ever see on this earth!"
"Politics I supposed to be the second-oldest profession. I have come to realize that it bears a very close resemblance to the first."
"Politics is just like show business. You have a hell of an opening, coast for a while, and then have a hell of a close."
"The best minds are not in government. If any were, business would steal them away."
"There are no easy answers' but there are simple answers. We must have the courage to do what we know is morally right."
"We might come closer to balancing the Budget if all of us lived closer to the Commandments and the Golden Rule."
"We should measure welfare's success by how many people leave welfare, not by how many are added."
"Concentrated power has always been the enemy of liberty."
"Freedom prospers when religion is vibrant and the rule of law under God is acknowledged."
"How do you tell a communist? Well, it's someone who reads Marx and Lenin. And how do you tell an anti-Communist? It's someone who understands Marx and Lenin."
E para terminar, um apelo:
Com a devida vénia a Brain Quote
Quem defende uma Constituição socialista porque a estudou, porque queimou pestanas com o seu estudo e daí se considere dono incontestável do Papel ("a constituição a quem a estuda", o novo lema da esquerda jurídica);
Quem considera que o mesmo documento é compatível com as ideias de uma força política, apesar de negar as mesmas através do uso de preciosidades da jurisprudência (como é o caso da revogação do RSI enre os 18-21 anos - que chegou a ser apoiado por algumas vozes da Segurança Social portuguesa - sob o argumento do não-retrocesso social, que é, de facto, um argumento marxista, coisa que, ao contrário do que a autora julga, não deixa de o ser mesmo que toda a Doutrina do país enfie a expressão dignidade da pessoa humana para lá em todos os textos);
Será o quê?
Queiram ou não queiram, este homem sabe onde estão os alvos em que todos pensam, sem ousarem dizê-lo. Desta vez, Jardim proferiu mais umas certeiras verdades quanto ao sector da banca. Subscritas por milhões de portugueses. Que pena ainda não ser abertamente azul e branco.
Os mesmos que escancararam as fronteiras, promoveram uma legislação que favorece o crime e fazem de tudo para desarmar a população honesta agora estão preocupados com a nossa segurança. Quanta bondade!
Ao invés de virem dar conselhos, preferia que facilitassem o comércio legal de armas. Se cada português tivesse um .38, uma pistola 9mm e talvez um fuzil 5,56 ou 7,62mm em casa, tenho certeza que não haveria tanta preocupação com a segurança. Os bandidos é que pensariam mais nessa questão...
Faço agora uma pergunta: não é estranho que nunca houve tanta polícia e tanto crime ao mesmo tempo em Portugal? Parece que o único resultado visível para o cidadão comum das políticas seguidas nas últimas décadas foi o aumento extraordinário das multas pois os bandidos perigosos só ficam cada vez mais ousados. Talvez o jogo dos poderosos seja facilitar o crime para aumentar o aparato de controlo. Uma população de cordeiros assustados está disposta a viver com câmaras e polícia por todo o lado, além de não reclamar com "veemência" contra os abusos de poder. Não percebe, graças à doutrinação das escolas, que assim não consegue nem a segurança e ainda por cima perde as liberdades.
Quanto aos poderosos, que tanto defendem o desarmamento civil, o fim das forças armadas e da soberania nacional, não abdicam dos seus seguranças privados armados.
Comentário de Carlos Velasco a este post, em relação ao qual eu não poderia estar mais de acordo.
Uma unidade africana do exército português, desfila em Goa
Missa na Igreja do Bom Jesus (Goa)
Visitem este forum, cheio de belas fotos AQUI
MAI apresenta manual com 100 conselhos de segurança O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, apresentou hoje um guia do cidadão com uma centena de conselhos sobre segurança, num livro que reúne princípios essenciais para combater a criminalidade e prevenir situações de risco. “É nosso dever manter os mais elevados níveis de segurança e reprimir qualquer forma de criminalidade, por isso desenvolvemos este livro de forma a convocar todos os cidadãos para que saibam como garantir a sua própria segurança”, afirmou Rui Pereira. “100 conselhos de segurança” é o título do livro que, dividido em capítulos, descreve os princípios mais importantes a ter em conta para evitar situações de risco, quer em relação às crianças e comerciantes, quer no que diz respeito à segurança em casa, segurança rodoviária e nos transportes públicos e, por fim, em caso de acidentes naturais. “Queremos um livro imediatamente útil para as pessoas para que passem a adotar comportamentos responsáveis seguros”, acrescentou.
Afinal há situações nas quais o governo acredita na iniciativa privada: no combate ao crime. Claro está, que tudo passa pelos sábios conselhos do Dr. Pereira. Aliás olha-se para a cara dele e vê-se logo que é um tipo que nos ensina de caraças a defendermo-nos da gatunagem e de delinquentes de toda a espécie.
Enquanto estivermos seguros de que o governo terá sempre um livrinho com 101 sugestões para nos colocarmos no caminho da felicidade, à boa maneira dos gloriosos tempos do experimentalismo maoísta, será tempo de alguém dar um livrinho a estas cabecinhas tontas que lhes sugira formas de evitarem que o país que eles (des)governam caia num caos de criminalidade e miséria (económica e mental). Entre as 100 ou mais sugestões do dito livro estarão coisas tão comezinhas e pequenas como a elaboração de um sistema judicial e penal eficazes, e não a anedota actual, e um serviço de estrangeiros e fronteiras cuja acção se consubstancie em leis claras e contundentes, de modo a terem critérios válidos na filtragem de recém-chegados e no combate à imigração ilegal.
Mas, não esquecer nunca a versão original do velho Mao, a qual continua a inspirar as sábias acções governativas das democracias progressistas!
(publicado originalmente aqui)

15.º Seminário da Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico
24-31 Julho - Base Aérea 1 - Sintra
Comunicado de Imprensa
A Comissão Portuguesa do Atlântico e a Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico organizam pelo 15.º ano consecutivo o Seminário Internacional da Juventude, este ano subordinado ao tema do Novo Conceito Estratégico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), contando para isso com 40 participantes representativos de 18 nacionalidades de Estados Membros e Parceiros para a Paz desta organização. O seminário decorre de 24 a 31 de Julho na Base Aérea 1 de Sintra.
A sessão inaugural terá lugar às 17:45 do dia 24 de Julho, contando com a presença do Sr. Secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, como key-note speaker, estando a imprensa convidada a assistir.
Agradece-se confirmação com a finalidade de se tratar da credenciação para aceder às instalações da Base Aérea 1 (através do email samuelppires@gmail.com ou por telefone para Samuel de Paiva Pires – 914637028 ou Sofia Moniz Galvão – 915816611).
O programa do Seminário, que contará com vários oradores, como por exemplo, o Professor Nuno Severiano Teixeira, ex-Ministro da Defesa, e o Sr. Embaixador Manuel Tomás Fernandes Pereira, Representante Permanente na NATO, encontra-se disponível aqui.
Vero, Professor Vasco Moura, mas esta não será a mais justa ( Deus escreve certo por linhas bem tortas ) forma de comemorar uma coisa que começou com um crime? ( pena pagarmos uns pelos outros; sermos apanhados pela tempestade de quem semeou ventos...)
E a isenção? "Mas todos os dias, desde há meses e meses a esta parte, este Governo, tal como o anterior, encontra maneira de garantir cá para fora que tudo corre bem, ou que tudo vai melhorando significativamente. O barco vai ao fundo, enquanto o primeiro-ministro macaqueia uma viragem à esquerda e a tripulação bate palmas ou assobia para o lado."; é que não é coisa de " há meses ", mas de há anos: a nossa desgraça é estrutural, e já vem de há muito tempo - quem antes destes governou tem culpas no cartório, e é agora de todos conhecido que as tem, pelo que de nada vale branquear as coisas: o barco começou a naufragar há muito mais tempo...
Os esquemáticos continuam a fazer de conta, não perceberem a forma de funcionamento da Monarquia Constitucional. Coitadinhos, tão ingénuos... Como se os chapéus de D. Maria Pia fossem pagos pelo Estado?! Continuam a fingir nada saber acerca da manutenção durante mais de setenta anos, da verba estipulada para o Palácio Real. É claro que não lhes convém dizer pevide, acerca da manutenção dos serviços de representação do Estado, das viagens oficiais que eram pagas pelo bolso particular do monarca, assim como uma boa parte das despesas das visitas estrangeiras a Lisboa. Enfim, os truques do costume. Já agora, bem podíamos começar a espiolhar as continhas debitadas pelo Palácio de Belém, para sabermos onde se gasta o precioso dinheirinho.
Deve ser para distrair as atenções dos 21 milhões/ano para o actualmente muito activo sr. Cavaco e os outros (quantos? quantos?) reservados para os ex, os actuais "passivos". Em matéria de centenárias habilidades, ficamos por aqui.
Bem a propósito daquilo que aqui disse, eis um muito simples, esclarecedor e oportuno post do João Miranda. Ora comparem e vejam as coincidências. A marcar uns pontos mais por Angola*, apenas faltará contabilizar a maciça limpeza étnica pós-1974/75 e a frutuosa guerra civil que chacinou para cima de 1 milhão de angolanos, para nem sequer mencionarmos o que se passa em termos de negocieiras luso-angolanas. Bem privadas, por sinal. Nada de especial...
| Angola | Guiné Equatorial |
| Tem petróleo | Tem petróleo |
| É uma ditadura com eleições | É uma ditadura com eleições |
| A única eleição presidencial realizada até ao momento foi em 1992. Não houve 2ª volta, ninguém foi eleito. | Teodoro Obiang tem sido reeleito de 7 em 7 anos desde 1982 |
| José Eduardo dos Santos está no poder desde 10 de Setembro de 1979. Por um mês não é o ditador mais antigo da África subsariana | Teodoro Obiang está no poder desde 3 de Agosto de 1979. Por 1 mês é o ditador mais antigo da África subsariana |
| A família do presidente controla os grandes negócios. | A família do presidente controla os grandes negócios. |
| Corrupção generalizada | Corrupção generalizada |
| Violação dos direitos humanos | Violação dos direitos humanos |
| Está do lado português do Tratado de Tordesilhas | Está do lado português do Tratado de Tordesilhas mas territórios foram cedidos a Espanha |
| Fala-se português | Algures numa ilhota fala-se um crioulo do português |
| Língua oficial: português | Línguas oficiais: espanhol, francês, português |
| PIB per capita: $6 116 | PIB per capita: $31 837 |
* Questão do momento: o sr. Obiang também tem filhas e mulher empresárias de sucesso? Perguntem ao sr. Cavaco, lá saberá.
Muitos de nós sabemos que a Constituição, mesmo após as sucessivas revisões, é um aborto, nomeadamente quando diz que Portugal tem de caminhar para o socialismo ( ora essa!!! ) ou quando, por ex., tem na república uma vaca sagrada protegida pelos tais limites materiais; mas, apesar dela, poderíamos estar numa situação bem melhor do que a que estamos: não é impeditiva de que o país seja um lugar decente. A luta prioritária é a moralização dos políticos que enxameiam estes partidos; depois, com gente credível partir-se para uma Revisão a sério.-- pelos sinais que me vão chegando, será como dizia o príncipe Fabrizio " mudar alguma coisa, para que tudo fique na mesma " - com estes protagonistas, não se pode esperar mais.
Cai um projecto de Constituição nas mãos da Esquerda, e ele cresce, cresce, cresce... Até quase 300 artigos.


Santana Lopes parecia ontem muito aflito, dado a comissão de revisão ser presidida "por um monárquico". Logo Santana Lopes, que deles sempre dependeu para as suas listas camarárias e parlamentares. Aí está, a escondida preocupação do Esquema vigente.
Mas a questão que interessa é esta e os "tais" já perceberam, embora não o digam a alta voz:
Vão ou não rasgar os Limites Materiais? Já é tempo, caramba!
Há uns tempos, tinha deixado a suspeita quanto a um apetecível alvo que há muito se encontra guardado nos cofres do Banco de Portugal. De facto, o famoso "ouro de Salazar" tem sido pasto de lendas, estorietas de ficção e sobretudo, de muita cobiça. Assim, ao longo de décadas, a conhecida Pesada Herança foi descrescendo em volume, quando consta que há três décadas ultrapassava as 600 toneladas. Hoje, os dados oficiais apontam aproximadamente as 380, o que ainda consiste num valor substancial.
Muita tinta correu acerca da origem desse ouro, dizendo-se enquanto se sorve uma jeropiga, que ..."uma boa parte tem estampada a águia e a suástica do III Reich", ou ..."provém da troca dos víveres enviados para a Alemanha durante a guerra" e publicações surgiram com insinuações de "dentárias obturações de ouro arrancadas nos campos de concentração". As organizações internacionais da especialidade dedicaram-se a aventar todo o tipo de hipóteses e Portugal até chegou a surgir numa lista de países que ..."também tem que pagar o crime". Mas qual crime? De qual guerra, extorsão ou lusa violência contra terceiros países?
Sabe-se que durante a II Guerra Mundial, o governo português teve sérias dificuldades em manter a integridade territorial do Estado pluricontinental, aliás violada quando da intervenção australiana em Timor, logo respondida pela invasão e prepotente ocupação nipónica. Conservas e outros produtos alimentares, minérios e géneros coloniais, consistiram num instrumento dissuasor e angariador de uma certa benevolência de um Reich que bem conhecia a debilidade militar nacional e os eternos apetites expansionistas de uma Espanha que já antes de Franco, delirava com a perspectiva anexionista, desta vez sob a fórmula de uma federação de "repúblicas ibéricas". Uma grande quantidade de material militar - especialmente canhões modernos, de excepcional qualidade e que serviriam até aos anos 90 do século passado* - foi vendida ao governo português e escrupulosamente paga através de trocas comerciais e transferências directas de divisas e minérios estratégicos. Sendo bem conhecida a obsessiva avareza e rigor de contas do regime da 2ª República, de facto o Estado português jamais ficou a dever um centavo que fosse a qualquer outro país, não se conhecendo os calotes que internacionalmente hoje são norma geral e aceite por toda a União Europeia e sem excepção de qualquer um dos membros.
Para aqueles que protestam quanto a uma possível ligação entre o regime português e os trágicos acontecimentos ocorridos nos campos de extermínio, existe sempre a decisiva resposta que refere a neutralidade. Não uma neutralidade de princípios éticos, mas aquela neutralidade de facto que impossibilitava o perfeito conhecimento de uma realidade que os próprios Aliados hoje não conseguem esconder. Na verdade, de Londres a Washington, Moscovo, Camberra ou Otava, todos tinham a certeza dos acontecimentos que ocorriam no Leste europeu e o constante decifrar das mensagens criptográficas Enigma, permitiam a Churchill ler sobre os ombros de todo o aparelho militar e estatal alemão. Nada foi feito para obstar à liquidação dos contingentes humanos que o governo de Berlim pretendia eliminar fisicamente. Nem um campo foi atacado, nem uma via de acesso e a imprensa e propaganda aliada, foi sempre muito circunspecta quanto ao levantar de um generalizado protesto. No final da guerra, o avanço anglo-americano e soviético, tornou impossível a ocultação da realidade . Assim, torna-se abstruso, o apontar de culpas ao Estado português - o da 2ª e o da actual 3ª República - que se manteve à parte de um conflito no qual o nosso país necessariamente melhor servia os interesses do aliado britânico, mantendo-se neutral. Imaginam o que teria sucedido se Lisboa alguma vez tivesse servido de principal ponto de apoio das flotilhas de submarinos do Grande Almirante Karl Doenitz? O que teria sucedido a Rommel, ao petróleo do Médio Oriente e como teria evoluído a guerra com a chegada dos panzers ao Cairo, Damasco, Kirkuk, Abadan e Erevan? Como teria o Reino Unido sobrevivido a um Atlântico fechado à navegação?
Ciclicamente, surge a questão do ouro. Mas afinal, que questão é essa?
Tem servido para muito, especialmente para ciclicamente trazer à discussão pública, a utilidade dessa reserva. Desaparecido o Padrão Ouro e imaginando-se actualmente o poder financeiro através de quiméricos números fixados por duvidosas contabilidades sem real correspondência com a vida terrena, uma das mais esmagadoras vitórias dos EUA, transcendeu em muito as conhecidas Iwo Jimas, Guadalcanais, Midways, bombardeamentos em tapete, exageradas Bastognes a fazer lembrar as Termóplias e até, pasme-se a tal luz brilhante como mil sóis em Hiroxima. A grande e colossal vitória, consistiu simplesmente, no agrilhoar do planeta ao dólar, moeda que desde logo inundou as praças financeiras e os mercados, estabelecendo-se ao bel-prazer da Reserva Federal, o verdadeiro centro de organização da desvalorização a nível planetário, com eternos reflexos nas galopantes e inevitáveis dívidas públicas. Quando surgiu o concorrente Euro, a situação pareceu complicar-se e os reflexos tornam-se cada vez mais evidentes.
As notícias de hoje, apontam para mais de quinze mil milhões (só?) de dólares entesourados no Banco de Portugal. Quando da última polémica, surgida quando da publicação de uma lenda e narrativa engendrada pelo irmão Louçã-júnior - partidário do sistema do duche escocês, hoje pró-palestiniano, amanhã seguindo as directivas do conhecido lobby nova-iorquino -, Mário Soares foi a única voz que em público recusou qualquer veleidade de directa ligação ao famigerado "ouro-nazi" e outras habilidades do estilo. Entre outras proveniências bem conhecidas e acima apontadas, sabe-se que uma boa parte do filão, provém directamente dos magaíças, mineiros que periodicamente saíam de Moçambique para trabalhar no "Jonas"** e que regressados à colónia, trocavam pepitas por metal sonante, nem sequer valendo a pena salientarmos as manigâncias a que o sistema colonial recorria, servindo de intermediário na contratação e por isso sendo bem pago em reluzente metal amarelo. Este comércio era volumoso e durou muitas décadas. Desde o seu advento, a 2ª República procurou um constante entesourar, naquele espírito que acima de tudo receava o descalabro ocorrido ao longo do século XIX - independência do Brasil e quebra de fim do século nas nas remessas sul-americanas -, o ciclópico desastre da 1ª República e as péssimas administrações que a rotação partidária impunha. As reservas foram-se acumulando até atingirem uma inaudita proporção, se tivermos em conta o país e as suas capacidades económicas, precisamente aquela economia real hoje quase desaparecida.
Por enquanto, o ouro "do Banco de Portugal" está seguro, protegido por um extenso articulado que proíbe a sua transformação em moeda corrente ou directa transferência para certos destinos, como pagamento de dívidas. Mas este tranquilizador estado de coisas, poderá mudar.
No seu telejornal das 22.00H, a RTP-2 comentava sorrateiramente o facto, sugerindo implicitamente, a necessidade de uma modificação de regras que permitam o ..."uso desse valor que podia servir para suprir a dívida pública". Argumentava que essa blindagem imposta pelas regras do Banco de Portugal, justificava a "baixa de rating" ditada por tão pouco fiáveis tocas de notórios falsários e vigaristas como a famosa e aborrecida agência do "canal Bloomberg", a Moody's, a Fitch e a Standard (and Poors!). Esta gente tem um descomunal nariz que fareja auríferos filões, onde quer que estes se escondam. É, como se diz em português escorreito, "passar a mão pelo pêlo", "apalpar o terreno", "experimentar o pulso", ou como risonhamente se usa em Moçambique, ..."experimentar coração de branco". Esta gente não é de confiança e já percebemos o interesse que dentro e fora de portas existe. Possivelmente, dentro de pouco tempo teremos o regresso da conhecida saga do "ouro nazi".
Preparem-se, a coisa funciona sob o sistema vai-vem.
* Comprados sem "comissões", "luvas", adiantamentos", "gabinetes de estudo" e outros bem conhecidos saltos mortais.
** Jonas: Joanesburgo, nas imediações das minas do Rand.
Bloomberg elogia investimento de Salazar
Aquele que tantos pretendem (des)qualificar - fascista para os esquerdinos, socialista para os liberais - continua a ser o único estadista português cuja política económica merece crédito internacional - em todos os sentidos que este termo possa ter...
Karl Popper disse um dia a propósito do cinema, que este transmitia a essência humana. Pensando em grandes mestres como Visconti, Truffaut, ou Francis Ford Coppola e em obras-primas imortais como "Tudo o vento levou", "Padrinho" ou "Citizen Kane", lembrei-me de deixar este pequeno apontamento numa altura em que poucas coisas de interesse (à excepção talvez do Ghost Writer) se encontram em exibição no cinema.
Um pouco a título de compensação e porque o cinema afinal de contas é uma linguagem universal que transcende as barreira linguísticas e traduz as mais diversas sensibilidades sobre a vida, deixo este link http://www.youtube.com/watch?v=f5Pjo0WjB
No âmbito das Comemorações do Centenário da República, a RTP decidiu trazer ao ecrã uma série que ilustra os acontecimentos dos dias 3, 4 e 5 de Outubro. Agora atente-se nisto:
Desde o rei D. Manuel II até José Relvas ou Machado dos Santos, são muitos os protagonistas da história deste período que estarão presentes nesta série que tem acompanhamento científico e histórico do prof. António Reis.
Temos, portanto, uma ficção e um enviesamento histórico garantidos à partida. Assim se delapida o erário público!!
Bem como de afins camaradas do PCP e do BE, sempre com o ultra-neo-liberalismo na boca. Talvez estudar mais e fazer menos figuras tristes fosse um bom princípio para sairmos da espiral de degenerescência acentuada do regime. Já aqui fiz referência a uma recente obra de George Soros, que se encontra também online. Falo das suas palestras na Central European University. Logo na primeira, introduz a sua teoria da reflexividade, derivada em grande parte da teoria falibilista de Karl Popper (os negritos são meus). A dedicatória ao PM, sus muchachos e aos camaradas centra-se principalmente nos últimos dois parágrafos que aqui deixo:

(imagem picada daqui)
I can state the core idea in two relatively simple propositions. One is that in situations that have thinking participants, the participants' view of the world is always partial and distorted. That is the principle of fallibility. The other is that these distorted views can influence the situation to which they relate because false views lead to inappropriate actions. That is the principle of reflexivity. For instance, treating drug addicts as criminals creates criminal behavior. It misconstrues the problem and interferes with the proper treatment of addicts. As another example, declaring that government is bad tends to make for bad government.
Both fallibility and reflexivity are sheer common sense. So when my critics say that I am merely stating the obvious, they are right-but only up to a point. What makes my propositions interesting is that their significance has not been generally appreciated. The concept of reflexivity, in particular, has been studiously avoided and even denied by economic theory. So my conceptual framework deserves to be taken seriously-not because it constitutes a new discovery but because something as commonsensical as reflexivity has been so studiously ignored.
Recognizing reflexivity has been sacrificed to the vain pursuit of certainty in human affairs, most notably in economics, and yet, uncertainty is the key feature of human affairs. Economic theory is built on the concept of equilibrium, and that concept is in direct contradiction with the concept of reflexivity. As I shall show in the next lecture, the two concepts yield two entirely different interpretations of financial markets.
The concept of fallibility is far less controversial. It is generally recognized that the complexity of the world in which we live exceeds our capacity to comprehend it. I have no great new insights to offer. The main source of difficulties is that participants are part of the situation they have to deal with. Confronted by a reality of extreme complexity we are obliged to resort to various methods of simplification-generalizations, dichotomies, metaphors, decision-rules, moral precepts, to mention just a few. These mental constructs take on an existence of their own, further complicating the situation.
The structure of the brain is another source of distortions. Recent advances in brain science have begun to provide some insight into how the brain functions, and they have substantiated Hume's contention that reason is the slave of passion. The idea of a disembodied intellect or reason is a figment of our imagination.
The brain is bombarded by millions of sensory impulses but consciousness can process only seven or eight subjects concurrently. The impulses need to be condensed, ordered and interpreted under immense time pressure, and mistakes and distortions can't be avoided. Brain science adds many new details to my original contention that our understanding of the world in which we live is inherently imperfect.
The concept of reflexivity needs a little more explication. It applies exclusively to situations that have thinking participants. The participants' thinking serves two functions. One is to understand the world in which we live; I call this the cognitive function. The other is to change the situation to our advantage. I call this the participating or manipulative function. The two functions connect thinking and reality in opposite directions. In the cognitive function, reality is supposed to determine the participants' views; the direction of causation is from the world to the mind. By contrast, in the manipulative function, the direction of causation is from the mind to the world, that is to say, the intentions of the participants have an effect on the world. When both functions operate at the same time they can interfere with each other.
How? By depriving each function of the independent variable that would be needed to determine the value of the dependent variable. Because, when the independent variable of one function is the dependent variable of the other, neither function has a genuinely independent variable. This means that the cognitive function can't produce enough knowledge to serve as the basis of the participants' decisions. Similarly, the manipulative function can have an effect on the outcome, but can't determine it. In other words, the outcome is liable to diverge from the participants' intentions. There is bound to be some slippage between intentions and actions and further slippage between actions and outcomes. As a result, there is an element of uncertainty both in our understanding of reality and in the actual course of events.
To understand the uncertainties associated with reflexivity, we need to probe a little further. If the cognitive function operated in isolation without any interference from the manipulative function it could produce knowledge. Knowledge is represented by true statements. A statement is true if it corresponds to the facts-that is what the correspondence theory of truth tells us. But if there is interference from the manipulative function, the facts no longer serve as an independent criterion by which the truth of a statement can be judged because the correspondence may have been brought about by the statement changing the facts.
Consider the statement, "it is raining." That statement is true or false depending on whether it is, in fact, raining. Now consider the statement, "This is a revolutionary moment." That statement is reflexive, and its truth value depends on the impact it makes.
Reflexive statements have some affinity with the paradox of the liar, which is a self-referential statement. But while self-reference has been extensively analyzed, reflexivity has received much less attention. This is strange, because reflexivity has an impact on the real world, while self-reference is purely a linguistic phenomenon.
In the real world, the participants' thinking finds expression not only in statements but also, of course, in various forms of action and behavior. That makes reflexivity a very broad phenomenon that typically takes the form of feedback loops. The participants' views influence the course of events, and the course of events influences the participants' views. The influence is continuous and circular; that is what turns it into a feedback loop.
Reflexive feedback loops have not been rigorously analyzed and when I originally encountered them and tried to analyze them, I ran into various complications. The feedback loop is supposed to be a two-way connection between the participant's views and the actual course of events. But what about a two-way connection between the participants' views? And what about a solitary individual asking himself who he is and what he stands for and changing his behavior as a result of his reflections? In trying to resolve these difficulties I got so lost among the categories I created that one morning I couldn't understand what I had written the night before. That's when I gave up philosophy and devoted my efforts to making money.
To avoid that trap let me propose the following terminology. Let us distinguish between the objective and subjective aspects of reality. Thinking constitutes the subjective aspect, events the objective aspect. In other words, the subjective aspect covers what takes place in the minds of the participants, the objective aspect denotes what takes place in external reality. There is only one external reality but many different subjective views. Reflexivity can then connect any two or more aspects of reality, setting up two-way feedback loops between them. Exceptionally it may even occur with a single aspect of reality, as in the case of a solitary individual reflecting on his own identity. This may be described as "self-reflexivity." We may then distinguish between two broad categories: reflexive relationships which connect the subjective aspects and reflexive events which involve the objective aspect. Marriage is a reflexive relationship; the Crash of 2008 was a reflexive event. When reality has no subjective aspect, there can be no reflexivity.
Feedback loops can be either negative or positive. Negative feedback brings the participants' views and the actual situation closer together; positive feedback drives them further apart. In other words, a negative feedback process is self-correcting. It can go on forever and if there are no significant changes in external reality, it may eventually lead to an equilibrium where the participants' views come to correspond to the actual state of affairs. That is what is supposed to happen in financial markets. So equilibrium, which is the central case in economics, turns out to be an extreme case of negative feedback, a limiting case in my conceptual framework.
By contrast, a positive feedback process is self-reinforcing. It cannot go on forever because eventually the participants' views would become so far removed from objective reality that the participants would have to recognize them as unrealistic. Nor can the iterative process occur without any change in the actual state of affairs, because it is in the nature of positive feedback that it reinforces whatever tendency prevails in the real world. Instead of equilibrium, we are faced with a dynamic disequilibrium or what may be described as far-from-equilibrium conditions. Usually in far-from-equilibrium situations the divergence between perceptions and reality leads to a climax which sets in motion a positive feedback process in the opposite direction. Such initially self-reinforcing but eventually self-defeating boom-bust processes or bubbles are characteristic of financial markets, but they can also be found in other spheres. There, I call them fertile fallacies-interpretations of reality that are distorted, yet produce results which reinforce the distortion.

Comecei a lê-lo, com agrado, n'O Insurgente. A Alberto Gonçalves. E é sempre com agrado que leio as suas crónicas no DN.
No primeiro tema que hoje glosa, é-me inevitável não imaginar a conhecida lata com que o engenheiro aparece regularmente no ecrã a desfiar essa meada de aldrabices e trapalhadas, com o ar mais seráfico deste mundo, porque sabe que, ao terem-no reconduzido ao governo, há muitos portugueses crédulos. Mas repeti-las a um jornal como o Financial Times, será que o mesmo engenheiro esperava ter uma plateia de inocentes, facilmente enganáveis pela sua verve fácil de vendedor de banha da cobra?
On the Impossibility of Limited Government
After more than two centuries of "constitutionally limited government," the results are clear and incontrovertible. At the outset of the American "experiment," the tax burden imposed on Americans was light, indeed almost negligible. Money consisted of fixed quantities of gold and silver. The definition of private property was clear and seemingly immutable, and the right to self-defense was regarded as sacrosanct. No standing army existed, and, as expressed in George Washington's Farewell Address, a firm commitment to free trade and a noninterventionist foreign policy appeared to be in place. Two hundred years later, matters have changed dramatically.
Now, year in and year out, the American government expropriates more than 40 percent of the incomes of private producers, making even the economic burden imposed on slaves and serfs seem moderate in comparison. Gold and silver have been replaced by government-manufactured paper money, and Americans are being robbed continually through money inflation. The meaning of private property, once seemingly clear and fixed, has become obscure, flexible, and fluid. In fact, every detail of private life, property, trade, and contract is regulated and re-regulated by ever-higher mountains of paper laws (legislation). With increasing legislation, ever more legal uncertainty and moral hazards have been created, and lawlessness has replaced law and order.
"The meaning of private property, once seemingly clear and fixed, has become obscure, flexible, and fluid. In fact, every detail of private life, property, trade, and contract is regulated and re-regulated by ever-higher mountains of paper laws."
Last but not least, the commitment to free trade and noninterventionism has given way to a policy of protectionism, militarism, and imperialism. In fact, almost since its beginnings the US government has engaged in relentless aggressive expansionism and, starting with the Spanish-American War and continuing past World War I and World War II to the present, the United States has become entangled in hundreds of foreign conflicts and risen to the rank of the world's foremost warmonger and imperialist power. In addition, while American citizens have become increasingly more defenseless, insecure, and impoverished, and foreigners all over the globe have become ever more threatened and bullied by US military power, American presidents, members of Congress, and Supreme Court judges have become ever more arrogant, morally corrupt, and dangerous.
A verdade é que a Direita Caceteira que Renato Teixeira identifica, no seu blogue, existe de facto.
Uns mais liberais, outros mais conservadores, mas o esquema ideológico dos nosso bloggers da direita não anda muito longe dos neoconservadores e dos neoliberais, e o suposto pragmatismo esconce um amor pouco púdico pela real politik.
Com todas os erros terríveis do comunismo, é preciso dar o braço a torcer aos seus intelectuais: a sua rectidão e honestidade intelectual são imensos. Deles é difícil esperar dois pesos e duas medidas.
O que não se pode dizer o mesmo é da nossa blogosfera liberal e conservadora.
A posição de calhordas dos EUA, o primário pro-israelismo, e a ideia de que o livre-mercado é um sistema de mera prosperidade e não de justiça, bem como o amor às oclocracia aliado ao injustificado medo das revoluções.
Defender um estado militarista como Israel apenas porque é democrático e "liberal" (mais uma vez a teoria da defesa do mal menor) é tão ridículo como a recente cruzada contra o niqab e a burqa, que, de facto, se fica pelo problema da proibição do seu uso voluntário e a sua imposição obrigatória.
« Variações da saudade »
Saudade, pão de sustento,
meu vinho de consagrar
ai, Deus, i u é, Saudade,
sem ti não posso passar!
Saudades vivas da Terra,
- vivas saudades do Mar...
Oh, o desejo impossível
de se partir e ficar!
Sereias, Nau Catrineta,
Sete-Partidas do Mundo...
- Quem é que mede a Saudade,
se é como um poço sem fundo ?!
«A vida acaba na morte,
não pode a alma morrer!»
Oh, a saudade sem nome
de ser a gente e não ser!
António Sardinha, in « Epopeia da Planície »
A propósito deste monárquico convicto, relembro um post de Paulo Cunha Porto, em que dizia que se pudesse falar com uma personagem do passado, gostaria de perguntar ao de Monforte se, como afirma a sua viúva, ele não se afastaria do Estado Novo, na altura em que achava a monarquia devia ser restaurada, na senda de Hipólito Raposo: pelo que tenho lido sobre o seu pensamento, acho que sim, o faria.
Conjecturas, apenas, obviamente.

Retirado da introdução, que podem encontrar aqui:
Contemporary humanism is a religion that lacks the insight into human frailty of traditional faiths. In envisioning the universe as the work of a divine person Western monotheism has always been anthropocentric, but it has preserved a sense of mystery, the insight that the nature of things is finally unknowable. In contrast secular rationalists have promoted a type of solipsism. Like the Tlonists of Borges’s fable, examined in Chapter 5, they think the real world and their intellectual constructions are — or can be made to be — identical. Hence the ornate theories of justice devised by credulous philosophers, the elaborate systems of incentives designed by bien-pensant economists and the recondite schemes for taxing emissions advanced by Greens — just the latest of many attempts to reorder human life by the use of reason.
Humankind is not a collective agent that can decide its destiny. If humans are different from other animals it is chiefly in being governed by myths, which are not creations of the will but creatures of the imagination. Emerging unbidden from subterranean regions, they rule the lives of those they possess. Many of the worst crimes of the last century were the work of people possessed by what they believed to be reason. Science is believed to confer a superior rationality on its initiates, but science cannot make us into a rational animal of the kind imagined by humanist philosophers. Humans can anthropomorphize anything, except themselves.
A little realism would surely be useful. Accepting that we are flawed and our problems not fully soluble need not be paralysing; it could make us more flexible and resourceful. But no realist will try to convert the world. The myth-free civilization of secular rationalism is itself the stuff of myth. Myths are fictions, which cannot be true or false; but fictions can be more or less truthful depending on how they capture human experience. No traditional myth is as untruthful as the modern myth of progress. All prevailing philosophies embody the fiction that human life can be altered at will. Better aim for the impossible, they say, than submit to fate. Invariably, the result is a cult of human self-assertion that soon ends in farce.
Ano de Centenário
Neste país de originalidades, há por aí quem deseje começar um novo regime, utilizando uma novidade que já ultrapassou as sete décadas. É claro que já se esqueceram do exemplo de Sidónio, do qual apenas resta o famoso tiro e as sopas.
No entanto, tudo isto não passa de uma bem acordada cortina de fumo, própria de quem quer distrair as atenções.
Além das roubalheiras e fosquinhas nas costas dos amigos de festa, este centenário tem coisas do diabo, como esta. O que dirão alguns "sossogaditos" alinhados colegas da blogosfera?
Esta semana, assistimos a uma aparatosa recepção ao senhor ministro dos Negócios Estrangeiros do regime dos aiatolás, apenas semelhante a outros sistemas protagonizadas por cavalheiros como Kim jong Il, Castro ou Kaddafy. Quando em Portugal os sectores centenários têm andado obcecados na revivificação do espectro anti-clerical, as mesmíssimas pessoas recebem sem qualquer circunspecção, o lídimo representante de um sistema ultra-religioso que nega os direitos a qualquer minoria, cerceia as mais básicas liberdades individuais e reconhece por Lei, a inferioridade das mulheres. Quando ainda há pouco se legalizou o casamento gay como conquista dos direitos humanos, o Palácio das Necessidades escancara as suas douradas portas, a quem activamente açula dúzias de enforcamentos de homossexuais em plena via pública e tem em lista de espera, mulheres às portas da morte por lapidação. É que em Teerão, os guindastes da construção civil, não servem apenas para o alçar de placas betonadas pré-fabricadas que vão erguendo condomínios, onde os mulás impõem o dízimo, geralmente traduzido sob a forma de gratuitas penthouses.
Em todo o espectro político nacional, desdobram-se agora os seus agentes em comentários genericamente depreciativos, focando a perspectiva do ingresso da Guiné Equatorial - que inclui as antigas possessões portuguesas de Fernando Pó e Ano Bom - na CPLP. Trata-se da bem conhecida hipocrisia choramingas, que apenas serve como manifestação de princípio que logo se eclipsa à perspectiva de rendosos negócios petroleiros e no sector do betão. Este tipo de activismo para opinião pública ver, corta o espectro político de lés a lés, desde Cavaco Silva e as suas enigmáticas ponderações de grau zero, até aos velhos compinchas à la mode de toujours. Precisamente aqueles que entregaram o poder aos actuais regimes que vigoram nos PALOP, os mesmos que durante décadas fizeram ouvidos de mercador à causa da libertação timorense e que para nada quiseram saber dos direitos espezinhados dos naturais do antigo Estado da Índia! Os semanários vertem prolixa prosa acerca de riquezas acumuladas pela família Obiang, dissertando também acerca das constantes violações de direitos das gentes que não têm hipótese de escolha e de acesso às riquezas do país. Como se estes comparsas do carpideireismo politicamente correcto, tivessem alguma legitimidade para tal. Quem mais se incha em chamar a atenção da sua revolta perante possibilidade da inclusão da Guiné Equatorial na CPLP, não se manifestou perante as evidentes atrocidades cometidas na Guiné-Bissau pós-1974, ou pelas chacinas perpetradas pelo regime samorista em Moçambique. Quanto ao que se passa em Angola, pouco se tem ralado com o regime dos Santos de Luanda. Bem pelo contrário, são exactamente aqueles que empunham sempre a esponja que limpa a sujeira que há quase cinco décadas se acumula sobre certos currículos activistas. O que importa a política de saque descarado? Para quê questionar as medidas vexatórias sobre as minorias étnicas, ou as centenas de milhar enterrados em valas comuns espalhadas por todo o território da Guiné-Bissau, Angola, ou Moçambique? Os negócios têm sempre falado mais alto, impondo aquela razão que convém ao pragmatismo ditado matemática das coisas. Se isto serve para Luanda, Maputo e Bissau, também servirá para Teerão. É o princípio aceite e regular.
Estes pobres diabos de smocking e meia branca, não fazem a mais ínfima ideia daquilo que é uma política de Estado - sempre a tão longo prazo, como durante séculos foi a estreita ligação à Inglaterra -, perdendo o precioso tempo com questiúnculas, apenas destinadas ao patois que alimenta os media e as duvidosas consciências que deles dependem.
É decerto uma inapelável verdade, o facto da esmagadora maioria dos agentes não fazerem sequer a mais ténue ideia do local onde se ubica a Guiné Equatorial, apenas conhecendo o país como um possível Kuwait situado na zona tropical. Tudo o mais pouco importa, desde que se salvem as pífias e piedosas aparências. No entanto, todos sabemos que a entrada de mais um membro africano na CPLP; só poderá beneficiar a organização, a influência lusíada no campo das relações internacionais e tão importante como isto, uma possibilidade de influenciar a própria política interna do regime de Obiang.
Um dia destes, o sr. Cavaco Silva ruma a Angola, - muito bem e apenas pecando por ser uma "nova" política que regressa com trinta anos de atraso - na companhia da "maior delegação empresarial de sempre". Sempre queremos ouvi-lo dissertar com coragem e diante do clã dos Santos, focando os aspectos bem visíveis do compadrio, expoliação de recursos públicos e total desrespeito pelos sempre assinaláveis Direitos Humanos.
Torna-se tão certa como a rotação terrestre, a total ausência de uma política externa digna desse nome. Tudo é feito em resposta a estímulos que visam beneficiar um restrito número de agentes do conglomerado político-empresarial, ou como se tornou norma, em desesperada reacção a conjunturas desfavoráveis que o "esquema" vigente assumidamente criou.
Não está em causa a preocupação pelo incumprimento das obrigações que decorrem da participação de qualquer Estado como membro de pleno direito das Nações Unidas. O que parece estapafúrdia, é a grotesca situação que hoje se apresenta pela voz de gente responsável pela criação de ditaduras sem igual, rapidamente degenerando numa confusa e comprometedora rede de tráfico de colossais fortunas, exploração humana e esbulho de direitos cidadãos. Com fortes ramificações olissiponenses, diga-se.
Mais um grande vídeo (ou não) de Paulo Cardoso e Samuel de Paiva Pires:

À venda na FNAC do Chiado, ou aqui, uma antologia de textos de John Gray. E, bem a propósito, aqui fica um vídeo do mesmo autor, que podem encontrar aqui:
Um dos temas do verão, consiste na algazarra que uma parte da classe política tem feito, pretextando o grave crime que consiste na tentativa de rever a Constituição. De facto, o prolixo, desfazado e confuso texto já foi revisto noutras épocas e rasgaram-se vestes, amarfanharam-se vestidos e chorou-se até mais não, dizendo que o livrinho fundamental tinha sido destruído pela cáfila de mal intencionados. Afinal, o texto outrora revisto, continuou a servir os propósitos dos seus putativos progenitores - exactamente os mesmos que contra ele asperamente se bateram em 1975 -, que agora à coisa se agarram com unhas e dentes, como se sem ela ficássemos sem democracia.
A resistência à revisão constitucional, consiste em mais um erro, fruto de velho e atávico sentimento de posse da coisa pública, arrogantemente invocada por pretensos defensores de uma muito questionável "legalidade ad eternum". Se a iniciativa de Passos Coelho pode ser interpretada como mais uma alínea que, à falta de algo de mais substancial, preenche a sua agenda política, pode também significar uma tentativa de profunda alteração do regime, naquele sentido pretendido pelos sectores que sem um inatingível De Gaulle, em Cavaco Silva - um noviço na política portuguesa...- esperam ver o tal sonhado presidente de recorte sarkozyano. Os opositores à revisão temem a hipótese, pois o Parlamento tenderá a transformar-se cada vez mais, numa caixa de percussão para o ruído de palmas ou de inofensivos apupos.
Mas existe aquele outro argumento que de tão bem escondido pelos media, passa despercebido. A questão da liquidação de uma parte dos chamados Limites Materiais, consiste precisamente no ponto essencial que uma grande parte da esquerda - e desconfiamos que algumas franjas do PSD - para sempre quer ver intocável. Como se sabe, a Constituição foi outorgada por uma imaginada divindade que revestida de indiscutível autoridade, para sempre estabeleceu princípios imorredouros. Ridículo!
O problema consiste na intangibilidade da seráfica república e tudo o mais que se possa dizer, para nada mais serve, senão de desculpa para a manutenção desta situação de abuso e prepotência sobre uma nação inteira.
Não querem rever a Constituição? Pois assim sendo, estabelecem o primeiro marco para uma futura situação de ruptura. Gostem ou não gostem , é este o inexorável ditado da história que admite vírgulas, mas por vezes prefere o ponto final.
Primeiro foi o Nuno Castelo Branco.
Hoje, passavam alguns minutos da meia-noite, foi a vez de dar os Parabéns ao Pedro Félix no Facebook, mas ( e espero não me enganar no dia :) ), hoje também, um terceiro elemento cheio de " sentido de estado " está em situação de os receber: Parabéns, Nuno Fernandes!
Fiquem tranquilos, porque não se trata de uma imagem "gaga" tirada de um filme XXX rodado em Bangkok.
Este descansado e inofensivo menino que conta vinte e cinco anos de idade, encontra-se desde ontem detido pela policia, acusado de ser o organizador e autor de uma série de atentados de cariz subversivo. Chama-se Surachai Thewarat e surge ligado ao ataque de granada que vitimou cinco soldados, entre estes, um coronel. É igualmente acusado de ter atacado com granadas a estação de metro de Sala Deng, assim como o 11 Regimento de Infantaria e o grande Hotel Dhusit Thani. O currículo fica ainda enriquecido com a morte de dois policias na zona do Parque Lumpini, no centro nevrálgico da acção "red".
Surachai admitiu a autoria de outros atentados, como aquele perpetrado contra a esquadra de policia de Lumpini e um posto de controlo onde um agente caiu varado pelas balas. As autoridades conseguiram estabelecer as suas ligações com outros grupos de activistas, recorrendo a números de telefone e a movimentos bancários, o tal Evereste de dinheiro dos pobres pés-descalços, que durante a crise correu a rodos.
Como nota curiosa, saliente-se ainda o facto deste benfeitor das massas populares se ter dedicado ao comercio de inofensivas armas, como metralhadoras AK-47 e lança-granadas M-79 que alegadamente lhe teriam sido fornecidas pelo falecido major-general Kattiya Sawasdipol, uma espécie de gesticulante Otelo de ocasião.
O pacífico movimento vermelho-thaksinista e as suas proezas decalcadas de outras localidades bem próximas das fronteiras do Reino. Tudo boa gente!
Por este andar e dado o prestimoso currículo que Surachai apresenta, os seus potenciais admiradores do BE - Fernando Rosas , foi o único político português que saiu à praça em defesa de Thaksin - ainda recorrerão a uma manif à porta da embaixada tailandesa em Lisboa.
" Serve de canal de transmissão das nossas ideias políticas...que são as de muitos militantes e simpatizantes da Democracia-Cristã,assumimo-nos como direita nacionalista lusitana . Convidamos a quem partilhe destes ideais,sejam monárquicos,republicanos,integralistas,n
Mas, para grande decepção dos que assim pensamos, o Partido decidiu ir por outra via - foi a pensar que, finalmente, enveredaria por "outro rumo " que por ele me empenhei, e disse que uma associação com o PS seria suicidária.
Mas a que é que assistimos ontem? Inteira disponibilidade para se associar aos socialistas ( sejam eles do PS ou do PSD ), continuando no seio do sistema partidário que nos trouxe até aqui.
Alguma pesquisa na Internet e encontrámos informações mito boas sobre facções políticas antigas que se vão mantendo irredutíveis e fiéis aos seus princípios.
A umas o nosso juízo pode chamar antiquadas ou desde sempre falsas, mas a outras pode a sua resistência e nobre isolamento comover o coração mais empedernido.
Quando se pesquisa o carlismo é preciso ter em atenção a existência de duas organizações que reclama a herança histórica deste grupo:
O Carlismo de esquerda, socialista, federalista e auto-gestionário(?), anti-franquista e pró-dinastia de Borbón-Parma
O Carlismo tradicionalista, católico, pró-Doutrina Social da Igreja, anti-franquista, teimosamente indeciso quanto à dinastia reinante, fiel ao Dios, Pátria, Fueros y Rei, nasceu da saída de vários elementos do Partido Carlista devido à deriva socialista deste último, e ao que parece levando consigo o melhor da força intelectual do carlismo organizado.
Objeciones sobre la monarquía tradicional
La monarquía tradicional es absolutista
Un rey tradicional para ser rey, debe jurar antes las leyes, renovando así el pacto con el pueblo. Y tiene además el límite clarísimo de la Ley de Dios que no puede en ningún caso transgredir. Su poder está pues limitado, por arriba y por abajo. En cambio un parlamento liberal, al divinizar la voluntad humana según la soberanía popular puede dictar de forma absoluta las leyes más absurdas. Por lo tanto es más absoluto el poder de un parlamento moderno que el de un rey tradicional.
Disse já que os verdadeiros anos dourados foram os da infância, mas uma conversa no Facebook com uma amiga do Liceu fez-me lembrar que houve um período na adolescência que também foi dourado.
Era um contentamento quando os meus pais me deixavam lá passar a tarde com ela, onde vinham, um após o outro, todos os nossos amigos.
Foi o tempo de ouvir « Angie » dos Rolling Stones, mas também « Sorry Seems to Be the Hardest Word ». de Elton John; como lhe acabo de dizer, gastámos o seu Long Play.
" As nossas músicas ", como ela diz: eternas!
ao do actual estado do ensino da língua portuguesa, nesta " Pátria tua amada"
Que contigo de fora a prova de Português foi "mais fácil"
Ó Tempore! Ó Mores!
Pedro, em momento nenhum disse que iria votar em branco nas presidenciais: nessas fico em casa ou vou dar um passeio; disse mesmo que nas últimas fui empurrada.
Nas legislativas, com estes partidos, é que se justifica o branco.
Nas presidenciais, só se, como diz, houver " um motivo ( muito ) sério...
Não costumo entrar em polémicas quanto a posts alheios, mas neste ano de um centenário que envergonha aqueles que o comemoram por qualquer tipo de razão - onde o preconceito e o interesse material ocupam a primeira linha -, surgem recorrentemente prosas eivadas das habituais pechas atiradas á cara daquilo que pensam ser os "pobres monárquicos" deles.
Este post do João Gonçalves, consiste num perfeito exemplo daquela propaganda surda que já é velha e relha, engendrada nos costistas tugúrios fumarentos e de acres odores, decerto mercê dos eflúvios vinháticos que acompanhavam as assassinas conspiratas que arruinaram um prometedor século. Nunca tomarei o João Gonçalves como um jacobino, porque nunca o foi, nem poderá sê-lo. Num plano infinitamente inferior, aqueles que hoje insistem em orgulhosamente reivindicar o vergonhoso labéu, não fazem a mais remota ideia de tudo o que o termo encerra na sua dimensão política e pior ainda, humana. Não é disso que se trata. Embora com alguns amistosamente prive, o João tem por regra não gostar dos monárquicos, umas vezes "porque sim", outras vezes "porque não". Temos de aceitar a excêntrica teima sem revidar no mesmo tom, até porque esta insistência na nossa universal "estupidez e pobreza de espírito", advirá do secreto reconhecimento do contrário daquilo em que insiste. É uma homenagem que o João Gonçalves não quer reconhecer ou prestar. Ele sabe que todos bem o compreendemos.
Pela leitura do Portugal dos Pequeninos, adivinhamos o dilema do J.G. Dia após dia, vergasta os seus imaginativos colegas de república, de uma forma impiedosa e jamais vista em qualquer mísero e despiciendo blog thalassa. Se hoje o sr. Cavaco é um candidato a regenerador herói de uma pátria sem remissão, amanhã o presidencial silêncio ou longa complacência diante do 1º ministro, é severamente criticado como escabrosa, oportunista e adivinhada pusilanimidade. O J.G. bem tranquilo poderá ficar e no dito cavalheiro insistir em votar, porque não se tratará de qualquer deficiência de carácter do titular da inútil e risível instituição, mas tão só de simples calculismo cumpridor de prazos eleitorais. Chame-se o homem Cavaco, Soares, Alegre, o "concorrente a porteiro da ONU" Sampaio ou até, Thomaz, o recurso à reserva mental e ao dito que afinal se pretendeu não dizer, é a trivial constância que garante o sistema. Nada mais interessa e toda a vida pública depende deste vai e vem de casos em ricas casas, bastas vezes criados à volta de uma sopinha fria e evocadora da escusável memória do venerando vencedor de Verdun. Nisto são os republicanos excelsos peritos na vigarice e levam a palma do justo vencedor antecipado.
Na verdade, os nossos esquemáticos mariannistes andam gorgulhantes com a sua má sorte. Não lhes bastando ter um representante que não passa de um apagado, desinteressante, mal relacionado e bacoco fait-divers de subúrbio e ainda por cima sucessor de uma mão cheia de sonoros e caríssimos nadas - que embora protestando, o João também é forçado a pagar até que a fatal ampulheta decida o fim da sinecura -, a "velha situação monárquica do bigode retorcido" que tão bem lhes serviu, para sempre desapareceu. Consistiu este fogo de artifício, na converseta tonitroada pela sacra aliança daquilo que de mais desprezível teve a caceteira turbamulta do sistema do 5 de Outubro, com as miasmáticas águas paradas da 2ª república. Goebbels não faria melhor. Mas factos são factos e deles não podemos alhear-nos. Não só o sucessor da Coroa significa exactamente o oposto daquilo que o João insiste em fazer crer, como entre as hostes do azul e branco se contam aos centos os filiados teimosos, com leitura e uma preparação que fazem empalidecer o conhecido currículo verde-rubro, adquirido nestas negociatas regimentais em que a república de telejornal há muito se tornou. O insulto torna-se assim gratuito e tem o esperado efeito de boomerang, pois é com um certo gáudio que os monárquicos lêem e divulgam as obras dos historiadores que J.G. tanto gosta de evocar - como Fátima Bonifácio e Rui Ramos - que nos últimos anos têm prestado um grande serviço à verdade de uma História que deliberada e despudoradamente tem sido muito mal contada.
Bem vistas as coisas, o João deveria até manifestar a sua felicidade pela Situação, uma vez que diária e descoroçoadamente confirma as escassas alterações climáticas de permanente guerra civil partidista, sem a qual o nosso bairrismo político não pode sobreviver. Eternamentee à compita pelo mata e esfola, os republicanos "de esquerda" desprezam e desrespeitam o sr. Cavaco sempre que a oportunidade surge - bastará lermos o que dele se escreve e diz -, tal como os "republicanos de direita" se desunharam ao longo de vinte anos, em espalhar notícias de negociatas de marfins, constelações de diamantes caídos em florestas jâmbicas, fundações privadas erguidas com dinheiros públicos, geracionais nepotismos vários, negócios de extinta colónia dos mares do sul da China, ou suspeitos terrenos camarários e andares de luxo em qualquer Bagatella do centro lisboeta. Neste campo do boato, qualquer taxista alfacinha, faz o pleno de uma tradição que o felizmente defunto, mas mal enterrado PRP inaugurou em Portugal. A luta política "por Bem de Belém" não pode passar sem estas pequenas e tão humanas misérias, onde luxos nababos vão alternado com calculadas modestas marquises anodizadas e assim por diante, num eterno bailinho dos pergamóides de hoje, com os veludos do amanhã.
Conheço o João Gonçalves há perto de trinta anos e gabo-lhe a coerente e comprovadamente desinteressada fidelidade à causa do Partido. Sendo um impenitente não-filiado PSD friendly - como já se definiu -, compreende-se este constante permanecer no terreno, evocando simbólicos actos de cavaleiros de outras eras, em que o putativo vencedor permanecia em campo após a refrega, atestando uma vitória. Mas afinal, trata-se de uma vitória de quem, ou mais importante ainda, de quê? Poderá o João explicar? É que ainda poucos entenderam para onde nos pretende levar.
Não tardaremos em compreender. Com Cavaco já em afanoso guignol antes do bater da hora, a desértica e presidencial campanha aproxima-se, sentando-se os "pobres monárquicos" mudos e quedos na primeira fila, mas prestos e lestos para o desfrute do espectáculo que se adivinha.
Passando adiante dos política e republicanamente despojados comentadores do ciberespaço, numa frase se lobriga aquilo que a república foi, é e jamais poderá deixar de ser. Os agentes do barrete frígio, empanturram-se de um conceito de forma que apenas será tida como boa, se o "seu" presidente estiver disponível para a partilha de feudos, lataria aposta nas lapelas dos 10 de Junho, aplicação da mobilidade em direcção a uma pública gamela, comendadorias amigas, catrapiscanço secretário em ocioso gabinete de estudo, ou assessorias anexas. É esta a limusínica república que querem e que no fundo, bem merecem. Sobretudo, é a república que ouvidos de mercador faz aos lancinantes protestos de um cada vez mais evidente Portugal dos Pequeninos. Será assim tão difícil o João reconhecer que não tem lugar entre "isto"?
Então, mais não se rale e aproveite bem o verão, desobedecendo a qualquer patético pacóvio que de arreganhada tacha lhe recomende férias dentro de portas. Se puder, parta para mais civilizado destino, talvez uma não muito longínqua, irreverente e transbordante de auto-estima Monarquia.
Esteve preso na Bastilha, numa jaula própria para criminosos de sangue nobre, onde permaneceu sem julgamento por força de uma lettre de cachet apresentada pela sua sogra, que se queixou ao Rei de França dos cruéis maus tratos que Sade inflingiu à sua esposa.
Da sua clausura quase luxuosa, Sade lança rotineiramente à população próxima panfletos seus onde prova a sua inocência e a dos seus companheiros de prisão.
O comandante da prisão, cuja guarnição é composta por um corpo de mercenários suíços e invalides - que serão massacrados no dia da Tomada, da prisão, mesmo após terem prometido rendição - implora a Luís XVI que transfira o problemático recluso, ao que o Rei anui, e Sade é colocado em Charenton, uma prisão para criminosos altamente perigosos.
Dez dias depois a Bastilha cai, e Sade, liberto de Charenton, passa a ser conhecido como Cidadão Brutus Sade, secretário da Section des Piques, um grupo miliciano com semelhanças às SS.
Sade considerou-se, até ao seu violento fim, como uma das peças fundamentais na Revolução e na condenação à morte do Rei de França.
De tarado sexual a preso político, flósofo do Mal medíocre a activo burocrata da Novo Ordo, a vida de Sade é tão interessante e exemplar como um mau conto erótico.
Ao contrário da Cristina, eu não vislumbro vantagens no "voto em branco" se este for aplicado a eleições presidenciais. Na minha opinião, em qualquer tipo de eleições, o acto em si enquanto voto de protesto é um mito, porque daqui nunca nascerão consequências sérias para quem detém o poder.
No caso concreto das próximas presidenciais, o voto em branco não transmite protesto nenhum que se enquadre nas pretensões de quem não aceita a forma de governo republicana. A primeira mensagem que pode ser lida do voto em branco é: eu alinho com o sistema, porque voto, mas não dou o voto a nenhum dos candidatos, porque não prestam ou porque não concordo com as ideias deles. Em eleições presidenciais o monárquico, à partida, recusa o voto aos candidatos não necessariamente por discordar deles, mas sim porque rejeita a forma de governo.
No entanto, nada impede que o monárquico vote nas presidenciais se vir motivos sérios para isso. Se por exemplo estiver em causa a soberania ou a mudança de regime - neste último caso pode ver num candidato um agente da mudança ou, pelo contrário, alguém contra quem quer votar por representar perigo de mudança para pior. Quando não estão em causa estes factores, como creio ser o caso destas próximas presidenciais, o monárquico deve abster-se. Pois a abstenção não transmite necessariamente uma mensagem de insatisfação para com os candidatos. A abstenção significa simplesmente a não participação no sistema. A abstenção não envia nenhuma mensagem em especial. De modo genérico transmite alheamento, é certo. Mas, quem não concorda com o sistema deve ser alheio às suas práticas e, em alternativa, procurar levar a cabo outras iniciativas de combate. Ou não - pode escolher simplesmente alhear-se e viver num mundo aparte. Com o advento da democracia, entre muitas lérias que nos impingiram, essa do dever cívico do voto é uma delas. Assim como a ilusão de o voto ser sinónimo de liberdade de escolha e nele poder estar o início de alguma mudança ou solução.
Votar nestas presidenciais, seja de que forma for, em branco ou ir lá fazer desenhos ou escrever palavrões, significa alinhar com a República. Responde ao apelo do dever cívico que alimenta um sistema que não é o nosso. O monárquico tem consciência que os candidatos não são entusiasmantes, pois sabe que eles provêm de uma forma de governo errada por natureza.
Onde a liberdade existe ninguém é obrigado a viver consoante padrões impostos. Ninguém deve ser coagido a escolhas nem compromissos quando não pretende participar neles, ou quando esses compromissos são por si só matéria de discordância. É um acto de objecção de consciência tão legítimo como qualquer outro.
Vá ter à próxima secção, que eles lá tratam de si.
Enquanto não receber o formulário, eles não lhe mandam isso.
Não está a funcionar. No entanto, caso seja algo importante, de certeza que eles mandam vir alguém.
Espere até lhe sair a nota. Depois mande-lhes os papéis.
Se não estiver isto até segunda-feira, eles não lhe dão os documentos que precisa.
Se fizer isso, eles vêm ai e fecham-lhe o negócio.
Não lhes diga isso.
Diga-lhes que não, depois cá nós nos arranjámos.
De todas as vezes que li e escrevi textos sobre uma alternativa séria à monarquia democrática e parlamentar, não li/escrevi vez alguma a palavra absolutismo.
É o problema dos nossos republicanos. Esquecem-se que a monarquia constitucional destruiu a tradição política e institucional do país, danificou a paz social e entregou o poder a um grupo-amostra do partidarismo que hoje impera.
Na verdade, o problema dos republicanos é com os monárquicos que não discutem a Monarquia nos termos deles.
Azar.
Sade foi muitas coisas, mas imaginativo não era uma delas. A não ser que se considere o puro hedonismo, crueldade e "sadismo" como imaginação.
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