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Tragam as pipocas

por Samuel de Paiva Pires, em 22.12.14

Carlos Abreu Amorim afirma que já não é liberal, as reacções entre alguns liberais e até pessoas de outros quadrantes político-ideológicos não se fizeram esperar, mas talvez o melhor mesmo seja ler este texto de Rui A. de onde se pode retirar uma ilação que não fica necessariamente patente no mesmo, mas que há já algum tempo venho afirmando: público e privado, Estado e mercado, são duas faces de uma mesma moeda, pelo que nem tudo o que é público é bom ou mau, tal como nem tudo o que é privado. Como diria Montaigne, bem e mal coexistem nas nossas vidas. O mundo - e a condição humana - é um bocadinho mais complicado e menos ingénuo do que o preto e branco e tudo ou nada que muitas almas ditas liberais tendem a ver. Por outras palavras, menos Rothbard e mais Hayek só faria bem a muita gente. 

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publicado às 10:44

Pornografia Sazonal em 3 Actos

por Fernando Melro dos Santos, em 22.12.14

Li hoje num mural qualquer uma pessoa a afirmar que a confecção de sorvetes com leite de origem animal (...) constituiria uma violência sobre estes e um acto de sobranceria humana.

Há um único argumento passível de ser invocado em defesa desta absoluta e inane estupidez, que é o de, enquanto espécie pensante, devermos (podermos, havermos, sabermos, conseguirmos) evoluir por vezes em sentido diverso do que é ditado pelas nossas limitações e tendências históricas e Naturais. Seria aceitável, por exemplo, para criticar a prática da tauromaquia ou a matança de animais peludos com vista à produção de vestuário. Seria também uma boa forma de criticar o autêntico genocídio em curso nos países onde o aborto é livre de penalização.

Agora, leite? Gelados? E isto vindo de uma geração de pirralhos incapazes de sobreviver dois dias sem os confortos adquiridos sob a égide citadina, ora tomados por Constitucionais?

Ide à outra parte.

 
ID: 53763

Tipo: Anúncio de Procedimento
Descrição: Médio Tejo Online - Aquisição de Aplicações de Negócio e Gestão Documental com vista à Implementação e Uniformização de Serviços Online
Entidade: Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo
Preço Base: 1429025.00 €

 

 

Autoridade Tributária e Aduaneira <info@at.gov.pt>
4:53 AM (3 hours ago)

to me

Exmo.(a) Senhor(a),

No próximo dia 23 de dezembro vai realizar-se o sorteio extraordinário “Fatura da Sorte”.

Serão sorteados 3 automóveis Audi A6 para além do habitual Audi A4, do sorteio regular semanal.

O sorteio será transmitido na RTP1, na terça feira (dia 23) à noite.

Pode consultar os seus cupões:

i) No Portal das Finanças na opção e-fatura/Fatura da Sorte;
ii)Na nova aplicação APP Fatura da Sorte (disponível gratuitamente na Appstore e no Google Play).

Até à presente data, foram já sorteados 41 automóveis (38 nos sorteios regulares e 3 no sorteio extraordinário de junho). Para se habilitar ao sorteio basta solicitar a inserção do seu número de contribuinte (NIF) em todas as faturas.

Exigir fatura com número de identificação fiscal (NIF) é a forma mais eficaz no combate à economia paralela.

Boa sorte e votos de Boas Festas!

Com os melhores cumprimentos,

O Diretor-Geral

António Brigas Afonso

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publicado às 09:26

O Bezerro de Ouro

por Fernando Melro dos Santos, em 21.12.14

Na terra onde pululam seres como a libertario-masturbadora Isabel Moreira (uma vergonha supranacional), o recluso 44 (uma banalidade americana) e Carlos Abreu Amorim (o espelho da volubilidade eleitoral no mercado do Bolhão) o que mais posso eu, avatar da insignificância fora do baralho, deixar como mensagem de Natal que não isto?

 

Venerai, crede, andai como todos os dias andais e não pareis, sobretudo que não pareis. 

 

O mundo depende de não parardes, para que ao cair, o meteoro da realidade vos leve a todos de uma só vez. 

 

Adoro esta época, o solstício, o frio que deveria estar, o fecho de um ciclo parvo. Se soubesse odiar, odiaria cada eleitor que alguma vez contribuiu para o poderzinho dos grunhos que ainda grassa. 

 

Feliz Natal, putas do status quo. 

 

 

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publicado às 14:21

O BAILE

por Manuel Sousa Dias, em 20.12.14

A entrevista de ontem Judite de Sousa a João Araújo foi bastante esclarecedora sem no entanto termos visto esclarecidas quaisquer dúvidas relevantes por parte do advogado de José Sócrates. Ficámos sem saber 1) os fundamentos que justificam por parte do advogado a ilegalidade da prisão de José Sócrates, 2) os seus argumentos para que o ex-primeiro-ministro aguarde o seu julgamento em liberdade ou 3) a fragilidade das provas, nomeadamente as que justificam o crime de corrupção e, já agora, 4) como pôde José Sócrates viver da forma que vivia tendo os seus rendimentos tão limitados. Em contrapartida ficámos a saber que José Sócrates está bastante bronzeado, que tem praticado jogging diariamente e que está com o seu astral em cima, aliás, como sempre, para aguentar outro processo que os seus inimigos despoletaram apenas por razões políticas.

 

Resumindo, João Araújo não tentou esclarecer os portugueses das dúvidas que ensombram a honorabilidade e reputação do ex-primeiro-ministro de Portugal, mas sim sublimar aos apoiantes ferrenhos de José Sócrates a “narrativa” que dá conta que o animal feroz continua imbatível e com o mesmo espírito de gladiador. Fê-lo com ironia, fugindo às perguntas importantes, escondendo-se atrás da sua impossibilidade de falar sobre o processo, mostrando uma pretensa ignorância sobre as notícias dos jornais ou colocando em causa a veracidade de factos que são públicos sobre a vida do seu cliente - por exemplo, uma vida recheada de luxos caros. E assim foi respondendo, ou não respondendo, João Araújo, às perguntas colocadas. Os apoiantes de José Sócrates correram para as caixas de comentários na net: João Araújo “deu baile” a Judite de Sousa. O mesmo tipo de “baile” que José Sócrates gostava de dar nos debates na Assembleia da Republica, nos quais se escapulia à resposta das questões colocadas, concluí.

 

O problema presente de José Sócrates é bem mais grave do que a gestão da sua popularidade, é um caso de justiça. A gestão da sua comunicação será mais eficaz na medida em que esclarecer com sobriedade as dúvidas que legitimamente se colocam na mente dos portugueses quanto à figura que ocupou durante vários anos um dos mais altos cargos da nação. Não parece ser esta a opinião do seu advogado. Resta saber quais os verdadeiros trunfos jurídicos da defesa frente a um colectivo de juízes com poder de decisão sobre o futuro do ex-pm e, já agora, se este colectivo alinha em dançar ao som do baile que a defesa parece querer dar também à justiça portuguesa.

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publicado às 19:12

Portugal: dois mil e catorze menos 44

por John Wolf, em 20.12.14

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Do alto dos meus 39 graus de febre ainda consigo ver Portugal e em particular o ano de 2014. Estamos de parabéns e é Natal. Este ano ficará na história desta valente e imortal nação por ter quebrado o feitiço da intangibilidade. Temos a prova de que a Justiça é capaz de apanhar ex-lideres sem acanhamentos ou reverências. O que tem de ser tem muita força. Coloquemos José Sócrates no topo, mas acrescentemos outras missões investigativas. Mas o povo português é estranho e justifica a expressão proverbial: preso por ter cão, preso por não ter cão. Quando não havia resultados na Justiça no que dizia respeito aos "grandes de costas largas", ouvia-se o coro dos oprimidos, a  voz do mexilhão habituado a receber as sobras do tratamento justo e equitativo. Agora que é a doer para com um ex-primeiro ministro reclamam por chavões como segredo de justiça e presunção de inocência. Dizem que não passa de política, mas estão enganados. José Sócrates já não é uma divisa, não serve para apostas partidárias. Queimou-se, e embora os efeitos colaterais queiram ser dirimidos, mitigados, a verdade é que haverá consequências e não apenas para o Partido Socialista, mas para a totalidade da estrutura do poder político de Portugal. Nestas questões não há refúgios ideológicos. Os prevaricadores andam por aí, e vêm em todas as cores e feitios. Que 2015 chegue com a mesma pujança jurídica que vinha sendo adiada de há muitos anos a esta parte.

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publicado às 10:38

Wishlist

por Fernando Melro dos Santos, em 19.12.14

Os meus desejos para o ano de 2015:

 

- o derrube de Barack Obama, se possível mas não necessariamente por meios pacíficos

 

- o fim do Euro, ou não sendo possível, a saída de Portugal dessa zona constritora

 

- que Mário Soares, Almeida Santos, José Lello, Cavaco Silva, Freitas do Amaral, Paulo Portas e mais uns cem não morram, de causas naturais ou sobrevindas, sem que lhes seja feita justiça

 

- Estações do Ano repostas ao seu normal: chinelos em Agosto, e casacos em Dezembro; o fim das moscas perenes

 

- expansão da Rússia até ao caneiro de Varsóvia

 

- ver José Sócrates engasgado num brinde daqueles que a sua ASAE baniu, e ser ainda por cima coimado, taxado e re-preso por infracção tributária na forma tentada

 

- falência dos media portugueses, todos e sem excepção, pois que só servem para veicular a ignorância

 

- uma garrafa de Port Ellen, datada de 1984, última da sua estirpe. 

 

Não ouvirão falar mais de mim até uma ou várias destas querenças terem tido lugar. 

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publicado às 17:00

Caravelas

por Fernando Melro dos Santos, em 19.12.14

 

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publicado às 16:13

Reabriu

por Fernando Melro dos Santos, em 19.12.14

O Dragoscópio

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publicado às 07:48

RAP e a sua esquerda

por Manuel Sousa Dias, em 18.12.14

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Esta semana assisti ao Tanto para Conversar, o programa nocturno de conversa amena na RTP2, na qual Ricardo Araújo Pereira, na vertigem do seu establishment, justificou a sua opção em ser de esquerda e comunista socorrendo-se do pensamento de Norberto Bobbio no seu livro Direita e Esquerda. Cito RAP: “As pessoas de esquerda acham que as pessoas são mais iguais do que desiguais; para as pessoas de esquerda é natural que a sociedade tenda a reproduzir essa igualdade; as pessoas de direita acham que as pessoas são mais desiguais do que iguais, portanto para as pessoas de direita, se umas têm mais mérito do que as outras, é até justo que a sociedade reproduza essa desigualdade”.

 

Pode dizer-se que na cabeça comunista de RAP o pensamento de Bobbio faz todo o sentido excepto, diria eu, em dois pequenos detalhes. O primeiro detalhe é que a esquerda comunista não vê os homens todos como mais iguais, distingue claramente "os ricos” como inimigos da sociedade. O segundo detalhe é que a esquerda comunista não reproduz a igualdade dos homens, utiliza apenas meios “extraordinários” para erradicar "os ricos”. Também nisto da esquerda/direita o diabo está, como sempre, nos detalhes.

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publicado às 04:12

O peso dos blocos de António Costa

por John Wolf, em 17.12.14

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António Costa evoca as glórias do Bloco Central (PS/PSD) liderado por Mário Soares nos anos 80, e esse facto deve servir de bitola para interpretar as suas intenções e a sua base ideológica. Deve pensar Costa que os portugueses são idiotas. Foram pactos de regime dessa natureza que promulgaram a falsa rotatividade do poder - ora mandas tu, ora mando eu. Foi esse arranjo que possibilitou a distribuição mais ou menos equitativa dos meios necessários para implementar verdadeiras redes de influência e a apropriação dos meios económicos para os membros dos respectivos partidos. Para além dessa evidência, o "regresso" ao conceito de bloco revela a incapacidade em pensar prospectivamente e de um modo inovador. Os blocos são coisas do passado. Houve um Bloco de Leste, e mais recentemente um segundo que conheceu a ruína, quase idêntico etimologicamente - o Bloco de Esquerda. Diz ainda o secretário-geral do Partido Socialista que foi Soares que salvou o país e hasteou a bandeira da recuperação. Mentira. Foi o FMI que também esteve cá nessa ocasião e que não deixou  o afogamento nacional suceder. Não sei que tipo de dividendos Costa pretende extrair deste ângulo de abordagem ao poder, mas arrisco dizer que sente que não são favas contadas, que as legislativas não estão no papo absoluto, absurdo. Ao envolver o Partido Social Democrata na antecâmara das considerações, obriga esse mesmo partido a exercício semelhante. Ou seja, a uma declaração ténue de uma nota de intenções sobre constituições de sociedades gestoras de poder. Porque no fundo é disso que se trata. Uma empresa política repartida por quotas a que alguns dão o nome de bloco para soar a luta sindical, a levantamento de operários - demagogia central.  Portugal, lamentavelmente, tornou-se refém do seu legado. Torna a encontrar as mesmíssimas sementes que a conduziram ao descalabro, à colheita rara de ideias caducas. A montanha pariu um bloco.

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publicado às 16:58

Da comunidade

por Samuel de Paiva Pires, em 17.12.14

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Charles Taylor, "Interpretation and the Sciences of Man": 

Common meanings are the basis of community. Intersubjective meaning gives a people a common language to talk about social reality and a common understanding of certain norms, but only with common meanings does this common reference world contain significant common actions, celebrations, and feelings. These are objects in the world that everybody shares. This is what makes community.

(...)

Common meanings, as well as intersubjective ones, fall through the net of mainstream social science. They can find no place in its categories. For they are not simply a converging set of subjective reactions, but part of the common world. What the ontology of mainstream social science lacks is the notion of meaning as not simply for an individual subject; of a subject who can be a “we” as well as an “I.” The exclusion of this possibility, of the communal, comes once again from the baleful influence of the epistemological tradition for which all knowledge has to reconstructed from the impressions imprinted on the individual subject. But if we free ourselves from the hold of these prejudices, this seems a wildly implausible view about the development of human consciousness; we are aware of the world through a “we” before we are through and “I.” Hence we need the distinction between what is just shared in the sense that each of us has it in our individual worlds, and that which is in the common world. But the very idea of something which is in the common world in contradistinction to what is in all the individual worlds is totally opaque to empiricist epistemology.

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publicado às 14:55

Mudar o sistema por dentro

por Manuel Sousa Dias, em 17.12.14

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/politica/detalhe/socrates_em_protesto_na_cadeia.html 

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publicado às 01:34

O futuro de Sócrates

por Manuel Sousa Dias, em 17.12.14

Sócrates não acreditou na sua prisão, porque “eles” não tinham coragem para enjaular o animal feroz. Mas tiveram. Então qual tem sido a estratégia (se é que há estratégia) de defesa? Desacreditar a justiça, desacreditar os juízes e desacreditar a investigação. Martelar a ideia de que a prisão é ilegal e de que a defesa desconhece os factos que levam à detenção. Marcar presença diária na comunicação social. Dar entrevistas. Polarizar a opinião publica. Fale-se bem de Sócrates, fale-se mal de Sócrates mas fale-se de Sócrates.

 

A estratégia de defesa produzirá resultados? A agressão à justiça é decerto má aposta para a defesa, numa altura em que parece que ela finalmente funciona e, já agora, com aparente mão pesada nestas meias tintas entre politica, negócios e todos os esquemas in-between. É também um contra-senso o animal feroz em cativeiro disparar em todas as direcções ao mesmo tempo que a defesa advoga a benignidade para a investigação do animal feroz em liberdade. E a opinião publica? Essa, perante a vida faustosa e, sobretudo, o interminável rol de confusões de Sócrates, família e amigos, certamente quer que finalmente seja feita justiça sobre um “poderoso” que, de uma forma ou outra, tem sido habilmente escorregadio em relação à barra dos tribunais.

 

E quanto ao PS? O PS é, no que toca a Sócrates, um submarino com um rombo a deixar entrar água. E o que se faz nesta situação? Isola-se hermeticamente a área inundada. Costa seguiu friamente o procedimento e fechou a escotilha, apesar de no outro lado ter deixado Sócrates, já com falta de ar e a tentar desesperadamente tapar com os dedos o enorme rombo no casco. Enfim, casualties of war, à política o que é da política e à justiça o que é da justiça. Então por altura do Natal, já com os estragos no casco minorados e a máquina estabilizada, Costa, porque assim tem de ser, lá fará a sua viagem a Évora, deixando no ar uma bem medida ambiguidade entre a solidariedade politica e a caridadezinha natalícia.

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publicado às 01:13

Do bem e do mal

por Samuel de Paiva Pires, em 16.12.14

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 Montaigne, Essays, "Of Experience":

We must learn to endure what we cannot avoid. Our life is composed, like the harmony of the world, of contrary things, also of different tones, sweet and harsh, sharp and flat, soft and loud. If a musician liked only one kind, what would he have to say. He must know how to use them together and blend them. And so must we do with good and evil, which are consubstantial with our life. Our existence is impossible without this mixture, and one element is no less necessary for it than the other.

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publicado às 14:42

As prioridades de António Costa

por Manuel Sousa Dias, em 15.12.14

António Costa disse hoje na Turquia que quer mais imigrantes na função pública, de forma a melhor integrar estes imigrantes na região de acolhimento. Não que haja alguma coisa errada com esta intenção. Que dizer então daqueles que já trabalham para a função pública em regime precário? Ou dos desempregados? E dos jovens à procura de primeiro emprego? Será forçado dizer que a fazer fé nas sondagens vamos passar de um primeiro ministro que aconselha as pessoas a emigrar para um muito preocupado em integrar os imigrantes na função pública? E o povo? O que pensará quando ouve tão nobres propósitos?

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publicado às 16:27

Barreto Xavier e a ópera de bufos

por John Wolf, em 15.12.14

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Por que razão a Secretaria de Estado da Cultura exige o regresso de alguém que alegadamente viola, de um modo consciente, os termos de um contrato? O governo não pode ser o padrinho de prevaricações, o promotor de oportunistas. A mensagem que Jorge Barreto Xavier atira para o ar lesa muito mais do que o Estado. Lesa os princípios deontológicos que devem orientar a vida de qualquer indivíduo. Não é a empresa Opart (ou o raio que o parta!) que deve conhecer a lei espanhola. É Pinamonti que deve saber ou não se está a cometer uma infracção, a fazer jogo duplo. Em vez de ser sacudido do Teatro Nacional de São Carlos, Barreto Xavier quer dar um prémio de desempenho a este gestor público - uma recompensa pela ambiguidade cultural e poligamia artística? Será Pinamonti o único consultor lírico do mundo? Ou haverá outros a dever quantias à Segurança Social? As artes e letras, pela subjectividade questionável da sua natureza, têm sido poupadas a regimes de auditoria mais apertados. Os portugueses merecem saber de que forma o seu dinheiro é gasto em encenações e dramas,  revistas e óperas-bufa. Os bufos são mais que bem-vindos - se defenderem o interesse dos espectadores e a carteira dos contribuintes.

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publicado às 09:54

CO2 - Esse vilão

por Manuel Sousa Dias, em 12.12.14

co2.jpg

 

A partir de 15 de Janeiro vão ser proíbidos de circular no centro de Lisboa automóveis anteriores a 2000 e 1996. A medida visa reduzir a concentração de poluentes na zona central. Quando falamos de poluentes estamos, como sempre, a falar de CO2, um suposto poluente e o suposto grande vilão do suposto aquecimento global.

 

Algumas curiosidades e factos a propósito do CO2:

 

-O CO2 é um gás que não possui qualquer odor, cor ou sabor.

 

-O CO2 constitui apenas 0,039% da atmosfera da Terra.

 

-Menos de 10% do CO2 na atmosfera se deve à activividade humana (menos de 0,0039%).

 

-A concentração de CO2 tem vido a aumentar desde o século XVIII, passando de 280 ppm (partes por milhão) em 1750 para 403 ppm actualmente.

 

-As estimativas catastrofistas dizem que por volta do ano 2100 a atmosfera terrestre terá cerca de 550 ppm de CO2.

 

-No período jurássico a concentração de CO2 na atmosfera atingiu o valor máximo de 1950 ppm.

 

-Durante o período jurássico a vida na Terra floresceu em grande medida graças à abundância de CO2.

 

-As plantas transformam energia solar em energia química e nesse processo consomem CO2 e libertam oxigénio. O processo chama-se fotossíntese.

 

-Os organismos vivos trocam oxigénio por CO2 com o meio ambiente. O processo chama-se respiração.

 

-O ciclo do carbono é fundamental para a manutenção da vida na Terra.

 

-A principal consequência do enriquecimento da atmosfera com CO2 é o crescimento mais rápido das plantas.

 

-A duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera traria um rendimento de mais um terço na produção de plantas herbácias e de mais de 50% no crescimento das diversas espécies de árvores.

 

-O CO2 não é um gás poluente e é absolutamente inofensivo para os seres humanos.

 

-O CO2 é amplamente utilizado nas bebidas para lhes dar efervescência.

 

-O CO2 que ingerimos através das bebidas carbonatadas é exactamente o mesmo CO2 que sai dos tubos de escape dos automóveis ou das chaminés das fábricas.

 

-Ao contrario do CO2, o CO (monóxido de carbono) é um gás de enorme toxicidade apesar de incolor e inodoro.

 

-A exposição a doses relativamente elevadas de CO em pessoas saudáveis pode provocar problemas de visão, redução da capacidade de trabalho, redução da destreza manual, diminuição da capacidade de aprendizagem, dificuldade na resolução de tarefas ou até mesmo a morte.

 

-Concentrações abaixo de 400 ppm no ar causam dores de cabeça; acima deste valor são potencialmente mortais, tanto para plantas e animais quanto para diversos microorganismos.

 

-O Protocolo de Quioto apresenta objectivos vinculativos e quantificados de limitação e redução dos gases com efeito de estufa, nomeadamente – e principalmente - o CO2, inofensivo para os seres vivos. De fora ficou o CO, um gás letal, mas que não é considerado gás com efeito de estufa.

 

- O vapor de água é de longe o gás de estufa mais abundante, contabilizando 95% do total dos gases de estufa, representando o CO2 menos de 9%.

 

- As contribuições do homem de CO2 para o aquecimento global representam apenas 0,117% do total de gases de estufa.

 

(Nos próximos posts continuarei a abordar a temática do CO2, do aquecimento global, das ecotaxas, das políticas e da nova religião verde. E sim, sou um “negacionista”).

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publicado às 19:53

Sócrates e os amigos de ocasião

por John Wolf, em 12.12.14

socrates_Orlando_Almeida_Global_Noticias

 

O Partido Socialista vai pagar um preço ainda mais elevado pela sua delinquência ética - os amigos não são para todas as ocasiões. Parece que para os lados do Rato a amizade tem outro significado. Já ouvimos vezes sem conta aquelas balelas sobre a separação de águas, a destrinça entre a relação pessoal, de amizade e o que ocorre na vida política, pública. No entanto, as coisas não são assim. Um amigo meu que tenha prevaricado ou cometido uma ilegalidade continuará a merecer o meu respeito se for lesto a admitir a sua culpa e a procurar corrigir os desvios praticados. Já sei o que vão dizer alguns correlegionários: presunção de inocência, inocente até prova em contrário - mais treta menos treta. Das duas uma; ou os amigos aceitam a decadência ética e moral do companheiro (e equiparam-se ao mesmo, são iguais), ou definem claramente no seu espírito uma linha de demarcação. Há ainda uma extensa lista de amigos que irá fazer-se à estrada em direcção a Évora nesta época de Natal das prisões. Nos dias que correm parece haver uma grande falta de espinhas, de colunas verticais - homens capazes de escolher o caminho da correcção, do respeito por valores maiores. Quando a bola começar a rolar com maior intensidade, quero ver como vão descalçar a bota. Afinal não era amigo. Era um mero conhecido. Desculpe, conheço-o de algum lado?

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publicado às 14:13

Chiprada à vista

por Fernando Melro dos Santos, em 12.12.14

Goldman Sachs relembra aos gregos que na União Pan-Europeia Social-Soviética, ou se vota conforme o Livro, ou se vota conforme o Livro. 

 

Título alternativo para este post: aviso aos portuguesinhos. 

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publicado às 14:03

O lobo das estepes

por Samuel de Paiva Pires, em 11.12.14

Hermann Hesse.jpg

Hermann Hesse, Steppenwolf:

Sadly, this trace of the divine is difficult to pick up in the midst of the life we now lead, this so extremely contented, so extremely bourgeois, so extremely shallow life, and faced with the kind of architecture, business, politics, human beings that are all around us. How can I help being a lone wolf and disgruntled hermit, surrounded by a world, none of whose aims I share, none of whose joys appeal to me? I can’t bear to sit in a theatre or cinema for long, I can scarcely read a newspaper, hardly ever a modern book. I can’t understand the pleasures or joys people now seek in crowded trains and hotels, in crowded cafés with their obtrusive hot-house music; in the bars and variety theatres of expensive, fashionable cities; at the world’s fairs, at street carnivals; in the public lectures for those desperate to improve their education, or at large sporting venues. I am unable to understand or share any of these joys which thousands of other people jostle one another to experience, though they would of course be within my reach.

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publicado às 21:23






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