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com excepção de todos os outros?

Constatámos já, depois destes anos todos, que este modelo, consagrado em 1976, não serve para Portugal, país,  como salienta, em comentário a post anterior, Nuno Oliveira "  do xico-espertismo, da falta de respeito, da falta de civismo, do atropelo pelos direitos dos outros. Há um profundo egoísmo em Portugal. E, aliás o mais irónico, é que bastaria que a atitude mudasse para que este país fosse diferente. Os políticos são um verdadeiro exemplo do povo ".

 

Mas tal não pode justificar o cruzar os braços, abdicando desse bem tão magnífico que é a liberdade. Considero, pois, dever dos políticos, sem que nenhum português tenha o direito de se alhear do processo, e aqui entra a democracia directa, o referendo, procurar o tipo de democracia que melhor se adapte à especificidade de um povo que não se dá bem com o parlamentarismo, que é o que  na prática vigora, apesar de a Constituição falar num sistema semipresidencial.

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publicado às 21:20


14 comentários

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De Manuel Pinto de Rezende a 14.12.2009 às 22:46

não concordo que esteja e voga o parlamentarismo.

se estivesse em voga o parlamentarismo, os executivos não tinham a vida tão fácil.
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De Cristina Ribeiro a 14.12.2009 às 22:58

Na prática, Manuel, a política portuguesa está enredada e ao sabor dos caprichos dos nossos representantes na A.R.- maus representantes, na generalidade, porque antes do mais e acima de tudo representam os próprios interesses, e o resultado está à vista de todos.
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De Cristina Ribeiro a 14.12.2009 às 23:54

E os executivos só não têm a vida fácil quando há oposições poderosas, o que por cá tem sido mentira.
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De Daniel João Santos a 14.12.2009 às 22:49

Não sei se o problema é o regime se as pessoas que o controlam.
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De Cristina Ribeiro a 14.12.2009 às 23:00

Uma pescadinha de rabo na boca, Daniel.
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De carlosbarbosaoli a 14.12.2009 às 23:38

No fundo, somos um povo que passa a vida a gritar por liberdade, mas não sabe conviver com a liberdade dos outros. Os políticos, hoje emdia( não só em Portugal...) são retrato do povo.
Alguém disse que este povo é ingovernável e eu dou-lhe toda a razão.
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De Cristina Ribeiro a 14.12.2009 às 23:59

Nem mais, Carlos. Um estágio em Inglaterra, onde a liberdade faz parte do ADN da maioria...
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De Manuel Pinto de Rezende a 14.12.2009 às 23:42

A tendência do semi-presidencialismo é o Presidencialismo, às vezes o Super-presidencialismo, so...

mais cedo ou mais tarde temos cá o bicho
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De Cristina Ribeiro a 15.12.2009 às 00:07

Tem funcionado nos EUA, por exemplo, Manuel, pelo menos não me consta que se dêem mal; e se o Chefe de Estado for o Rei, com preparação para olhar os interesses do bem comum, porque extra-partidário...
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De Nuno Oliveira a 15.12.2009 às 04:31

Não creio que o problema do nosso país passe pela forma como somos representados. Por muitas melhorias que pudéssemos introduzir, o resultado seria sempre o mesmo: a bancarrota. Enquanto não mudar a forma como os dinheiros são geridos, isso sim, não veremos a luz ao fundo do túnel.
Baixando a fasquia do meu desejo em relação ao altruísmo que eu gostaria que fosse geral, só peço que as pessoas respeitem o que também é delas, ou seja, o que é de todos. Já nem peço que respeitem o que é dos outros... seria provavelmente pedir demasiado...
Dou por mim a pensar algumas vezes que talvez fosse melhor ter um rei e pagar um ordenado e respectivas regalias, do que pagar a uma série de presidentes na reforma mais o actual. Mesmo que fosse um mau rei pouparia nos dinheiros públicos... e não seria pior que os presidentes que tivemos e temos de certeza.
O que nos falta é que as pessoas percebam de uma vez por todas que o estado não tem obrigação de nos sustentar. Que o estado deverá apenas ser um pai que nos ajude a caminhar para que possamos encontrar o nosso caminho. Que o estado tem de ser tratado com carinho. Que o estado somo todos nós.
Só depois de se atingir esse grau de maturidade é que será possível discutir e referendar com seriedade que tipo de sistema político será o ideal.
Tive um colega de liceu que dizia que era anarquista. Mas defendia que precisávamos do comunismo para disciplinar toda a gente para que pudéssemos ser anarcas depois... o que me ri dele na altura. Hoje em dia começo a pensar se naquela cabeça confusa não estaria alguma lucidez...
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De Luísa a 15.12.2009 às 13:39

Cristina, segundo o VPV, a opinião do Marcelo Caetano sobre a nossa compatibilidade com liberdades «políticas» e democracia era esta: «A História, por análise e comparação, revelava “as realidades nacionais”. No caso de Portugal, os cento e cinquenta anos desde 1820 demonstravam com abundância que as liberdades políticas e os partidos desenvolviam os “defeitos” dos indígenas, “sem aprimorar e difundir” as respectivas virtudes. Instáveis (por causa do seu “temperamento latino”), “destituídos de verdadeiro senso crítico”(embora “dotados” de “arguta habilidade criticante”), os Portugueses gostavam da “variação” por si mesma e as suas opiniões “andavam muito ao sabor das conjunturas” ideológicas e outras. Daqui que os regimes democráticos (ou simplesmente representativos) em Portugal fossem por força estéreis, tumultuosos e destrutivos; e provocassem na nação a “febre excitante e consumptiva” de que em 1928 Salazar a curara, fazendo-a viver habitualmente.»
Será que é mesmo assim? :-)
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De Cristina Ribeiro a 16.12.2009 às 20:13

É verdade que a maioria de nós tem feito muito para que seja esse o nosso retrato, Luísa, mas quero acreditar que não somos um caso perdido, embora por vezes a descrença leve a melhor.
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De António de Almeida a 15.12.2009 às 14:25

A A.R. tem perdido prestígio ao longo dos anos, o que levou à diminuição da qualidade dos deputados, razões meramente conjunturais atribuiram-lhe uma importância que há anos não tinha. Pessoalmente gosto de executivos sem poder legislativo e debates acesos no parlamento.
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De Cristina Ribeiro a 16.12.2009 às 20:18

A A.R. é uma anedota, António.

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