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Porque Portugal é nosso

por Cristina Ribeiro, em 18.12.09

Quando prefere sublinhar a impaciência e sugere que as pessoas deviam intervir, deviam fazê-lo como, através de que instrumentos, meios e palcos?

 

" Em primeiro lugar, na atitude. O mínimo que uma pessoa pode fazer é interessar-se pelo que acontece e manifestá-lo em todas as oportunidades - quem dá aulas, quem assiste às aulas, quem fala com amigos, com jornalistas, quem está na vida partidária, quem intervém em inquéritos de opinião. A minha impaciência deriva também de não haver mais ambição. Estamos a desprezar custos e o preço que se paga é muito alto. Temos uma taxa de desemprego como nunca tivemos, sobretudo nos jovens que estão a entrar no mercado de trabalho. É preciso um maior interesse pelas realidades. Vivi um ano no estrangeiro, na Holanda, e não me esqueço que as pessoas acompanhavam no dia-a-dia o que ocorria, sabiam que o país era deles, não dos políticos. Aqui acha-se que Portugal está entregue aos políticos. É uma atitude cultural comodista, mas sobretudo irresponsável porque quem paga a conta são os próprios, que não têm tempo nem empenhamento para tentar obter melhores resultados".

  João Salgueiro dixit, em entrevista ao jornal i, e a minha assinatura já lá está.

 

Para que um dia voltemos a ter o País que nos foi legado.

Basta de laxismo.

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publicado às 13:33


5 comentários

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De António de Almeida a 18.12.2009 às 14:36

Será difícil, não existe uma cultura de exigência em Portugal, assim sendo não existe uma busca pela excelência, a maioria das pessoas pretende apenas viver sem grandes problemas, para isso contam com o Estado, que está com sabemos em estado vegetativo. As actuais gerações falharam em toda a linha e não me parece existir qualquer vontade de buscar novas soluções.
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De Luísa a 18.12.2009 às 14:56

Isso é verdade, Cristina. O mal é que a gente lê, entusiasma-se, começa a pensar em mudar coisas, em fazer isto e aquilo, mas depois olha para o lado, para a vizinhança, e …puf … o balão esvazia. O português é um indivíduo particularmente fraco no capítulo da «auto-motivação». :-S
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De Cristina Ribeiro a 18.12.2009 às 20:38

António e Luísa, disse Camões que um rei fraco torna fraca a forte gente; tenho o inverso como verdadeiro, e temos de tirar lições do passado: mesmo quando a gente era fraca fortalecia-se com um líder forte - penso que nos falta esse líder, há já muito tempo; tudo sem rei nem roque, mas se não fizermos o que está ao nosso alcance para mudar as coisas - tentando incutir civismo naqueles que nos rodeiam ( tarefa ciclópica; mas terá de ser utópica? ) teremos nós o direito de exigir um « Novo Rumo » ?
Como disse Schopenhauer,

"Toda a Verdade passa por três fases:

Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"

e água mole em pedra dura tanto dá até que fura - demorará muito tempo.
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De Daniel João Santos a 18.12.2009 às 22:27

nem mais!
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De carlosbarbosaoli a 18.12.2009 às 23:22

Também subscrevo, como já subscrevera a entrevista do António Barreto que vai na msma direcção, mas não acredito que as pessoas dêem grande importância ao que eles dizem. Preferem os escândalos e a fofoquice Iseo é que os anima.

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