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doubt

por Manuel Pinto de Rezende, em 24.12.09

A Cristina Mendes Ribeiro corresponde àquilo que o Erik von Kuenhelt-Leddihn (sim, estou sempre a dar-lhe com o mesmo autor, são fases) classifica como o Bom Cristão, quando faz distinções entre os vários tipos de "opinadores".

 

É cautelosa na tomada de posições, ponderada, e parece estar bem ciente do facto que respostas satisfatórias não podem ser dadas do pé para a mão sem devida pesquisa e estudo, e que "despachar" um tema pela via demagógica/democrática (pelo facto de todos quererem uma resposta, mesmo não sendo ela a Verdade) é, do ponto de vista expresso pela religião do Católico, errado.

 

Com isto, Cristina, não suspeite que estou a dar-lhe graxa. Já tivemos as nossas dissensões saudáveis sobre temas como o referendo da Suíça (em que eu acho, sinceramente, que abandonou esta perspectiva de ver as coisas - mas tomo isso como um possível erro meu) e a União Europeia.

 

No entanto, na última tomada de posição sobre o Alarme Global, devo dizer que estou consigo a 100%.

 

O primeiro sentimento que se deve ter para com a conferência de Copenhaga não pode ser senão desconfiança. Se possível, pura desconfiança esquizofrénica.

A criação de um governo mundial, acima dos órgãos da ONU, acima dos modelos de limitação de poder pelos órgãos representativos democráticos, pelos órgãos judiciais nacionais e comunitários - pelo Direito nacional e comunitário - e pelas demais instituições das nações do mundo esteve por um triz de acontecer.

 

O plano megalómano da criação do mercado das emissões, algo ainda mal estudado, mal preparado e que vai beneficiar os principais interessados no projecto, alia-se ao conjunto de coisas más que advirão da intolerante e anti-científica pesquisa do IPCC e de outros crooks nesta área.

 

A existência das centenas de emails a pedir que se eliminem e deturpem dados é um ataque à Ciência. Os dados falsificados e negados a outros investigadores são factores que devem despoletar a dúvida a qualquer ser inteligente.

 

Copenhaga não se tratou de criar ruas mais limpas e de controlar os desperdícios tóxicos nos grandes rios do mundo.

Copenhaga previu a criação de entidades supra-estaduais que regulassem o comércio e as emissões de CO2 de acordo com dados refutados por boa fatia da comunidade científica mundial.

 

Previu-se a criação de órgãos que coagissem o mercado a obedecer a alguns teóricos de algo que não está comprovado satisfatoriamente.

 

Assim, só é saudável, de facto, estar de pé atrás, e apreciar o facto de tudo ter acabado em águas de bacalhau.

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publicado às 02:22


4 comentários

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De JRF a 24.12.2009 às 04:04

"No entanto, na última tomada de posição sobre o Alarme Global, devo dizer que estou consigo a 100%."
Mas qual alarme global? Conhece alguém alarmado?

"intolerante e anti-científica pesquisa do IPCC e de outros crooks nesta área!
Tem de deixar de ler o Lord Monckton e passar a coisas com alguma credibilidade. O insulto como argumento também é curto. Se pudesse concretizar a sua afirmação, agradecia.

"A existência das centenas de emails a pedir que se eliminem e deturpem dados é um ataque à Ciência. Os dados falsificados e negados a outros investigadores são factores que devem despoletar a dúvida a qualquer ser inteligente."
Se me puder mostrar um, dessas centenas, que prove a eliminação de dados e a deturpação da ciência, os dados falsificados e negados, agradecia duplamente. E adianto já, que depois desse mail incriminatório, agradecia triplamente que me indicasse os artigos científicos sujeitos a arbitragem científica, que de facto foram o resultado dessa conspiração.
É que mimetizar umas coisas que leu por aí, parece-me francamente pouco.

"por boa fatia da comunidade científica mundial"
Quer dizer grande ou particularmente saborosa? É que nem é uma coisa, nem outra. E mais uma vez: vai ter que se esforçar mesmo muito para apresentar artigos científicos publicados que sustentem essa "sua" tese. Bastam os links.

Perdoe-me a franqueza, mas para quem fala de seres inteligentes, tenho de lhe dizer que ficou muito aquém das expectativas. E o defeito será meu com certeza, mas se isto é algo remotamente parecido com a "tomada de posição" da Cristina Mendes Ribeiro, olhe... nem sei que lhe diga.

Sobre os e-mails, tem aqui o artigo do insuspeito (é insuspeito?) de The Economist http :/ www.economist.com /displaystory.cfm?story_id=14960149. Parece ser algo escrito por alguém que realmente leu os mails e pensou no assunto.
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De Manuel Pinto de Rezende a 24.12.2009 às 16:26

JRF,

estou, claramente, a mimetizar. não tenho mesmo outra hipótese, pois nem sequer sou da área de ciências.

no entanto, tanto como Mockton e Rui Moura apresentam dados - apresentam também transcrições dos tais emails - assim como há outros autores - documentários até - que são cientificamente apoiados por dados, estatísticas, teorias, vá lá, um sem fim de coisas.

penso que o discurso não-científico não se pauta por umas explosões de raiva (condenáveis, talvez) por parte dos cépticos.
não se esqueça que também já vieram não-cépticos criticar este episódio do climate gate.

JRF, eu sou um completo leigo, não assumo, por mim, uma posição céptica sobre algo que não posso defender tão bem como um entendido na matéria. mas tento, digo-lhe.
O meu texto alerta para a facilidade com que se acredita numa posição e se tomam posições que devem ser discutidas pela comunidade cientifica sem pressões das Massas.

não nego as suas provas, nem as dos outros. vou vendo...

enfim, vou ler agora o tala rtigo do The Economist.
Feliz Natal
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De JRF a 25.12.2009 às 02:56

Desculpe, o seu post não é um post de dúvida. É de certezas e absolutas.
As transcrições são zero. Zero redondo. Não há lá nada. Há uma conversa coloquial, na pior das hipóteses infeliz em dois ou três, mas eram mails particulares. Não há uma alma caridosa que se tenha revoltado ligeiramente sobre o facto de serem mails roubados. Só isso já diz muito. O que interessa é a investigação, que não está fechada e que se saiba até ao dia de Natal de 2009, os mails não interferiram. Decorre. Não há pressões das massas, há é blogues que fazem mais barulho do que aquilo que valem.
Há conspiração? Seja. Mas é mesmo muito grande. Tão grande que é capaz de não se aguentar como tese. É que são mesmo muitos escroques.
http:/ www.informationisbeautiful.net /2009 climate-change-a-consensus-among-scientists /
Nos EUA, há 1% dos climatologistas que realmente investigam e publicam e são cépticos (dignos desse nome). 11% de cientistas de outras áreas. Podem estar certos evidentemente — já notou que não creio. É deixá-los trabalhar em paz, como aos outros.
Mas os riscos são conhecidos, em face do que se sabe, será bizarro não se gerir seriamente esses riscos. Ambientalismos à parte.

E depois há uma questão de lógica política que ainda ontem o Dr. Pacheco Pereira referiu na Quadratura do Círculo: nenhuma sociedade democrática baixou o seu nível de vida voluntariamente (por meio do voto por exemplo) em nome das gerações futuras. Ou seja, passando da conspiração científica para a política, exactamente em que país se ganham votos apelando para deixar o automóvel, gastar menos energia, numa palavra consumir menos? Custa-me entender. É a instauração de um "governo mundial" (como já se lê no Mitos Climáticos e Blasfémias)? Suponho que tudo seja possível. Nenhum tiny scrap " (para citar o The Economist ) é pequeno demais para manter a bola da dúvida e o "business as usual" a rolar.

Depois da brutal polémica que foi Quioto, as emissões aumentaram globalmente 29%. Acha que é de nos preocuparmos? Eu não. O que é diferente de não ver o problema, que não considero pequeno. O planeta está a saque, quem não quiser ver, não vê.
Só me admira a tal "facilidade com que se acredita numa posição e se tomam posições". O nada que se aprofunda tudo.

Continuação de boas festas (e bom Bolo Rei).
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De Anónimo a 25.12.2009 às 20:36

D. Rezende,

Vossa Senhoria que não é insuficientemente inteligente, por vezes excede-se em opiniões...só porque quer opinar sobre tudo e sobre nada. Não vá a todas...débutant de estudos em Direito.

A Exmª. Srª. Cristina Ribeiro é avisada sim, ponderada, pensadora, mas sobretudo é de uma sensibilidade extrema, que faz ressaltar ou das imagens que faz publicar ou dos escritos que assina...sempre sentidos.... É confessada e indubitavelmente «má» para a minha adrenalina...

(Continuo a aguardar o escrito de V. Mercê sobre o Tribunal Constitucional...sempre quero ver quem vai citar....o que vai escrever e concluír. Quer uma dica: cômputo de prazos prescricionais...vai ver, então, quem é o primeiro legislador em Portugal.)

Educadinha ou Poltergeist, como preferir

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