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You Give Freedom a Bad Name

por Manuel Pinto de Rezende, em 03.01.10

Em jeito de comentário ao último post do Samuel, aproveito uma pausa nos livros para partilhar algumas ideias suscitadas pelo texto dele e pelos respectivos comentários.

Pouco sei de Ciência Política além daquilo que vou lendo por iniciativa própria. Oficialmente, tenho 3 meses de aulas de Ciência Política na Faculdade de Direito, o que não chega nem para as sobras.

 

O pouco que vou sabendo permite-me comentar, no entanto, com alguma graça e desenvoltura, os escritos de alguém que percebe realmente daquilo que está a falar.

 

Partilho com o leitor algumas ideias sobre democracia:

 

 - Já escrevi aqui como democracia não é sinónimo de Liberdade. Numa perfeita sociedade democrática, onde o sistema parlamentar democrático funcione exemplarmente, é necessário que a sociedade civil seja uma sociedade empenhada e alerta, pronta a "mobilizar-se" para os propósitos a atender, e assim seguir os líderes das facções políticas que atraiam de forma mais convincente as paixões das Massas.

De salientar que, nesta sociedade democrática, está obviamente presente a necessidade de todas as sociedades pela Unidade e Estabilidade. Sendo que estas estão dependentes da "regra da maioria", a sociedade democrática veria com maus olhos factores de discórdia e não-conformistas. Tal seria visto como tentativas de dificultar a tarefa de governar de acordo com a "Vontade Geral" e estariam a cometer o erro de se colocarem no lado da vedação mais despovoado da quinta do Rei Demos.

 

 - Assim, uma constituição vazia de conteúdos limitadores da democracia é uma constituição totalitária. Isto tendo em conta que Ser Livre é não sofrer qualquer tipo de coação no prosseguimento de escolhas que não prejudiquem a esfera de direitos de outrem, esfera essa que deve ser na medida exacta da dos restantes cidadãos.

 

 - É importante que um país se governe de forma a que as populações sejam ouvidas no acto de legislar ou administrar.

 

No entanto, Governo Representativo não quer dizer, obrigatoriamente, Majority Rule. O sistema americano assim o prova.

Por isso o sistema americano ser melhor classificado como republicano do que democrático.

 

 - Por último, um Governo aprovado pela Maioria não é, assumidamente, o melhor garante de uma Constituição. Basta ver os danos que os partidos que se mantêm longos anos no poder fazem aos checks and balances da Lei Fundamental.

 

Os Pais Fundadores dos Estados Unidos da América já afirmavam que a democracia dá lugar à expropriação (i.e. socialismo)

 

“Your people, sir, is nothing but a great beast”
 
já dizia A. Hamilton.
 
A procura incessante das democracias globais por governos de conciliação, por Alianças Partidárias entre forças que se crêm fidagais inimigas, levou a um crescimento exponencial da intervenção do governo na vida dos cidadãos.
 
Aos ocidentais, particularmente, e aos povos que lhes seguiram as pisadas, em geral, trocou-se o pesado fardo do absolutismo monárquico e a exclusividade aristocrática por parlamentos democráticos que possuem um poder estupidamente superior àquele que os anteriores possuiam.
 
O egoísmo do Monarca Iluminado pelo Nostrismo do colectivismo democrático, apoiado pelo seu irmão de século, o nacionalismo étnico.

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publicado às 09:24


1 comentário

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De Samuel de Paiva Pires a 03.01.2010 às 17:22

"Aos ocidentais, particularmente, e aos povos que lhes seguiram as pisadas, em geral, trocou-se o pesado fardo do absolutismo monárquico e a exclusividade aristocrática por parlamentos democráticos que possuem um poder estupidamente superior àquele que os anteriores possuiam." - Touché, Manuel!

By the way, se há coisa que não tenho é certezas sobre aquilo de que falo. As dúvidas são sempre muitas mais que essas...

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