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Porque há lugar para um Nacionalismo Democrático.

por Cristina Ribeiro, em 03.01.10

Via Café da Insónia,  chego aqui:

 

" ...   são defensores da Nação e que por isso, também eles, são Nacionalistas. Defendem a Nação como eu defendo. Podemos ter divergências de ordem estratégica ou, até, de fraseologia, mas não deixamos de assumir a nacionalidade como factor perseverante.

 

O problema é que grande parte dos que se assumem como Nacionalistas são saudosistas de sistemas políticos que já não se coadunam com os dias de hoje. Por exemplo: não são, meramente, contra a forma de gestão do actual sistema Democrático, são contra a própria Democracia.

Pessoalmente, sempre me assumi como Nacionalista sem deixar de defender a Democracia como o melhor sistema para os dias que correm. Isto, até “inventarem” outro (sistema politico) melhor…

 

Gostem, ou não, alguns ditos nacionalistas, nenhum sistema ditatorial tem o apoio das populações. Esta é que é a verdade. E, enquanto não perceberem isso, não passam de grupinhos desgarrados sem qualquer futuro.

 

 

E o problema, é que o Nacionalismo está conotado com esse tipo de gente. "

 

 

                  Porque a Liberdade é um bem demasiado precioso para dela abdicarmos, e, como diz Manuel Abrantes, a defesa da Nação, da nacionalidade, não pode ser incompatível com a Democracia.

 

 

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publicado às 14:52


5 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 03.01.2010 às 18:25

Em termos um tanto ou quanto simplistas, mas de fácil compreensão, o nacionalismo é uma invenção burguesa para substituir a fidelidade dinástica. para isso, inventaram-se todo o tipo de mitos, entre os quais se descobrem "raízes", geralmente oitocentistas, que vão da música ao traje - folclore -, etc. O próprio Herculano foi um ávido inventor de ficções, como o municipalismo bastante exagerado, fruto da moda medievalista do seu tempo.
No império austríaco, por exemplo, durante séculos existiu a coesão do todo, delegando-se a ideia de unidade na figura do imperador. Quando o veneno nacionalista foi espalhado através de Paris, iniciou-se o processo de desagregação. aqui em Portugal, tivemos o mesmo, logo no fim das Invasões Francesas. Todo o século XIX está recheado de patetices "históricas" que vão até ao ponto de inventar "o português" nos tempos anteriores à ocupação romana! Daí passaram para o republicanismo que embora se vinculasse aos negativistas do Casino, por outro lado se tornou ferozmente nacionalista. Viu-se o resultado quando do Ultimatum. O móbil? Substituir a figura real. O Estado Novo foi o culminar do processo.
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De Cristina Ribeiro a 03.01.2010 às 18:53

Nuno, este nacionalismo de que falo confunde-se com patriotismo, pelo que não é incompatível com a fidelidade dinástica - bem pelo contrário: por exemplo, o municipalismo está muito enraizado na tradição monárquica. Ninguém melhor que o Rei simboliza a defesa da Nação.
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De Anónimo a 03.01.2010 às 22:20

Foi, aliás, com a figura do rei que surgiu o então concelho - de homens -bons (vizinhos), hoje chamado de município...
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De P.F. a 03.01.2010 às 19:09

O nacionalismo revolucionário sessecionista e independentista nada tem que ver com a corrente ideológica na sua matiz cristã e consevadora. O primeiro esgota seus objectivos na independência daquilo que entendem ser sua nação. O segundo tem um ideário bem mais complexo o que por vezes pode criar equívocos. Pôr todos os nacionalismos no mesmo saco seria o mesmo que juntar os liberais progressistas e os liberais conservadores.
Nunca esteve em causa no nacionalismo português a defesa da república, aliás a maioria sempre foi monárquica.

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