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Fiscalize-se!

por Cristina Ribeiro, em 16.01.10

José Barros, 57 anos, não tem um emprego fixo há dez anos. Com duas filhas para sustentar, uma com oito e outra com 12 anos, e com um rendimento mínimo de 165 euros mensais, José viu-se obrigado a pedir ajuda para alimentar a família.

 

Há casos assim, em que os nossos impostos devem ter uma função social, solidarizando-nos com quem foi atingido pela má sorte de uma vida madrasta, mas esta realidade dramática não pode fazer esquecer que existe uma outra: a de aproveitamento do esforço alheio: dizia-me há dias alguém que se propôs arranjar trabalho no McDonalds para um rapaz a beneficiar desse rendimento mínimo, mas que este recusou o trabalho  porque " perderia o direito " ao mesmo.

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publicado às 15:46


22 comentários

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De Daniel João Santos a 16.01.2010 às 18:15

Infelizmente o controlo sobre as situações não existe. Evidente que se deve prestar ajuda a quem precisa, mas não incentivar a preguiça e o deixa andar.
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De Cristina Ribeiro a 16.01.2010 às 19:14

E é essa falta de vigilância - gritante! -que está na origem de tantas injustiças, Daniel.
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De António de Almeida a 16.01.2010 às 18:49

Claro que existe uma finalidade social na cobrança de impostos.
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De Cristina Ribeiro a 16.01.2010 às 19:20

Mas são muitas as vezes que temos a impressão de que essa finalidade é " desviada ", António; quando vemos eles serem aplicados de uma forma imoral, e depois vemos na televisão idosos totalmente negligenciados.
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De zeparafuso a 16.01.2010 às 22:06

Não é que não mereçam as reformas de 25.000 Euros, devem ter trabalhado para isso. Mas numa altura em que se pede sacrifícios , aperto de cinto (há 30 anos), aos portugueses, pergunto eu: Que diferença faz a quem vive com 25.000, viver com 15.000, se calhar o Sr. José Barros, não vivia com 156 Euros. Crie-se um tecto para as reformas. Qual é o problema?
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De Cristina Ribeiro a 16.01.2010 às 22:23

Alguns dos casos de imoralidade...
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De manuel gouveia a 16.01.2010 às 20:56

A solidariedade não pode ser administrada com mesquinhez e com a consciência de que, numa sociedade como a nossa, onde o robalo é moeda de troca ao mais alto nível, naturalmente existirá quem se aproveite e quem não queira trabalhar. O RSI representa uma milhionésima parte do que se gastou no BPN, que beneficiou meia dúzia de ilustres...
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De Cristina Ribeiro a 16.01.2010 às 22:19

"naturalmente existirá quem se aproveite e quem não queira trabalhar "

Mas é obrigação do Estado fazer com que isso seja tudo menos natural, Manuel. É que os casos de fraude não são 20 ou 30...
O busílis é que eles mesmos não têm autoridade moral.
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De manuel gouveia a 16.01.2010 às 23:34

O risco será sempre inferior ao do BPN e o seu custo mais reduzido do que uma caixa de robalos... Exigimos um estado que persiga quem recebe o RSI e seja dócil com quem nos custa milhões!
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De Cristina Ribeiro a 16.01.2010 às 23:49

Não, Manuel, a exigência é da moralização de todos os portugueses; condição sine qua non para termos um país de verdade - é uma das principais receitas dos países civilizados.
É um domínio onde não se podem relativizar as coisas.
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De manuel gouveia a 16.01.2010 às 23:55

A intolerância para com o pobre... talvez seja eu a relativizar!
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De Cristina Ribeiro a 17.01.2010 às 00:25

Não,Manuel, está mas é a confundir. Tolerância zero para TODOS os que fintam o Estado - a todos nós, afinal -. Falei no caso concreto de alguém saudável que se está a aproveitar do trabalho de outros que por vezes o fazem sabe-se lá à custa de que esforço. Que o rendimento mínimo abranja todos os Josés Barros, acho um acto de justiça, e talvez a ajuda pudesse ser maior se, grandes ou pequenos, não ludibriassem o Estado. Isto é intolerância para com o pobre? Pelo contrário.
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De manuel gouveia a 17.01.2010 às 18:55

Dais Loureiro dorme um sonho descansado, porque olhamos para os do RSI! Pode que não seja intolerância para com o pobre, mas é seguramente a sua desgraça. Também não estou a particularizar no teu post.
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De Cristina Ribeiro a 17.01.2010 às 21:40

Mas a questão é essa: responsabilizar todos! E tenho apontado o dedo a todos que nos comem as papas na cabeça- como todos sabem, votei CDS: quem mais do que Nuno Melo ergueu a voz contra os responsáveis pelo cason BPN?
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De manuel gouveia a 17.01.2010 às 22:15

Pois equilibremos então essas denúncias. Não me refiro ao teu caso, nem a ninguém em concreto, mas sinto que as pessoas mais facilmente se escandalizam com as fraudes no RSI do que com a pouca vergonha do BPN.

As fraudes no RSI são uma gota no oceano enquanto o BPN estaremos todos a pagar durante muitos e muitos anos, todos menos os seus responsáveis!

Sou susceptível quando as pessoas se preocupam com uma gota, quando têm um tsunami a engoli-las.
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De Cristina Ribeiro a 17.01.2010 às 23:02

Não tenho essa perspectiva: todos com quem falo, e se interessam pelo que ocorre no país, falam bem alto contra esses tubarões.
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De manuel gouveia a 17.01.2010 às 23:41

Deve ser então dos meus olhos...
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De Luísa a 17.01.2010 às 14:07

E ainda há quem já trabalhe e receba a sua retribuição por interpostas pessoas para poder acumular dois rendimentos: o salário e o subsídio. É uma das razões por que o dinheiro não chega, Cristina. Porque há pessoas assim e porque não há, como diz, quem fiscalize.
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De manuel gouveia a 17.01.2010 às 18:58

O dinheiro não chega porque gastámos mil milhões no BPN, mais ou menos um milénio de RSI, ou seja até 2110!
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De Luísa a 17.01.2010 às 23:16

É por tudo, Manuel: umas gotas aqui, uns chuviscos ali, umas trombas de água acolá...
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De manuel gouveia a 17.01.2010 às 23:41

E nenhuma represa os acolhe...
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De Cristina Ribeiro a 17.01.2010 às 21:42

Exacto, Luísa-e a fiscalização em Portugal falha em muitos outros domínios.

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