Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




 

Não havia fotografia que o Miguel não arruinasse (Nota: leiam o aditamento a este post, deixado pelo meu pai nos comentários)

 

 

Um programa no Canal de História - a Operação Valquíria -, trouxe-me à memória uma já muito distante personagem do nosso passado em África. Tratava-se do marido de uma amiga dos meus pais, a Bibla Sousa Costa. Era um homem alto que fazia o pleno daquilo que se imagina ser um aristocrata prussiano. Tisnado pelo sol das savanas que percorria em organizados safaris fotográficos, de uma correcção irrepreensível, exibia a característica cicatriz de um duelo de estudantes da velha universidade de Heidelberga. Era o barão Werner von Alvensleben, sobre quem corriam em surdina, intrigantes mas pouco credíveis - o homem passara a guerra em Moçambique - lendas de envolvimentos conspirativos no golpe do coronel von Stauffenberg. A queda pró-alemã da Bibla devia-se certamente à influência da mãe, reconhecida pequena correspondente da Abwehr, a quem prestara serviços durante a 2ª Guerra Mundial, um segredo que toda a Lourenço Marques conhecera e comentara. Num ambiente citadino onde coexistiam comunidades provenientes de muitos países europeus, era normal conhecermos alemães, austríacos, polacos, ingleses, gregos e italianos, que se somavam aos chineses e aos que chegaram do antigo Raj britânico da Índia, fossem eles hindus ou muçulmanos. 

 

Vivíamos então na Rua Princesa Patrícia (de Saxe-Coburgo-Gotha), assim baptizada pela Câmara de Lourenço Marques, em memória da indigitada noiva de D. Manuel II que no início do século visitara a cidade acompanhada pelos pais, os Duques de Connaught.

 

A Bibla era uma mulher faladora e vistosa, com um certo toque a lembrar o exotismo sul-americano dos filmes dos anos 40.  Estava sempre bem vestida e sendo uma leoa da moda, pavoneva-se com os seus óculos escuros, grandes chapéus e a inseparável boquilha através da qual queimava cigarro atrás de cigarro. Sendo da idade da minha avó, jamais se rendera à passagem do tempo e mostrava uma independência ainda mais flagrante que aquela que seria normal, numa cidade onde as mulheres auferiam de um estatuto incomparavelmente muito liberal, se atendermos à bem diferente realidade que se vivia na Metrópole. Não era a única referência germânica na nossa rua, porque os vizinhos João e Tiki eram luso-alemães e até ao dia em que o pai foi transferido para o norte de Moçambique,  foram a inseparável companhia de brincadeiras, idas à praia e refeições. Na esquina, vivia a família Fick - nome que era causa de risonho alarido entre a miudagem alemã, nossa amiga (1) -, cujo patriarca era o cônsul da Dinamarca em Lourenço Marques. Para cúmulo da felicidade, a senhora Fick era uma indiana muito generosa e sendo a dona de uma das mais conhecidas lojas de brinquedos - a Modelândia, situada numa rua entre a esquina do Continental e o John Orr's -, regularmente presenteava-nos com carrinhos da Dinky Toys e da Matchbox, alternando-os com Lego ou construções Meccano. Sempre que lhe passávamos à porta e tínhamos a sorte de a encontrar, bem podíamos contar com guloseimas, um carrinho, uns soldadinhos medievais e uns anos mais tarde, as caixas com kits da Airfix

 

Mesmo em frente da nossa casa, vivia a terrível Pauline Wilhelmine, uma mastronça holandesa, casada com o comandante Casaleiro Tavares, um excepcional fotógrafo amador. Aquela mulher era um furacão de actividade que infernizava as vizinhas e para azar de todas, presidia a uma organização denominada Infância Desvalida. Obra sem dúvida benemérita,  servia de motivo para entradas de rompante em casa alheia, com irrecusáveis pedidos de assistência que no que à minha mãe se referia, invariavelmente significava ser "cravada" com desenhos, pinturas, painéis decorativos ou bolarias e pasteladas para festas de beneficência. Pedinchava, ou melhor, berrava encomendas "para logo à tarde" e de uma forma tal, que era por toda a vizinhança considerada como uma ex-kapo que escapara ao serviço algures na frente leste. 

 

Aparentemente inofensivos, eu e o Miguel desde cedo aprendemos a vingar as afrontas de que todos se queixavam, mas sem reagirem como deviam. Espertinhos, por vezes telefonávamos para uma dúzia de praças de taxis, encomendando duas viaturas para a casa da Sra. Dª Pauline que sendo criatura sobejamente conhecida, dispensava a anotação de morada. O que meia hora depois sucedia, era um espectáculo digno do Casino de Monte Carlo em dia de festa. Quatro, seis, oito, dez, doze, catorze, vinte taxis iam chegando e estacionando à porta da rembrandtiana senhora. Protestos, gritarias, "saguates" (2) desculpabilizantes com muitos kanimambos (3) pelo meio e tudo regressava à pacatez habitual. Entretanto, por detrás das janelas do quarto dos nossos pais, estourávamos de tanto rir.  

Outra memorável façanha, consistiu numa imponente encomenda feita ao restaurante Os Lisboetas. Imitando a voz aflautada de uma das inúmeras colaboradoras de Pauline, lá fizemos chegar um serviço completo para trinta pessoas. Costumeira organizadora de cházadas destinadas à obtenção de fundos - com rifanço e tômbolas incluídas -, a ribombante holandesa era uma senhora perfeitamente fiável e encomenda feita, era encomenda rigorosamente cumprida, tal era o medo que infundia. Uma vez mais, foi uma procissão de rapazes que carregavam bandejas atafulhadas de pãezinhos de leite com fiambre e queijo, rissóis, croquetes, pastéis de bacalhau, bolas de Berlim com jam de morango, bolinhos e bolões de vários cremes, feitios e tamanhos, bebidas à farta e tudo o mais necessário a uma festarola sundown. O engraçado disto tudo, é que a batava jamais desconfiou daqueles dois miúdos tão bem comportados e inocentes. O que gozámos, esperneando no chão e gargalhando até chorar!

 

Mas nem todos eram barões resistentes e partidários do Kaiser Guilherme, alemães que "chegaram para refazer a vida" após 1945 - e que vinte anos passados, ainda trauteavam o Horst Wessell Lied -, holandesas doidas, ou perdulárias donas de lojas de brinquedos. Na esquina com a Massano de Amorim, existiu durante algum tempo e mesmo diante da residência dos Fick,  uma daquelas casas de visita particular (4), onde os convivas estacionavam os automóveis a uma prudente distância e entravam apressados, de cabeça baixa. Era um fri-ó-fró contínuo, fosse a hora que fosse e isto durou algum tempo, até ao momento em que os turistas ocasionais iniciaram aquele percurso sem retorno e que faz falir os melhores negócios da Terra. Começaram a bater em erradas portas, tendo alguns o topete de pura e simplesmente entrar  nas residências de toda a vizinhança. Bons tempos aqueles, em que uma porta de rede anti-insectos bastava para delimitar a privacidade familiar. O escândalo foi sempre em crescendo e um abaixo assinado surgiu, sem tumultos ou palavras menos próprias. Na Polana não existia margem de manobra para ordinarices que acentuassem o problema do momento. Em conformidade com a situação insurreccional, as  meninas decidiram partir para outra base de acção e a calma regressou à zona. 

 

A Rua Princesa Patrícia era uma artéria ideal para quem vivia na parte alta da cidade, ficando relativamente  a pouca distância de tudo o que podia interessar às crianças. A Escola Primária Moreira de Almeida, mesmo ao lado da igreja de Sto. António, onde participávamos no grupo coral. O quartel da Rua de Nevala, onde fazíamos a vida num inferno aos soldados de plantão na porta d'armas, passando diante deles sem cessar e obrigando-os a fastidiosas apresentações de Mauser.  O Parque José Cabral - hoje destruído -, situado no início da Massano de Amorim e onde brincávamos, comíamos merendas trazidas de casa e organizávamos corridas de bicicletas. 

Noutra direcção, dez minutos bastavam para chegarmos à Associação dos Velhos Colonos - Av. Pinheiro Chagas, normalmente conhecida por "pinheiro-choques" -, onde muitos miúdos aprenderam a nadar. Saindo da aula, corríamos à Pastelaria Princesa, saciando a fome com umas arrufadas quentes ou as populares bolas com jam. Toda a nossa vida decorria em torno de um eixo mais ou menos amplo e era perfeitamente normal deslocarmo-nos  sem os pais para a zona da praia do Dragão, ali ficando algumas horas desfrutando as quentes águas da baía do Espírito Santo. O regresso consistia sempre  num problema, porque tínhamos de escalar as Barreiras, bastante íngremes e que pareciam sempre intransponíveis, tal era o cansaço da praia.

 

Fomos crescendo e a passagem da primária para a escola secundária, conferiu-nos um ainda mais amplo campo de acção, não sendo raro aventurarmo-nos a pé até à Baixa, onde passávamos umas horas a "ler à borla" na Livraria Coop ou na Spanos, estabelecimento da R. Consiglieri Pedroso, sempre a abarrotar de revistas. Bons oportunistas, às cinco da tarde íamos visitar o nosso pai à saída do serviço, na Praça Mac-Mahon, já contando em ferrar os dentes nos suculentos pregos do Djambo, acompanhados por uma gelada Coca-Cola média. É claro que não dispensávamos uma desnecessária e distraída passagem pela Rua Araújo, bem conhecida pelos botequins e bares de pêgas, sempre a abarrotar de marafonas de todos os tipos, soldadesca, exemplares pais de família e sul-africanos esfomeados daquilo que lhes era interdito na pátria do Apartheid. Era este um passeio clássico, até ao dia em que um bufo da Sonap (5) nos denunciou ao nosso encavacado pai.

 

Continuo a percorrer aquelas avenidas, a entrar nos quintais das casas dos bisavós, avós, tios, primos, vizinhos e amigos. Do alto do espaço, o Google Earth proporciona-me esses pequenos prazeres e para isso, basta-me teclar o velho nome do local que quero visitar.  Apenas uma dúvida: como se chamará hoje a Rua Princesa Patrícia? O Google Earth desconhece a novidade.

 

 

(1) Fick, em alemão: f...

 

(2) Saguate: recompensa, gorjeta

 

(3) Kanimambo: obrigado

 

(4) Muito a propósito situada diante da residência da família cujo nome era Fick (f...)

 

(5) Sonap: Sociedade Nacional de Petróleos, precursora da actual Galp

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:57


19 comentários

Sem imagem de perfil

De Margarida a 18.01.2010 às 17:20

Esta é uma das razões porque.
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 18.01.2010 às 18:48

Que bem passou o ambiente cosmopolita de uma cidade de que, mesmo nunca lá tendo ido, sinto saudades - outro nome para a inveja ( boa, na classificação da Gi ), Nuno.
Sem imagem de perfil

De Vítor José Ferreira a 18.01.2010 às 20:21

Filho
O que eu me ri! Até me vieram as lágrimas aos olhos. Soube de coisas que nem imaginava. Se as tivesses descoberto a tempo, umas boas palmadas teriam sido bem aplicadas. A Pauline Wilhelmine (este último, o nome da então Rainha da Holanda) era na verdade bem ditadora mas quando lhe dava para a simpatia sabia ser agradável. Tinha fogo, estava sempre pronta para arrancar colaboração para organizações de beneficência e punha-nos, a todos, a trabalhar. Recordo que numa tarde de sábado preparei para cima de 300 "sandes" para uma festança qualquer; mas recordo, principalmente, o seu marido, o "Comandante" - não sei de quê - Casaleiro Tavares que era um fotógrafo de gabarito premiado por todo o mundo, sempre às voltas com as suas máquinas, a revelação e a preparação de novas expedições fotográficas ou de sessões de estúdio.Ela, era a tal ponto desinibida - para não escrever uma qualquer outra coisa - que chegou a ir ter com o Director do Serviço da tua Mãe e a pedir que a dispensasse para trabalhar nas peças decorativas que lhe eram indispensáveis para a quermesse que estava a preparar! Espanta, espanta mesmo, é o facto de o director de serviço ter anuído ao pedido e só então a tua Mãe ter sido informada, isto na altura em que a tua mãe estava em loicença de parto pelo nnascimento da tua irmã!
Lembro, ainda, a Bibla (Maria Adriana) Sousa Costa que fora colega da tua Avó e minha MãE no colégio de freiras de Ermelo na África do Sul e que era uma mulher fora dos cânones da época, um tanto extravagante; adorava guiar o seu descapotável, de chapéu de palha de arroz na cabeça, chapéu onde pontificava alguma extravagância colorida, usava várias pulseiras, sempre simpática e com "ar" de uma vedeta de cinema da América Central, possivelmente de Cuba. Era uma mulher interessante ao mesmo tempo uma Senhora. Nunca mais soube nada a seu respeito mas há cerca de 10 anos comprei alguns Álbuns de Fotografias de Moçambique, datados de c. de 1929, editados pelo Rufino "das Lotarias"e que lhe tinham pertencido pois que estão assinados por si; encontrei-os na Livraria "Galileu" (um abraço ao simpático, sabedor e prestativo Nuno Oliveira) e que se juntavam a outros volumes da mesma colecção que já tinha mas que ainda está incompleta. Pena tenho eu de a não ter completa para me deliciar com um mar imenso de saudades nestes dias soturnos e de chuva. Que saudades da luz e das cores do Sul de Moçambique, das avenidas largas, bordadas a acácias e de jacarandás, das mulheres africanas sentadas no chão a assar amendoins e castanha de caju (contrariamente a toda a mais gente sempre gostei mais do amendoim torradinho pelo saber ancestral das vendedoras!), dos passeios largos, da boa temperança da gente negra, cordata, humilde e humilhada, dos portugueses da "gente da terra", i.e., que já tinha mais do que uma geração e uma boa carrada de anos de Delagoa Bay - assim lhe chamavam os ingleses, danadinhos por lá pôr as botifarras, e os sul-africanos de que se ouvia dizer ter a sua glória nacional, o General Smuts, expressado muito afoita e desavergonhadamente que a África do Sul era um garrafão - devia referir-se a cristal de ouro e de diamantes do Rand - a que faltava o gargalo, a tal Delagoa Bay, entre nós, Lourenço Marques e hoje Maputo.
Poderias, também, ter lembrado de mais alguns vizinhos: a Yolanda e o Manuel Luís Pombal (neto de um marquês deste título) que moravam no 1.º andar do nosso r/chão, ele, um contador de histórias e de "estórias", ela um tanto deslumbrada com a entrada, por casamento, no círculo "bem" da cidade ou que assim se julgavam; também te poderias ter recordado do casal Inocentes que viviam no mesmo prédio que nós (dois r/chão + 2 primeiros andar) e que eram gente simpática, amigos do General Nascimento e Silva e de sua Mulher que os visitavam frequentemente e acabaram por comprar o prédio; o Casal N. e Silva tinha duas filhas, uma casada com o Eng.º Pinto Teixeira de uma dinastia que deixou marca nos Caminhos de Ferro de Moçambique e a outra já nem sei com quem se casou. Era gente com os seus pergaminhos mas delicada e atenciosa; o General Nascimento e Silva gostava de "reinar" um tanto com a tua irmã que andaria aí pelos 4 anos. Mas há mais. Já nada mais cabe nos caracteres permitidos. Vitor
Sem imagem de perfil

De Miguel Castelo-Branco a 18.01.2010 às 20:47

Pai:
Também me ri muito com o texto. Soberbo ! E ri-me da foto.
Sem imagem de perfil

De Bruno Nascimento a 09.08.2010 às 10:32

Após várias pesquisas pelo mundo internauta, descobri este blog através das palavras chave "General Nascimento e Silva". Este senhor era pai do meu avô mas não o perfilhou como tal, fruto de uma relação esporádica com a minha bisavó aquando da sua passagem por Angola nos anos 20 do século passado. Mais tarde regressou a Angola como comandante das Forças Armadas Portuguesas em Angola, e foi nesse período que o meu avô teve o privilégio de o conhecer. Ao pesquisar pelas palavras chave acima indicadas descobri este blog que faz uma breve referência a este senhor e sua família. Se fosse possível gostaria de saber mais informações sobre o General Carlos Nascimento e Silva. O meu contacto é: bruno.alkain@gmail.com; Muito obrigado pela atenção. Os melhores cumprimentos
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.01.2010 às 01:32

A Família que me desculpe a intromissão

Quem é o Miguel e quem é o Nuno...Porque o Nuno é que me parece o Miguel...

Estou confusa.

De qualquer modo, uma família bonita e unida...

( Já agora...eu também encomendei muitas comezainas...era vê -los a descarregar e depois a carregar...também fiz ameaças de bomba...mas eram de mau cheiro...mas as pastelarias ficavam vazias em dois segundos...eu bem os avisava para mandar evacuar a sala que a bomba ia rebentar....nunca vi tanto empregado a bufar)
Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 19.01.2010 às 10:23

ehehehehe, aneaças de bombas? Isso deve ter sido cá em 1975.

O Miguel é o que está ao colo do meu pai, a deitar a língua de fora, como sempre fazia. Eu sou o mais à direita e a bebé é a nossa irmã.
Sem imagem de perfil

De Margarida a 19.01.2010 às 08:50

Cá vim espreitar o comentário do pai, Nuno e em boa hora.
...
Mas deixe-me dar-lhe um puxãozito de orelhas (e ao Miguel, então, Miguel?!) pelas apoplexias que causaram a senhora D. Paulien, coitadita!...
Ah, malandrecos!
Blíssimas recordações que, como um filme, nos 'puxam' para dentro de uma vida que ão vivemos; que eu não vivi.
Mas que, desta forma, 'experimentei'.
Às vezes vive-se muito através dos olhos - e coração - dos outros...
Merci.
Sem imagem de perfil

De Margarida a 19.01.2010 às 08:50

Correcção: D. Pauline.
(perciso de café...)
Sem imagem de perfil

De Miguel Neto a 19.01.2010 às 13:11

Tenho estado um pouco ausente. Regresso, com o meu "tempo contado" e leio este seu texto ... Há muito tempo que não lia nada que me desse tanto prazer ler. Que tempo bem empregue. Obrigado.
Sem imagem de perfil

De mike a 19.01.2010 às 13:50

Post fantástico, Nuno. Melhor só mesmo o comentário do Senhor seu pai. Muito bom!
Sem imagem de perfil

De Miguel Duarte a 19.01.2010 às 15:49

Que belo post. E que delícia de comentário o do Vítor Ferreira!
Sem imagem de perfil

De Ana L. a 19.01.2010 às 23:38

Dos 19 alunos de 1.º ano que tenho, apenas 5 vivem com o pai e a mãe. Os restantes apressam-se à sexta feira a arranjar mochilas de roupa e brinquedos para levarem para casa do pai Bruno, do pai Nuno do pai João e por aí adiante. Segunda feira é dia de nervos e de turbulência, como é de se esperar. Quantas crianças vão, daqui a 30 ou 40 anos, continuar a ter os pais juntos? É uma multidão de pais e avós e meios irmãos e de interrupções pois o tempo do pai acabou e as férias são curtas.
Pois eu aceito tudo mas estas fotos dão-nos prazer, não é?
Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 20.01.2010 às 00:38

Pois dão, Ana, mas agora teria de acrescentar-lhe mais umas tantas personagens.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.01.2010 às 15:40

Exactamente. É isso. É isso mesmo.

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.01.2010 às 19:45

Absolutamente ... delicioso !!!

JMB
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 12.09.2010 às 19:36

A Pastelaria Princesa , pertencia ao meu avô Domingos Fernandes, fazia parte das Organizações Princesa. O relato que faz da vida em Lourenço Marques, hoje Maputo é também aquele que sempre ouvi em casa . Esse tempo é recordado com imensa saudade...
Joana
Sem imagem de perfil

De Mário Alberto Fernandes a 30.01.2011 às 01:02

A Joana diz que seu avô é Domingos Fernandes, fundador da pastelaria princesa e um dos sócios,,é verdade. Eu também sou familiar directo, vivi muito tempo em LM ,e não a estou a conhecer .O Domingos Fernandes, nasceu em Ponta Barca, teve vários filhos de várias mulheres, e portanto a família toda não se conhece .Gosto em conhece-la, prima.
Sem imagem de perfil

De Fernanda Fernandes Costa a 21.04.2013 às 22:49

Caro  Mário Alberto Fernandes,
 
A Joana colocou um comentário sobre a Pastelaria Princesa, que teve o seguinte comentário do Mário:


"A Joana diz que seu avô é Domingos Fernandes, fundador da pastelaria princesa e um dos sócios,,é verdade. Eu também sou familiar directo, vivi muito tempo em LM ,e não a estou a conhecer .O Domingos Fernandes, nasceu em Ponta Barca, teve vários filhos de várias mulheres, e portanto a família toda não se conhece .Gosto em conhece-la, prima"


Eu sou a mãe da Joana, filha do Domingos Fernandes e como deve calcular gostaria de entrar em contacto com alguns familiares. Por favor envie-me os seus contactos para o email dushkacosta@gmail.com 
Obrigada
Fernanda F Costa

Comentar post







Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Em destaque

  •  
  • Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas