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Um julgamento silenciado em Portugal

por Nuno Castelo-Branco, em 19.01.10

 

 O julgamento dos líderes do Angkar, aliás Partido Comunista do Camboja - vulgo Khméres Vermelhos - continua a concitar a atenção de muitos. Infelizmente, a abertura do longo processo, em 2003, foi dificultado por poderosas forças ainda influentes no Camboja e por repetidas tentativas de branqueamento da ideologia que possibilitou tal tragédia. Lembro que, quando nos anos 90 foi publicado o Livro Negro do Comunismo, ex-comunistas de véspera, bem como os costumeiros "intelectuais" para-todo-o-serviço desencadearam uma campanha pouco menos que vergonhosa, apodando o autor da obra de "anti-comunista primário", "demagogo", "manipulador da História" e outros rodriguinhos que outrora faziam parte do jargão do Kremlin e seus serventuários no Ocidente.

 

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publicado às 14:50


1 comentário

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De Miguel Neto a 19.01.2010 às 18:56

Para aqueles que sentem a presunção e o ímpeto irresistivel de educar os povos, trataram-se de acções necessárias para o triunfo da Revolução. Uma espécie de danos colaterais.

Os mais "moles", acreditam que em alguns casos os camaradas revolucionários, cegos pelo seu amor à Humanidade, levaram um pouco longe de mais as suas acções. Todos acreditam que muito do que se diz é propaganda das "forças conservadoras da direita reaccionária".

É bom não esqueçer o que muitos dos intelectuais iluminados da esquerda (do BE e não só) diziam nos anos 70 das revoluções chinesa e cambojana. E da convicção e certeza com que o diziam. Com a mesma convicção e certeza com que hoje dizem o que dizem.

Eu, se pudesse, fazia-os a todos incarnar a vida de todas as vitímas dessas revoluções. O que achariam da Revolução depois de terem passado pela experiência de terem estado, sem saber como nem porquê, do lado errado de um pelotão de fuzilamento.

E estou a ser brando porque há quem tenha passado por bem pior: na China, em determinadas alturas e por causa da inspiração revolucionária (=insanidade)de Mao, a fome chegou a ser tanta que houve pais que mataram os filhos para os comer. Eu não consigo sequer imaginar ...

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