Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Coragem de ser diferente!

por Cristina Ribeiro, em 20.01.10

Ontem dizia ao António que tenho votado no CDS na esperança de que não seja apenas mais um partido do sistema. Tenho tido desilusões, mas, pelo menos até 27 de Setembro passado tenho teimado, porque, para já, me parece, timidamente, embora, a única alternativa às políticas sociais- democráticas seguidas pelos dois partidos do centrão, com os maus resultados que sabemos.

Mas agora põe-se a questão das negociações para a aprovação do Orçamento: no terrível momento que se vive em Portugal, seria totalmente irresponsável a não cooperação com o governo que temos, e assim tentar fazer passar algumas das medidas por ele preconizadas. Sabendo que numa negociação tem de haver cedências de parte a parte, quem nele votou, porém, não lhe perdoará se ceder no essencial. Pelo menos eu não.

 

 

+Ainda a tempo: João Miranda no blasfémias  " Por outro lado, Manuela Ferreira Leite aparece hoje a sinalizar a sua satisfação com o orçamento que o PS pretende propôr, o que reforça o poder negocial do PS perante o CDS "

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:40


17 comentários

Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 20.01.2010 às 20:17

O problema é outro: vê-se com tudo isto, que o Partido de Paulo Portas é muito mais consistente que o PSD. Sem comparação.
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 20.01.2010 às 20:20

Nuno, é essa sensação que me tem feito persistir.
Imagem de perfil

De Daniel João Santos a 20.01.2010 às 21:45

de vez em quando concordo com o Louçã e e desta vez ele disse que este não será um orçamento limiano, será um orçamento com a queijaria toda.
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 20.01.2010 às 22:11

" Prognósticos, só no fim ". Es que no lo quero crer, Daniel.
Sem imagem de perfil

De mike a 21.01.2010 às 00:20

Cristina, negociações são isso mesmo e exigem flexibilidade e responsabilidade. Mas não cedências no essencial. Concordo consigo. Raios! estamos a concordar com muita coisa ultimamente. ;)
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 21.01.2010 às 17:53

Que chatice, Mike! :) Temos de arranjar um motivo de discórdia. Amanhã, talvez... :)
Imagem de perfil

De António de Almeida a 21.01.2010 às 11:28

Se o CDS/PP me desiludir, como me desiludi com o PSD no passado, poderei muito bem ser mais um a engrossar as fileiras da abstenção...
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 21.01.2010 às 17:55

... ou que entretanto surja algo de mais fiável.
Imagem de perfil

De manuel gouveia a 21.01.2010 às 14:56

Não nos esqueçamos que "nessas más políticas sem resultados" tem andado a mão do CDS, quando não mesmo a cabeça... sem esquecer a oportuna compra dos submarinos.

Claro, que não podemos esquecer que não existe muito espaço de manobra: alguém tem que viabilizar este orçamento, fá-lo-à o partido que mais dividendos retirar. Parece-me que o CDS é até agora o mais bem posicionado para o fazer!
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 21.01.2010 às 18:03

Manuel, as desilusões de que falo têm a ver com as vezes ( poucas, convenhamos ) em que tem lá andado a mão - nunca a cabeça ! -, precisamente.
Vamos ver como vai ser agora; senão, a porta é serventia da casa...Foi-se a pachorra.
Imagem de perfil

De manuel gouveia a 21.01.2010 às 18:24

Mas não achas que num momento como este chumbar o OE seria uma irresponsabilidade? O CDS, quanto a mim, está só a ocupar o espaço deixado pela inabilidade do PSD.

Ou eram eles ou o BE... julgo que preferes que sejam eles.
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 21.01.2010 às 18:37

Claramente! E quem nele votou espera que consiga fazer o melhor que o possível para que o país saia do atoleiro em que o meteram; não será fácil, mas fazer o que puder para começarmos, pelo menos, a cabeça de fora - porque se se estender o tapete vermelho a Sócrates, o enterro será mais rápido.
Imagem de perfil

De manuel gouveia a 21.01.2010 às 21:18

Infelizmente, pelas provas dadas, não acredito que a solução para o país passe pelo CDS.
Sem imagem de perfil

De Nuno Oliveira a 21.01.2010 às 17:12

Eu até ponderei votar no CDS-PP (de Paulo Portas) mas depois abri os olhos. O PP (Partido Popular) é um projecto pessoal. E, embora concorde com muitas das posições do PP (Paulo Portas), não gosto de pessoas cujas ambições políticas são superiores ao interesse nacional. Ainda não me conseguiu convencer do contrário. Quanto à negociação, seja o que for que vai sair dali, só será mau. Basta para isso que tenha o Sotraste a meter a colher. Ainda por cima é quem a tem maior. A colher. Que o resto deve ser muito mirradinho em proporção ao homem que ele é.
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

Eu até ponderei votar no CDS-PP (de Paulo Portas) mas depois abri os olhos. O PP (Partido Popular) é um projecto pessoal. E, embora concorde com muitas das posições do PP (Paulo Portas), não gosto de pessoas cujas ambições políticas são superiores ao interesse nacional. Ainda não me conseguiu convencer do contrário. Quanto à negociação, seja o que for que vai sair dali, só será mau. Basta para isso que tenha o Sotraste a meter a colher. Ainda por cima é quem a tem maior. A colher. Que o resto deve ser muito mirradinho em proporção ao homem que ele é. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Continúo</A> a acreditar na Social-Democracia. Dos males o menor. O problema centra-se nas pessoas que a vivem. E não me refiro aos políticos em específico. Mas às pessoas. Esses seres cujo umbigo é maior que o resto do mundo. <BR>Os políticos... Enquanto forem portugueses na maneira de governar, Portugal será sempre portugal .
As pessoas.. Enquanto forem portuguesas no modo como encaram a sociedade, não seremos nunca mais do que já somos...
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 21.01.2010 às 18:17

Nuno, já aqui uma vez se disse- na caixa de comentários- que Portugal já passou por crises bem piores ( veja-se a perda da independência em 1580 ), e sempre acabou por dar a volta - o problema é mesmo de liderança- um rei forte faz forte o fraco povo -
Quanto a Portas e ao CDS veremos a evolução das coisas, porque o partido não se esgota numa pessoa: há lá pessoas válidas - veja-se, por ex. Diogo Feio, considerado um muito bom parlamentar: é como digo: veremos como ficarão as coisas, e, depois, tiram-se as ilações...
Imagem de perfil

De José António Abreu a 21.01.2010 às 20:52

Totalmente de acordo. Receio que o CDS se prepare para viabilizar o orçamento em troca de meia dúzia de medidas avulsas, de carácter panfletário e com custos para as contas públicas, sem que os problemas de fundo sejam verdadeiramente atacados. Se assim for, a situação do país piorará e o CDS fixará com o ónus de ter ajudado o PS. Mas esperemos para ver.
Sem imagem de perfil

De Miguel Neto a 21.01.2010 às 21:29

Cristina,
as razões que me fazem votar no CDS são quase as mesmas que as suas. Na verdade não existe, no sistema político português, um partido que represente o que eu penso. Voto no CDS por "aproximação". Socialismo, social-democracia ou democracia-cristã, são "variações da mesma música".

Acho que a cooperação com o governo é desejável, desde que o governo, por seu lado, esteja empenhado em dar passos para a resolução do nosso problema do déficit e da despesa pública. Se não for o caso e se o orçamento mantiver a tendência despesista dos últimos anos, o melhor para o país é chumbá-lo, mesmo que isso signifique a curto prazo a queda do governo.

O que me sossega é que, de facto, já é a UE e o FMI quem estão a ditar e a impor medidas de controlo do déficit português. Por causa da situação grega, as "preocupações" da UE e do FMI, secundadas pelos avisos das agências de rating são, na prática, instruções veladas para que o governo refreie a sua veia gastadora. Lembra-se dos tempos em que aos pais bastava chamar o nome dos seus filhos num tom assim um pouco mais grave, para eles imediatamente se "acalmarem"? Pois isso foi o que a UE nos fez. Se não mudarmos de actitude o "puxão de orelhas" é o que se segue.

Por outro lado, o(s) partido(s) que chegarem a acordo com o governo, pretendem obter vantagens e protagonismo junto do eleitorado. Para isso acredito que apresentem e negoceiem medidas que tenderão a aumentar a despesa (as mais simpáticas para o eleitorado) e não queiram aparecer junto da opinião pública como aqueles que imposeram medidas restritivas. Essas, ainda por cima depois das "ordens" de Bruxelas para o governo ter cuidado, vão ter que ser apresentadas e terão que ser responsabilidade do governo. E é muito justo que lhes caiba a eles porque, nos últimos 15 anos, o PS esteve no governo 13 e foi com o engº. Guterres que a despesa começou a crescer a este ritmo alucinante.

Tudo somado, eu acho que nestas negociações entre o governo e a oposição para a viabilização do orçamento, quem adoptou a melhor posição foi a Dra. Manuela Ferreira Leite. Na prática o que a Dra Manuela Ferreira Leite diz é o seguinte: o PS foi a votos com um programa; ganhou as eleições; o PSD não tem por isso legitimidade para impor ao governo medidas orçamentais; o PSD aprovará um orçamento honesto, sem buracos escondidos, em que o valor do corte na despesa e as receitas sejam maiores que a despesa; o PSD aprovará um orçamento em que o investimento vise melhorar a competividade das empresas e do tecido produtivo.

Assim colocou a "batata quente" apenas e só nas mãos do governo. Assim mais ninguém pode ser responsabilizado pelo que vier a seguir. É na prática, uma posição igual à da UE. Acho brilhante.

Mas eu sou suspeito: apesar de votar sempre no CDS, faço parte daquela minoria que acha que a Dra. Manuela Ferreira Leite seria neste momento a pessoa mais capaz e a melhor preparada para nos liderar nestes tempos de crise. Apesar das gaffes e de não ser uma comunicadora "a la aldrabão", acho que seria um dos poucos políticos que sabe o que fazer e faria o que é preciso ser feito, sem olhar a sondagens.

Mas vamos ver se há acordo entre o CDS e o governo e o que sai desse acordo.

Comentar post







Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas