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Just Salazar.

por Manuel Pinto de Rezende, em 25.01.10

A.O. Salazar - republicano ou monárquico?

 

E caso haja resposta, será que a pergunta interessa?

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publicado às 20:21


9 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 25.01.2010 às 20:43

Não interessa nem ao Menino Jesus. Salazar não era uma coisa, nem outra: era ele e isso é que lhe interessava. O resultado está à vista de todos.
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De Daniel João Santos a 25.01.2010 às 22:03

nada.
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De P.F. a 25.01.2010 às 22:16

E que lhe interessa a si o assunto a modos de fazer disto um post em local onde já tanto gáudio tem dado ao seu próprio ideário? Será que isto, o facto de António de Oliveira Salazar ter sido republicano ou monárquico, abala suas convictas convicções? Já sei. O Manuel é daqueles monárquicos com visão tão abrangente que seus pergaminhos se enojam de um Homem que teve sempre coluna vertebral para pôr em ordem a esterqueira que poluía e ainda polui o País pelo facto de ele o ter feito em plena... (pode cuspir para o lado) república. Permita-me um conselho, vire-se contra outros republicanos que muito menos de "nada" foram e muito pior fizeram contra Portugal.
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De Manuel Pinto de Rezende a 25.01.2010 às 22:29

Sim, talvez o Pedro tenha razão, e o assunto seja, de facto irrelevante.

Se Salazar era ou não monárquico não me preocupa muito. Conheço monárquicos de quem me orgulho de partilhar o meu ideal, outros que nem tanto.
No entanto, é uma personagem cuja vida reputo de interessantíssima, ao contrário da vida dos outros que pior fizeram a Portugal.
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De O Corcunda a 25.01.2010 às 23:10

O interesse da pergunta é óbvio, porque em Portugal, desde os anos 30 que só há Salazar e os que são contra. Tanto é assim que do regime do 25 do A nada há de harmonioso exceptuando a oposição ao regime anterior. Assim sendo, compreender o que Salazar pensava torna-se essencial para compreender o Estado Novo, bem como o anti-Estado Novo onde vivemos.

É evidente que o assunto não será de interesse para os monárquicos que querem transformar o Republicanismo num bloco monolítico de coisas más, para apresentar uma visão beatífica da monarquia.
Curiosamente, a monarquia desde 1820 é pouco destrinçável de qualquer regime republicano. Por isso era palavra corrente tratar-se de uma "monarquia sem monárquicos" e a forma como o apoio à monarquia era feito através do condicionalismo da monarquia aos modos da república.

É por isso que existe uma incongruência gigantesca nos monárquicos que querem uma monarquia para colocar em cima desta república. Fazem referência ao constitucionalismo liberal como modelo, mas esquecem que o republicanismo está lá todo encapsulado. O caciquismo, o centralismo, a partidarite, o Estado como arma de perpetuação de elites, a nobreza como forma de reconhcimento das elites do dinheiro e da rapina.

Quando vejo ser imputado ao Estado Novo um carácter republicano, quando este foi o sistema dos últimos dois séculos que mais confrontou o sistema republicano (a ideia da titularidade colectiva do bem comum, o cidadão massificado, a urbanização espiritual do país, a religiosidade falsificada da xafarica maçónica mascarada de Cristianismo, as finalidades laicas da comunidade, o partidarismo) tenho enorme vontade de rir. Só não me rio mais porque, a coberto de uma dicotomia falsa (republicanismo vs monarquia) se continuam a cativar os espíritos simples para uma cruzada monárquica que não existe. Os monárquicos de hoje não defendem nada que não seja republicano. Apenas defendem que a república funcionaria melhor com uma coroa. O que é um triste substituto da ideia monárquica e algo que me afasta dos arraiais de botão dourado em que se transformou essa causa.

Talvez fosse mais interessante (e esta farpa é para o Nuno CB) do que identificar os cartazes da Mocidade Portuguesa como republicanismo, mostrar como os manuais de educação cívica da monarquia mostravam o rei como primeiro dos cidadãos à moda revolucionária, faziam a apologia da soberania popular e defendiam os modelos educativos progressistas de Pestalozzi e outros precursores da deseducação europeia.
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De Nuno Castelo-Branco a 26.01.2010 às 00:36

Caro Corcunda,

A sua farpa tem toda a razão de ser. Quanto ao poster da MP e da bandeira actual, apenas consiste num recurso de propaganda, daquela que irrita e atinge o alvo. Eles gostam do "fazer de conta" e há que pagar-lhes generosamente da mesma moeda.

No que se refere a Salazar, como não sou pessoa de grandes dotes intelectuais, apenas me interessam os resultados práticos de uma longa política de meio século. O país tornou-se mais consciente de si próprio? O regime encontrou as necessárias soluções para se adequar ao mundo do pós guerra? Onde ficaram as grandes hipóteses de desenvolvimento material sustentado pela educação, vulgo formação? Onde estava a visão de futuro que transcendesse a vida do Chefe? Porque estamos hoje numa situação tal que a própria existência do país é posta em causa? Em suma, o Estado Novo consistiu num êxito? Se assim foi, porquê 1974-75, a nossa pobreza espiritual e material e um recuo sem precedentes da consciência nacional?

O Corcunda pode rir-se - e faz bem, em termos académicos - à ilusão da república coroada, com os caciquismos eleiçoeiros que são bem conhecidos, etc. Mas creio - talvez de forma estúpida - que este mundo não aceita viver noutra forma de organização que não implique a teórica "soberania popular" que na verdade, jamais existiu. Mas está no papel e é tão válida para a mente de centos de milhões, como a existência do próprio Estado e de todas as instituições que o conformam. Como pretende tornear estas evidências, dadas as realidades políticas - logo sociais, económicas etc - da actualidade?
Salazar consegui-o? Não. O que ganharam "os monárquicos" com o seu regime? Nada, apenas perderam e muito.

Continuo a crer no já velho lugar comum ..."uma monarquia sempre é uma monarquia". Basta olhar à volta. Podemos melhorar a situação porque os vícios são conhecidos e descartáveis.

* Quanto aos botões dourados, gravatas, fatos e acessórios do estilo, não fazem em absoluto a minha preferência. Pelo contrário, até "ando" um tanto ou quanto desleixado.
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De Anónimo a 26.01.2010 às 02:19

Descontraiam-se, descontraiam-se....

Aqui vão umas anedotinhas sobre o homem dos lingotes de outro e das escolas primárias...o meu ex - vizinho Salazar.

Qual foi o primeiro homem a tomar viagra?
Salazar, foi o homem que mais tempo teve a dita-dura.

Atenção... apenas cumpri com as regras da gramática, só mudo de linha quando tem que ser...
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De Anónimo a 26.01.2010 às 02:21

Salazar era um homem previdente, prudente, poupadinho e comia às escuras.
Mandava sempre fazer fatos sem bolsos..assim ninguém lhe metia as mãos nas algibeiras nem lhe levavam o dinheiro sem ele dar por isso.

Penso que é uma boa medida para a epidemia da Vara…que adora «roubá-los»
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De Anónimo a 26.01.2010 às 02:24

Sonhais por acaso que os Salazares da vida acabaram? Não! Perpetuaram-se na espécie Sócrates, Vale e Azevedo e outros assemelhados...por onde quer que passam ...deixam tudo teso...

Granda concorrência ao Viagra, não é?

Durmam bem.

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