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Brincar às casinhas...

por Cristina Ribeiro, em 29.01.10

 

Agora que já tinha duas irmãs grandinhas, nunca mais  pensei em jogar ao pião.Tínhamos de improvisar: ver sardinhas nas folhas da laranjeira, café na terra, arroz no areão, e pratos nos cacos de telhas partidas, mas a diversão estava garantida, com uma de nós a fazer de cozinheira, à vez, senão havia zanga pela certa.

Por vezes havia convidadas para o jantar, invariavelmente umas primas vizinhas, e lá vinha a cozinheira dizer que o arroz não chegava.

Por essa altura vendia-se na feira local umas bonecas pequeninas, de plástico, que custavam vinte e cinco tostôes - quando arranjámos dinheiro para comprar uma, passámos a ter uma filha, mas uma filha que era das três. Lembro de irmos à costureira, que nos fazia os vestidos, pedir sobras de tecido para vestirmos a nossa filha: coitada, nenhuma de nós tinha jeito para a costura, e parecia um espantalho...

Brincadeiras que me fazem sorrir quando as recordo. E como gosto de as recordar!

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publicado às 20:27


21 comentários

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De manuel gouveia a 29.01.2010 às 20:33

Os filhos acabam por ser uma ilusão que deixamos no passado!
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De manuel gouveia a 29.01.2010 às 22:00

Nunca crescem da maneira certa!
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De Cristina Ribeiro a 29.01.2010 às 22:11

Não vêm com botões de programação :)
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De Anónimo a 30.01.2010 às 19:29

Desculpem, desculpem...mas podemos instalar os botões de programação....vão por mim.

Nessa matéria...há uns quantos botões que se instalam e funcionam..garanto-vos.
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De Cristina Ribeiro a 30.01.2010 às 21:58

Tem razão: comigo e com os meus irmãos funcionaram :)
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De Nuno Castelo-Branco a 29.01.2010 às 20:59

Pois, eu e o Miguel começámos com soldadinhos de armadura, castelos, etc. Depois, chegou a vez dos kits de tanques, cruzadores, couraçados. enfim, eram estas, as "nossas casinhas".
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De Cristina Ribeiro a 29.01.2010 às 21:47

Era mais " casernas " :)
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De Nuno Castelo-Branco a 29.01.2010 às 21:49

Bem... o que diriam se fossem casinhas e bonecas, eheheheheeh.
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De Cristina Ribeiro a 29.01.2010 às 22:15

Tenho um sobrinho, agora com 19 anos e namorada, muito masculino, que quando pequenino pediu uma boneca ao Menino Jesus. Teve-a, mas agora ri-se quando lho recordam :)
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De Anónimo a 30.01.2010 às 19:37

Eu também brincava com essas coisas e aos berlindes... vulgo bilas. Jogava à bola, mas expulsavam-me sempre, porque tinha que arranjar forma de ficar com a bola para mim. Mas também brincava com bonecas e ainda as tenho...gaita, só nestas é que a idade não se faz sentir...

Depois também fiz umas incursões curiosas e diferentes. Divagações do crescimento: meter porcos na igreja enquanto a missa decorria, subir à torre da igreja e dobrar aos mortos.... quando não havia mortos, mas o gozo era pôr aquela gente toda correr para saber quem era o finado....atirar arroz e grão à careca do padre durante as procissões...e outras que naturalmente me envergonho...
Quero ver como vou desculpar-me quando passar à próxima dimensão...
Devia-me ter ficado só pelas bonecas e casinhas....
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De Anónimo a 30.01.2010 às 19:41

E também libertava as galinhas da capoeira lá da aldeia...quando sabia que havia guardas por lá, porque as pessoas eram multadas...coitada da avó, era a que mais sofria, porque andava sempre a queixar-se aos pais de mim....eram férias engraçadas, mas muito turbulentas...

Agora sinto-me mais aliviada... já revelei parte das minhas maldades...

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De Cristina Ribeiro a 30.01.2010 às 22:00

A Educadinha pertence ao grupo do Nuno e do Miguel: levados da breca :)))
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De Anónimo a 30.01.2010 às 22:27

Chiu ....Cristina....que isto era suposto ser uma confissão secreta...ai...envergonho-me tanto de certas coisas que nem calcula. E não me ficava por ali.
Acho que a única vez que me assustei a sério foi quando depois de saír da catequese, na Basílica da Estrela, eu mais umas poucas, decidimos fazer esperar um pouco mais os pais...claro, a ideia era subir ao campanário, mas era dificil, impossível ali. Andamos e andamos e às tantas entramos numa sala onde havia uma urna aberta. Claro está, que nunca pensamos que tinha um morto lá dentro....a sala estava sem ninguém e lá nos chegamos...ainda hoje me lembro dele, o que fugi, fugi, fugi...fomos descobertas, a coisa chegou à Escola. Eu morava ali por perto, só lhe digo...sempre que a professora me via sozinha na rua, ia pôr-me a casa para ter a certeza que não fazia disparates nem deitava a língua de fora aos legionários que tinham ali na zona uma «delegação»...o meu pai era anti - regime e claro passava-nos as ideias...e eu aplicava-as de forma inocente. Ou quando saía da escola passava em frente a eles e punha-me em sentido e fazia-lhes um balão com pastilha ou deitava-lhes a língua de fora e pisgava-me. Também os apedrejei com batatas, quando passavam por baixo da varanda do prédio onde morava. Que horror, hoje quando olho para tras e vejo a juventude que foi presa, simplesmente por ter dito uma palavra contra o regime, era recambiada para o Tarrafal sem julagmento, sem nada..eu só penso que se fosse mais velhinha na altura...teria tido uns encontros....políticos.


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De Luísa a 30.01.2010 às 14:01

Engraçado, Cristina, eu e os meus irmãos e as(os) respectivas(os) bonecas(os) nunca brincávamos às casinhas, mas às aventuras, sempre com muitas viagens, muitos cruzeiros de luxo por mares nunca antes navegados e muitos mistérios policiais. Era a maneira que tínhamos de poder brincar os três (duas raparigas e um rapaz) juntos. Os Legos eram a alternativa. :-)
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De Cristina Ribeiro a 30.01.2010 às 16:02

Era a nossa brincadeira preferida, Luísa, e até bem tarde- essa e o nosso flower power com as trepadeiras que havia no Paul :)
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De Anónimo a 30.01.2010 às 19:45

Pôxa...agora é que me expulsam mesmo do Estado Sentido...eu só fazia maldades... cheguei a fazer tabelas de baskett nas portas lá de casa...pregar pregos grandes...gee...que vergonha.

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De Cristina Ribeiro a 30.01.2010 às 22:06

Ai meu Deus, que até me faz parecer muito bem comportadinha...mas se perguntar à minha mãe, ela dir-lhe-á que nem sempre era assim :)))

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