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Primeiro deixam que o pântano se alastre

por Cristina Ribeiro, em 03.02.10

                                              ( O Monstro do Pãntano )

 

 

e o monstro cresça, depois fogem. Foi o que pensei quando li que Sócrates ameaçara demitir-se se a "  despesista  "( podem rir ) Lei das Finanças Regionais fosse aprovada. Esse despesismo é intolerável, verdade ( e aqui é notória a incoerência do PSD ), mas invocado por quem teima no elefante branco que é o TGV, torna-se risível.

Ocorreu-me que o Primeiro estava a agarrar o pretexto, tipo tábua de salvação, para fugir, como fizera o seu antecessor Guterres. E agora leio no Público que Paulo Portas terá ido no mesmo sentido, quando disse em Guimarães: " Se alguém quer uma crise política tenha a coragem de dizer que não quer governar o país na situação em que o deixou. Voltou o pântano e voltaram aqueles que querem abandonar o país no momento mais difícil”, afirmou Paulo Portas, numa alusão à demissão do ex-primeiro-ministro socialista António Guterres.'

 

  * E nem sequer faltam as rosas da cor certa na mão do monstro, embora não fosse descabido trazer também algumas laranjas.

 

**aditamento- é claro que, atendendo à situação calamitosa em que se encontra o País, sou contra TODAS as medidas que impliquem mais despesa, e, portanto, contra mais transferências para uma Região onde a média da qualidade de vida é superior à maior parte do Continente. Só acho demagógica esta duplicidade de critérios deSócrates.

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publicado às 19:06


9 comentários

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De Daniel João Santos a 03.02.2010 às 22:27

tirando a parte da crise que o PS quer construir em cima do facto, desta vez, o governo tem razão em não querer dar a um e apertar a outros.
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De Cristina Ribeiro a 03.02.2010 às 22:51

Teria razão, Daniel, se aplicasse o mesmo critério de não despesismo a todos aspectos da vida nacional; se esquecesse a sua megalomania: TGV, autoestradas, etc.

Também eu sou totalmente contra mais transferências para uma região que tem uma média de qualidade de vida superior à do continente_ só contesto, e lamento, o facto de haver duplicidade de critérios.
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De Francisco Brito a 03.02.2010 às 23:18

Cara Cristina Mendes Ribeiro,

Quando este país for governado por gente séria, grande parte do nosso problema (que é mutissimo grave) fica resolvido. E, certamente, teremos mais dinheiro para quem mais necessita...
Entretanto podemos sempre ir flutuando no pântano e sorrindo com esse carnaval de 365 dias em que se transformou a Madeira...

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De Cristina Ribeiro a 04.02.2010 às 00:02

Gente séria que tarda em aparecer, Francisco, e, entretanto, vamos flutuando no pântano de tanga cada vez mais curta.
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De António de Almeida a 04.02.2010 às 13:30

Cristina vamos por partes, quando vejo o CDS/PP, BE e PCP defenderem alterações à Lei de finanças regional, fico com a sensação que a alteração de 2007 serviu apenas para chatear A.J.J., acontece que um governo não deveria legislar á là carte. Por outro lado, sabendo Sócrates que a esmagadora maioria da população do continente não morre de amores pelo soba da Madeira, esta seria uma boa altura, um excelente pretexto para forçar a novas eleições, Sócrates aparecia como vítima. Diferente seria se amanhã se demitir por ser impedido de aumentar impostos. Ele sabe bem o pântano que gere, e já percebeu que graças à subida dos juros, pela avaliação das agencias de rating, dificilmente levará por diante o programão de obras públicas sem um brutal aumento de impostos. Ora reduzir o peso do Estado e com ele a despesa pública, não me parecem ser soluções que agradem a Sócrates, ainda que sejam a única opção viável para o país.
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De Cristina Ribeiro a 04.02.2010 às 19:59

António, acabo de ouvir os vários líderes da oposição falarem sobre as negociações, em que chegaram a uma proposta comum de reduzir em muito a quantia inicialmente pedida, e Sócrates só poderá pensar que sai daqui como vítima se contar com o habitual alheamento da maioria dos portugueses sobre o que se passa, enquanto não lhe mexerem no bolso.
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De Luísa a 04.02.2010 às 16:45

Cristina, o Sócrates não larga o poder nem que o «matem», passo a expressão. Lembre-se dos processozinhos que carrega às costas. Se larga o poder, já sabe que a Justiça lhe cai em cima, como fez, há uns anos, a um certo presidente do Benfica, assim que este passou a «ex-», e vai fazendo com os poderosos que são «alegados suspeitos» de pequenas ou grandes tramóias, logo que os sente um bocadinho menos poderosos… ;-D
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De Luísa a 04.02.2010 às 16:49

Não abonei a imagem da Justiça, Cristina, mas num país como o nosso, tem de se lhe desculpar que use alguns truques… ;-)))
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De Cristina Ribeiro a 04.02.2010 às 20:13

Depois desta dramatização toda, que hoje subiu mais ainda, Luísa, fico curiosa sobre o que Sócrates vai fazer. De qualquer maneira já ficou mal na fotografia, que amanhã poderá ficar ainda mais difusa. Não sei como vai gerir ele esta crise política que forçou, mas quanto ao comportamento da justiça é mesmo essa. Uma caricatura da senhora que nos é apresentada como cega.

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