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Revolução Nacionalista ou Reacção Constitucionalista

por Manuel Pinto de Rezende, em 04.02.10

Da entrevista a Rui Ramos na Entrevista Ler:

 

Diria que essa ruptura (Revolução Liberal - 1820) é também mais forte do que a do período de interregno com a presença dos Filipes?

 

Sim, sem dúvida. O período dos Filipes corresponde a uma tentativa de constitucionalizar a vida em Portugal. O Nuno Monteiro diz mesmo que o pacto de Tomar, entre Filipe II e as Cortes portuguesas, talvez tenha sido a primeira Constituição escrita do País. Aquilo que o rei faz é comprometer-se a respeitar as leis e costumes dos portugueses. Quando mais tarde, no tempo do seu neto, Filipe IV, o conde-duque de Olivares começa a mudar a situação constitucional de Portugal na prática, não de Direito mas na prática, dá-se o 1º de Dezembro de 1640. Que é, como também está explicado no nosso livro, uma reacção constitucionalista. Isto é, não é uma revolução nacionalista. Eles não fazem aquilo por um prurido de independência nacional. Fazem-no porque lhes parece que o pacto que tinham com a dinastia de Habsburgo estava a ser violado pelo Governo de Madrid. O rei estava a violar a constituição, basicamente, e isso libertou os seus vassalos dos laços de obrigação de lealdade.

 

Não é isso que está na memórica histórica dos portugueses.

 

Não, a memória histórica da Restauração que nós recebemos, associada à independência nacional, é construída sobretudo no sec. XIX.

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publicado às 00:18


2 comentários

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De P.F. a 04.02.2010 às 02:36

Não existe nação propriamente dita sem uma constituição consistente, seja no direito natural seja nos princípios e valores identitários do povo que a ela irá submeter-se. Não existe constituição sem uma nação que saiba o que é e para onde vai.
QUanto à Restauração, não concordo com Rui Ramos, quando ele diz que a sua origem foi a rescisão constitucional de Filipe IV. Nunca teria havido tentativa, sequer, de Restauração se na época os Portugueses que se sublevaram não tivessem consciência de que a Espanha estava a ser atacada por todos os lados e a oportunidade era aquela ou nunca. Mais, eles tinham a noção de que o Império português que tanto sangue tinha feito correr em seus antepassados estava a ser esquartejado e devassado e em breve seria perdido para sempre.
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De Anónimo a 04.02.2010 às 14:18

«Não existe constituição sem uma nação que saiba o que é e para onde vai.»

Frase inteligente, raciocínio inteligente....que sumaria em duas penadas aquilo de que Portugal carece e o faz andar aos trambolhões, desde há muitos séculos a esta parte.

Portugal é um país, mas apenas o é formalmente. Portugal carece do conceito de «nação» que os nossos fundadores, sobretudo o primeiro fundador imprimiu às primeiras páginas da nossa história enquanto «Condado». Foi esse conecito, essa vontade de independência que nos fez demarcar o nosso território, conquistar e deixar raízes em tudo o que é mundo. Esse sentimento de determinação, que nos levou à aventura e nos trouxe respeito enquanto povo, perdeu-se algures no tempo...ou adormeceu, e asim se tem mantido para gáudio dos sócrates e pandilha parlamentar institucionalizada...que usufrui do que é nosso! Que nós pagamos, mantemos e conservamos.
Enquanto não houver um sentido de União, de Patriotismo e Vontade Comum, não há Nação. E tudo isso não pode ser entregue, como tem sido feito, a um conjunto de políticos, que se transformaram ao longo do tempo em proliticos e recentemente se dão como porlíticos.

Os abstencionistas têm um papel a desempenhar, os que votaram porque acham que devem votar ... ainda que no menor mal..., têm que se concertar. Os que votam no que dizem acreditar do alto da sua cegueira, abanam bandeiras e dizem «Viva » a tudo, têm que perceber que há circos mais interessantes e lugares para arraiais mais saudáveis e realmente divertidos, do que o espectáculo diário, caro e custoso e vergonhoso, que os republicanos nos vêm oferecendo há bastante tempo a esta parte.

Taliban

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