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O bom combate ... literário.

por Cristina Ribeiro, em 01.03.10

 

« Quando o coração me falha neste dialecto de escrever livros, volto-me para Camilo, que é sempre rei mesmo em terra de ciclopes. Volto a folhear O  Romance de Camilo, de Aquilino Ribeiro, obra de muita substância e conhecimento ».

 

                   Como Agustina volto a ele, e seguidores da escola de bem escrever, como a própria, Aquilino também, porque se não gosto da figura, o génio, esse, impôs-se com todo o valimento. Um regresso que não obedece às mesmas razões da "  maior escritora do nosso tempo ", mas por precisão de ver a língua portuguesa bem tratada, depois dos desmandos a que tantas vezes é sujeita.

 

Acrescenta não ter chegado ainda " a vez de darmos a Aquilino o que lhe é devido: uma grande admiração ". Admiração que nos merece o autor desse livro enorme que é A Casa Grande de Romarigães, esquecendo, enquanto o lemos, os também enormes aleijões daquele que o escreveu...

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publicado às 20:54


9 comentários

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De mike a 02.03.2010 às 13:58

A menina não resiste a Camilo, não é? ;)
Mas hoje não quero discutir consigo. (risos)
Hoje junto aqui a minha palavra de respeito por esses dois grandes escritores portugueses, a quem a Língua Portuguesa tanto deve. Posso guardar a minha profunda admiração por Eça? ;)
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De Cristina Ribeiro a 02.03.2010 às 18:21

Vénia, Mike.
Claro que pode :), mas deixe um bocado dessa admiração para mim, porque Eça não é tão bom como Camilo, mas também é muito bom :))
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De António de Almeida a 02.03.2010 às 15:22

Nunca peguei num livro de Aquilino Ribeiro, não é o único escritor a ter sido "contemplado" com essa minha mania, provavelmente até fui eu quem saiu a perder, mas que fazer? Já não mudo...
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De Cristina Ribeiro a 02.03.2010 às 18:26

Escrita densa, cheia de regionalismos, como diz a Luísa, mas que tem muito a ver com o viver português, António, afinal a minha " onda " :)
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De Luísa Correia a 02.03.2010 às 15:47

Pelos vistos, já somos três, Cristina, voltando sempre ao velho Camilo. O Aquilino, cuja admiração pelo Camilo é evidente, especialmente na biografia que lhe fez, usa de um vernáculo mais denso, muito cheio de regionalismos. Mas gosto de o ler e lembro-me bem do que me ri, eu e a minha filhota, com o Malhadinhas. :-)
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De Cristina Ribeiro a 02.03.2010 às 18:31

Exactamente o que penso do escritor, Luísa, embora não possa estar mais distante do homem que foi cúmplice no Regicídio...
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De FSantos a 03.03.2010 às 10:16

Cara Cristina, como dizia alguém, em arte vale mais a canção que o cantor. Embora por vezes não seja fácil ler obras de génio de pessoas que nos não agradam de todo. Nesse aspecto a direita é bastante mais tolerante e aberta que a esquerda, cheia de preconceitos contra todos os que não são do seu campo, ocultando ciosa e sinistramente tantos talentos.
Não conhecendo a fundo o personagem, creio que nos últimos anos de vida Aquilino já se não reconhecia no regicida e no republicano fanático que fora.
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De manuel gouveia a 03.03.2010 às 10:56

Sempre me marcaram as capas dos livros portugueses... e sempre foram responsáveis por não me convidar à sua leitura. Aquilino foi vitima da sua capa...
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De Helena Branco a 03.03.2010 às 13:40

Querida menina do vale como muito bem me relembra o mesmo gosto literário que aqui sinaliza CAMILO é muito da minha eleição e muito me revejo na terra escolhida por ele ( a minha O Candal em VNGaia) para escrever alguns dos seus livros. Sabe-me sempre a actualidade o que escreveram CAMILO e outos mais A Agustina por exemplo que tive ocasião de conhecer pessoalmente pois lhe mereci até uma pequena(grande) dedicatória; para a Helena Branco poetisa de sentimento e graça) não da graça claro, da que me resolvi postar no novo blogue que acabo de abrir -CIRCUNLÓQUIO- onde me desmancho em ironias e trocadilhos para me desmultiplicar os humores do Combóio...ABRAÇO

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