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Pensamento do dia - Oblívio

por Samuel de Paiva Pires, em 06.03.10

A escrita ajuda a aliviar a alma. A racionalização e sistematização no "papel", são o mais eficaz exercício de arquivo de pensamentos, sensações e emoções. A mais pura arma contra o oblívio dos actos e omissões por nós empreendidos e que deve ser regularmente praticada. Porque esse oblívio disfarça o carácter desprezível de que estas se podem revestir, ajudando a que não nos apercebamos sequer dos nossos erros, em especial em relação aos outros, fazendo com que a todo o momento o nosso egoísmo se torne permanentemente a nota dominante do carácter de quem se julga muito correcto. Porque esse oblívio é ainda uma forma de esquecimento do que por vezes não conseguimos controlar e de que nos arrependemos simplesmente porque preferimos contrariar aquilo que é verdadeiro mas que não entendemos, quando a mais das vezes não é nada passível de ser entendido de forma racional. Pior, contrariando aquilo que mais sentido alguma vez fez na nossa vida, obtusamente opomo-nos a tal rejeitando-o com a simples assumpção de que não faz sentido, apenas porque não é o protótipo do que supostamente queremos. E quando o que queremos é apenas fruto de uma presunção de estatuto artificial, de uma convenção socialmente construída e de uma mera superficialidade com o objectivo de "parecer bem", nada pode ser classificado de mais provinciano, mesquinho, nojento e desprezível. 

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publicado às 13:21


2 comentários

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De Anónimo a 07.03.2010 às 02:13

Jovem Doutor,

Só devemos aliviar a alma por nós próprios. Aquele ou aquela que não merece o nosso desabafo é simplesmente isso que diz e muito bem no fim do seu escrito.

A sua alma é o bem mais precioso que se tem, é esta que nos formata no caminho da evolução, não a estraguemos com outras «almas» cegas de egoismo, de si próprias, afinal tão cegas, que não se enxergam. Coitadas, não é?! Não conseguem ver o que têm à frente...

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