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Se Goethe chamou Varanda da Europa

por Cristina Ribeiro, em 09.03.10

 

à cidade que se debruça sobre o Rio Elba, Jaime Nogueira Pinto chama a Lourenço Marques a Varanda do Índico;  de todo um Oceano desbravado pelos valentes marinheiros que partiam do Tejo sem saber mínimamente aonde iriam aportar, ou, sequer, se a braveza do mar os deixaria arribar aonde quer que fosse.

E eu que nunca fui a África, e só a conheço de relatos como este, sou levada a pensar que sim, que a cidade é mesmo essa varanda, construída pela Natureza, mas onde é inegável a mão portuguesa, aonde podemos e devemos sempre voltar, depois de uns devaneios que nos desviaram da rota certa.

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publicado às 19:17


23 comentários

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De mike a 09.03.2010 às 20:03

Ó menina Cristina Ribeiro, então tem no tempo um grande escultor e não nos dizia nada? ai ai ai... ;-)
Só tenho uma coisa a dizer-lhe: nunca é tarde de mais para ir a África... ou temos que a pôr, também a si, na rota certa? ;-D
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De Cristina Ribeiro a 09.03.2010 às 20:37

:) Mike, aquilo começou por ser apenas um arquivo, a que mais tarde fui acrescentando algumas coisas.
E tem razão, nunca é tarde: lembra-se de termos falado na reforma por terras d'África? :)))
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De mike a 10.03.2010 às 17:37

Se me lembro? havia eu de me esquecer de tal coisa... :-)
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De Cristina Ribeiro a 10.03.2010 às 19:15

Um daqueles sonhos que se puder concretizar...
E Moçambique está na linha da frente :)
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De António de Almeida a 09.03.2010 às 20:56

Nunca fui a Moçambique mas já estive em África. No que respeita ao Índico visitei Zanzibar, uma terra da qual esperava algo mais, confesso. Gostei mesmo das águas do Índico. Paixão sim, fiquei apaixonado pela savana...
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De Cristina Ribeiro a 09.03.2010 às 21:44

lembro-me de o António ter facultado, na caixa de comentários, um link para uma fotografia do pôr-do-sol nessa savana, de se lhe tirar o chapéu.
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De Daniel João Santos a 09.03.2010 às 21:53

também gostava de ir ali.
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De Cristina Ribeiro a 09.03.2010 às 22:19

Daniel, gosto de pensar que um grande número de portugueses sente esse apelo :)
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De manuel gouveia a 10.03.2010 às 18:06

Quando o mundo avança num passo que não conseguimos acompanhar atiremos-lhe com devaneios... devaneio é trocar o passo e atrasar-se no encontro com a história.
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De Cristina Ribeiro a 10.03.2010 às 19:18

Devaneio, Manuel, é perdermos de vista o que deve ser o nosso objectivo. Um desvario.
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De manuel gouveia a 10.03.2010 às 21:18

O que se torna fácil quando não acompanhamos o nosso tempo...
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De Cristina Ribeiro a 10.03.2010 às 21:51

Mas quem diz que isto não é acompanhar o tempo? por isso falo em " nossa história " e " nosso devir "...
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De manuel gouveia a 10.03.2010 às 22:03

Na realidade estou só a tentar irritar-te... conversar contigo. Certos saudosismos fazem-me urticaria...
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De Cristina Ribeiro a 10.03.2010 às 22:25

Navio ao fundo " :)
I'm sorry mas ainda não foi desta que fiquei irritada :)
E por falar em saudosismo, não tenho notícia de que isso aconteça em Moçambique, que parece ter sabido gerir as coisas com equidade, mas já aqui fiz um post sobre uma angolana que vendia no mercado, e perguntou a uma amiga minha que fora lá dar umas aulas . "- professora, quando é que acaba isso da independência? Muito eloquente do que aqueles que não pertencem à família ou círculo de amizades de Eduardo dos Santos estarão a passar, não? Essa senhora sim, mostrou o saudosismo dela.
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De manuel gouveia a 10.03.2010 às 18:07

Já agora, a cidade chama-se Maputo.
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De Cristina Ribeiro a 10.03.2010 às 19:20

Mas eu gosto mais de Lourenço Marques; e agora?
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De manuel gouveia a 10.03.2010 às 21:20

Mesmo assim, creio que isso por si só não muda o nome da cidade. Devemos ser humildes perante os outros povos e reconhecer aos Moçambicanos de, lá na terra deles, chamarem as coisas pelo nome que muito bem entenderem! Julgo eu.
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De Cristina Ribeiro a 10.03.2010 às 21:48

Claro! Eu é que acho o nome feio, e por isso me permito esta mudança, apenas para consumo pessoal :)
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De manuel gouveia a 10.03.2010 às 22:01

Teimosia feminina...
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De Cristina Ribeiro a 10.03.2010 às 22:26

Gostos, diria antes :)
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De manuel gouveia a 10.03.2010 às 23:10

Ok... (É melhor sair enquanto estou inteiro...)
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De Fernando S a 12.03.2010 às 23:16

Caro Manuel Gouveia,

"...reconhecer aos Moçambicanos de, lá na terra deles, chamarem as coisas pelo nome que muito bem entenderem!"

Moçambicano também sou eu e tantos que, apesar de não serem "naturais", ali nasceram, ali cresceram, ali viveram ...
E só lá não ficaram porque, infelizmente, a independência "correu" com a maior parte dos "brancos" ...
Que eu saiba, na Europa, poucos contestam que quem ali nasce, mesmo não sendo europeu de origem, esteja "na sua terra" ... E assim é que deve ser !...
Então por que carga de agua os africanos de origem europeia não estão "na terra deles" quando estão em Africa ?!...

A cidade foi fundada por portugueses numa terra descoberta por um navegador chamado Lourenço Marques. Foi o nome que teve durante quase 3 séculos. Eu cresci em Lourenço Marques. Para mim e para muitos outros foi e será sempre Lourenço Marques.
Ha pouco mais de 30 anos, os novos dirigentes resolveram substituir os nomes portugueses por outros, indígenas ou de estrangeiros de uma certa orientação ideológica. Lourenço Marques passou a chamar-se Maputo. Um novo nome simbolizando uma nova realidade. Porque não ? Mudam-se os tempos mudam-se as vontades. Quando vou aquela cidade sei que vou à actual Maputo e à antiga Lourenço Marques. Todos ali o sabem e acham natural falar de Lourenço Marques quando se fala do tempo colonial e de Maputo quando se fala no pós independência. Os 2 nomes são legítimos e correspondem a 2 períodos diferentes.

De resto, o importante é que os moçambicanos de nacionalidade do pós independência e os luso-moçambicanos do tempo colonial se respeitem e se apreciem mutuamente. Cada um com a sua historia, as suas origens, as suas convicções, as suas referencias, as suas expectativas.
O que une uns e outros é mais importante do que diferenças da cor da pele ("a terra deles") e do que velhas quezílias e ressentimentos !

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