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Centenário da República: uma ajuda a Cavaco Silva

por Nuno Castelo-Branco, em 11.03.10

 Ouvimos ontem o presidente da república e ficámos cientes das suas aparentes preocupações. Para o ajudar e via blog do Centenário da República, aqui deixamos uma ajuda que poderá acelerar a ponderação de Sua Excelência:

 

Orçamento do Estado do Reino de Portugal para 1910
Dotação da Família Real:
501 000$000
(Quinhentos e um milhões de reis - Quinhentos e um contos - Dois mil, quatrocentos e noventa e oito euros e noventa e oito cêntimos 2.498,98€)
Fonte: Ministério das Finanças da República Portuguesa
A dotação da família real pagava os salários da família, os salários de cerca de 250 pessoas da Corte, as visitas de Estado e a manutenção dos Palácios da Ajuda, das Necessidades, de Belém, do Palácio da Vila em Sintra e do Palácio Real de Mafra.
Nota: Os Palácios de Vila Viçosa, das Carrancas no Porto e o Castelo da Pena em Sintra eram propriedade privada da Família Bragança e suas despesas não eram cobertas pelo erário público.
 
Se estivéssemos hoje em Monarquia, o valor actual (2010) da dotação da Família Real e apenas no caso de fazermos a correspondência directa entre a situação de 1910 e a actual:


10.528.177,09 €
(Dez milhões, Quinhentos e Vinte e Oito mil, cento e Setenta e Sete Euros e Nove Cêntimos)
O Método de cálculo do valor actual foi realizado, usando os coeficientes de actualização oficiais, publicados na Portaria n.º 772/2009 de 21 de Julho - Ministério das Finanças e da Administração Pública.
Orçamento de Estado da República Portuguesa 2010
Despesas orçamentadas da Presidência da República:
17.464.000,00 €
(Dezassete milhões, quatrocentos e sessenta e quatro mil euros)

As despesas são, salvo erro, relativas ao salário do Presidente, salários de todos os seus assessores e restante pessoal, visitas de Estado e a manutenção do palácio de Belém. Nebulosa, fica a questão dos ex-presidentes com os seus "gabinetes", respectivas frotas automóveis e staff.
 
Resumindo e concluindo: a República custa aos Portugueses de 2010, mais 68,88% que a Monarquia custava aos Portugueses de 1910.

 

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publicado às 11:53


2 comentários

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De Anónimo a 11.03.2010 às 13:32

Que esperavam de um teórico?

Naturalmente que o «Não pode fazer isto ou aquilo» sequer devia fazer parte do discurso. Devia ser um discurso pela positiva, de esperança, de motivação.

Chegou ao cargo que tem, pensa que é único no seu trajecto e que tudo o que diz é fonte de sabedoria. Mas: com os «remates» inteligerdas da tia cavaca, então ninguém pára o «casal maravilha».

Não perco tempo cm saloiada académica, que de tão inteligerda pôs o País na porcaria em que está, escondendo-se em alegados limites constitucionais. Aliás foram os economistas e gestores como ele que deixaram «isto» no estado em que está.

Na verdade, com tantos «inteligentes políticos neste País, como se tira dos seus palreios, e tantos advogadozecos «brilhantes» de coutada, que chamam «estúpido» «a isto e àquilo», que se movem alucinadamente em feiras de vaidades «interdevedoras», e que até fazem providências cautelares, eu só lanço uma pequena dica: ainda ninguém se lembrou de pôr uma providência cautelar contra a gestão pulhítica deste país, indiciada pelos sucessivos escândalos destes proliticos e porlíticos, que trouxeram o caos e a desconfiança e descontentamento generalizado aos cidadãos?! Aqui é preciso naturalmente atentar no significado «União», «Patriotismo», «Nação»...quem sabe um «scolari» dá uma ajuda e leva os portugueses a comprarem bandeiras e outros e a reunirem-se no Marquês de Pombal...

Adorava pegar num dos microfones da AR, sabem, aqueles que os ilustres deputerdas manuseiam, como se estivessem em palco ( e até que estão) e dizer o mais elegante, pausada e serenamente o seguinte: «Vão à MERDA e quedem-se por lá. O caminho já o conhecem, porque foram vocês que o construíram. Não precisam, por isso, de orientação»
Mas... é claro, quão deselegante a palavra, não é? Parece mal...só que quem não percebe abstencionismo, descontentamento, nem a merda que faz, quem sabe precisa de ser acordado com um outdoor nacional mandando a gestão pulhítica portuguesa à MERDA?
Puseram-nos nela, não foi? Acompanhem-nos, que gostamos de companhia.

Ainda formo uma associação e promovo a distribuição de toalhetes com perfume neutro para limpar o cheiro a rosa podre, laranja podre, louçanista ( não sei bem qual é o cheiro destes) e outros da «panela» do arco do poder.

Desculpem .. o «francês», muito respeito este blogue e certamente não desejo ofender a susceptibilidade linguística de ninguém...
Educadinha
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De Ega a 11.03.2010 às 14:19

«Aprendi na História que há mais vantagem e menos desacertos na sucessão natural dos Chefes, que na sua escolha por eleição, sujeita, quantas vezes aos caprichos dos partidos ou dos grupos, ou impulsionada pelas propagandas mais mou menos espectaculosas.
A Nação, seja a nossa ou qualquer outra, não deixa de ser uma grande família e nesta o chefe não é escolhido, mas sim naturalmente indicado e aceite».


(in M. da Silva Leal, «Mais Além... Cartas a Meus Filhos», 1942, pág. 63.

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