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Em tom de brincadeira...

por Nuno Castelo-Branco, em 17.03.10

 

 Após a tirada da Sra. A. Merkel, eis uma excelente oportunidade para o governo "adiar sine die" toda e qualquer linha TGV, assim como as auto-estradas para nenhures, o aeroporto de Lisboa e a 3ª travessia do Tejo.

 

A própria TAP poderia iniciar o cumprimento do seu primeiro plano de reabilitação e expansão -quando previa uma frota mista de Airbus e Boeing -  começando a obedecer à lei do mercado e renegando o escandaloso proteccionismo à Airbus Industries.  

 

O governo deve aproveitar e taxar de forma esmagadora, lapidar, os automóveis de grande cilindrada e importados: no topo da lista, os BMW, Audi e Mercedes. Pelo contrário, os automóveis produzidos ou montados em Portugal, deverão sofrer um abate na taxação (VW incluídos, mas apenas os integralmente construídos no nosso país). É claro que os ersatz Seat e Skoda deverão incluir-se na lista a onerar.

 

Não temamos, pois não podem dar-se ao luxo político da nossa expulsão.

 

Conhecemos bem o tipo de sistema que vigora em Portugal, assim como as suas perversões. No entanto, também é conhecida a lista de países que têm lucrado com as vendas de bens de consumo e com os créditos enviados em direcção aos países do sul da Europa. Os supermercados portugueses são inundados por produtos Made in Germany, Spain ou France. Os circuitos de distribuição - controlados pelos estrangeiros - não compram as nossas frutas e hortícolas, enquanto há quem  queira arrasar com a nossa indústria de mobiliário, promovendo o rasquíssimo lixo IKEA.

 

Todas as obras públicas de grande custo, recorrem à importação de equipamentos e materiais originários dos mencionados países. A existirem cortes, Portugal pode desde já começar por rejeitar - taxando-as proibitivamente - as mercadorias luxuosas e supérfluas que já não pode pagar. Prejudicando a Alemanha e a França e evitando o endividamento português. Merkel e os seus ministros ficarão assim sem mais argumentos para declarações à imprensa.

 

Medina Carreira está cheio de razão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:11


1 comentário

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De Cristina Ribeiro a 17.03.2010 às 20:32

E pensar que sempre o consideraram um « Velho do Restelo »...

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