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Diário de Notícias: pobres copy-paste.

por Nuno Castelo-Branco, em 17.03.10

 

 

Bangkok, uma cidade com mais de 9 milhões de habitantes, capital de um país de 64 milhões. Uma manifestação que segundo as conhecidas "fontes bem informadas" contou com a participação de 40 a 100.000 participantes (!), arrebanhados em autocarros, camionetas de caixa aberta e comboios. Vindos do Issan, a província do nordeste onde ainda manda a cacicagem semi-iletrada e a soldo. Nas mochilas, uns saparots por descascar, as doces taeng-mo e malacós, umas tantas Singha e uma garrafita de Sang Thip para acompanhar as deep fried maraeng sat, o bar-b-q maa e o kao pad comprik-nam-pla a fornecer pela milionária organização do sr. Thaksin.  Tudo a cheirar muito a durien.

Enfim, quanto a participantes, tivemos um dia de Estádio do Benfica no seu pleno. O suficiente para o esfregar de mãos dos zelosos preenchedores de páginas ainda em branco.

 

Esta notícia, engendrada com todos os condimentos habituais, consiste num perfeito caso de desinformação acerca da realidade política e social na Tailândia. 

 

O Diário de Notícias, autodenominado jornal de "referência", cai uma vez mais no imediato copy-paste teleguiado por certos interesses bem localizados em Bruxelas e Pequim.

 

Pobres diabos.

 

A realidade é bem diferente.

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publicado às 15:49


3 comentários

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De Pedro Quartin Graça a 17.03.2010 às 20:06


Comentário por mim feito no "Albergue Espanhol":
"Luís Naves,
Acabado de chegar a casa constatei a celeuma existente sobre o meu post. Desconhecia em absoluto que era o autor da notícia do DN. Como bem diz não está assinada. Pensava, aliás, tratar-se de um despacho genérico da Lusa, o que seria natural uma vez que, como confirma, não estava assinado. Mas já que se identificou, tanto melhor. Agora todos podem saber quem é o seu autor. Quanto ao conteúdo da sua notícia, estranho a sua reacção já que em momento algum escrevo que é uma "besta quadrada". Aliás, esse tipo de terminologia não faz parte do meu vocabulário. Mantenho todavia a crítica que fiz ao (então) anónimo autor. Nem tenho razão para dizer o contrário do que hoje de manhã escrevi. Ainda que não vivendo na Tailândia como o Miguel Castelo Branco conheço-a suficientemente e com a profundidade bastante para (re)afirmar que o Luís Naves expressou uma opinião errada e, na minha perspectiva, perdoe-me a franqueza, tendenciosa. Quiçá influenciado por outros jornalistas internacionais já que, como diz, a mesma foi baseada em textos de outros jornais e nos despachos da agência France-Presse, além de peças da BBC. Quem lhe garante, Luís Naves, que as suas fontes são idóneas e estão a divulgar a verdadeira situação que se vive na Tailândia? Nestas coisas nada como estar lá, se possível, ou ou informar-se directamente e não basear-se em notícias difundidas através de terceiros. Mas quem sou eu para lhe ensinar como se deve, na minha perspectiva, fazer jornalismo...
As minhas afirmações baseiam-se, perdoe-me a imodéstia, no conhecimento pessoal que tenho do País, das minhas fontes fidedignas no local e do estudo da situação política internacional da área que faço desde há anos. Não necessito pois de lhe indicar outras fontes indirectas já que as tenho directamente.
Receba os meus melhores cumprimentos,

Pedro Quartin Graça"
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De Nuno Castelo-Branco a 17.03.2010 às 20:24

Isso mesmo, Pedro!
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De Pedro Quartin Graça a 17.03.2010 às 21:38

Complemento de resposta a Luís Naves publicado no "Albergue Espanhol":
"Para ser mais claro, caro Luís, vamos por pontos:

1. A BBC e a France Press não são, necessariamente, fontes credíveis. São media com prestígio mas cujas redacções europeias se revelam muitas vezes estranhamente(?) influenciadas por factores "externos", as tais redes do multimilionário Shinavatra que referi. Não se esqueça que Thaksin tem uma forte influência no Reino Unido e em França por causa do seus negócios, entre os quais o futebol.
2. Não há manifestações? Há, com manifestantes pagos e traduzidos de fora em camionetas alugadas pelos esbirros do ex-primeiro Ministro, sempre os mesmos, meses após meses, assim que "convocados".
3. Não há descontentamento? Por parte destes manifestantes sim. Genericamente não. O povo tailandês é pacífico e adora o seu Rei.
4. Os manifestantes não pedem a queda do governo? Claro que pedem, mas não é só deste, é de todos os que não forem favoráveis aos negócios do sr. Thaksin.
5. O Rei não teve qualquer queda de popularidade.Bastaria, aliás, que o Rei aparecesse, querendo em frente a estes manifestantes para que estes, sem qualquer indicação nesse sentido, acabassem com a manifestação. Aí se veria o respeito que, mesmo estes, têm pelo monarca.

Espero ter contribuído para o esclarecimento da situação.

Cumps,"

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