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De envergonhar TODOS os políticos!

por Cristina Ribeiro, em 06.04.10

Chego a casa na altura em que Henrique Garcia está a entrevistar um senhor desconhecido. Interesso-me pela conversa quando , soube-o depois, este empresário, Henrique Neto ( ? ) está a falar das contrapartidas dos grandes negócios, que países como a Holanda ou Espanha, tão bem têm sabido aproveitar, ao contrário de Portugal, e diz que o que está a suceder com a falta de contrapartidas na compra dos submarinos acontecera já com a compra de helicópteros, num governo anterior; por ter tido já essa experiência negativa, só depois de muita insistência embarcou nessa nova aventura: que agora seria diferente, ter-lhe-ão afiançado. Qual o quê? E conclui com a aterradora asserção de que os vários governos se encobrem uns aos outros. Porque será? pergunta Henrique Garcia, ao que o Dr.Neto responde que não será precisa muita imaginação para encontrar a resposta - só não a adianta porque não quer sair preso dos estúdios...

Mais acrescenta que, tendo sido candidato a deputado antes do 25 de Abril, quando deparou com " coisas destas " começou a chamar estúpidos e incompetentes aos políticos, até que um amigo o fez ver que essas pessoas não podiam ser todas estúpidas: obedeciam, isso sim, aos interesses próprios. E termina dizendo que depois do 25 de Abril essa coisa de "Interesse Nacional " desapareceu.

Como diria o saudoso Fernando Pessa: " E esta, hem! "

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publicado às 21:31


16 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 06.04.2010 às 23:14

Ora, Cristina, como se não soubéssemos!
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De Cristina Ribeiro a 06.04.2010 às 23:48

Claro que sim, Nuno. Mas é outra das poucas pessoas que vêm à televisão dizê-lo com todas as letras, para um grande auditório - dizer que isto está tudo esburacado!
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De Nuno Castelo-Branco a 07.04.2010 às 01:02

Mas... ele não era TODO militante?
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De Cristina Ribeiro a 07.04.2010 às 11:09

Não sei, Nuno. Ele foi entrevistado, só, enquanto empresário. Parece que foi deputado, mas antes do 25 de Abril - não ouvi a entrevista desde o princípio.
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De Cristina Ribeiro a 07.04.2010 às 12:21

P.S.Estive a investigar e parece que, afinal, ele era socialista: não era um dos meus " conhecimentos " :)
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De Nuno Oliveira a 07.04.2010 às 12:35

Cara Cristina,

Tem andado muito desatenta. O Henrique Neto aparece na TV, em média 1 vez por mês.

E sim, era um PS convicto. E não foi assim há tanto tempo que se "regenerou". Era um Socratista convicto também.

Quanto à mensagem em si, faço minhas as palavras do Nuno: qual a surpresa?
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De Cristina Ribeiro a 07.04.2010 às 13:28

Já vi que sim, Nuno, já vi que sim mas ver televisão é o último dos recursos para passar o meu pouco tempo livre- o que achei digno de nota foi o ele ter dito para um grande auditório que o interesse nacional é chão que já deu uvas- para muita gente é preciso que lho digam com todas as letras, e mesmo assim...
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De Nuno Oliveira a 07.04.2010 às 14:32

Em relação à TV dou-lhe inteira razão. Embora seja também um meio de saber o que se passa neste mundo. Chão que deu uvas? Creio que em Portugal foi sempre estéril. Não me lembro de uma verdadeira preocupação desta população. Todas as evoluções e revoluções foram elitistas. E a de Abril foi apenas a cobardia de alguns que não queriam ir para o Ultramar tendo-se escudado numa pretensa luta pela liberdade. Se por um lado foi boa, por outro lado trouxe-nos muitos dissabores e continuará a trazer...
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De Cristina Ribeiro a 07.04.2010 às 19:51

Com isso já não concordo, Nuno: Portugal teve, ao longo da história, muitos momentos dominados pelo interesse público - para mim, o maior paradigma é o nosso D. Nuno Álvares Pereira -; mas mesmo em tempos mais próximos de nós, ele norteou a acção de alguns homens - embora depois tenha havido um desvio, é inegável que o golpe de 28 de Maio de 1926 o teve em mente, face ao desvario então existente.
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De Nuno Oliveira a 07.04.2010 às 23:01

Cristina,
Analise verdadeiramente as acções dos povos. A maior parte foram num sentido porque... sim. Se os líderes contrários fossem mais convicentes teriam lutado de outra forma. Mais rapidadamente terá um levantamento popular para linchar alguém do que conseguirá para que não sujem as ruas.

Li um artigo do Vasco Pulido Valente em que reflectia sobre quem eram os políticos. A conclusão, na minha opinião acertada (e hoje faz mais sentido que nunca), era que não são mais do que o produto do povo que tiveram a sorte de estar no sítio certo na hora certa e tomaram a opção certa - falo do ponto de vista deles como é óbvio... e o que vemos não é nada auspicioso...
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De António de Almeida a 07.04.2010 às 15:25

O esquema de contrapartidas é perverso logo à partida. Seria preferível negociar tendo por base o melhor preço, o que permitiria obter uma redução de preço e certamente tratar qualquer negócio envolvendo dinheiros públicos com maior transparência. No entanto a prática existe em toda a parte, até mesmo em países como EUA e China. Mas já que existem contrapartidas, todos procuram fazer valer os seus direitos, Portugal é uma excepção, um mau exemplo a não seguir...
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De Cristina Ribeiro a 07.04.2010 às 19:57

Pelo que entendi da entrevista - e, como disse já, cheguei tarde, deu-se o exemplo de avanços tecnológicos noutros sectores, que a Espanha terá ido beber a países que lhe venderam não sei que materiais; se assim for, poderá trazer algumas vantagens, António.
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De Luísa Correia a 07.04.2010 às 16:23

Muito me surpreenderia, Cristina, que o «sistema de contrapartidas» fosse uma invenção e um exclusivo português. Desde logo, porque estranharia que, em Portugal, houvesse essa imaginação. Depois, porque a compra de favores é, com maior ou menor peso ou gravidade, uma prática universal.
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De Cristina Ribeiro a 07.04.2010 às 20:02

Luísa, como digo ao António, se forem bem conduzidas podem trazer vantagens, mas, como ele bem diz, estamos em Portugal...
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De mike a 07.04.2010 às 19:05

No further comments, Mrs. Cristina. :-/
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De Cristina Ribeiro a 07.04.2010 às 20:03

All right, Mr. Mike :)

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