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As atribulações do escudo.

por Cristina Ribeiro, em 21.05.10

" Segundo o expresso de 10.04.2010 em 1910 o defice era praticamente 0% e a divida cerca 60% do PIB. Com a I Republica o defice disparou para -10% do PIB e a divida para 70% do PIB. Só com com a chegada do Salazar ao poder chegamos a ter superavites em vários anos e a divida baixou para cerca 20%. Apartir de 1974 tanto o defice como a divida dispararam e em 2010 estão em valor bem superiores aos de 1910 e trajectoria ascendente. Deste ponto de vista quem governou bem Portugal? Numeros são numeros e ficam para a historia ". Deste comentário ao artigo do expresso resulta bem claro que factos são factos, e não há ficções que escondam a realidade - no mesmo sentido escreveu aqui um texto indesmentível o Nuno Fernandes.

 

( outra coisa são os defeitos que podemos apontar à II República, que para mim se resumem a dois: falta de liberdade, e não devolução da governação a quem de direito: o Rei )

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publicado às 16:39


7 comentários

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De António de Almeida a 21.05.2010 às 18:12

A questão não é assim tão simples Cristina, até poderia ter pertinência se considerarmos a Monarquia absoluta, que praticamente ninguém defende ao que julgo, com uma Monarquia constitucional, poderíamos ter hoje em Portugal o mesmo P.M. e ter conhecido os mesmos governos desde 1974, muito provavelmente a situação desastrosa do país seria a mesma. Existem outras variantes, como o fabrico de moeda abandonando o padrão-ouro, pressupostos que se teriam verificado independentemente da natureza do regime. Posto isto, estamos de acordo que a Iª República e o PREC foram das páginas mais negras da nossa História, mas os 35 anos de Democracia estão longe de brilhantes, só que os 48 de Estado Novo também não podem deixar alguém satisfeito. Posto isto, quando foi mesmo a última vez que Portugal teve razões para se orgulhar? Também não foi nos últimos anos da Monarquia...
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De Cristina Ribeiro a 21.05.2010 às 19:52

Certo, António, mas crendo piamente no patriotismo de um rei, com poderes de decisão ( não ele apenas, mas rodeado de um conselho de " homens-bons ", patriotas também, pelo que não obedeceriam a clientelas nenhumas ) reconhecidos por uma constituição, só posso crer que não permitiria nunca este regabofe , que temos desde 1974. Como sabe, o meu modelo de Rei constitucional é D. Pedro V, e com ele os partidos não faziam farinha. Só acredito numa monarquia assim.
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De António de Almeida a 21.05.2010 às 22:59

Mas terá de concordar Cristina, que os ventos da História não sopram nessa direcção, pelo menos na Europa, não falo nas Monarquias asiáticas, porque têm outras particularidades, mas na Europa não existe um só país onde a coroa tenha algum poder de decisão, apesar de serem sempre o garante da legalidade, mas não mais que isso. Pelo que apreendo do seu pensamento que tenho acompanhado ao longo dos tempos, deduzo que a Cristina não se revê em qualquer modelo actualmente existente.
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De Cristina Ribeiro a 21.05.2010 às 23:28

Em nenhum deles, claramente, António: a Europa está condenada à irrelevância de que falava António Barreto - a época dourada dos políticos de verdade do nosso tempo: Reagan, Thatcher, Helmut Köhl, foi-se, e ficámos entregues à bicharada.
Lá no fundo sei que estou a ser idealista, mas prefiro sê-lo a dizer Ámen a esta corja, até porque já cheguei à conclusão que eles se estão borrifando para os nossos esforços no pedido de um novo-rumo: fazem o que lhes dá na real gana, e pronto.
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De Cristina Ribeiro a 21.05.2010 às 23:32

... com a cumplicidade dos votantes, claro...
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De Daniel João Santos a 21.05.2010 às 23:38

bom... de qualquer forma, quem não gasta, não deve a ninguém.
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De Cristina Ribeiro a 21.05.2010 às 23:57

Tem razão, Daniel - foi um outro defeito da II República, e decisivo também ( esqueci-o, mas é assim que penso também ) - uma vez as finanças em bom estado, tinham de modernizar o país, em vez de deixar que estes patos-bravos o destruíssem agora.

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