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Moçambique no seu melhor

por Nuno Castelo-Branco, em 08.06.10

Dois trisavós, um bisavô, um avô, tios avós e primos enterrados na antiga Lourenço Marques. Avós, tios e tias avós, pai, mãe, tios primos e primas de várias gerações, todos, tal como eu e os meus irmãos, nascidos naquela terra. Interesso-me por tudo o que diga respeito a Moçambique.

 

Hoje, a sua valorosa selecção de futebol - com um guarda-redes que dará que falar - enfrentou a sua congénere portuguesa, num jogo de preparação para o Mundial da África do Sul. Na véspera, tive o prazer de ouvir o seleccionador moçambicano declarar a sua vontade de evitar qualquer tipo de lesão nos jogadores portugueses,  porque ..."no Mundial seremos todos portugueses". Nada de espantoso, pois conhecendo bem a característica generosidade dos moçambicanos, a afirmação foi proferida com toda a naturalidade e sem qualquer tipo de complexo politicamente correcto.

 

Mais sintomática foi a reacção da claque de Moçambique, quando já fora do estádio de Joanesburgo, abertamente confraternizou com os portugueses e agitando bandeiras, gritava sem cessar "Portugal! Portugal!"

 

São estas pequenas vinganças que atiram para a incineradora, resmas e resmas de discursos daquele tipo de indesejável gente que nos entra pela casa adentro à hora do telejornal. E entretanto, continuamos a ser exclusivamente europeus. Para quê?

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publicado às 21:57


2 comentários

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De Aeof a 09.06.2010 às 12:49

Dizem-nos que somos exclusivamente europeus porque acham que assim se legitimam por nunca terem perguntado aos africanos o que realmente queriam que fosse feito com os seus países aquando da independência. A nós foi-nos conquistada a liberdade e a democracia, má, com problemas, mas ainda assim uma democracia. A eles apenas lhes deixámos conflitos, guerra, pobreza e fome. Nunca lhes perguntámos se queriam ou nao ser portugueses ou a independência. Nunca houve referendo!

Acredito num Portugal europeu, e sinto-me europeu, mas sei que há coisas em nós que da Europa nos distanciam. Se somos mais pobres que o resto da Europa nao é porque nao somos como os demais, mas apenas porque pensamos que o que realmente somos é inferior, menos digno. Há um Mundo para explorar e que nos é próximo; e será aí que resida a nossa força...
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De Euro-Ultramarino a 09.06.2010 às 21:01

E a proverbial bofetada com luva de pelica aos descolonizadores exemplares e abrilinos em geral (marxistas e liberal-modernitos "). A Pátria Una, o Portugal do Minho a Timor, não era teimosia de um grande Homem, nem expediente para inglês ver, nem capricho utópico Era realidade vivida e sentida pela gente boa, simples, sem agenda oculta. E hoje, aqui e ali, são as atitudes e comentários como os deste seleccionador - e muitos outros que poderia elencar - que servem de testemunho do fundo da alma.
Um abraco.

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