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Para o Nuno Castelo Branco,

por Cristina Ribeiro, em 25.06.10

 

 

 Estação Central de Moçambique, sétima mais bela do mundo

 

agora que me parece estar melhor de saúde -ou, então, como explicaria este texto com que nos brindou há pouco?

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publicado às 23:02


5 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 25.06.2010 às 23:13

Obrigado, Cristina. Conheço-a MUITO bem, jamais esquecerei. Mas... a foto não aparece no blog. pelo menos, no meu computador, não! Bjs
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De Cristina Ribeiro a 25.06.2010 às 23:31

Continua a não ver? Se assim for, deve-se à minha aselhice :)
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De Nuno Castelo-Branco a 26.06.2010 às 09:40

Bom, agora já está, Cristina. Amanhã acaba a coisa, felizmente. Quanto à estação, não estou nada admirado. Sempre me pareceu lindíssima. Ora, compare-a com Sta. Apolónia, por exemplo. A de Lourenço Marques começou a ser construída nos tempos da "ominosa monarchia" de D. Carlos I. Inaugurada pelos "outros", como sempre...
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De Gastao de Brito e Silva a 26.06.2010 às 20:28

Foi mandada construir por o meu bisavô Alfredo Freire de Andrade que era então governador... aqui deixo uma breve biografia deste ilustre lusitano...

Nasceu em 19 de Dezembro de 1859, na Figueira da Foz, filho do vice almirante Bento Maria Freire d’ Andrade e de Amália Antas Tinoco, casou com Virgínia Pery de Linde de quem teve quatro filhos.

Frequentou, a partir de de 1874, a Escola Politécnica e a Escola do Exército. Cursou ainda a Escola de Minas de Paris, que concluiu, em 1888 tendo-se distinguido como melhor aluno estrangeiro do seu curso.

No fim do curso, em 1889, foi nomeado comissário geral de minas de pedras preciosas e de metais preciosos na província de Moçambique, aproveitando a oportunidade para recolher elementos para a sua carta geológica não só das minas de Moçambique, como também de Rande e de Joanesburgo.

Oficial do Exército na arma de Engenharia. Foi governador interino de Lourenço Marques em 1892 e 1895, comandou a campanha do Transvaal que delimitou a Sul as fronteiras de Moçambique, teve uma heróica actuação em Magul, com um punhado de soldado desbaratou 6500 vátuas impondo-lhes uma derrota avassaladora.

Governador geral de Moçambique desde 1906 e tendo exercido o cargo até 1910, tendo investido durante este período na construção de edifícios públicos, hospitais, faróis e escolas. Dentro destas últimas destacamos a criação da Repartição de Agricultura e Veterinária, a primeira Estação de Investigação Agronómica da província, oficinas mecânicas, entre muitas outras coisas. Realizou pois um conjunto de melhoramentos da província ultramarina mas sem auxílio da metrópole, apoiando-se apenas nos recursos obtidos por uma rigorosa economia na administração da colónia.

Em 1908 tornou-se professor da cadeira de Mineralogia da Escola Politécnica.
Manteve-se no governo de Moçambique até à implantação da República, data em que se demitiu, passando a dedicar-se ao ensino na Escola Politécnica, até perto da data de sua morte.

Entre 1911 e 1913, desempenhou o cargo de director geral das Colónias. Daí subiu à pasta ministerial dos Negócios Estrangeiros, em 1919 foi o delegado português à Conferência da paz em Versalhes em 1919, membro da Comissão dos Mandatos da Sociedade das Nações, presidiu em 1921 a comissão que negociou com África do Sul onde defendeu eficazmente os interesses do País.

Foi também presidente da Companhia dos Carris de ferro de Lisboa, lente da Escola do Exército, professor catedrático de Mineralogia e Geologia na Escola Politécnica de Lisboa, membro da Academia de Ciências de Lisboa, Secretário-Geral do Ministério de instrução Pública, Presidente do Conselho Superior de Instrução Pública, na qual foi empossado em Março de 1914, mantendo-se até 12 de Dezembro desse ano.

Fez ainda parte da Comissão dos Mandatos criada pela Sociedade de Geografia e do Bureau International du Travail junto da Sociedade das Nações.
Recebeu diversas condecorações, nomeadamente a comenda e o colar da Torre-e-Espada, a grã Cruz da Ordem do Império Britânico e a grã Cruz da Ordem da Coroa Bélgica.

Faleceu na sua residência na Estrada do Calhariz de Benfica em Lisboa, a 30 de Julho de 1929.
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De Daniel João Santos a 26.06.2010 às 22:35

Que belo edifício.

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