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Bossuet e a Golden Share

por Manuel Pinto de Rezende, em 09.07.10

Define assim Bossuet o poder arbitrário:

 

I-Os cidadãos nascem escravos e nenhum é livre;

 

II-Ninguém possui a sua propriedade, o príncipe controla as fontes de produção e nada se pode herdar;

 

III-O príncipe pode dispôr da propriedade dos seus súbditos de acordo com sua vontade e capricho;

 

IV-Não há lei para além da Vontade do Príncipe.

 

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publicado às 22:52


3 comentários

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De Anónimo a 10.07.2010 às 21:03

D. Rezende,

Naturalmente que o seu texto pede uma análise mais detalhada e até documentada.
Ressalvo esse aspecto, pois para além de mim não quero que mais ninguém me chame ignorante...

O Estado Sentido, sempre o disse e direi- é um blogue com «putos» que sabem escrever, que primam e se esmeram na forma e no conteúdo, independentemente da razão que cientifica ou empiricamente lhes possa subjazer.

Acha realmente que existe algum ser humano livre, livre no verdadeiro sentido da palavra?

Ninguém é livre nesta Terra, todos prestam vassalagem a todos, nos sentimentos, na profissão», na rua, em tudo. A escravidão nasce connosco e connosco parte....depois logo se vê.
Também é verdade que ninguém possui a sua propriedade...esta pode desaparecer de um momento para o outro...que a boa fé do «novo» proprietário pode mandar a usucapião ou o contrato ir dar uma volta...
A disposição da nossa propriedade é um direito limitado e garantidamente, apesar de constitucionalmente consagrada, é um direito ...diminuto...

Sim. O Príncipe manda. Dispõe. Ordena. Quem é o Princípe? O nome tem variado ao longo da história da humanidade e não me cinjo só aos senhorios - laicos e eclesiásticos - onde então a Justiça tinha duas «mudas de roupa»....falo do Princípe actual. Chamar-lhe- ia sociedade, pode ser a sociedade das massas - porque é essa quem verdadeiramente permite tudo, ora por receio, porque contrariamente ao que se pensa há efectivamente «exércitos privados de influências», ora porque .... é mesmo assim- o interesse dita mais alto e tem tanta importância na vida do Homem, como o ar que o mesmo respira.

A vontade tem efectivamente mais força que o próprio Princípe...
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De Manuel Pinto de Rezende a 10.07.2010 às 21:24

Educadinha,

por falar nisso, há dias no meu estudo de Administrativo descobri o verdadeiro soberano deste país.
Não é TC. É o interesse público. Basta a junta de freguesia de Arrolhos declarar a sua propriedade como interesse público, não há nada que os pare. Pedir a impugnação do acto? Boa sorte. Expropriar é tão fácil neste país, que de facto é de chamar o dto. à propriedade privada como uma benesse em vez de um direito.
Sei que a Educadinha tem mais anos que eu disto. Mas tal nunca me parecerá correcto.
Quanto ao resto...
Certos Príncipes despertam a Vontade...
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De Anónimo a 11.07.2010 às 03:51

D. Rezende,

Começa a ver as coisas. Mas sabe? O interesse público é a cosmética de luxo do ladrão autorizado - o executivo.

O TC, esse, é efectivamente o dono de Portugal. É só chamarem - no e aí vem ele, aos pulos, com o hino na boca.

Claro...que temos excelentes magistrados e digo-o sentidamente...mas ...como julgar, se por vezes, as normas, por causa das hormonas...sei lá bem...andam aos pulos?

Expropriações...apenas as há, porque a consulta pública nem sequer é do conhecimento do cidadão...um pouco como as citações editais...ou os autos de publicidade de venda de imóveis....vou sugerir aos cabeleireiros que passem a ter jornais do dia para leitura do cliente, em vez de termos que gramar com as revistas a anunciarem o filho do Ronaldo...o Capitão de Portugal!

Já lhe disse: diga os tipos que lhe ensinam Direito, que o ensinem a sério...as teorias são como as papas e os bolos. Prática, meu caro. Exija prática.

I am sleepy now, have to go.
i´ll see you

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