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Carlismo

por Manuel Pinto de Rezende, em 16.07.10

Alguma pesquisa na Internet e encontrámos informações mito boas sobre facções políticas antigas que se vão mantendo irredutíveis e fiéis aos seus princípios.

A umas o nosso juízo pode chamar antiquadas ou desde sempre falsas, mas a outras pode a sua resistência e nobre isolamento comover o coração mais empedernido.

 

Quando se pesquisa o carlismo é preciso ter em atenção a existência de duas organizações que reclama a herança histórica deste grupo:

 

O Carlismo de esquerda, socialista, federalista e auto-gestionário(?), anti-franquista e pró-dinastia de Borbón-Parma

 

O Carlismo tradicionalista, católico, pró-Doutrina Social da Igreja, anti-franquista, teimosamente indeciso quanto à dinastia reinante, fiel ao Dios, Pátria, Fueros y Rei, nasceu da saída de vários elementos do Partido Carlista devido à deriva socialista deste último, e ao que parece levando consigo o melhor da força intelectual do carlismo organizado.

 

Objeciones sobre la monarquía tradicional

La monarquía tradicional es absolutista
Un rey tradicional para ser rey, debe jurar antes las leyes, renovando así el pacto con el pueblo. Y tiene además el límite clarísimo de la Ley de Dios que no puede en ningún caso transgredir. Su poder está pues limitado, por arriba y por abajo. En cambio un parlamento liberal, al divinizar la voluntad humana según la soberanía popular puede dictar de forma absoluta las leyes más absurdas. Por lo tanto es más absoluto el poder de un parlamento moderno que el de un rey tradicional.

La monarquía tradicional es un sistema tiránico - En el modelo de monarquía tradicional el rey tiene la soberanía política, pero no pretende, además, tener la soberanía social. No trata de ser a la vez director y representante del pueblo. En cambio en el sistema liberal los partidos que ganan las elecciones son quienes gobiernan y son, a la vez, quienes controlan a su mismo gobierno. ¿Quién es aquí el tirano?No tenéis rey. - Tú tampoco. Actualmente esa magistratura del estado que llaman rey tiene unas funciones que nada tienen que ver con el origen etimológico de la palabra "rey" que viene de "regir", "gobernar". España no es una verdadera monarquía. Es una república partitocrática coronada.
Es absurdo que seáis monárquicos y no tengáis un rey
- Más absurdo es ser republicano y tener un rey. O ser fascista y no tener un líder carismático. Además un rey no se puede fabricar así como así. Los carlistas estamos legitimados para defender los derechos de una dinastía, pero no para inaugurar una nueva. Eso es cosa de todos los españoles, no sólo de los carlistas. ¿Por qué el carlismo no reconoce a don Juan Carlos como rey? - Porque afirma que es sucesor de una familia usurpadora. Porque don Juan Carlos fue nombrado "a dedo" por el general Franco. Porque don Juan Carlos no gobierna.

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publicado às 15:27


7 comentários

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De P.F. a 16.07.2010 às 18:53

Esses não interessam. Começa mas é a edificar o Manuelismo!
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De Carlos Velasco a 16.07.2010 às 20:36

Óptimo post a lembrar estas verdades inconvenientes. O pensamento revolucionário está presente até onde as pessoas menos suspeitam, como entre as correntes dominantes monárquicas e muito do que é percebido como sendo direita, como o liberalismo. Quanto à esquerda, nem vale ena falar.
A contrário de muitos monárquicos, não vejo países como a Suécia e a Holanda como modelos, e muito menos as suas casas reais, aliadas da plutocracia que está a destruir o Ocidente.
O mesmo digo das casas reinantes de Espanha e até da Inglaterra, país pelo qual nutro um sentimento muito positivo.
Gostei especialmente dos esclarecimentos carlistas acerca do que é (ou era) a monarquia tradicional. Há séculos pareceria absurda a ideia de um estado com poder até para impor costumes ao invés de se adequar a eles.

Saudações luso-tropicais.
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De Manuel Pinto de Rezende a 17.07.2010 às 00:55

Obrigado pelo comentário vindo de tão belas paragens!
Saudações luso-continentais!
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De Nuno Castelo-Branco a 17.07.2010 às 13:11

Compreendo muito bem a problemática colocada em termos conceptuais. No entanto, tenho a vaga suspeita de tratar-se de um tipo de monarquia onde o fuehrerprinz conduzirá o rei a uma subalternização do tipo de Vítor Manuel III. Com os resultados que se conhecem. O Lampedusa tinha razão.
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De Carlos Velasco a 17.07.2010 às 21:17

Caro Nuno,

Ainda não li todo o material do site dos carlistas e deveria investigar ainda mais, assim, o que escrevo não é mais do que uma reacção a uns poucos textos deles e ainda tenho mais perguntas que respostas.
É isto que de facto aconteceria (subalternização do tipo de Vítor Manuel III) se tal conceito fosse aplicado (pela metade) num contexto onde houvesse centralização política e submissão do poder militar a este órgão central. Mas acredito que não é nesse contexto que o princípio real em questão seria exercido. Só poderia ser numa sociedade ordenada a partir de um princípio descentralizador onde cada comunidade teria – e definiria – a sua auto-gestão, tal e qual na Idade Média, e só a política externa deste conjunto fosse submetida a um órgão parlamentar, com representantes dos municípios (nada de partidos), que deveria aprovar os impostos destinados às forças armadas, comandadas pelo rei. A atribuição deste rei é a defesa da soberania da nação e das leis tradicionais em todos as partes do conjunto. Ou seja, ele teria poderes negativos dentro da nação, podendo intervir, por exemplo, num município se este praticasse uma injustiça contra parte dos seus cidadãos ou aprovasse uma lei que fosse contra a tradição.
O importante seria encontrar o equilíbrio onde essas forças armadas fossem suficientemente fortes para garantir a soberania, contra agressores externos, e o rei contra o ataque de facções, sem que a força armada tivesse o poder de submeter a própria sociedade como um todo. Ela, no seu conjunto, deveria ser forte o suficiente para resistir a um rei usurpador que conseguisse que as forças armadas fossem mais fieis a ele que às leis do reino. O velho sistema de milícias e ordenanças é a chave para isso, na minha opinião.
Também há uma outra questão importante, que é o facto dum parlamento numa ordem deste tipo não ser mais do que um órgão consultivo, e não propositivo como nos dias de hoje. Ele teria somente poderes para rejeitar acordos externos, pedidos de aumento de impostos e fiscalizaria a acção do rei. Se este quebrasse a lei, poderia depô-lo e coroar um outro candidato, mas o princípio monárquico seria eterno pois é parte da lei à qual todos devem se submeter, a começar pelo rei. Um parlamento assim só reuniria em caso de necessidade, aos contrário dos que existem hoje, que aprovam centenas de leis novas todos os dias e se arroga até o direito de fazer leis que vão contra a tradição da nação que dizem representar, para não falar até da cedência de soberania.
Ao menos, ao invocar o princípio foralista, me parece que é a este tipo de solução que os carlistas ditos tradicionalistas se inclinam, ainda que não tenham expresso tudo isso de maneira explícita.
Só tenho reservas quanto à defesa que os carlistas fazem da Doutrina Social da Igreja. Eu sou mais tradicionalista que eles neste aspecto e prefiro a Igreja de São Tomás de Aquino, digamos assim, à Igreja ultramontana já infectada desse espírito moderno. Nesse ponto, penso que eles ainda estão um bocado infectados pelo espírito revolucionário. Cada comunidade que encontre as suas fórmulas para ordenar as relações de trabalho à maneira que mais convém ao tipo de economia que possui. Não acredito que um mesmo modelo possa ser bem sucedido em Trás-os-Montes, nos Açores e em Lisboa, isso é engenharia social.
Agora falta dizer o que seria a tal lei. Os carlistas defendem que ela deva ser a lei tradicional, ou seja, a lei de acordo com os princípios da nossa civilização. As civilizações se erguem a partir de religiões, isso é facto. (vou continuar num outro comentário)
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De Carlos Velasco a 17.07.2010 às 21:18

Uma revelação qualquer sempre precedeu a sua formação. Assim, é o cristianismo que deve ser a fonte da lei, e isso não é fundamentalismo, afinal, a civilização cristã absorveu todo o instrumental intelectual da antiguidade greco-romana e do judaísmo.
Em particular, penso que isso pode ser feito sem prejuízo da própria evolução das leis e das instituições, que deve existir pois não há sociedade humana perfeita. Querer cristalizar uma sociedade é também revolucionário, pois parte do pressuposto de que o ordenamento perfeito é possível, ideia que tudo pode legitimar. O importante é não se mudar nada que depois não possa ser desfeito no caso de se querer voltar atrás.
Mas confesso novamente que ainda precisaria ler com mais atenção o material dos carlistas para escrever com certezas e não somente a partir de impressões que umas poucas leituras permitem. Peço desculpas por não ser breve, mas a falta de tempo em impede de fazer uns cortes e correcções no texto.



Saudações luso-tropicais.

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