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Dicotomias o tanas

por Manuel Pinto de Rezende, em 20.07.10

É compreensível este post de jcd.

A verdade é que a Direita Caceteira que Renato Teixeira identifica, no seu blogue, existe de facto.

Uns mais liberais, outros mais conservadores, mas o esquema ideológico dos nosso bloggers da direita não anda muito longe dos neoconservadores e dos neoliberais, e o suposto pragmatismo esconce um amor pouco púdico pela real politik.

Com todas os erros terríveis do comunismo, é preciso dar o braço a torcer aos seus intelectuais: a sua rectidão e honestidade intelectual são imensos. Deles é difícil esperar dois pesos e duas medidas.

 

O que não se pode dizer o mesmo é da nossa blogosfera liberal e conservadora.

A posição de calhordas dos EUA, o primário pro-israelismo, e a ideia de que o livre-mercado é um sistema de mera prosperidade e não de justiça, bem como o amor às oclocracia aliado ao injustificado medo das revoluções.

 

Defender um estado militarista como Israel apenas porque é democrático e "liberal" (mais uma vez a teoria da defesa do mal menor) é tão ridículo como a recente cruzada contra o niqab e a burqa, que, de facto, se fica pelo problema da proibição do seu uso voluntário e a sua imposição obrigatória.

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publicado às 00:26


2 comentários

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De Osório a 22.07.2010 às 12:46

Se o os comunistas são coerentes, como conciliar os seguintes pontos do seu discurso:

1 - O 25 de Abril de 1974 representou a libertação do Povo e a chegada da Democracia.
2 - Países como Cuba ou Coreia do Norte são considerados democráticos.

É uma incoerência perigosa porque serve para enganar o Povo, fazendo passar a mensagem que se estivéssemos num regime comunista teríamos Liberdade, só porque o PC ajudou no derrube do Estado Novo. E é importante porque se os comunistas portugueses fizessem ideia do que representa realmente o Comunismo em termos de vivência em sociedade, talvez metade deles pensasse duas vezes antes de se dizer comunista ou votar PC.

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De Manuel Pinto de Rezende a 22.07.2010 às 18:06

Caro Osório,

Tendo em conta o funcionamento desses regimes, sim, eles são democráticos. Depende é da forma como o Osório define o termo. Se o confunde com liberalismo, liberdade, etc., então nesse caso não serão regimes democráticos.

Mas visto que a sociedade desses países está entregue à estrutura burocrática dos partidos, e são estes partidos que, por maioria electiva dos seus órgãos, elegem os Chefes de Estado, então pode-se dizer que, sob os auspícios de uma suposta Vontade Geral, o soberano da Coreia do Norte e o de Cuba chegaram ao poder por via democrática.

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