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" Ao Financial Times, o eng. Sócrates diz

por Cristina Ribeiro, em 20.07.10

que combate as dificuldades enfrentadas pela nossa economia e que tem total confiança nas reformas em curso. O eng. Sócrates diz que combate as dificuldades com coragem. O eng. Sócrates diz que não houve país tão reformista nos últimos cinco anos. O eng. Sócrates diz que o desempenho da economia nos últimos seis meses excedeu as expectativas e confia que o seu plano terá os resultados pretendidos. O eng. Sócrates diz que a reforma das pensões em 2007 tirou Portugal da lista de países com o regime de Segurança Social em risco. O eng. Sócrates diz que nenhum outro membro da União Europeia reduziu tanto a administração pública nos anos recentes quanto Portugal. O eng. Sócrates diz que Portugal foi o único país a rever as leis do trabalho no auge da recessão de 2008 e a enfrentar os sindicatos de modo a introduzir maior flexibilidade. O eng. Sócrates diz que as suas reformas na Educação levaram um computador portátil e o inglês enquanto segunda língua a todas as crianças da escola primária. O eng. Sócrates diz que em 2010 70% da electricidade nacional resultou de fontes renováveis. O eng. Sócrates diz que o contributo do Governo para a ciência tem sido absolutamente extraordinário. O eng. Sócrates diz que Portugal está em franco progresso.O eng. Sócrates, já o sabíamos, é uma máquina de produzir mentiras cabeludas, meias verdades, verdades inconsequentes e puros contra-sensos. Com o tempo, esse seu talento, o único que possui além do gosto arquitectónico, vem-se aprimorando. O que é natural: à medida que a situação afocinha, a retórica do "optimismo" exige uma distância crescente da realidade. Resta perceber a que distância poderá o eng. Sócrates chegar. Começa a suspeitar-se que o infinito é o limite. "

 

 

Comecei a lê-lo, com agrado, n'O Insurgente. A Alberto Gonçalves. E é sempre com agrado que leio as suas crónicas no DN.

No primeiro tema que hoje glosa, é-me inevitável não imaginar a conhecida lata com que o engenheiro aparece regularmente no ecrã a desfiar essa meada de aldrabices e trapalhadas, com o ar mais seráfico deste mundo, porque sabe que, ao terem-no reconduzido ao governo, há muitos portugueses crédulos. Mas repeti-las a um jornal como o Financial Times, será que o mesmo engenheiro esperava ter uma plateia de inocentes, facilmente enganáveis pela sua verve fácil de vendedor de banha da cobra?

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publicado às 20:11


2 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 21.07.2010 às 09:48

No meio desse texto, estão algumas verdades, a começar pelas mudanças na Segurança Social que os psd querem liquidar. Depois, a questão das renováveis que sendo caras, sofreram um enorme desenvolvimento e apontam para o futuro e criam um polo de conhecimento no país. São um facto reconhecido internacionalmente. O eng. Sócrates parece agora ter enveredado por uma política externa que vai mais ao encontro das nossas necessidades e que jamais devia ter sido abandonada pelo regime. Oportunismo do desespero? Podem dizer isso, mas não deixa de ser positivo.
Para mais, estamos todos fartos do discurso "da tanga" que é próprio desse bando de nadas que forma o psd. Se o o seu rival não é grande coisa, pelo menos não peca pelo excessivo pessimismo, antes pelo contrário, exagera na miragem. Sinceramente, nem sei o que pensar.
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De Luísa Correia a 21.07.2010 às 12:52

Também gosto imenso de ler o Alberto Gonçalves, Cristina. Não só pelo que escreve, como pela graça com que escreve. :-)

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