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Bloomberg elogia investimento de Salazar

 

A agência Bloomberg escreve hoje, quinta-feira, que o antigo ditador António de Oliveira Salazar poderia ser recordado como o melhor investidor que Portugal já teve, caso o banco central autorizasse o país a beneficiar das suas reservas de ouro.

Em proporção com o tamanho da economia, Portugal armazena mais ouro que qualquer outro país na Europa, a maioria do qual acumulada durante os 36 anos da ditadura de Salazar com poupanças e o dinheiro das exportações portuguesas, incluindo volfrâmio (tungsténio) e da indústria conserveira.

Segundo a Bloomberg, a valorização de 26% do ouro nos últimos anos faz com que Portugal detenha um activo cada vez mais valioso, ainda que seja um recurso ao qual um governo endividado como o português não pode recorrer, devido às leis que regem o Banco de Portugal.

"Com o aumento do preço do ouro, fica-se com ganhos acumulados, mas não se pode transformá-lo em dinheiro", declarou à Bloomberg David Schnautz, do Commerzbank AG em Londres. "É um colchão para um cenário extremo".

 

Aquele que tantos pretendem (des)qualificar - fascista para os esquerdinos, socialista para os liberais - continua a ser o único estadista português cuja política económica merece crédito internacional - em todos os sentidos que este termo possa ter...

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publicado às 22:56


6 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 22.07.2010 às 23:50

Estás enganado, Pedro. Isto destina-se a forçar o Banco de Portugal a mudar as regras e a certa gente poder assim, deitar a mão ao ouro. Já recorreram a tudo. Ora lê o meu post que vem já a seguir a este. Pois...
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De P.F. a 23.07.2010 às 04:40

Pois... Mas, não é a Bloomberg que está aqui em causa, Nuno.
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De Nuno a 23.07.2010 às 14:13

Sempre tive um grande interesse em História e nos mais de 800 anos de vida do nosso país não encontro muitas pessoas com as caracteristicas de Salazar. Na altura do 25 de Abril, aproveitando-se dos problemas geradas pela guerra colonial, os Comunistas a serviço do Comintern (Internacional Socialista) e os Socialistas (a serviço deles próprios, em muitos casos) fartaram-se de o denegrir. Como o povo não tinha termo de comparação acreditou em tudo o que lhes foi dito e agora passado tantos anos de governação "Democrata" JÁ PODEM COMPARAR E VER A VERDADE.
Contráriamente ao que aconteceu no Estado Novo, o que foi alcançado após o 25 de Abril apoiou-se no dinheiro enviado pela CEE (fundos de coesão) e em empréstimos. As próximas décadas vão ser gastas a pagar as dívidas com todos os juros acumulados.
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De Cristina Ribeiro a 23.07.2010 às 23:06

Que Salazar foi um grande Ministro das Finanças, é coisa que ninguém pode desmentir: viu-se o que ele conseguiu a partir do zero. Nunca houve outro igual.

( a meu ver poder-se-á questionar, isso sim, as intenções desse grupo cheio de secretismos )

( outra questão ainda é a de interrogarmo-nos se ele deveria aproveitar os recursos que, devido ao seu rigor financeiro conseguiu amealhar, para devolver Portugal a uma grandeza por que todos ansiavam ).
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De Nuno a 24.07.2010 às 04:26

Essa é outra das ideias mentirosas que os esquerdistas após o 25 de Abril venderam a toda a gente. Gostava de fazer um post sobre o assunto para por a questão a limpo, mas ia dar-me um bom trabalho e vou para férias daqui a 10 dias por várias semanas, pelo que não dá tempo.
Nesse post faria a revisão do muito que foi feito a nível de infra-estruturas industriais (cimenteiras, construção naval etc ), renovação urbano (bairro do Arco do Cego, exposição do mundo português etc), desenvolvimento da agricultura (campanha do trigo etc) e pescas.
Agora deve ter-se em linha de conta em cada uma das décadas a situação internacional e os recursos do país.
O Estado Novo herdou gigantescas dividas e nenhum apoio económico externo. Tudo o que foi feito foi com o nosso dinheiro, pagando a divida externa e amealhando ao mesmo tempo. Anos 30 a enorme crise económica internacional e a guerra civil espanhola, anos 40 a segunda guerra, anos 50 arranque do desenvolvimento industrial, anos 60 guerra colonial e embargo internacional ao nosso país. Apesar de tudo isto, em condições muito desfavoráveis fez muito mais que após o 25 de Abril. Esses, tudo o que fizeram foi com recurso a empréstimos que tem de ser pagos e apoios da CEE que como contrapartida deram cabo da nossa estrutura produtiva.
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De Cristina Ribeiro a 24.07.2010 às 20:21

Concordo com praticamente tudo, Nuno, mas sendo da Província ( aldeia, mesmo ) ouvi , e cheguei a assistir, a falta delas por cá. A eterna pecha portuguesa-a falta de uma política séria de municipalismo.

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