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Quando o próprio Fidel Castro admite que o modelo económico cubano já nem aos próprios serve. E uma ironia do destino que impede norte-americanos de participarem na experiência de mercado-livre que os cubanos estão a desenvolver, devido à política de embargo dos próprios EUA. Jeffrey Goldberg, da The Atlantic:

 

(imagem tirada daqui)

 

"I initially was mainly interested in watching Fidel eat - it was a combination of digestive problems that conspired to nearly kill him, and so I thought I would do a bit of gastrointestinal Kremlinology and keep a careful eye on what he took in (for the record, he ingested small amounts of fish and salad, and quite a bit of bread dipped in olive oil, as well as a glass of red wine). But during the generally lighthearted conversation (we had just spent three hours talking about Iran and the Middle East), I asked him if he believed the Cuban model was still something worth exporting.


"The Cuban model doesn't even work for us anymore," he said.


This struck me as the mother of all Emily Litella moments. Did the leader of the Revolution just say, in essence, "Never mind"?


I asked Julia to interpret this stunning statement for me. She said, "He wasn't rejecting the ideas of the Revolution. I took it to be an acknowledgment that under 'the Cuban model' the state has much too big a role in the economic life of the country."


Julia pointed out that one effect of such a sentiment might be to create space for his brother, Raul, who is now president, to enact the necessary reforms in the face of what will surely be push-back from orthodox communists within the Party and the bureaucracy.  Raul Castro is already loosening the state's hold on the economy. He recently announced, in fact, that small businesses can now operate and that foreign investors could now buy Cuban real estate. (The joke of this new announcement, of course, is that Americans are not allowed to invest in Cuba, not because of Cuban policy, but because of American policy. In other words, Cuba is beginning to adopt the sort of economic ideas that America has long-demanded it adopt, but Americans are not allowed to participate in this free-market experiment because of our government's hypocritical and stupidly self-defeating embargo policy. We'll regret this, of course, when Cubans partner with Europeans and Brazilians to buy up all the best hotels)."

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publicado às 00:28


6 comentários

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De Pedro Coimbra a 09.09.2010 às 09:00

Quero ver se a movida comunista vai dar conta desta notícia, ou se a vai mascarar como mais uma manobra imperialista.
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De Samuel de Paiva Pires a 11.09.2010 às 18:49

Pelo menos que eu tenha dado por isso, não se ouviu nada!
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De Carlos Velasco a 09.09.2010 às 10:05

Samuel,

Comunismo é uma doutrina de poder e não uma teoria económica. Só os idiotas úteis do comunismo, aqueles meninos ricos que andam de rasta e não tomam banho, acreditam nessa conversa de economia totalmente planeada e igualitarismo. O próprio Lenine, que sabia melhor do que ninguém como se toma o consolida o poder, foi o primeiro a provar o que digo. Bastará estudar a NEP - ou a China nos últimos trinta anos - para saber do que falo.

Cumprimentos.
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De P.F. a 10.09.2010 às 21:59

Bem observado. O comunismo de facto nunca existiu, simplesmente por ser contranatura à natureza humana. É errado classificá-lo como utopia, pois utopia é mais do que uma mera abstracção economicista e materialista.
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De Samuel de Paiva Pires a 11.09.2010 às 18:48

Bem visto, de facto, caro Carlos!
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De bom detective privado a 29.11.2011 às 02:03

Boas muito thx isto é extremamente bom... esta publicação é mesmo excelente, paxei a ser guest regular 100% do blogue... cumps

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