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Livro dos Mortos

por Nuno Castelo-Branco, em 10.09.10

Compreende-se bem a oposição à construção de uma mesquita a escassos metros do antigo World Trade Center. Não valerá a pena encontrarmos explicações para essa recusa, pois é absolutamente natural e caso se verificasse uma semelhante intenção cristã em qualquer local controverso no mundo muçulmano, a vindicta seria feita em termos bem diferentes de meras palavras ou queimas de uma compilação, que no Ocidente é tão universalmente pouco lida, como o Livro dos Mortos da antiguidade egípcia.

 

A ideia de queimar o Corão, faz o pleno das delícias paranóicas de gente sempre ansiosa pela propaganda que conduz à directa coacção física e moral. Embora calados, já poucos terão ilusões quanto à decidida política de colonização da Europa - a América está longe - por parte de uma minoria muito prosélita e que ansiosamente procura impor "leis diferentes para diferentes gentes", numa medievalesca re-interpretação duma velhíssima, repugnante, mas infelizmente esquecida história de mourarias, judiarias e de lugares para nazzarins.

 

O imbecil de Deus que pastoreia mais um duvidosíssimo rebanho de mentecaptos "protestantes" é um fiel e inconsciente aliado da turbamulta de tarados, sádicos torcionários e prepotentes senhores da religião e da guerra que pretendem submeter o "devasso Ocidente".

Queimar aquele amontoado de anacrónicas normas e estórias, é um precioso contributo para despoletar atitudes, contra aqueles que mais vulneráveis estão. Estes, por exemplo.

 

É deveras espantosa, esta norte-americana capacidade para a produção de avantesmas. No fundo, são perfeitos sucedâneos daqueles que abriram as portas a Tariq ibn Ziyad.

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publicado às 22:57


5 comentários

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De MIGUEL a 11.09.2010 às 22:04

Caro Nuno,
1 Peço que nao publique este comentario.
2 Reparei ainda hoje por parte de si e o seu irmao um grande anti americanismo que me deixa perplexo, nao que haja duvidas como sempre tem de haver. mas ja andei pelo mundo fora e da Europa uns apenas só menosprezam outros bem conhecidos trabalham todos os dias para a nossa eliminaçao.
Quais sao os outros? russos? chineses?
Os americanos talvezs nao conhecem Portugal mas tambem nao chupam o seu sangue. O nao vao pedir a paises lusofonos para falar inglês...

Um grande abraço aos dois
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De Nuno Castelo-Branco a 11.09.2010 às 23:30

Miguel, antes de tudo, sublinho o facto de ser decididamente pró-aliança com os EUA, no seguimento daquela outra, com o Reino Unido. Dito isto, creio estar livre para criticar aquilo que é óbvio. Sob o ponto de vista português - e aqui não partilho da habitual posição subserviente de Freire Antunes - , julgo que a atitude dos EUA ara com este antigo aliado, não é das mais leais. Nos anos 30, fomos pressionados para ceder um vasto território, para que uma comunidade pudesse erguer-se em Estado. Durante a II Guerra Mundial, o sr. Roosevelt pretendia dispor dos territórios ultramarinos a seu bel prazer. Durante ao período que antecedeu a guerra de África, conhecem-se também, as manobras de departamentos do Estado e de ramificações privadas, as "fundações", para a alienação portuguesa do Ultramar, em benefício de gente tão proba como Holden Roberto, por exemplo. O caso de Goa consistiu noutra indignidade, seguindo-se as pressões e boicotes após 1961 e até 1974. O caso de Timor vem a seguir. E o que dizer da disposição da base das Lajes, essencial à defesa do dispositivo NATO, sem que por isso, Portugal não receba as compensações substanciais que os filipinos, por exemplo, receberam com Subic Bay?
Ainda no Ultramar, instilaram abertamente a subversão, através de entidades de vária índole, desde missões evangélicas - uma terrível praga - até ao financiamento de grupos de "democratas" que acabaram por abrir o caminho ao que se sabe. Nem sequer nos acontecimentos de 1974-75, foram bastante lineares. O próprio Kissinger ponderou em abandonar-nos para Portugal servir de "exemplo".

Repito: sou favorável à manutenção de Portugal na NATO e à aliança com os EUA. As relações entre Estados radicam no mútuo interesse. O amor serve para outros cenários.
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De Anónimo a 12.09.2010 às 01:19

É Nuno! Já notei isso também e sabe afecta, porque simplesmente quando se é de«lá» ou os nossos são dos USA, não gostamos de ouvir ou de ver escrito que a América tem um capacidade para produzir aventesmas. Nem parece seu.
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De Nuno Castelo-Branco a 13.09.2010 às 09:29

Mas é mentira, ou simplesmente não devemos dizer ? Isto não serve apenas para a América.
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De José António Abreu a 13.09.2010 às 10:15

A capacidade dos EUA para a produção de aventesmas não é assim tão surpreendente. Considerando que são mais de 300 milhões de pessoas, o rácio de aventesmas por número de habitantes não deve ser pior do que noutras zonas do globo. O que as aventesmas norte-americanas conseguem é maior exposição mediática. (Em grande medida por causa de outro tipo de aventesma, que também temos por cá em abundância...)

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