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Afinal havia uma Play-Station!

por Nuno Castelo-Branco, em 27.07.11

Como ontem dizíamos, este parece ser um caso que traz para a realidade da rua, aqueles jogos com que muitos se entretêm no computador ou na play-station. Já o suspeitávamos e agora a coisa confirma-se. Com alguma dificuldade, vamos sabendo algo acerca de Breivik. Longe de ignorante, o norueguês leu, informou-se e procedeu a uma amálgama de dados, compondo-os de forma a adequar aquilo a que já apontámos como tradições do velho Norte, à realidade de uma Europa que é hoje muito diversa daquela que existia no final da II Guerra Mundial. Breivik não pode ser apenas aquilo que a imprensa tem designado como "fundamentalista cristão". Há elementos novos, difíceis de catalogar. Favorável ao aborto, bastante condescendente para com o sexo casual e pornografia, é um acerbo crítico do Papa "traidor" Bento XVI, sendos estes alguns dos elementos que podem de imediato ser apercebidos nos seus longos e por vezes confusos textos, colocados à nossa diisposição por alguém que os traduziu para o inglês.  Membro da Soilene, a loja de S. João da Ordem Norueguesa dos Maçons - a foto que corre o mundo é de 2010 - de Oslo e grande adepto de jogos  de RPG online e offline - World of Warcraft, BioShock e Fallout -, Breivik está muito longe de ser um imbecil semi-analfabeto. Decerto megalómano e fanaticamente crente num destino pelo próprio criado, é sem qualquer dúvida, um homem muito diferente daquilo que imprensa e advogados querem hoje fazer crer, remetendo-o para um caso de manicómio. Dados os embaraços causados por aquilo que declara - foge a quase todos os arquétipos atribuíveis ao extremismo tradicional e "é um nazi" pró-israelita e pró-cigano -, não nos admiremos muito se o caso rapidamente desaparecer dos noticiários. Não convém ao universalmente aceite. 

 

Entretanto, este texto do Combustões aborda o problema sob o prisma da incómoda verdade que tem de ser encarada. Aqui deixamos um curto excerto: 

 

"O homem da bomba de Oslo pode ser tudo, mas não é um tolo. É isso que incomoda, e como incomoda, há que defini-lo como "louco". Como os loucos são inimputáveis, a loucura é tratada em asilos e não há tribunal que a possa acolher. Estranho, mas talvez não, pois com o julgamento da criatura, com tanta filiação em boas causas e boas associações discretas, corre-se o risco de perder o controlo sobre a dita opinião pública (a opinião que se publica). Repararam, sem dúvida, que do coro inicial de indignações dos cátaros da "democracia" deu lugar ao coro de psiquiatras, psicanalistas, sexólogos e demais sacerdotes das religiões em prática. Estranho, depois de sa saber que, afinal, o homenzinho se afirma "sionista", "democrata, anti-nazista, anti-católico e anti-muçulmano."

 

 

 

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publicado às 14:50







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