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O que se passa com o CDS?

por Pedro Quartin Graça, em 21.01.12

Durante anos o CDS, ou o PP, no tempo dele, habituou-nos a um conjunto de princípios ou valores próprios. Essa tónica esteve muito presente nomeadamente durante o "consulado" de José Ribeiro e Castro. Não concordávamos com todos, como era evidente (a defesa do nuclear é disso um bom exemplo), mas respeitáva-mos a coerência das posições assumidas, nomeadamente na área da Família e as oportunas propostas apresentadas  no âmbito da agricultura. Foi tal postura que, enquanto fui deputado independente à Assembleia da República na X Legislatura me permitiu votar várias vezes ao lado dos centristas, o que fiz, inclusive por vezes contra a bancada em que me encontrava inserido e de forma descomplexada.

Ultimamente, porém, algo se passa. Não querendo entrar em questões de outra ordem que para aqui não são chamadas, é contudo notória e "evolução" do CDS para caminhos ou soluções que, para quem está de fora, como é o meu caso, não deixam de surpreender muito pela negativa. Foi o caso da votação, na passada 6ª feira, através da existência de um voto favorável da bancada do CDS-PP e de várias abstenções num projecto de alargamento do acesso às técnicas de PMA. Não era esta uma área em que o CDS se notabilizava pela coerência e a confluência de posições internas? Não era esta uma matéria cuja defesa, num passado não muito distante, era uma "imagem de marca" do CDS-PP?

Quando uma votação destas ocorre é sinal de que as coisas não estão bem. Como, aliás, já se tinha percebido no momento em que o Governo, com o inacreditável silêncio cúmplice dos governantes centristas (que assumiram compromissos morais noutra sede, compromissos estes que, ao contrário de outros, de secretos nada têm) deixou caír a anterior proposta governamental de eliminação dos 2 feriados de 1 de Dezembro e de 5 de Outubro para, agora, perspectivar, com a sua ajuda, a chocante manutenção apenas deste último. Perigoso este o caminho que o CDS decidiu trilhar. Fundamentalmente porque põe de forma decisiva em causa a confiança que o seu eleitorado lhe confiou, baseada esta em compromissos políticos, morais e éticos que, um a um, vão sendo rasgados. Até quando CDS?

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publicado às 13:14


4 comentários

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De Observador do CDS a 21.01.2012 às 17:19

E que dizer do silencio total do CDS, a partir do dia em
que entrou para o governo, relativamente ao crescimento absolutamente descontrolado da criminalidade a que se vem assistindo em Portugal?
Durante anos a fio foi essa uma  das bandeiras do CDS...de repente, abandonaram o tema e ninguem ouve uma palavra aos dirigentes e militantes do partido sobre esse problema. Pelo que se vai vendo tinham  razão os que diziam que as posições do CDS em matéria de criminalidade eram apenas demagogia mentirosa para caçar votos.
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De Anónimo a 21.01.2012 às 18:06

Indecente, até porque sabemos que o CDS é composto de mais de 80% de monárquicos. Ninguém se revolta, ninguém dá uma para a caixa?
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De teixeira a 21.01.2012 às 20:58

Hum, espero que Basílio horta e Freitas do Amaral, não tenham feito escola.
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De jahera a 22.01.2012 às 00:28

O cds perdeu o meu voto e não o recuperará. Votarei em branco.

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