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Já não era sem tempo

por Nuno Castelo-Branco, em 24.01.12

Via Facebook, chega-nos a notícia de o Presidente da República ter acabado de assinar o despacho que confere a Ordem de Mérito a S.A.R. a Infanta D. Maria Adelaide. 

 

Nascida naquela auspiciosa e histórica data de 31 de Janeiro, comemorativa da vitória da legalidade constitucional sob a prepotência e sedição desordeira, a Infanta não é propriamente uma "amiga e companheira" daquelas que faz o pleno e exclusivo das novas lendas e narrativas do nosso tempo. Naquela Senhora nada se supõe, não existem mitos, fotografias retocadas ou biografias maquinadas e capazes de granjear chorudas recompensas. Não, a Infanta é mesmo aquela que os testemunhos apontam, é autêntica.

 

Aníbal Cavaco Silva fez o que obrigatoriamente devia e não há que agradecer-lhe por isso, mas tão só notar que quebrou mais um tabu ciosamente cultivado durante décadas pelos antecessores sátrapas das II e II Repúblicas, sempre vendados a tudo aquilo que lhes pudesse embaciar o espelho onde obsessivamente teimam em viver. 

 

"A Infanta Dona Adelaide, cujo aniversário centenário se celebra no próximo dia 31 é merecedora da nossa humilde e insignificante gratidão. Será, talvez, a mais importante portuguesa viva."

 

Ordem de Mérito, aceita-se. Aníbal Cavaco Silva cumpriu a sua missão e Portugal por esta vez deve reconhecê-lo. Antes assim.

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publicado às 13:06


8 comentários

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De Carlos Velasco a 24.01.2012 às 13:31

Caro Nuno,

Permita-me discordar de si. Este regime não vale nada e não tem autoridade moral para reconhecer S.A.R. a Infanta D. Maria Adelaide. É ela, ao aceitar este pedaço de lata, que pode conferir algum prestígio a um regime que hoje só se mantém pela força.

Um abraço.  
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De Nuno Castelo-Branco a 24.01.2012 às 14:40

Carlos, de facto "eles" capitularam ante a opinião na net. Já é qualquer coisa e pelo menos, tiveram o discernimento de não conferir uma das Ordens mutiladas em 1910 (Cristo, Aviz, etc).
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De Carlos Velasco a 24.01.2012 às 16:20

Nuno,

O regime demonstra, sem dúvida, fraqueza com esse acto. Agora é hora dos Braganças demonstrarem força! Ao aceitar essa "condecoração" de um regime ilegítimo, que saqueia o povo e entrega a soberania a poderes externos, os Braganças, que representam o que de mais nobre há em Portugal, nos metem a todos num plano inferior ao dos opressores e ao mesmo nível de outros "condecorados", como o senhor Berardo, prestando um serviço a quem deve abdicar do poder. Ou se serve ao povo, e se busca o reconhecimento deste, ou se serve ao regime. Uma coisa exclui a outra.
É uma oportunidade única. Os espertinhos do regime estão convictos de que os Bragança aceitarão ingenuamente esse pedaço de lata, mas estou convito de que mostrarão de que raça são feitos e farão este tiro sair pela culatra. Se o fizerem, o povo os aclamará!
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De Felipe de Araujo Ribeiro a 24.01.2012 às 14:43

Caro Carlos,
Nao é que invalide nada do que diz o Nuno, mas... o seu comentário é certeiro e é tudo o que faltava dizer acerca deste reconhecimento.
Um abraço
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De Anónimo a 24.01.2012 às 15:08

Mas ele não deixa de ter razão.  Conferir-lhe o tal "pedaço de lata", é um reconhecimento. à força, mas um reconhecimento.
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De Carlos Velasco a 24.01.2012 às 16:21


Caro Felipe,

Esperemos que a providência guie os Bragança e não os deixe cair nesse engodo.

Um abraço.
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De Gungunhana da Silva a 24.01.2012 às 16:44

Que coisa, sempre contra tudo o que se move. A direitinha não vai a sítio algum com tanto azedume e suco gástrico. Dediquem-se à pesca, aos copos ou à oração sem obras !
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De FLV a 27.01.2012 às 16:26

Aqui está a ser condecorada a pessoa...não a familia Bragança.
Portugal tem ( e terá muito mais, espera-se) muito a agradecer  à familia Bragança...mas também tem muitíssimo a agradecer à Senhora Dona Maria Adelaide!

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