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Aniversário. Fim de férias.

por Cristina Ribeiro, em 31.08.08

Este dia, 31 de Agosto, significa o fim das férias, mas é também um dia de festa. Toda a família- pais, irmãos e sobrinhos-  vêm dos diferentes lugares onde passaram os últimos quinze dias,  para festejarem o aniversário de um dos nossos. Mais de trinta pessoas que  se  dizem:- "estás moreno, estás alto, o teu cabelo está  lindo..."  Um momento de reencontro, normalmente num restaurante à beira-mar, quase sempre num dia que desmente  as piores  previsões meteorológicas. Também hoje a tradição se manteve: o dia esteve esplendoroso.

Cruzam-se os dedos para que o cenário se repita no próximo ano.

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publicado às 22:06

Em destaque

por Samuel de Paiva Pires, em 31.08.08

Por ora, mais uma brisa de ar fresco no panorama da blogosfera lusa, o blog de Victor Ângelo, com os devidos cumprimentos.

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publicado às 15:45

Parabéns blogosféricos

por Samuel de Paiva Pires, em 31.08.08

Com as devidas desculpas pelo atraso à MP, cujo blog Eclético marca presença na blogosfera há já 5 anos.

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publicado às 15:16

Agradecimentos

por Samuel de Paiva Pires, em 31.08.08

 

(Repost daqui)

 

Quero agradecer a todos os que já anunciaram a mudança do Estado Sentido e/ou actualizaram os links, nomeadamente ao Carlos Miguel Fernandes, à Luísa, ao Luís Novaes Tito, ao António de Almeida, ao Réprobo, ao Jorge Ferreira, ao Gonçalo Pereira e Nuno Carvalho, à Vera Matos, à Xinha, ao Pedro Leite Ribeiro, à MP, ao Jumento, ao José Manuel Barbosa, ao Tiago, ao Demokrata, ao João Marchante, ao Rui Moio, à equipa do Corta-fitas, ao Carlos Barbosa de Oliveira, ao Euro-Ultramarino, ao Filipe Tourais,  ao Miguel Ângelo Valério, ao José Pimentel Teixeira, à equipa d'O Andarilho, ao Bruno, ao Pedro Guedes, à equipa do Arcadia, ao JCS, ao João Mattos e Silva, ao Miguel Castelo-Branco, ao Humberto Nuno Oliveira, ao Prosas Vadias,  ao João Quaresma, ao Joshua, à equipa do Fiel Inimigo, à equipa do Blasfémias, à Júlia Moura Lopes, à Ana Vidal, ao David Oliveira, ao Tiago Laranjeiro, ao João Pedro, à Maite, ao Bic Laranja, ao Rui Costa Pinto, à equipa do Geração Rasca, à Lady Bird, e ainda agradecer a referência e a preferência da Sofia Quintela.

 

Entretanto continuaremos a actualizar a lista, se por acaso nos esquecermos de alguém, apresentando desde já as nossas desculpas por eventuais lapsos, solicitamos que por favor deixem-nos um comentário ou enviem-nos um e-mail.

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publicado às 14:08

Às vezes é melhor estarmos sozinhos

por Samuel de Paiva Pires, em 31.08.08

Por vezes penso se sou eu que às tantas sou demasiado sensível ou paranóico. Por ora parece-me que não. Só sei que por vezes, isto é, na maioria das vezes, mais vale mesmo estarmos sozinhos em tudo e pouparmo-nos a certas desilusões em relação aos que julgamos nossos amigos, desilusões com as quais se torna difícil lidar e que nos desgastam mentalmente quando depois de muita dedicação nos sentimos quase traídos e recorrentemente mal tratados. Já estou habituado a contar apenas comigo, e é assim que devo continuar. Este ano vou-me esforçar para ir embora do país assim que terminar a licenciatura. Assim evito desgastar-me ainda mais. Estou farto de tudo isto.

 

Desculpem o desabafo intimista.

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publicado às 03:54

 Seguríssimo de teres passado um bom dia na companhia de amigos e com uma fabulosa jantarada tailandesa, apenas posso enviar este Feliz Aniversário, porque prenda, essa estás tu a viver em directo, no sítio e no momento exacto: repara que hoje em Bangkok, encontras-te em plena Revolução Popular e Monárquica! Gente simples, da rua, que não pertence aos habituais tugúrios secretos e dos amigos-irmãos do costume, rebelam-se contra a tentativa de normalização do Sião, à imagem do tubaronismo que bem conhecemos em alguns países do sul da Europa. Os magnatas da Bolsa, da imprensa e dos "negócios", estão a ser varridos por quem instintivamente percebe o que está a ser posto em causa. Enfim, estás a viver um 5 de Outubro ao contrário! Parabéns, Miguel, quem nos dera!

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publicado às 21:34

Regresso

por Samuel de Paiva Pires, em 30.08.08

Depois da Cristina, é agora a minha vez de regressar após o recuperar de energias necessárias para enfrentar a azáfama do ano que aí vem.

 

 

(imagem tirada daqui)

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publicado às 18:27

"Em política o que parece é"

por Samuel de Paiva Pires, em 29.08.08

Aprova-se uma lei que acaba com a prisão preventiva e incentiva ao aumento da criminalidade, com a ajuda mais ou menos aparente ou latente da comunicação social faz-se crer os cidadãos num panorama de insegurança generalizado, utilizando o mote do sentimento de insegurança aprova-se a criação de um cargo que centraliza e governamentaliza a investigação e o combate ao crime e logo de seguida volta-se a implementar a aplicação da medida de prisão preventiva. Daqui a uma ou duas semanas a comunicação social já não dará tanto destaque ao sentimento de insegurança. Daqui a um mês já pouco ou nada se falará sobre isso. Efectivamente, como diria Salazar, "em política, o que parece é".

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publicado às 18:04

...

por Nuno Castelo-Branco, em 29.08.08

 

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publicado às 17:29

De D. Pedro I (IV de Portugal)

por Nuno Castelo-Branco, em 29.08.08
Tal como o Hino da Carta, é da autoria de D. Pedro

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publicado às 17:26

A espionite que anda por aí... SMIERT SPIONEM!

por Nuno Castelo-Branco, em 29.08.08

 Agora decidiram inventar mais uma forma de controlar e coagir as pessoas, ao mesmo tempo que se aproveita a ocasião para mais um imposto indirecto. Refiro-me, claro está, ao anúncio da obrigatoriedade de um chip nas matrículas automóveis, alegando-se com razões de protecção da propriedade e da segurança. Apesar de compreender o rol de argumentos apresentados, ocorreram-me logo outros nada desdenháveis e que me convencem de imediato na necessidade de garantir a privacidade dos cidadãos: assim, este famoso chip deve ser facultativo. Os proprietários dos veículos, devem ser os únicos a decidir acerca da segurança dos mesmos. Se a este chip adicionarmos o uso generalizado do código de barras e dos cartões de crédito, aí temos um futuro nada risonho de controle absoluto sobre a vida de todos. E, sinceramente, não sei por que razão os funcionários dos departamentos do Estado, terão que saber  tudo acerca da nossa roupa interior, dos nossos alimentos preferidos ou até dos livros que compramos.

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publicado às 15:56

Putin e Bush: o diz que diz que...

por Nuno Castelo-Branco, em 28.08.08

 Provavelmente com razão, Vladimir Putin acusa os EUA de terem provocado o actual conflito que opõe em confronto bélico a Rússia e a Geórgia (1). Antigo agente dos serviços secretos soviéticos, o "primeiro-ministro" russo conhecerá profundamente todos os meandros da política que outrora opunha a defunta URSS e os americanos e assim, a sua constatação pode ter alguma razão de ser. Quando da implosão - forçada pela derrota na corrida aos armamentos de tecnologia avançada - da União Soviética, o mundo mudou radicalmente na correlação de forças e se num primeiro momento vivemos o inverno de 1989 sem inimigos, essa doce ilusão da extensão da democracia a todo o planeta, esfumou-se diante da cruel realidade dos interesses da superpotência remanescente e daquelas outras outrora poderosas metrópoles, irreversivelmente relegadas para um segundo plano no âmbito da grande política internacional. Afinal, a hegemonia ou pax americana que se adivinhara quando do estrondear do foguetório diante do Reichstag no dia da reunificação alemã, durou apenas três lustros.

 

Os erros foram-se acumulando no campo vencedor da Guerra Fria. Embora anexando novos membros para a sua periclitante Comunidade,  Europa não se fortaleceu como voz audível nos centros de decisão mundial, nem se prevê que tal possa vir a acontecer, dadas as evidentes clivagens sem solução, um  dado irreversível da nossa história já milenar.  A Rússia, mantendo intacto e no poder todo o funcionalismo outrora conhecido como Nomenklatura, foi relegada para o estatuto de país de terceiro mundo, fonte propiciadora de apetecíveis matérias primas e de mão de obra barata. Com o petróleo a preços baixíssimos e eclipsada a economia fortemente colectivizada - e em ruínas, diga-se - viu apodrecer a sua magnífica frota inactiva em abandonados portos, desesperou com a fome de milhões e com o ressurgir da praga mafiosa, afinal uma directa herança da organização PCUS que despoticamente esmagou o país durante quase oitenta anos. No entanto, o colosso do Leste tem um peso incomensuravelmente maior que todos os seus antigos satélites em conjunto e sobretudo, manteve intacto um vivo espírito nacionalista que repudiou a evidente falta de respeito e o desprezo que os seus antigos e temerosos adversários  passaram a dedicar-lhe.

 

A administração norte-americana - nossa inevitável aliada -, agravou esses erros, quando pretendeu intervir directamente no território de antigas repúblicas componentes  - muito teóricas, em abono da verdade - do Império Russo. Jamais existiu qualquer império do Cazaquistão ou da Quiguízia, na verdade meras conveniências decorrentes das catilinárias do marxismo-leninismo internacionalista, a confortável capa do férreo poder imperial de Moscovo.

 

Os EUA não só forçaram a entrada na periferia da Rússia, como também pretenderam intervir dentro dos limites da velhas fronteiras pré-1917, uma clara ingerência nos assuntos internos do país, segundo o ponto de vista da esmagadora maioria dos russos. Os erros de 1942-45 repetiram-se e pior, ganharam contornos de opressão e de exploração económica com laivos de colonialismo, num momento em que os próprios aliados da NATO iniciaram uma nítida clivagem interna no apoio ou não, à política gizada por Washington.

 

A derrota no Iraque e o atoleiro afegão. As delongas no encontrar de uma situação satisfatória para o problema israelo-palestiniano. O clamoroso erro da liquidação das velhas políticas de quotas de importação nos mercados asiáticos, quotas estas que equilibravam mesmo que artificialmente, as permutas e a produção industrial do Ocidente e dos mercados ditos emergentes.  A má imagem transmitida a todo o planeta, agora receoso dos falcões do radicalismo protestante-religioso dos neocons da administração republicana. Enfim, a lista de erros, más interpretações da realidade e sobretudo, o escandaloso desconhecimento acerca dos interesses vitais dos parceiros, criaram a actual situação que como tem sido propalado pela imprensa, parece conduzir-nos a uma outra Guerra Fria, precisamente no momento em que os russos podiam finalmente regressar à Grande Europa da qual tinham sido arredados em 1918.

 

Se George W. Bush está a alguns meses do fim do seu mandato sem honra nem glória, a hipótese - porque se trata ainda de uma hipótese - de Barack Obama, não deverá modificar de sobremaneira a actual situação calamitosa. E isto, porque os interesses das grandes companhias energéticas, de armamentos e financeiras, controlam os mais importantes dossiers do Estado norte-americano. O presidente muito diz, mas como ente solitário na Sala Oval, pouco pode (2). Não tenhamos ilusões, pois a crise continuará dentro de semanas. 

 

(1) Portugal deve rigorosamente seguir a acertada política em que enveredou no caso do Kosovo: não reconhecer qualquer independência, nem negá-la, ignorando os acontecimentos. Estaremos assim preparados para qualquer eventualidade a ocorrer no país vizinho. Os conflitos continentais não têm qualquer relevância ou directo interesse para Portugal e a justiça deverá ser salomónicamente equitativa. 

 

(2) É esta umas das razões, entre muitas, porque fui, sou e serei sempre monárquico.

 

 

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publicado às 23:04

Regresso

por Cristina Ribeiro, em 28.08.08

Breve estada na cidade. Se não soubesse que faltam apenas três dias para voltar ao lufa-lufa do resto do ano, veria que tudo se empenhou em mo fazer recordar: as nuvens, que andaram desaparecidas nestes últimos tempos aí estão, pincelando aqui e ali o céu, que, no entanto, persiste em manter retalhos de azul, avivando a nossa esperança num último fim-de-semana em férias ainda de Verão.

As estradas estão já cheias de carros, e de condutores apressados.

Mas o sinal mais definitivo desse regresso é o ver bandos de estudantes barulhentos, que preparam o retorno à Universidade, daquela maneira que lhes é tão peculiar, e ameaçou o meu sono durante toda a noite.

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publicado às 12:42

O Despacho de Ems

por Nuno Castelo-Branco, em 27.08.08

 

Em 3 de Julho de 1866, a Prússia saía surpreendentemente vitoriosa da batalha de Koniggraetz (Sadowa) e os seus exércitos deixaram os austro-húngaros à mercê de uma paz draconiana  imposta por um triunfante Bismarck. Conhecedor  da realidade do equilíbrio de poderes entre as grandes potências, o Chanceler de Ferro contemporizou com os vencidos e conseguiu atrair Viena para um modus vivendi na Europa Central, propiciando aquela que seria anos mais tarde, a Dreikaiserbund. Aprendera a lição de Metternich no Congresso de Viena, quando uma França derrotada e responsável por vinte anos de guerra na Europa, foi tratada com equidade e moderação.

 

Este curto prólogo explicita de forma sucinta, a abissal diferença entre a qualidade dos homens políticos da velha Europa, com aqueles que hoje regem os destinos de um mundo mais plural e infinitamente mais perigoso. As sucessivas administrações norte-americanas, parecem totalmente obcecadas pelo seu estreito servilismo diante dos grupos de interesses que sustentam o verdadeiro poder da potência global, fazendo tábua rasa das mais elementares regras da diplomacia que antes do mais, deve ter como sólido alicerce, o perfeito conhecimento dos potenciais adversários, das suas forças e fraquezas e dos seus interesses vitais. Nada disto parece interessar de sobremaneira e assim, os erros vão-se fatalmente acumulando, podendo num futuro não muito distante, criar uma situação irresolúvel  numa região essencial para a segurança do Ocidente e do qual a Rússia é hoje parte integrante.

 

Os argumentos hoje esgrimidos pela Secretária de Estado Condoleeza Rice, desmentem escandalosamente todo o articulado ainda há pouco aplicado ao caso do Kosovo, quando a situação apresenta flagrantes similitudes. Isto deixa a descoberto a duplicidade da superpotência nossa aliada, causando embaraços a todos os membros da Aliança Atlântica. O regime de Moscovo vê assim perfeitamente validada toda a sua acção no Cáucaso, podendo até ir mais longe, argumentando com o princípio das nacionalidades, outra panaceia copiosamente aplicada por outro inábil do século passado, o senhor Woodrow Wilson. A história também parece repetir-se, quando um navio americano que se dirigia a um porto georgiano, decide - decerto com instruções superiores -, retroceder e não desembarcar "ajuda humanitária". Enfim, o bom senso parece finalmente prevalecer.

 

Ao contrário daquilo que se passou naquele famoso e já distante jantar em Ems, já não existe um único Bismarck apto a redigir um Despacho despoletador de uma guerra. E mesmo que por absurdo se encontrasse um grande homem no comando em Washington, simplesmente não podia redigir qualquer Memorando num pedaço de papel. Os tempos são outros e os recursos bélicos impensáveis, pois os efeitos da sua utilização são sobejamente conhecidos e temidos.

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publicado às 17:39

Mas que MERDA é esta?

por Paulo Soska Oliveira, em 26.08.08

Desculpem-me os nossos leitores mais sensíveis, mas apenas consigo mostrar a minha mais TOTAL estupefacção perante o cenário de faroeste que a Comunicação Social nos apresenta.

 

Sentimento agravado quando se vive fora do 'burgo'.

 

Com notícias de que em Loulé, os agressores de 2 GNR ficam e liberdade a aguardar julgamento, pessoal baleado por tudo e por nada, bombas de gasolina assaltadas dia sim-dia sim, carjackings...

 

Mas afinal onde estamos?

 

Porque razão não pode a polícia ser reforaçada em meios?

E qual a razão da culpabilização da polícia? Porque carga de água é que um assaltante violento sai em liberdade e um polícia que limpa o sebo a esta gente asquerosa é olhado pela sociedade como um vilão, sendo sujeito a procedimento disciplinar? Mas que POUCA VERGONHA é esta?

 

E o governo Xuxa tem o desplante de dizer 'tudo vai calmo no burgo'?

Meus senhores... saiam de casa sem a polícia à porta que logo verão a 'segurança'.

 

Estou quase a defender a inclusão da Segunda Emenda na Constituição Portuguesa...

 

Revolta. PQP!

 

 

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publicado às 10:25

A propósito do post de João Quaresma

por Nuno Castelo-Branco, em 26.08.08

 

O post de João Quaresma no "Regabophe", coloca-nos perante a questão fundamental quanto ao (in)sucesso das sucessivas delegações portuguesas aos Jogos Olímpicos. Se procedermos a um sucinto trabalho de pesquisa, não tardaremos em concluir que os países mais medalhados  em termos mais abrangentes de todas as modalidades - ou das mais importantes -, são exactamente aqueles que têm uma longa tradição no campo da educação física. Assim, não é estranho que a Alemanha, a Inglaterra e a generalidade dos países do norte da Europa consigam grandes feitos nas mais prestigiadas provas, desde a natação á ginástica, esgrima e atletismo. É um trabalho de formação cultural de gerações e neste domínio, o nosso país ainda está ainda na infância. Todos os recursos disponíveis são aparentemente dedicados ao futebol, actividade que se tornou numa indústria onde os interesses políticos e económicos são dificilmente destrinçáveis do desporto. A alienação é por demais conhecida para procedermos a mais comentários, mas nesta matéria, apenas desejo deixar algumas questões para os especialistas.

 

1. Porque razão, sendo Portugal um país com escassos recursos financeiros, foi permitida a construção de uma enorme quantidade de novos estádios de futebol, onde não existe qualquer possibilidade da sua utilização e aproveitamento para outros desportos? Assim, não seria possível reconverter alguns dos menos utilizados - o Estádio do Algarve, por exemplo - para a prática ou estágio de outro tipo de competições? Seria então possível propiciar melhores condições de treino, isolamento e concentração dos atletas, racionalizando-se recursos, entre os quais o tempo não é factor menosprezável.

 

2. As provas olímpicas deixaram há muito, de ser fruto da "carolice" deste ou daquele fulano, ou do amadorismo de uns quantos obcecados por medalhas. Tornaram-se num vital assunto de prestígio para as nações, de promoção de países e da sua clara visibilidade em termos globais. Desta forma e adequando os recursos financeiros às especificidades/capacidades físicas das gentes, não nos surpreende observar como a Etiópia - país com mutíssimas mais dificuldades financeiras que Portugal -, arrecadar uma honrosa colecção de medalhas de ouro olimpíada após olimpíada.  O mesmo se poderá dizer do Quénia, Zimbabué (!), Jamaica, Trinidad e Tobago, Eritreia, Cuba,, etc.  Esta lista torna-se demasiadamente embaraçosa e quanto a isto, o C.O.P. deverá ser chamado às suas responsabilidades. Na verdade, estas modalidades obedecem a critérios muito rígidos de profissionalismo e total concentração, não sendo estranha a presença constante de instrutores/psicólogos que acompanham os atletas caso a caso. Tem sido investido muito dinheiro público na preparação de atletas, mas tal não é suficiente para o êxito nas grandes competições, porque salta à vista a falta de preparação psicológica da nossa gente, alastrando este problema ao próprio "menino de ouro" do desporto nacional, o futebol: nos momentos cruciais, verifica-se o curto-circuito e um súbito e incompreensível desmoronar da vontade. A propósito desta última palavra, lembremos o título que Riefenstahl deu ao seu filme dos Jogos de Berlim, ou seja, "O Triunfo da Vontade".  É disto mesmo que se trata.

 

3. A educação física. É certo que os portugueses de 2008 são bastante mais altos e robustos que os seus antepassados do início do século XX, mas muito há para fazer. Sem querer iniciar qualquer polémica acerca das características ou aptidões físicas dos indivíduos, temos de reconhecer que a constante e habitual prática de desporto inevitavelmente trará sensíveis transformações  - e aptidões físicas - ás gerações vindouras. As aulas de Educação Física nas escolas sempre foram o "parente pobre" de todas as outras disciplinas e pecam sobretudo, por falta de tempo. Uma ou duas horas semanais são totalmente insuficientes para a formação do espírito de equipa e de vontades para a competição com outrem. Assim, percebemos o porquê da atenção dos regimes totalitários às organizações de juventude. No entanto, creio que em democracia poderíamos colher ainda mais benefícios de um melhor enquadramento das camadas mais jovens, pois a obrigatoriedade  inseparável daquele tipo de regimes, seria na escola democrática, substituída pela negregada disciplina. A disciplina não pode ser encarada como repressão, fonte de abuso de poder e outras falácias dos agentes do politicamente correcto. Sem disciplina, não existe aproveitamento em qualquer matéria a leccionar e infelizmente, os senhores da Situação ainda não ousaram passar o Rubicão. A escola deve ser revista de forma global, desde a primária ou até mais cedo, instaurando-se de vez com a normalidade. Não existe no mundo país mais democrático que a Inglaterra, onde os alunos são identificáveis pelo uniforme, onde existem actividades extra-curriculares amplamente participadas e sobretudo, onde é possível incutir aquilo que foi e é o grande falhanço da república: o civismo. Reveja-se o que foi feito na África Portuguesa dos anos 50, 60 e 70 e poderão ter uma ideia do enorme progresso aí alcançado.

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publicado às 02:17

Ainda as "olimpíadas"

por Nuno Castelo-Branco, em 26.08.08

No final do Século XIX, a educação física foi uma das "modernices" que o rei Dom Carlos se esforçou por introduzir em Portugal, também aqui querendo tirar o país do atraso cultural.

 

(João Quaresma, em Regabophe)

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publicado às 01:47

«Em Companhia do Sol»

por Cristina Ribeiro, em 26.08.08

"A armada da Índia partiu com o vento favorável.

Ao abandonar o litoral português, as cinco naus entraram no mar aberto. Francisco Xavier reparou então no raro encanto do ilimitado".

 

Excerto do livro de Jesús Sánchez Adalid,  que me tem empolgado nestes últimos dias de férias. Nele, o escritor espanhol relata, numa escrita atraente, a vida do apóstolo do Oriente, detendo-se com especial ênfase na acção que empreendeu na Índia Portuguesa.

                        A grandeza da alma do missionário está bem presente ao longo das 336 páginas, ele, que sempre tomou como suas, e delas fez fé, as palavras que  Inácio de loyola lhe dirigiu: "De que serve ao homem conquistar o mundo, se no final perde a alma?".

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publicado às 01:29

Férias são férias

por Samuel de Paiva Pires, em 25.08.08

Passo por aqui só para dizer que a minha ligação móvel tem uma cobertura fraquíssima onde me encontro, as constantes páginas em branco quando estou a tentar colocar algum post ou comentário desgastam-me inutilmente, pelo que domingo ou segunda-feira, já de regresso à capital, voltarei aos posts e comentários.

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publicado às 23:16

Imaginemos esta gente com armas de fogo nas mãos...

por Nuno Castelo-Branco, em 24.08.08

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publicado às 23:18

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