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Venha o 2009!!

por João de Brecht, em 31.12.08

 

 

 

Que o ano que se aproxima nos traga tintas e pincéis para que possamos começar a pintar o mundo de cores mais alegres. Desejo as mais sinceras felicidades a todos os conselheiros e visitantes desta família Estado Sentido.
 
Hoje a noite é de festa, divirtam-se!
Um próspero ano novo, amigos!
 
Um beijo especial à Filipa Kahn, que levou parte de mim para o meio da neve...

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publicado às 18:14

Chegam os amigos;

por Cristina Ribeiro, em 31.12.08

cada um deles traz o seu  contributo para a ceia.

No leitor, Nat King Cole vai aquecendo o ambiente, que trataremos de não deixar arrefecer, deitando achas na fogueira da amizade.

Depois virão as rabanadas e os formigos, num crescendo de doçura.

                         Tudo regado com vinho do quente Alentejo.

 

Quando, há momentos, abri a porta do frigorifico, para que uma amiga lá deixasse um bolo, disse-lhe: nunca ele esteve tão cheio, ao que ela replicou: é um bom prenuncio...

 

       Que as uvas, aqui ladeadas pelas tão da época maçãs da-porta-da-loja, vos tragam coisas boas no Novo  Ano!...

 

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publicado às 15:47

Boas Entradas!

por Samuel de Paiva Pires, em 31.12.08

A todos os nossos leitores e amigos que durante o ano de 2008 por aqui passaram desejamos uma excelente entrada no ano de 2009! Assim que regressar a Lisboa volto à habitual lida blogosférica! Peço desculpa por não ter feito nenhum balanço pormenorizado em relação ao blog, mas aqui fica a nota de agradecimento a toda a equipa e a todos os leitores que contribuíram para que o E.S. se tornasse o que tornou hoje em dia. Boas Entradas!

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publicado às 14:03

Fim do ano de 2008

por Nuno Castelo-Branco, em 31.12.08

 

Em 1931, no preciso dia em que Afonso XIII abandonou o Palácio do Oriente e foi proclamada a 2ª república espanhola, as áreas circundantes da antiga sede do Estado e os próprios jardins, conheceram um outro tipo de utentes. Madrid obtinha assim, mais um polo de atracção para o exercício da mais velha profissão do mundo. Criara-se aquilo a que se chama um novo "estado de coisas", ou melhor, um "certo estado de espírito".  Uma área que fora ao longo de séculos interiorizada por todos os madrilenos, como pertencente ao domínio sacralizante próprio de um altar da pátria, tornara-se no perfeito símbolo de uma época onde o desvario propiciado pelo escamotear de toda e qualquer regra, pressagiava o fim de uma época. 1936 consistiu apenas no epílogo.

 

Vivemos um momento conturbado e poucos duvidarão da impossibilidade manifesta de um ridente futuro. Portugal há muito perdeu o Império, a antiga CEE reconvertida em UE é a desilusão que adivinhávamos e sem recursos naturais e uma indústria esmagada pela concorrência, não se vislumbram soluções possíveis para uma crise que antes de ser económica, é anímica. Portugal perdeu o fôlego e desta vez, é um facto cujo único precedente remonta a 1580. Ao contrário dos ribombantes Finis Patriae de há cem anos, hoje a situação apresenta-se  como praticamente insolúvel. A estrutura do próprio regime encontra-se minada pelas contradições decorrentes de um passado recente, onde se conciliou o inconciliável, pactuando-se uma partilha do poder que acabou na acefalia. O chamado consenso, que sempre significou a cedência naquilo que para cada um dos contraentes era essencial, arruinou a coerência da organização institucional, desordenou a economia e estiolou recursos, sempre em benefício de uma partição equitativa entre os detentores do exercício da soberania do Estado.

 

Dizem então que não existirá uma solução possível e nisto estamos em desacordo. Existe e depende apenas da vontade de querer. Simples revisões constitucionais, com um novo distribuir de funções e atribuições entre os órgãos, não são passíveis de consagrar um início do necessário processo de revitalização do corpo nacional. Os nomes serão decerto os mesmos e a simbologia inerente à existência da entidade Portugal, permaneceria imutável. Tornar-se-ia assim, num simples render da guarda, igual a tantos outros que conhecemos ao longo das últimas décadas. 

 

Para que algo indicie um outro tempo, a configuração do próprio poder teria que ser radicalmente alterada, transmitindo um claro sinal a todos os portugueses. A simples e por muitos desejada passagem da república para uma monarquia constitucional, não é por si, susceptível de resolver os imensos problemas que enfrentamos, desde aqueles que atingem a economia privada de cada um dos cidadãos, até à liquidação do património - em sentido lato - pelo desordenamento territorial, ausência de uma decidida política de promoção cultural dentro e fora de fronteiras, ou à inexistência de uma consistente política externa adaptada às verdadeiras necessidades de um país pequeno e de escassos recursos. Estes problemas teriam de ser estudados e ponderados, independentemente da correlação de forças políticas, económicas ou sociais, sobressaindo na hora das decisões inadiáveis, o interesse geral, o único que pode ser plasmado na garantia de continuidade de existência do próprio Estado português.  Haverá quem argumente com os obstáculos que advêm da presença portuguesa na UE, onde somos obrigados por acordos ou tratados, a prescindir de uma importante parcela da soberania.  No entanto, ninguém nega o facto de outros membros, como o Reino Unido, a Alemanha e a França, terem no exercício da sua política externa - e interna, dada a importância daquela na consecução de possibilidades de expansão de índole económica - , uma autonomia bastante dilatada e por vezes, contrária aos imaginados interesses comuns de uma UE em construção. Temos que agir consoante os nossos interesses, considerados estes como primordiais e em reflexo, benéficos para a própria ideia europeia.

 

Portugal possui um imenso património histórico além-mar, bastante mais vasto que aquele delineado pelas fronteiras coloniais que a partilha do mundo entre europeus, nos atribuiu. Ninguém nega a evidência da língua portuguesa como veículo de cultura enraizada em remotas paragens e que criou - com a religião e a velha economia colonial - realidades  permeáveis à nossa presença, ou melhor, a um possível regresso desta. A América do Sul (post de 26-12-2008), a África e alguns países asiáticos, constituem uma imensa oportunidade de expansão para uma indústria e serviços de reduzida dimensão internacional, como são os nossos, mas esta ofensiva deverá ser sempre acompanhada pelo tradicional suporte que o Estado significa. A aposta absoluta na miragem europeia, consiste num erro fatal e não se vislumbrando para breve o fim do capitalismo - económico ou financeiro -, parece abstrusa esta resistência à regra básica do sucesso de uma pequena economia como a portuguesa: a diversificação de parceiros e a rejeição da dependência exclusiva a um único espaço geográfico. 

 

O problema maior que enfrentamos, consiste na dificuldade ou quase impossibilidade da mudança, porque tal implica um radical corte com costumes ou práticas que formataram o quadro político que aparentemente condiciona todos os aspectos da vida nacional, sejam eles económicos ou sociais. 

 

A mudança de regime em democracia, deve ser encarada como uma verdadeira possibilidade mobilizadora da vontade dos portugueses. O corte dos laços de interdependência entre agentes políticos e forças exógenas ao constitucionalmente estabelecido poder soberano, poderá apenas ser viabilizado pela queda da representação republicana do Estado, onde o seu representante máximo é perfeitamente identificado com uma transitória maioria eleitoral que se esfuma à primeira vicissitude, obrigando o presidente a refugiar-se cada vez mais, entre os seus correligionários de partido e de interesses.

 

A mudança da simbologia, poderá impor uma inevitável alteração da forma como os portugueses se olham a si próprios, pois significará um apelo ao brio patriótico e à tranquilidade propiciada por instituições estáveis, independentes e imunes à usura do comprometimento escuso.  Esta nova forma de representação conduziria também, a uma outra e simplificada Constituição, assim como a uma clara atribuição de competências de um outro tipo de Parlamento, de duas câmaras (ver post "Que novo rumo", de 9-12-2008), mais reduzido no número de deputados, mas incomensuravelmente mais eficaz no exercício das suas atribuições. A eliminação de excrescências que hoje são representadas por Procuradorias e Supremos, será um factor não negligenciável para a clarificação do próprio poder, dada a actual situação de pulverização onde se refugiam os refractários à Lei e à ordem constitucional.

 

O factor orgulho e uma certa altanaria na forma dos portugueses se verem a si próprios no mundo, podem revelar-se como o essencial factor para o ressurgimento, dado que implicam o regresso de uma certa ideia de hierarquia, já há tanto tempo criminosamente vilipendiada ou distorcida no conceito. A Lei da democracia, estabelece-a como base fundamental de todos os direitos e deveres. 

 

É necessário dizer a verdade e todos esperamos por ela, por muito dolorosa que seja. Não podemos continuar a adiar os problemas que inevitavelmente se agravarão, arrastando Portugal a exiguidade que pressupõe o fim.  A questão da monarquia, não se trata de um mero capricho pretensamente elitista de uns quantos lunáticos, mais sim, numa áurea oportunidade de manifestar internamente uma vontade de mudar e externamente, o reafirmar de Portugal como nação secular e independente, apesar de integrada em espaços económicos, políticos e militares muito vastos. A monarquia é viável, porque é útil.

 

É este, o meu desejo para todos em 2009: um outro Portugal.

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publicado às 13:55

Che Guevara - O condottiere revolucionário

por João de Brecht, em 31.12.08

 

Há algum tempo que procurava um trabalho de investigação biográfica que fiz no 12º ano para a disciplina de História A sobre a vida de Che Guevara. Apesar de ter tido 19 valores no mesmo, este ficou algo de incompleto, é simplesmente impossível fazer uma análise total da obra de alguém tão genial e tão controverso, com tantos simpatizantes e opositores…
Deixo-vos aqui apenas um pequeno resumo da conclusão.

 

 

 

 

A 9 de Outubro de 1967 tombou em La Higuera, nas selvas bolivianas, Ernesto Che Guevara morto pelo exército boliviano Tinha 39 anos.
Hoje em dia continua a ser defendido por uns e atacado por outros. O certo é que ninguém consegue ficar indiferente à sua vida revolucionária. O que representa Guevara? A máquina de matar, friamente movida a fanatismo ideológico? Ou o jovem sonhador, compadecido pelos pobres? Um Hitler de boina e barbas, ou uma Madre Teresa de metralhadora?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para uns, a sua morte marca o fim da grande ilusão de Fidel Castro de revolucionar o continente americano. “Esta é a história de um fracasso” – assim começou Guevara o seu relato da expedição ao Congo, em 1965. De facto, para alguns, esta é a história fracassada de quase tudo em que se meteu. Para começar, a sua administração da economia cubana, como presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria. Em 1959, Cuba era o segundo maior produtor mundial de açúcar. O papel de Guevara, no seu novo país, foi o de Mugabe no Zimbabué: lançar as bases para fazer de Cuba uma ruína, que só os subsídios soviéticos aguentaram. Além das estatizações em massa, decidiu abolir todos os incentivos económicos ao trabalho. Em 1965, quando abandonou o governo, o PNB per capita afundara-se. Tudo faltava e havia filas para tudo.
Em 1975, no 1º congresso do Partido Comunista de Cuba, Castro admitiu que, no tempo de Guevara, a liderança cubana desprezara a “ciência económica”. Mas o seu desprezo não se ficara por aí: chegara também à história. E se no primeiro caso pagaram os cubanos, no segundo foi Guevara quem pagou, quando saiu de Cuba como caixeiro-viajante da revolução. A doutrina soviética da conquista do poder passava então por arranjar um partido, fazer propaganda, dirigir sindicatos e infiltrar o estado. Guevara veio vender ao mundo um método novo. Dispensava partidos e sindicatos. Era assim: no estado a subverter, de preferência uma ex-colónia tropical, estabelecia-se um grupo de comunistas armados em parte remota do território, e mal estes provassem que o exército regular não era capaz de os exterminar, as massas camponesas iriam engrossando o “foco” guerrilheiro inicial, até este avassalar as cidades. Tinha sido assim, segundo Guevara, que ele e Fidel haviam conquistado Cuba entre 1956 e 1959.
Depois de 1956, do XX Congresso do PCUS e da invasão da Hungria, ninguém que quisesse ser levado a sério entre os intelectuais ocidentais podia entusiasmar-se com URSS, como acontecera no tempo de Estaline. Falou-se então da “morte das ideologias”. A revolução cubana mudou tudo isto. Subitamente, o comunismo renascia como uma epopeia ao ar livre, num país de praias exóticas, sob o comando de jovens literatos barbudos, sem partido nem burocracia. Ameaçada pelas invasões e embargos dos EUA, a simpatia pela revolução cubana ia além do comunismo, abarcando muitos nacionalistas ocidentais, ressentidos com a liderança americana.
Finalmente, este comunismo latino assentava numa versão moderna do mito do “bom selvagem”: o do “bom guerrilheiro”, igualmente puro. Guevara, jovem (tinha 31 anos em 1959), bonito, vestido de maneira diferente, fumando enormes charutos, foi uma das primeiras encarnações do “cool”. Mais do que comunismo, foi o novo consumismo da década de 1960, focado na juventude, na irreverência e no exotismo, que fez dele uma celebridade. Ao novo sistema de consumo, interessava vender Guevara como um romântico desalinhado. Em 1966, partiu para a Bolívia acompanhado por quadros importantes, e em comunicação com Castro. A aventura não era um capricho, mas parte da estratégia de impor Cuba como a vanguarda revolucionária da América Latina. É verdade que Guevara deu a entender que apreciava mais a China do que a URSS (a quem nunca perdoou por não ter usado armas nucleares contra os EUA em 1962).
Para muitos cubanos, Guevara é apenas um dos fundadores de uma das maiores prisões do mundo, a ilha de Cuba. Assim o relata o livro de Reinaldo Arenas, Antes que anoiteça. O “povo” foi a grande companhia imaginária de Guevara. “Sem o apoio da população” nada podia ser feito, repete vezes sem conta. Mas essa população não era a das pessoas que existiam. Era um povo teórico, que o próprio Guevara se propunha criar submetendo a população à hierarquia e disciplina rígidas do exército revolucionário.  Fora da hierarquia e da disciplina revolucionária, o povo não lhe interessava: “a democracia revolucionária não se exerce na condução dos exércitos em nenhuma época e em nenhuma parte do mundo, e onde isso foi tentado, acabou em fracasso”. Fala muito dos “camponeses pobres”. Mas diante deles, no Congo e na Bolívia, percebeu que não podia comunicar com eles. No Congo, porque os revolucionários cubanos que o seguiam nunca levaram a sério os nativos: “Os nossos eram estrangeiros, seres superiores, e faziam-no sentir com demasiada frequência”. Ele, porém, não era melhor, quando escrevia que viera para “cubanizar os congolenses”, impor ao seu desleixo a regra ascética do exército revolucionário (ficando furioso quando julgou assistir à “congolização dos cubanos”, contaminados pela anarquia local).
Na Bolívia, os camponeses que o viram e ao seu bando chamaram-lhes, como Guevara notou no diário, “os gringos”. Era o nome dado aos brancos dos EUA. Guevara, o inimigo dos gringos, era um gringo. O apelo de Guevara, como reconheceu Debray em A Guerrilha do Che, esteve sempre confinado à “pequena burguesia democrática das cidades” - de facto, aos estudantes, filhos das classes média e alta.
No Livro Negro do Comunismo, Stéphane Courtois dedicou duas páginas ao “reverso do mito” de Guevara, denunciando os fuzilamentos que ordenou em Cuba. Guevara ter-se-ia divertido com esta acusação. Ele próprio descreve os fuzilamentos, inclusivamente as reacções das vítimas no momento final, com palavras de apreço por aqueles que mostraram “serenidade”. Tudo para ele estava justificado desde que feito, sem outras intenções, em nome da criação de “um homem novo”.
Guevara queria transformar as pessoas. Nunca lhe interessou percebê-las.
No entanto, para muitos outros, Che Guevara é lembrado pelo exemplo de desprendimento, idealismo e determinação em sua luta pela justiça social e liberdade e na construção do “homem novo”. A sua vida, as ideias e, sobretudo, a acção revolucionária são recordadas no mundo inteiro por todos aqueles que continuam a indignar-se contra as desigualdades sociais e contra as opressões de todos os tipos.

 

 


 


 

 

 

 

Nascido na Argentina, quase meio século depois da sua morte, continua a despertar simpatia e admiração em todo o mundo. Por que é que a sua imagem insolente continua viva, como a desafiar ainda aquela ordem que um dia ousou derrotar?
Parece-me que três razões mantêm viva a memória de Che Guevara: os valores, o exemplo e sua trajectória de revolucionário latino-americano.
Os valores do Che representam o vigor e a rebeldia que tanto caracteriza milhões de jovens em todo o mundo. A imagem do Che está presente em t-shirts, bonés, bandeiras, em tatuagens nos braços e no corpo dos jovens, num dos maiores fenómenos políticos de que se tem notícia. Mas, isso não é o principal. Apesar de se tornar uma “marca conhecida” em todo o mundo, Che não tem nada a vender. O seu único “produto” são os seus valores, as suas ideias, o seu exemplo. Ainda hoje é isso que desperta o sonho e a rebeldia de milhares de pessoas em todas as latitudes.
Che viveu concretamente e ousou levar os ideais até as últimas consequências. O que Che deixou foi uma combinação entre a teoria e a acção prática, a formulação e o exemplo. Como ele mesmo disse: “quando o extraordinário se transforma em quotidiano é a revolução”. O filósofo francês Jean Paul Sartre disse que “Che viveu como o homem mais completo do século XX”.
Nas tarefas da revolução Che Guevara foi também um estadista. Nesta condição, foi responsável pelo Instituto Nacional de Reforma Agrária, pelo Banco Nacional de Cuba sendo depois Ministro das Indústrias.
É nessa condição, que viaja pelo mundo, no combate para romper a sabotagem e o cerco económico, político, diplomático, militar, ideológico e cultural movido pelo imperialismo contra a revolução. É também nesse quadro que ele comparece à famosa Conferência da OEA em Punta del Este, convocada para condenar Cuba e distribuir financiamentos americanos aos governos leais. É nesse evento que mostra sua habilidade e firmeza, passando de acusado a acusador do imperialismo.
É amplo o leque de assuntos aos quais o revolucionário Ernesto Che Guevara procurou responder. Um dos aspectos mais importantes - e certamente um dos que lhe conferem uma marca mais nítida entre os maiores revolucionários que a humanidade produziu - diz respeito à sua preocupação com o que tem sido denominado "humanismo revolucionário".
Nesse terreno, Che Guevara não foi somente o militante que não se intimidou em sublinhar: "deixe-me dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor". Ele foi entre os grandes socialistas deste século um dos que se preocupou por destacar a necessidade da construção do homem novo como parte do processo de revolução da sociedade em direcção ao comunismo. Ele negava que esse objectivo pudesse tornar-se tangível com base nos interesses individuais herdados do capitalismo. Era por isso que valorizava a educação como elemento decisivo na transição socialista e atribuía a valores como solidariedade, disciplina, honestidade, integridade pessoal, importância central nessa caminhada. O Che mais do que ninguém destacou a superioridade humana daqueles que dedicam suas vidas à revolução, frente àqueles que só cuidam de seus interesses particulares. E o poder de convencimento desse discurso moral elementar repousou sempre na franqueza transparente de suas palavras: tratava-se de alguém que nada possuía e nada pedia a não ser melhores condições para continuar lutando.
Che Guevara não se contentou em ser um dos mais prestigiados membros do Estado de Cuba. Como consequência do seu combate revolucionário e da necessidade de expandir o processo transformador na América Latina e no mundo, foi ao Congo, e mais tarde à Bolívia, para por em prática os seus ideais. Um militante revolucionário, que certamente cometeu erros, precisamente porque "ousou lutar, ousou fazer e ousou vencer". Justamente por isso e por ter perseguido com tanta intensidade as grandes causas, ele cometeu erros políticos, incorreu em avaliações que posteriormente revelaram-se falhas e assim por diante. Características pois de uma personalidade e de uma obra políticas (e não de uma figura e de uma doutrina místicas) que permanecem vivas, como produtos humanos.
A luta do Che continua actual. É o seu exemplo e, sobretudo, a possibilidade de “fazer o caminho no caminhar” que deixa viva a sua trajectória exemplar. Che Guevara ousou inventar um mundo e um homem novo. O lugar de Che Guevara é do homem que dedica sua vida ao combate contra todas as formas de injustiça e opressão que possa  manifestar-se ontem e hoje. O seu humanismo libertador e revolucionário não deixavam dúvidas. E foi esse seu principal legado, escrito como mensagem em carta aos seus filhos e às futuras gerações: “a mais bela qualidade de um revolucionário é sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo.”
 

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publicado às 10:52

A baía de Tele Aviv é linda,

por Cristina Ribeiro, em 30.12.08

como diz, JMB, e ameno o clima daquela região do mundo; amena e pacífica, senti, também, a convivência, em todos os sítios por onde andei, entre judeus e muçulmanos ( reconhecíveis pelos lenços islâmicos das mulheres ), numa Região que me pareceu vasta o suficiente para todos albergar.

                 Mas os homens têm de estragar tudo, não é?.

             

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publicado às 20:52

revi o dia de ontem, e pensei em Scarllet  O'Hara, e que " amanhã é ( sempre ) outro dia ".

 

Foram várias as vezes que vi o filme de Victor Fleming,mas nunca li o livro de Margaret Mitchell.

     Há alguns anos, tinha acabado de ser editado, preparava-me para apanhar o avião para Florença, quando na livraria do aeroporto vi um volumoso livro entitulado «Scarlett»  - não  retive o nome do autor - ;  pretendia ser a sequela da saga centrada na filha de emigrantes irlandeses ; apesar de  levar leitura para a viagem, decidi-me pela compra- afinal tinha gostado muito de « E Tudo o Vento Levou»...; iria, por certo, reencontrar a Scarlett de Vivien Leigh, e  o  Rhett de Clark Gable...

O engano não tardou a ser desfeito: lidas duas páginas e o, agora livrinho, era posto de lado, à espera de um caixote de lixo que o recolhesse.

               Mais uma vez concluía haver coisas nas quais se não deve remexer.

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publicado às 13:39

...

por Nuno Castelo-Branco, em 30.12.08

ooo

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publicado às 08:00

 

O Soska fez com que me recordasse de um caricato episódio protagonizado por uma professora de Filosofia. Estávamos ainda a padecer da carraspana revolucionária que permitia todo o tipo de tontices, manipulações da verdade e até frustrados intentos de lavagem cerebral. 

 

Esta senhora era uma boa e conscienciosa professora, exigente e cumpridora de horários, mantendo uma férrea disciplina na turma. Contudo, padecia de comunite descerebralia aguda, uma indisposição que afectava ainda muita gente naqueles já longínquos tempos.

 

Um belo dia anunciou:

 

- "Daremos hoje início ao estudo de um dois maiores pensadores da história, o filósofo só-viético  (1) Immanuel Kant"...

 

Não querendo acreditar na imbecilidade que acabara de escutar, interrompi a "setora":

 

- "Kant? Soviético?" (desatando a rir).

 

- "Não seja ignorante e atrevido! Se fosse vivo, Kant seria hoje só-viético. Sabia que ele era natural e vivia na cidade só-viética de Kalininegrado?!"

 

- "Não! Nasceu e viveu na cidade prussiana de Koenigsberg, capital da Prússia Oriental! Era completamente alemão, "setora"!

 

- "Pois então fique sabendo que teria sido libertado pelo Exército Vermelho em 1945, momento em que a cidade voltou (!) a ter o seu verdadeiro nome!: Kalininegrado! (2)"

 

- "Não! Teria de certeza sido chacinado pelas hordas do Estaline que em menos de um mês, mataram mais de um milhão de civis alemães na Prússia e na Pomerânia!"

 

- "Não seja fascista! Aqui em Lisboa já não pode brincar aos donos de escravos (3) como fazia em Lourenço Marques! Cale-se já!"

 

-"Ah-ah-ah-ah-ah-ah! Vocês estão malucos!"

 

Resultado da aventurazinha: fui ao conselho directivo e repeti tintim por tintim o que havia dito na aula. Eles, que também eram "camaradas", limitaram-se a achar graça e a considerar o caso como um "excesso de zelo".  Coisas de amanhãs que nunca chegaram a cantar, felizmente.

 

(1) "Eles" diziam por gosto ou moda, Ónião Só-viética, chegando ao ponto de alguns comentadores desportivos, torcerem pelo seu "Sol da Terra", mesmo quando em campo estavam equipas portuguesas. 

 

(2) Kalinine (foto acima, ao lado de Kant) foi um apparatchik de baixíssimo calibre, de uma colossal cobardia perante Estaline e que sem pestanejar ou balbuciar o mínimo protesto, viu a mulher ser arrastada para o Gulag, mais uma das vítimas da paranóia do sátrapa vermelho. O hilariante detalhe deste episódio, consistiu em tentar fazer crer que Koenigsberg outrora se chamara ... Kalininegrado!

 

(3) Esta era uma das chantagens  ou atitude de coacção moral que frequentemente atiravam  à cara dos ultramarinos. Não esqueço, nem perdoo.

 

 

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publicado às 00:02

E foi num dia assim,

por Cristina Ribeiro, em 29.12.08

em que do azul cinzento e frio do céu caíam farrapos brancos e frios, aos quais se vinha agora juntar uma chuva miudinha, que o  Zé Miguel, pequenino ainda, nos mostrou que já sabia ler.

                 Devidamente couraçados contra o frio, que por esta altura é muito intenso na cidade mais alta de Portugal, deambulávamos 'preguiçosamente pelo centro, quando começou a juntar as letras abaixo da estátua d'«O Povoador». Que aprendera com « A Rua Sésamo». Era a estreia em público.

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publicado às 19:22

"...do Azul Cinzento do Céu..."

por Cristina Ribeiro, em 29.12.08

Que Invernia.

Quando passei pelos montes vi ainda vestígios da sua passagem, nas faldas da serra.

Um poucochinho fora dela, senti frio .Apenas. Muito frio. De rachar.

Rajadas de vento gelado e uivante.

Agora olho as mesmas faldas e já não a vejo. O sol levou-a com ele.

Os picos da Cabreira e do Gerês, vejo-os ao longe, continuam brancos. E,  certamente, frios.

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publicado às 15:42

Viagens na Minha Terra - Gdańsk

por Paulo Soska Oliveira, em 29.12.08

Gdańsk é uma das mais belas cidades da Polónia.

 

Localizada na Pomerânia, nela encontramos a foz do Vístula. Com 460 mil habitantes, encontr-ase integrada no núcleo de Trójmiasto (Três Cidades), que com Sopot e Gdynia possuem mais de um milhão de almas.

 

Entre 1793 e 1945, fruto do domínio prussiano e germânico chamava-se Danzig.

 

Elemento fulcral na rota do âmbar, cidade hanseática, disputada por polacos, cavaleiros teutónicos, prussos, alemães, suecos e russos, ponto de discórdia que levaria ao inicio da grande ameaça de um regime totalitário e ao fim de um outro em menos de 40 anos.

 

Local de nascimento de vultos como Johannes Hevelius, Bogusław Radziwiłł, Daniel Schultz, Daniel Fahrenheit, Schopenhauer, Fritz von Below, Henry Rosovsky, Günter Grass, o primeiro ministro polaco actual, Donald Tusk e ligada a Lech Wałęsa e Solidariedade.

 

Convido os nossos leitores a observarem um pouco de Gdańsk através das fotografias da minha mais recente viagem. Estão incluídos os edifícios antigos e modernidade, incluíndo fotografias dos locais mais marcantes para o final do regime soviético - e onde se pode observar a queda do poderio dos Estaleiros.

 

Ao clicarem em qualquer fotografia serão redireccionados para um mini-álbum.

 

 

 


os famosos portões

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publicado às 13:51

Para o Soska: o Schleswig-Holstein

por Nuno Castelo-Branco, em 29.12.08

Ficas a saber. Existe o modelo para construir, mas aqui em Lisboa deve ser impossível encontrá-lo. Talvez tenhas mais sorte na Polónia, porque esta máquina é bastante conhecida nessas paragens. Os couraçados  mais antigos que já montei, foram o Haruna (japonês) e o Iron Duke (inglês). Nem sabia da existência de modelos pré-dreadnought.

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publicado às 12:54

Alguns dias na casa de amigos.

por Cristina Ribeiro, em 29.12.08

Sentem-me a falta de alguma coisa.

-  Sempre com a cabeça nas nuvens; sempre a pensar na morte da bezerra. Trouxeste o computador? perguntam.

- Não.

- Ah !

 

              É assim; mesmo não postando, ou quase nada, a blogosfera já faz parte de mim.

 

 

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publicado às 12:22

Viagens na Minha Terra - Westerplatte

por Paulo Soska Oliveira, em 29.12.08

Não o terá sido tecnicamente, mas ficou para a História como o local de início da II Guerra Mundial.

 

Pouco faltava para as cinco da manhã de 1 de Setembro de 1939, quando o couraçado alemão Schleswig-Holstein, ancorado na foz do Vístula no interior da Cidade Livre de Gdańsk começou a bombardear a guarnição militar polaca em Westerplatte.

 

A Liga das Nações falhara completamente nos seus propósitos. Todos sabemos o desenrolar histórico de 1939-45.

 

No entanto, não poderá ser esquecido o facto de que do lado polaco, durante 7 dias, 200 homens resistiram aos avanços de mais de 3000 soldados do Eixo, aliados por um couraçado, dois torpedeiros e alguns Stukas. A fortaleza era suposto aguentar-se apenas 12 horas. Aguentou 14 vezes esse tempo. Rendeu-se face à ausência de armamento e mantimentos.

 

Em 1966, no mesmo local foi erguido um monumento à memória dos soldados que tão bravamente defenderam aquele local. Deixo aos nossos leitores e à restante equipa um punhado de fotografias tiradas no segundo dia de Natal.  (Clicar para ampliar).

 

 

 

 

Cruz Virtuti Militari atribuída a título póstumo aos defensores de Westerplatte

  

Ruínas de um dos aquartemalentos

  

 

  


 


 

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publicado às 08:32

Sobre os ataques do Hamas e de Israel

por Samuel de Paiva Pires, em 28.12.08

 

(imagem picada daqui)

 

Apesar de ser um estudante de Relações Internacionais há assuntos da realidade internacional pelos quais não nutro especial interesse. Um deles é o conflito israelo-palestiniano. Embora as questões relacionadas com a segurança se constituam como primordiais nas minhas preocupações/interesses, este conflito dura há demasiado tempo e ao longo de 60 anos transformou-se numa escalada irracional de ataque, resposta a esse ataque, tréguas, rompimento das tréguas, novo ataque, nova resposta a esse ataque, novas tréguas, e aí por diante. Imensos acordos foram firmados, todos eles com pouco ou nenhum efeito. Tornou-se por isso previsível e banal, sem fim à vista. E é por isso que, ao contrário do que aqui fiz em Agosto durante o conflito entre Rússia e Geórgia, não me vou debruçar muito sobre estes novos ataques. Noto apenas que o Hamas já tinha anunciado o fim das tréguas (via Blasfémias), e que Israel respondeu aos ataques do Hamas, embora, como nota o JCS, de forma desproporcional, se bem que a regra da proporcionalidade em Direito Internacional Público é difícil de observar e respeitar, como tantas outras prerrogativas desse e, neste caso, é um argumento cada vez mais incoerente porque sempre utilizado contra Israel, como nota Carlos Botelho. Por isso sou forçado a concordar com o António de Almeida, todos os governos têm o direito e dever de proteger os seus cidadãos, e concordo até por uma questão de coerência para comigo próprio, pois considerei esse argumento como acertado e justificável quando utilizado pelos russos no caso do conflito georgiano. Aconselho ainda a leitura da súmula realizada por Alexandre Guerra.

 

É triste notar que dois milénios depois de Jesus Cristo, séculos depois das cruzadas e imensas transformações na hierarquia das potências e sistema internacional, a religião ainda continua a ser responsável pela instabilidade e flagelo da guerra naquela região. E creio que assim continuará, por muitos e longos anos.

 

No entanto, para finalizar, gostaria de deixar uma sugestão irónica para acabar de vez com um conflito que em conjunto com muitos outros no Médio Oriente e Ásia Central se apresenta como potencialmente desestabilizador da ordem internacional, sugestão essa que já há uns tempos tinha lido algures e que não é, portanto, originalmente minha: porque é que os Estados Unidos não dão aos Israelitas um estadozeco qualquer e deixam-nos ser independentes? Aliás não são também os Estados Unidos também propagandeados  como a "terra prometida"?

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publicado às 13:58

Em destaque

por Samuel de Paiva Pires, em 28.12.08

Ao contrário de muitos blogs vizinhos, não temos o hábito de colocar fotografias de mulheres por aqui. E não é agora que vamos começar. Mas por ora apetece-me colocar em destaque um blog que visito de vez em quando e que faz ainda as delícias de vários amigos meus, o E Deus Criou a Mulher, posto que sempre tive um fraquinho pela beleza feminina, que volta e meia me deixa estarrecido e que coloco num patamar de suprema perfeição, ou então, como alguém me dizia há dias, "não posso ver um rabo de saias". Seja lá como for, aqui fica o destaque. 

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publicado às 13:50

A educação começa em casa

por Samuel de Paiva Pires, em 28.12.08

 

(imagem picada daqui)

 

Logo após ter ingressado na universidade recordo-me de um professor nos ter dito que a educação dá-se em casa enquanto à escola/universidade cabe instruir. Lembrei-me disto a respeito do caso da professora ameaçada com uma arma de plástico na Escola do Cerco, no Porto.

 

Se por um lado se este tipo de fenómenos são representativos da desresponsabilização dos próprios pais perante a educação e valores de cidadania que devem incutir aos filhos, por outro lado pode-se, de forma determinista e creio errada, à boa moda de certa esquerda, culpabilizar a condição social dos pais e filhos, como se o facto de se ser pobre ou pouco afortunado implique necessariamente que se seja um marginal, vândalo ou mal educado, senda essa uma alegada correlação linear para mim muito duvidosa, apesar dos milhentos exemplos, mas isso parece-me que é colocar a personalidade como sendo exclusivamente produto do ambiente, como se o indivíduo não tivesse capacidade para ser autónomo em relação a esse. Há ainda um outro ponto de vista de assinalar, a crescente desreponsabilização dos alunos com os sucessivos estatutos do aluno e afins documentos e leis que têm vindo a permitir os mais variados abusos por parte dos alunos em relação aos seus semelhantes e aos professores, abusos esses com que os pais dos meninos também pouco ou nada se preocupam.

 

Seja lá o que for que permita explicar estes recorrentes fenómenos de violência nas escolas, uma coisa me parece evidente: sem um bom sistema de ensino nenhum país pode desenvolver-se e competir no mundo de hoje. A educação sempre foi e sempre será um dos sectores onde qualquer país mais deve investir, propiciando a professores, alunos e funcionários todas as ferramentas (e obviamente não estou a falar do Magalhães) necessárias para que a escola cumpra a sua função: instruir e preparar as gerações para o futuro. 

 

Mas o que fazer quando já há filhos que mandam nos pais, como noticiava uma reportagem há alguns dias atrás, quando grande parte dos pais pouco ou nada se preocupam com a educação dos filhos, quando a escola se torna cada vez mais facilitista por forma aos governantes poderem garantir e manipular as estatísticas e, como se já não bastasse, ainda temos que assistir ao deplorável espectáculo da guerra aberta entre professores e a Ministra da Educação? 

 

Eu tenho cá umas ideias bem concretas mas é melhor não me adiantar muito. Tenho para mim que a educação de facto começa em casa, mas se essa não é dada em casa cabe a alguém corrigir tal falha, e esse alguém é em última instância o Estado. E é também a esse que cabe corrigir, a montante e/ou a jusante, isto é, prevenindo ou remediando, falhas estruturais na sociedade que deterministicamente ou não vão permitindo a desculpabilização dos que são pobres e marginais que acham piada a gozar com a escola e com os professores.

 

É uma tragédia esta que se vai interiorizando em gerações cada vez mais irresponsáveis, desrespeitosas e tendencialmente anárquicas visto que colocam em causa o papel da escola, o que no futuro se poderá ainda reflectir no desrespeito pelas mais elementares regras da vivência em sociedade. Se os pais/sociedade não fazem nada para acabar com isto, alguém terá que fazer, mais cedo ou mais tarde, e quanto maior é a balbúrdia mais dura e incisiva será a intervenção.

 

Não sei se ainda há salvação possível para o sistema de ensino público actualmente vigente, certo é que a continuarmos assim não vamos a lado algum. Aliás, só andamos é para trás...

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publicado às 01:27

E já que falamos em Presidente da República...

por Samuel de Paiva Pires, em 28.12.08

Num gesto inédito, o Presidente da República vai questionar o Orçamento do Estado para 2009. Cavaco Silva considera que o Orçamento assenta em números e previsões que deixaram de corresponder à evolução económica, como, aliás, o próprio Governo já veio reconhecer.


«O Orçamento está fora da realidade, tanto no que respeita à previsão de receitas como de despesa. Por isso, não faz sentido que seja solicitada a promulgação ao Presidente nestes termos», explica ao SOL uma fonte de Belém.

 

Primeiro foi a nova lei do divórcio, depois o novo estatuto dos Açores, agora é uma questão em que me parece que o PS não se atreverá a semelhantes brincadeiras e joguinhos do empurra para irritar Belém. O bom senso pelo menos assim o dita. Porque o próprio governo já reconheceu certas irreais previsões e porque desta feita, é assunto de que Cavaco Silva será provavelmente dos maiores entendidos a nível nacional, quer por ter sido Primeiro-ministro quer pela sua formação e vocação académica para a economia. Aguardemos.

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publicado às 01:19

Mais um monárquico - Virgílio Castelo

por Samuel de Paiva Pires, em 28.12.08

 

 

(imagem picada daqui)

 

Eu até já estava deitado mas levantei-me logo e tive que vir aqui escrever. Estava há poucos minutos a assistir ao programa de entretenimento da TVI "CQC" (Caia Quem Caia), e numa entrevista de rua em que pediam aos transeuntes na zona da Baixa/Chiado para se colocar no papel de Presidente da República e endereçar à nação a mensagem de fim de ano solicitaram a Virgílio Castelo que o fizesse, que prontamente acedeu declarando "Enquanto Presidente declaro a República morta", e pedindo que se fizesse um referendo à monarquia (o mais correcto será referendar é a República, creio). Um Bem Haja caro Virgílio Castelo!

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publicado às 00:43

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