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Lula (Gororoba) da Silva

por Nuno Castelo-Branco, em 31.01.09

 

 

Na sexta-feira, tivemos o prazer de assistir a  uma das mais excepcionais representações telenovelistas de que há memória. Numa cimeira qualquer organizada  por um bando de jagunços entre os quais pontificavam o coronel Tapioca Chávez, o vendedor de tosquiados cabritos Moralles e a ex-secretária para todo o serviço Cristina "qualquer coisa que faz lembrar uma Kitchnette", o senhor Lula da Silva interpretou o papel de um ex-sindicalista de ocasião. Semi-nu, esbracejante e muito faveleireiro, discursou á malta. Já há muito tempo não assistíamos a tamanho berrório, num pavilhão cheio de mensalados e de subscritores de duvidosos boletins de voto. Contra o capital, pelos pobres e oprimidos, por uma nova ordem mundial, na qual ele e os seus improváveis amigos serão figuras de proa. Quanto aos outros, Chávez lá disse o que vitaliciamente quererá dizer, Moralles grunhiu umas bestices vitalícias mas Lula, esse, surpreendeu. Ainda há umas semanas o vimos todo engravatado e rodeado por tubarões da mais alta camaradagem sarkoziana e  plutocrática de Paris, assinando contratos bilionários para a compra de aviões de guerra e outras negociatas mais. Ontem, foi a vez do faz de conta, regressando aos tempos de molecagem em que brincava às revoluções. 

 

Comício finalizado, imaginamos o que a seguir fizeram os grandes líderes: uma bela jantarada de luxo num hotel de cinco estrelas (paga pelo bolso do contribuinte que ficou lá fora), onde a vinhaça importada correu a rodos, acompanhada por lagostins, camarões apimentados e uma valente feijoada com todos, para libertar os gases de fim de semana. Enquanto isso, na rua, os estridentes apoiantes iam devorando o que as marmitinhas de plástico carregavam desde casa: umas gororobas de lulas com farofa, feijão preto com feijão branco, uns nacos de pão e uns chopes mornos para refrescar as roucas goelas. Na sala VIP do hotel, a noite acabava com um frenético samba com garotonas de programa, uns cheirinhos de branca enquanto uns andares mais abaixo, à beira dos bueiros, enrolavam-se uns baseados. Como sempre, nada muda.

 

Na próxima segunda-feira, tudo voltará ao normal, com Chávez a vitaliciamente importar canhões e mísseis russos, Moralles a vitaliciamente adquirir camisolas de lã semi-virgem na feira popular, a Cristininha a vitaliciamente marcar mais um retoque de botox e uma liposinha no baixo ventre. O senhor Lula, esse, já vestido a preceito, vitaliciamente regressa à roda viva de contactos capitalistas, esfregando as mãos de contente por se sentir um grande entre os grandes. Petróleo, gás, muita comida para exportar e claro, bastantes milhões para vitaliciamente conquistar novos amigos. E entretanto, para amansar o povão, lá vai de surdina cantando "viva a revolução"... (vitaliciamente dele).

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publicado às 23:17

" O seu comportamento no caso do ultimato inglês

por Cristina Ribeiro, em 31.01.09

foi marcado pelo bom senso,  a  coragem e o patriotismo, mas a opinião pública julgou-o mal. Empenhado na via das acções exteriores, deu provas de inteligência, de previsão e de finura, ao ponto de se tornar um actor maior num palco onde evoluíam homens como Salisbury, Delcassé e Guilherme II "

                Quem assim fala sobre o Rei assassinado, faz amanhã 101 anos, é o investigador francês Jean Pailler.

Olhemos à nossa volta e tiremos as ilações...

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publicado às 17:05

A propósito de Monarquia...

por Paulo Soska Oliveira, em 31.01.09

... afinal, nem tudo são rosas.

A parte realmente triste é verificar que Guerra Junqueiro se encontra vivo, agora mais que nunca nos últimos 100 anos.

 

Ora vejamos:

 

Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. [...]“;

temos
“Um clero português, desmoralizado e materialista, liberal e ateu, cujo Vaticano é o ministério do reino, e cujos bispos e abades não são mais que a tradução em eclesiástico do fura-vidas que governa o distrito ou do fura-vidas que administra o concelho [...]“;

“Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo [...]“;

“Um exército que importa em 6.000 contos, não valendo 60 réis [...]“;

“Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo [...]“;

“A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas”;

“Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções [...]“;

“Um partido republicano, quase circunscrito a Lisboa, avolumando ou diminuindo segundo os erros da monarquia, hoje aparentemente forte e numeroso, amanhã exaurido e letárgico [...]“;

“Instrução miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar”,

“Um regime económico baseado na inscrição e no Brasil, perda de gente e de capital, autofagia colectiva, organismo vivendo e morrendo do parasitismo de si próprio”;

“Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários”;

“Uma literatura iconoclasta, – meia dúzia de homens que, no verso e no romance, no panfleto e na história, haviam desmoronado a cambaleante cenografia azul e branca da burguesia de 52 [...]“;

“E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares [...] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís, cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários.”

GUERRA JUNQUEIRO 1886
 

 

Nada tenho contra a Monarquia, nem contra a República - apenas e só contra o pântano a que este (bem... esse aí) chegou.

[e ainda bem que não somos todos monárquicos aqui no blog]

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publicado às 14:19

Precisamos voar,

por Cristina Ribeiro, em 31.01.09

Luísa! Como elas. Como tão bem as fotografou!

Talvez, então, possamos " cumprir Portugal"...

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publicado às 14:03

Amanhã, 1 de Fevereiro, na Sé

por Nuno Castelo-Branco, em 31.01.09

 

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publicado às 11:23

Muito pertinente, João Pedro!

por Cristina Ribeiro, em 30.01.09

... e sobretudo Lhasa.

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publicado às 21:42

Um Rei independente do sistema partidário ( 2 )

por Cristina Ribeiro, em 30.01.09

Diz o Pedro Félix, e com alguma razão, que os actuais monarcas do mundo ocidental têm sofrido de uma tibieza flagrante na hora  de intervir.

Por estar bem ciente desse calcanhar de Aquiles é  que ressalto o quão importante é que o herdeiro do trono seja, desde pequeno, educado no espírito de missão que não faltou a D. Pedro V. Essa fibra que não deve faltar a um Homem do Leme que se preze...

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publicado às 20:23

Um Rei independente do sistema partidário,

por Cristina Ribeiro, em 30.01.09

educado desde pequeno para apenas prosseguir o bem da Nação, que utilize todos os poderes que a Constituição confere ao Chefe de Estado, v. g. o de dissolver o Parlamento sempre que, dentro do alto ideal que é esse Bem Público, entenda não se estar a seguir a política benéfica ao País, sem ter de acatar os ditames partidários, que é o que um Presidente da República acaba sempre por fazer, mesmo quando diz que é Presidente de todos nós, é o que almejo, caro Corcunda!

O oposto de coroar Abril !

Um Rei interveniente dentro do Constitucionalismo não é novidade na nossa História

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publicado às 17:40

A Monarquia aos olhos de um republicano decepcionado

por João de Brecht, em 30.01.09

 

 
Ao ler este artigo, fiquei com uma enormíssima vontade de dar um ponto de vista que rara ou dificilmente será dado por um (ainda) republicano. Em primeiro lugar, como referi aqui, o conceito de Monarquia ou monárquico é sempre (ou quase sempre) associado a um regime absolutista, às barbáries do PPM ou a qualquer outro fim das liberdades individuais. Não me chegam os dedos das mãos para contar as inúmeras ocasiões em que me brindaram com estas intervenções reveladoras de uma inteligência tão rebuscada que nos fazem questionar o propósito existencial de certas almas.
Pondo de parte a questão dinástica e de legitimidades, uma vez que esse assunto não deve ser discutido num artigo tão sintético, a verdade é que grande parte dos republicanos têm uma forte razão para o ser, uma razão estruturada e bem argumentada que manda abaixo todo o tipo de ideal monárquico, o argumento que é usado desde 1910, estou a falar claro no celebrado, porque sim!
Ignorando a História, (sei que é algo que não se deve fazer mas é apenas para explicação de conceitos) Monarquia e República são dois sistemas igualmente legítimos, que não devem ser associados a qualquer orientação política uma vez que há a possibilidade da existência de governos liberais e conservadores em qualquer um dos casos.
Pegando então na História, ignorando as histórias, é absolutamente necessário ter presente um conceito que falta a muito boa gente, a anacronia. Quando analisamos a História devemos ter bem presente que a mentalidade, os costumes, a organização e o quotidiano estão enquadradas numa época precisa, sendo um erro crasso (e muitas das vezes lamentável, analisar certos casos como se tivessem ocorrido nos dias de hoje).
Portugal teve ao todo 767 anos de regime monárquico e estamos no 99º ano de República, (claro que a contagem é geral mas dá para ter uma ideia), em 767 anos de Monarquia, Portugal teve um percurso com diversos aspectos negativos (similares aos de muitos países), mas tivemos durante séculos uma posição de relevo no mundo que ajudámos a descobrir, todos conheciam a nossa bandeira e ninguém ousava pensar que éramos uma província espanhola (excepto naquele desaire Filipino em que a invencível armada quase nos afundava com ela). A República leva uma clara vantagem no campo da opinião do popularucho, uma vez que neste momento vivemos numa Democracia (aos olhos de muita gente) e ninguém se lembra nas atrocidades cometidas na Iª República.
Sim, é verdade que nunca houve um regime livre durante a Monarquia em Portugal, mas também não foi a Iª República que a trouxe, muito menos o Estado Novo, nem o PREC. Portugal é hoje democrático (aos olhos de muita gente, repito) porque a História evoluiu nesse sentido, não foi por ser República ou Monarquia, foi o desenrolar de acontecimentos e o aparecimento de movimentos e pessoas que fez com que tudo culminasse no que temos hoje.
 
É a estupidez e a carência de massa encefálica da maior parte dos Republicanos que me desola cada vez que este assunto é discutido. Não digo que tenham de ser grandes conhecedores da história, mas por favor respeitem-na.
Experimentem pegar nos livros infantis de quando eram pequenos ou dos vossos filhos, netos ou sobrinhos, e substituam o Rei Simpático pelo Dr. Mário Soares, o Príncipe Encantado pelo Dr. João Soares, O Reino da Fantasia pela República Fantasiosa e venham dizer-me que a história que nos fazia brilhar os olhos quando éramos pequenos continua a ter piada!

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publicado às 15:44

Em memória das vítimas do Regicídio

por Nuno Castelo-Branco, em 30.01.09

 

 

Como é habitual nas gentes do norte, o João Amorim, nosso colega e amigo do blog Os Carvalhos do Paraíso, tomou a iniciativa de organizar um almoço de confraternização. Realizar-se-á no próximo domingo, 1 de Fevereiro de 2009, pelas 13.00 horas, no restaurante/cervejaria Trindade, ao Chiado, Lisboa.  

 

A todos os interessados em participar na já tradicional evocação da memória das vítimas do Regicídio, endereçamos este apelo à participação no convívio. Desde já podem contar com a presença do E. S., representando também, o Combustões. Podemos também contar desde já, com a presença dos blogs Centenário da República e Cartas Portuguesas, além de alguns republicanos ultrajados por aquilo que o 1º de Fevereiro significou.

 

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publicado às 14:36

Errata:

por Cristina Ribeiro, em 30.01.09

Confusão minha- o relato da Viagem à Grécia, saborosissímo, ao que  me dizem, é da autoria do Cícero Redivivus, esse outro grande português, que foi o Padre António Freire.

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publicado às 12:53

A inexistência que afinal existe

por Nuno Castelo-Branco, em 30.01.09

 

 

A comunicação do sr. primeiro-ministro ao país, trouxe uma novidade antiga de mais de um século. Durante muitas décadas, quem ousasse sugerir a existência de poderes ocultos que manobravam a seu bel-prazer a opinião pública e simultaneamente criassem factos políticos susceptíveis de perturbar a normalidade instituída, era de imediato remetido ao silêncio : "atrasado mental", lunático, tarado, troglodita, idiota chapado, obscurantista, "profundamente imbecil"..., eis alguns mimos reservados ao potencial denunciante. Forma dissuasora ou preventiva de conformação de consciências, inibe a manifestação pública da estranheza pela ocorrência de episódios suspeitos ou da visibilidade de indícios comprometedores.

 

O misteriosamente desaparecido processo do Regicídio, consiste num daqueles enigmas da História que ao invés do Triângulo das Bermudas, não encontra qualquer explicação plausível, a não ser a oportuna intervenção da misteriosa e poderosa "mão oculta" que furta à justiça os elementos necessários à formal acusação dos implicados no crime. Os conluios, as fugas aos juramentos pronunciados em sede própria, revelaram um rasto conducente a conhecidas figuras de então e que hoje, de forma bastante sintomática, têm os seus nomes exibidos em estátuas e placas toponímicas. A fuga da informação - as juras de nada valem diante da vaidade de alguns homúnculos -, possibilitaram senão a formal acusação, pelo menos um  interiorizado sentimento de conhecimento dos responsáveis morais e materiais. A responsabilidade moral torna-se assim, tão pesada quanto aquela assumida - de forma infinitamente mais corajosa, diga-se - por aqueles que empunharam as armas. Os mandantes, os poderosos que compraram consciências, adquiriram as pistolas e as carabinas, organizaram as campanhas negras de difamação na imprensa e nos panfletos de rua, conceberam o crime até ao pormenor. Quem se indignou e manifestou a repulsa pelo crime lesa-pátria, foi remetido ao silêncio. O natural medo de perseguições, a fraqueza perante a prepotência dos bem instalados, a desonrosa e escandalosa indiferença de quem zelava pela ordem pública e legitimidade constitucional - polícia e forças armadas -, fizeram o resto.

 

Processo ainda em aberto, o do Regicídio poderia hoje ser trazido à barra do Tribunal da História, como uma catarse indicadora de novos tempos, onde a independência da justiça, o primado da Lei e a simples decência cidadã, se sobrepusessem ao egoísmo, desenfreada ambição ou a negregada  e estrutural maldade de alguns homens. Há que vasculhar as gavetas de velhos armários ministeriais. Há que esperar um rebate da consciência de quem sabe onde se encontra pelo menos um dos exemplares do Processo. Mortos, enterrados e esquecidos os directos responsáveis pelo crime, a reabertura do Processo reconciliaria os portugueses com uma justiça que se quer sã e imparcial. Mas será isto possível?

 

Afinal existem, os inexistentes poderes ocultos...

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publicado às 11:15

Para relaxar

por Samuel de Paiva Pires, em 30.01.09

Bem sei que o alegado caso Freeportgate (não podiam ser um bocadinho mais originais? Ah já percebi, estreia esta semana o Frost-Nixon, vai daí recordaram-se...que falta de criatividade!) ou o relatório da OCDE que afinal não é da OCDE estão na calha da blogosfera e da comunicação social. Mas depois de um mês pleno de trabalhos, numa semana de apresentação de dois deles, e finalmente chegada a interrupção para frequências, tendo que me preocupar com matérias de estudo bem mais importantes do que a espuma dos dias (e o que assusta são mesmo as análises precipitadas que se fazem por aí, sem qualquer sentido de Estado! E que tal tentar deixar a justiça funcionar? Se essa funciona ou não, já é outra questão), aqui fica o vídeo de uma música que descobri esta semana, só para relaxar. É um pouco demasiado pop, talvez até música de "carrinhos de choque", mas os argumentos de Alesha Dixon deixam qualquer um rendido, isto é, os seus passos de dança claro. Além do mais, creio que as senhoras vão gostar da letra desta música intitulada "The Boy Does Nothing":

 

 

 

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publicado às 02:42

Blogosfera

por Samuel de Paiva Pires, em 30.01.09

Entram directamente para a coluna da direita: Whitehouse Blog, Activismo de Sofá, Mundorama, ABC do PPM (boa notícia esta do regresso do PPM), Em 2711 e Café Hayek

 

*actualização: também o Café da Insónia e o Esplanada ao Sol passam a fazer parte das ligações. 

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publicado às 01:55

Em destaque

por Samuel de Paiva Pires, em 30.01.09

Peço desculpa pela recente ausência mas em época de muitos trabalhos, com frequências à porta, outras prioridades têm que ser acauteladas.

 

Quanto ao blog em destaque, depois do anterior espaço ter sido encerrado, eis que o humor de intervenção ISCSPiano mais activo do momento passou para outro espaço. Por mim, continuo a deliciar-me com o humor, embora já não tenha muita paciência para aturar tantos comentários de baixo nível, especialmente quando pessoas que não me conhecem de lado algum se dirigem a mim de forma injuriosa. Não é de forma difamatória, com isso posso eu bem como bem sabe quem me conhece (e mais uma vez, um conselho, se não aguentam que falem mal de vocês, que vos critiquem, então não se metam em política), é mesmo de forma mal educada e com palavrões à mistura, o que nem sequer me merece qualquer resposta.

 

Em particular, é de constatar que essas pessoas pertencem ao que vulgarmente se designa por Juventude Socialista. Não tomando o todo pela parte, volto aqui a dizer o que há dias dizia a um amigo da JS que muito estimo em ter como habitual leitor deste espaço: com tantos militantes e gente capaz, será possível que deixem um blog do alegado Núcleo de Estudantes Socialistas do ISCSP nas mãos de pessoas que, para além de escreverem um português que nem de macarrónico se pode classificar, pelo menos uma delas nem sequer é matriculada no ISCSP?

 

Depois venham para aí dizer que são certos e determinados blogs que dão má fama ao ISCSP. Eu se fosse actualmente um estudante do 12.º, ao deparar-me com isto, decididamente não ingressaria no ISCSP. Tratem lá disso se faz favor!

 

E já agora, controlem lá os vossos militantes, é que ameaças à Don Corleone, como as que fizeram ali, são no mínimo risíveis e envergonham aqueles que realmente são alguma coisa nas estruturas da JS, alguns deles meus conhecidos e pessoas por quem tenho estima e respeito.

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publicado às 00:55

de não largar um assunto até tentar, pelo menos, esgotá-lo, porque me despertou interesse e / ou curiosidade. É muito frequente acontecer acordar a meio da noite com uma qualquer dúvida, e não descansar enquanto não esgotar todos os recursos para a desfazer, que vão desde a consulta da enciclopédia à pesquisa no google.

          Foi assim que me mantive em pulgas até saber se o meu pai- senhor de uma Biblioteca e peras- tinha as já referidas Charlas Linguísticas do Padre Raúl Machado- que sim, além de outros livros da sua autoria, nomeadamente de Literatura de Viagens- género que muito aprecio-, tendo-me falado com entusiasmo duma sua narrativa de viagem à Grécia.Pedi-lhos emprestados; acho que já ganhei o dia, atendendo ao que, entretanto, li sobre o mestre de linguística...

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publicado às 00:30

Com um bicho ao lado,

por Cristina Ribeiro, em 29.01.09

        

 

 

 

João. Calmo e que partilhe dos nossos gostos musicais.

 

 

                        ( e assim vou colmatando a ausência da caixa de comentários no Eternas Saudades do Futuro :) )

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publicado às 22:15

mas juro que não enveredei pela política. E como é uma promessa pessoal, ninguém levará a mal..

.Prometi-me uns dias de intervalo, mas tenho de confessar a minha fraqueza quando se trata de escrever mais um postalzinho: o vício tornou-se mais forte.

E quebrei essa promessa porque, e  depois de alguém me ter dito que, nas condições que me levaram até ela, o escrever até funcionaria como catarse, me apeteceu escrever sobre o que, hoje, em conversa com pessoa que a elas assistiu, veio a talho de foice; o Padre Raúl Machado e as Charlas Linguísticas,  que terá mantido na RTP, fins dos anos cinquenta, inícios dos  sessenta-  "Aquilo é que era saber, é que era tratar bem a Língua Portuguesa! "

 

E dei comigo a ter saudades de uma Televisão assim- de serviço público, mesmo, e não a enganar os pategos que somos nós. A falta que ela nos faz!

Uma televisão que embrutece, será o que merecemos?Talvez fosse  um bom recomeço.Sim, porque como estamos, o melhor é começar do zero; e quando se constrói uma casa deve começar-se pelos alicerces.

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publicado às 18:48

Quando a língua se torna carabina.

por Nuno Castelo-Branco, em 29.01.09

 

Somos gente respeitadora da Lei e da ordem. Abominamos o crime e acreditamos no Estado de Direito que é a nossa primeira bandeira. Jamais tivemos a necessidade de pensativamente aprender com os maus exemplos da História, porque os limites impostos pelo respeito do outro, mesmo daquele que irracionalmente nos odeia, rebaixa à insignificância qualquer atitude vingativa ou de destruidora conspiração. Sempre fomos diferentes de uma certa ideia republicana de fazer política. 

 

Os desafios à tomada de uma posição acerca de certos casos do momento, indesmentivelmente fomentados por uma certa ânsia devorista ou autofágica dos media, deixa-nos insensíveis. Tal não se pode confundir com o desinteresse irrresponsável pela sanidade da coisa pública, mas tão só pela firme crença na presunção do direito de todos à defesa do bom nome. Ainda ontem e em pleno Parlamento, bruxuleou novamente aquela chama assassina que há cem anos acirrou demenciais ódios e deixou Portugal coberto de cinzas. Uma residual e extremista coligação de grupúsculos radicais, trouxe ontem à Câmara dos Pares, aquela negregada forma de intervenção que foi apanágio de gente de escassa dimensão moral como foram os senhores Afonso Costa, Machado e outros coriféus do extinto prp. Sem a necessária coragem para um frontal ataque, insinuam. Sem a impunidade de que os seus antecessores dilectos beneficiavam, encontram-se hoje remetidos a uma envergonhada guerrilha de leitura de entrelinhas. É mesquinho e pouco abona a favor de quem acusa com o dedo pequeno do pé esquerdo. 

 

Há um século, o Estado de Direito condescendeu no seu próprio enxovalho e não resistiu à subversão e à ilegalidade  da acção de quem dele beneficiava para o destruir. O povo português foi humilhado e viu-se despojado de todos os direitos próprios do homem livre: o da paz social, o da segurança individual e colectiva e o direito ao progresso, já naquele tempo considerado como conquista inseparável do conceito de liberdade. O 1 de Fevereiro de 1908 tornou-se então no padrão que em si resume a total falência da dignidade, honra e vontade da maioria. A impunidade do crime que há muito era preparado através de campanhas de difamação, de apelos ao desrespeito pela lei e dissolução dos princípios basilares que garantiam o próprio edifício constitucional, consagraram uma praxis política que ainda hoje colhe algumas simpatias. Os partidários do "quanto pior, melhor", são ousados na atoarda, exímios no destruir da reputação do adversário. Aniquilado este e momentaneamente vitoriosos, sepultam uma sociedade inteira num lodaçal de infâmia, manchando a reputação da nação no seu todo. É com isto que os monárquicos não podem pactuar. Todos temos o direito à sagrada esfera pessoal, intocável, mútua e universalmente reconhecida. 

 

A separação de poderes, embora formalmente garantida pelo preceituado constitucional, surge hoje estranhamente vulnerável e pior que isso, permeável a interferências estranhas à acção de cada um dos sectores que conjuntamente formam o Estado. A guerrilha inter-institucional é evidente e de impossível ocultação diante de uma opinião pública acicatada pelos interesses que se escondem por detrás de campanhas mediáticas, elas próprias reféns de um certo materialismo do jogralismo financeiro de mascarilha.

 

O julgamento dos casos considerados prementes por essa diminuta massa amorfa e televisiva que se chama opinião conceituada, não pode confundir-se com o verdadeiro Direito que por ser das gentes, legitima a própria existência do Estado como entidade de bem. A Lei exige a plena culpa formada, a prova irrefutável e incriminadora. Diríamos exactamente o mesmo, se o senhor primeiro-ministro se chamasse Durão Barroso, Santana Lopes, Jerónimo de Sousa ou Paulo Portas. É a própria imagem do país que está em causa e não a irrisória fulanização de um potencial escândalo, tenha este ou não, fundamento sólido. A presunção de inocência não pode ser assim, considerada como simples e oportuno recurso rectórico que mutatis mutandis formata o regime existente em Portugal com aqueles outros que na Europa são considerados como exemplos a seguir. O contrário desta clara evidência rebaixa, avilta e desonra um país com um tão esmagador peso do património histórico a preservar: um património que inclui o pioneirismo na abolição da escravatura, da pena de morte e da abertura da Europa a até então desconhecidas terras e gentes.

 

O 1 de Fevereiro é assim, a memória inextinguível de um tempo de obscuridade e de prepotência que a todos vitimizou. Convém que disto não nos esqueçamos.

 

  Cem anos, em mais de mil, entre o acrisolar de uma língua e o processo de redefinição política da Reconquista, é nada. Se o não fazemos, obrigue-nos ao menos o olhar outro de Povos e Culturas sobre o que fomos e só não somos, em telúrica força, também pela pastosa mediocridade instalada nos paços do Poder: 

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publicado às 18:17

A memória que jamais se extinguirá

por Nuno Castelo-Branco, em 28.01.09

 

 Não podemos esquecer e não esqueceremos. Somos homens comuns, o que torna o perdão senão impossível, todavia dolorosamente aceitável. Foi um século de desdita, de escusada decadência, de descaracterização daquilo que fomos e que nos tornou visíveis no mundo. Os portugueses foram roubados à já sua normal liberdade e à verdadeira promessa de um progresso tornado inevitável. Esse mesmo progresso, esse estatuto adquirido numa Europa que então, garantiu as hoje vastas fronteiras da lusofonia.

 

Tal como nos anos anteriores, será preciso um furacão abater-se sobre Lisboa, para que às cinco da tarde do próximo domingo, 1 de Fevereiro, não faça aquilo a que há tanto tempo estabeleci como obrigação moral: passar pela esquina do Terreiro do Paço, relembrar a tragédia e confirmar a justeza das convicções da nossa gente. E quantas vezes lá fui, sem que vislumbrasse caras conhecidas com quem pudesse trocar as previsíveis impressões . Hoje tudo parece diferente e para melhor. As pessoas interessam-se e temos o nosso direito à indignação, neste caso, por uma muito digna causa. Sem partidos, sem grupúsculos, sem inimizades pessoais. Estamos todos juntos, pela justiça.

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publicado às 23:00

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