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Também gostei muito, Diogo.

por Cristina Ribeiro, em 31.03.09

 

 Sentada na cadeira do cinema, dizia-me: estás a ver um grande filme!

Com substância. Tem-nos dado muito bons filmes.

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publicado às 21:19

Notícias de Lourenço Marques

por Nuno Castelo-Branco, em 31.03.09

 

 

Esta nossa política nacional é sempre servida com o efeito de duche escocês. Se os órgãos de comunicação empanturram a opinião pública com notícias de cariz genericamente escandaloso, o  ministério público, os bastonários das mais diversas ordens ou tagarelas procuradores que melhor fariam em permanecer calados, contradizem-se, causam a confusão, desmentem, confirmam ou mentem.  Dir-se-ia existir um secreto conluio para o lançamento do bambúrrio e caos que inibam a análise dos factos. Ainda os casos não subiram à barra dos tribunais e o almejado descrédito conseguiu-se no meio de grande barulheira, desacreditando todo o sistema. Fazem-nos invariavelmente recordar a história do mentiroso que pedia socorro sem razão haver para tal e que de tanto gritar, um dia viu-se em apuros sem que vivalma o acudisse. É esta a situação destes dias onde a indiferença conquistou o país. Dias de perigo iminente.

 

A política nacional é desinteressante e mesquinha, sem sequer merecer a chancela de corriqueira, coisa que confirmaria a normalidade dos organismos bem enraizados e que vivem da gestão corrente. Pelo contrário, vivemos segundo padrões estabelecidos por um nivelamento por baixo e tão chão, que  os telejornais se tornaram numa montra de  notícias de rodapé de folha informativa de âmbito aldeão. As evidentes mentiras assumidas diante de todos - que afinal são mesmo dez milhões de parvos - , o reescrever de factos antigos e bem conhecidos, o arrogante desperdício e exercício da inveja mais vergonhosa - leiam o post do Miguel -, a pobreza de espírito, o não saber dizer nem fazer, enfim, o Estado que temos, levam muitos portugueses a entreter-se com outras coisas.

 

Estive umas longas horas em agradável conversa com o João, um amigo de Moçambique e que lá voltou a residir. Questionei-o acerca de aspectos da cidade e embora conhecendo de antemão as respostas, não me canso de as ouvir repetidas, num exercício que talvez se aproxime daqueles que na primária éramos obrigados a praticar no quadro de ardósia, devido a  um qualquer castigo. É sempre um prazer confirmar coisas que não mudaram nem são de previsível alteração. De forma um tanto egoísta, com alguma satisfação reconheço que a escassez de meios financeiros de certos países, proporciona a involuntária e inconsciente - deles, os que lá ficaram - preservação de um passado do qual um dia fizemos parte. 

 

Falou-me demoradamente acerca da grande bairro da Polana, a zona onde sempre residimos em Lourenço Marques. A nossa casa, na antiga Avenida Princesa Patrícia 1208, lá está, tal e qual como nos anos sessenta. Pelo que me disse, miraculosamente intacta e bem conservada. Fiquei a pensar na gente que hoje habitará o local que ainda agora conseguiria percorrer de olhos vendados. Sei que periodicamente ainda repinta de verde o portão de entrada do jardim que mantém a plantação de orelhas de elefante e cactos, como no nosso tempo.  Nada mudou no pátio das traseiras onde desajeitadamente batíamos bolas contra uma alta parede, imitando os nossos pais no squash para adultos. Ainda lá está e espantosamente, há hoje quem continue a fazer exactamente o mesmo, sendo bem visíveis as marcas naquele muro já sem cor. É a única explicação que encontro para aquelas manchas, porque não é possível que ao fim de quase quatro décadas, ainda sejam o mudo testemunho de quem um dia deu alguma importância àquela alvenaria. O único aspecto descuidado é o quintal das traseiras, hoje transformado num pequeno baldio coberto com uma mata de altas ervas, sendo mesmo impossível a ele aceder pelo portão das traseiras. No entanto, os locatários salvam as aparências, cuidando do acesso principal, aquele que recebe as visitas. 

 

Os passeios continuam naquele resistente cimento riscado em quadrados perfeitamente simétricos que a Câmara Municipal de Lourenço Marques tão bem sabia manter. As acácias de flor vermelha naturalmente seguem o ciclo do atapetamento decorativo da rua e não será difícil imaginar os miúdos de hoje a brincar, tal como nós fizemos, com aquela espécie de catanas vegetais que destas árvores caiem e que alternam as funções de espadas ou instrumentos musicais, pois as sementes no interior chocalham à vontade ou talento rítmico dos habilidosos.

 

Há coisas que não mudam porque obedecem às leis da natureza ou aos sempre iguais caprichos do bicho homem. Surgem apenas outros rostos e diferentes nomes. Alguns que durante tanto tempo conhecemos e se familiarizaram, esfumaram-se involuntariamente, separados por uma história na qual não tiveram qualquer influência. Ficam as fotos e isso já é alguma coisa. Em certos momentos, são muito mais importantes que a crise dos nossos bolsos e da política deles

 

* Na foto: em primeiro plano, o Miguel. No segundo plano, eu, o João e a Tiki (a Angela estava para nascer). Afagando o grupo, o cozinheiro, protector e dedicado amigo Bernardo. O que lhe terá sucedido?

Acácia

 

 

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publicado às 20:36

Ainda sobre os últimos artigos de Mário Crespo,

por Cristina Ribeiro, em 31.03.09

concordo com Luís Barata, quando diz que tem dias, exemplificando com o tratamento privilegiado que deu a Joe Berardo, nos últimos anos na Sic Notícias.

               Só que, quanto a mim, está neste momento numa fase boa, quando, nomeadamente pergunta " porque é que o Presidente da República não se pronuncia sobre isto, nem convoca o Conselho de Estado ", quando, como escreveu no dia 16 de Março,  tem nas mãos instrumentos poderosos para influenciar o destino do país.

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publicado às 19:28

Ainda no Público desse dia

por João Pedro, em 31.03.09

 

A pergunta mais estúpida que vi em vários anos:

"Querer ter um filho é ainda um resquício da família tradicional"?

(Anabela Mota Ribeiro, numa entrevista a um casal gay anónimo, revista Pública, 29/03/09)

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publicado às 18:59

O ciclo da esquerda

por João Pedro, em 31.03.09

 

Entre as ligações que o Samuel faz saltou-me à vista o texto de João Marques de Almeida, com o título "O Mundo não vai virar à esquerda", como resposta a um artigo do Público de Domingo da outra semana, que perguntava precisamente se o mundo virara à esquerda.


 

Em princípio, assim parece. Na Casa Branca Obama promete uma nova relação do Estado com as pessoas e uma maior regulação das instituições financeiras – os recentes casos dos violentos sermões aos gestores da AIG são disso um bom exemplo. Na América do Sul, o Brasil, a Argentina, o Chile e o Uruguai têm governos de esquerda moderada, enquanto que a Bolívia, o Equador, a Nicarágua e agora o Paraguai são regidos por uma esquerda mais radical, com a Venezuela à frente. Também no El Salvador a esquerda acaba de derrubar a ARENA, que há vinte anos estava no poder. No México, o populista PRI (cuja classificação ideológica é ambígua, enquadrando-se mais no "extremo centro") ameaça voltar ao poder. Isto sem falar em Cuba.
Já na Europa, até os governos de direita de países como a França, a Alemanha, a Itália e a Grécia tiveram de intervir mais na economia.



 

As excepções contam-se pelos dedos, mas também as há. No Chile, por exemplo, a direita está à frente das intenções de voto, com o esvaziamento do estigma Pinochet. E mais casos haverá. Mas ainda não se percebeu bem se é um reflexo da crise financeira e económica que se abateu sobre o Mundo e a rejeição do liberalismo outrora triunfante ou se se trata de um novo ciclo para vários anos, mais estrutural que conjuntural.
 

É bem provável que a segunda hipótese esteja mais próxima da verdade. O momento lembra, e o artigo do Público também, o início dos anos oitenta, pela sua inversão, quando Tatcher e Reagan ascenderam ao poder por muitos anos, ao mesmo tempo que outras figuras tão diferentes de direita, como Khol ou mesmo a nossa "modesta" AD, ao passo que na América Latina predominavam os ditadores militares anti-comunistas, com o beneplácito dos EUA. E, tal como agora, a França ia em sentido contrário, dando uma forte maioria a uma coligação de socialistas e comunistas e elegendo Miterrand para a presidência.

 

 

As diferenças estruturais viam-se no modelo económico - mais estatista em fins dos anos setenta, mas liberal agora - e sociológico, aqui mais nos Estados Unidos. Mas Revolução Conservadora iniciada por Reagan, com a conquista do Midwest e das classes médias, parece ser um modelo esgotado. Os fracassos da Administração Bush e do seu Compassionate Conservatism e a crise assustaram os americanos e empurraram-nos para os braços dos liberals.


Não significa isto que os Estados Unidos virem "socialistas". Tal não aconteceu na presidência de Clinton e nem sequer nos tempos do New Deal. Há coisas que fazem parte do código genético americano e que jamais desaparecerão. Uma certa independência dos poderes federais e um característico Do it Yourself são parte constitutiva desses genes. Mas as loucuras de Wall Street e o optimismo do mercado levaram a uma mudança de atitude. E é preciso não esquecer que o Congresso já tinha maioria Democrata desde 2006. Mais do que uma mudança abrupta, há algo de simbólico na ascensão de Obama à Presidência, que é a marca do fim desses trinta anos de conservadorismo.

 

Mas é verdade que não havia um domínio direitista absoluto do mundo, nem sequer ocidental. Mais depressa se verificava uma derrota da esquerda mais radical, com a queda do Pacto de Varsóvia e da URSS e a conversão da China em potência capitalista, e a conversão da esquerda moderada sob a forma da Terceira Via, protagonizada pelo New Labour de Blair e o abandono de uma política de nacionalizações e de apoio nos sindicatos. O que se verifica agora é mais uma derrota de várias direitas (e mais um abandono do modelo liberal, para que volte dentro de anos) e o consequente predomínio da esquerda em sua substituição. Um ciclo definitivo? Só para os entusiasmados do momento, que quando as suas facções ganham adquirem ou reforçam uma visão determinista das coisas. Continuará a haver ciclos consoante as circunstâncias e os acontecimentos favoreçam esta ou aqueloutra ideologia. Mas não tenhamos dúvida de que nos próximos tempos será sobretudo a esquerda a mostrar-se triunfante.

 

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publicado às 18:42

Não me lembro de que ano, mas foi num 31 de Março

por Cristina Ribeiro, em 31.03.09

 

que o cimo da escrivaninha do meu irmão se encheu com os livros de Eça de Queiroz  editados pela  « Livros do Brasil » .

Foi uma surpresa não só para ele, mas para os outros irmãos, que já afilavam o dente ao ver aquela colecção inteirinha à nossa espera.

                Mas esperava-me um balde de água fria: Só podes entender estes livros quando tiveres 15 anos, disse o meu pai, quando viu o olhar guloso que lhes deitei.

Deve ter sido por essa altura que comecei a visitar regularmente a escrivaninha do meu irmão...

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publicado às 18:28

A V E N T A R

por Nuno Castelo-Branco, em 31.03.09

 

Faz hoje um ano o blog Aventar.

 

Há alguns meses, recebi um convite do Ricardo Santos Pinto, dizendo contar com a minha colaboração num blog composto por gente dos mais diversos matizes. Já os conhecia e hesitei: tantos malucos, anarco-tudo, komunas desalinhados e pior que tudo, republicanos em pleno século XXI (!)...

 

Aquiesci e não me arrependo, pois creio sinceramente fazer parte deste bando de alucinados Por Bem. Sempre disse o que me apeteceu, não existindo qualquer tipo de agenda ou indicações políticas mais ou menos correctas. O Aventar é a prova da possibilidade de diálogo e colaboração entre pessoas que mal se conhecendo, acreditam num país diferente e finalmente alheado de questiúnculas, invejas ou interesses pessoais e egoístas.

 

Na véspera do dia das mentiras, uma verdade: o Aventar vale a pena.

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publicado às 10:44

Que Mário Crespo está a cair-me no goto,

por Cristina Ribeiro, em 31.03.09

confirmo com a leitura deste artigo de opinião, a que cheguei via Mensagem Certa..

Pena ser uma das poucas vozes independentes - no sentido de não ser um fulano a limitar-se a fazer um favor ao outro partido quase gémeo -  no meio, porque acredito naquela máxima de que " se um jornalista incomoda muita gente, dois jornalistas incomodam muito mais ".

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publicado às 01:12

A escrita das inutilidades

por Silvia Vermelho, em 31.03.09

Editado posteriormente, dado que a ligação "vizinha" caiu no momento de publicação, ontem à noite.

 


Fresh Widow, Duchamp

(Fonte)

 

Prometido, meio a brincar, nos corredores do Messenger a que a distância obriga, o que se segue foi planeado a propósito do post intimista do Samuel.

A verdade é que me fez lembrar uma matriz de escrita há muito por mim abandonada, como quinquilharias de garagem. É a escrita que tod@s pensam como “das inutilidades” e, por isso, a mais difícil de todas.

Quando se tem (praticamente) vinte anos, parece que as coisas que aconteceram aos quinze já foram há muito tempo. E assim, parece que foi mesmo há muito tempo atrás que a escrita das inutilidades me preenchia o tempo. Ao princípio era frustrante porque, reflexo de uns laivos de pragmatismo que me define, sentia-me sempre presa pelas amarras da realidade viva e crua, e havia, em toda a minha humilde escrita, uma tendência analítica em vez de descritora - o que resultava imediatamente na racionalização da introspecção no momento em que a caneta tocava no papel (ou, menos “romântico”, os dedos no teclado…). Depois, foi uma questão de treino e tentar afastar a sufocante “razão” quando os pensamentos pertenciam ao “coração”.

Quase que deixei de escrever inutilidades, apesar de não ter deixado de as formular. É um fruto dos dias que correm: é a morte já antiga da relação entre psyche e anima, uma separação que o positivismo quis trazer para a Ciência e que se instalou no quotidiano da pessoa comum.

Foi a minha estratégia para uma alegada melhoria da minha produtividade. Como binómio de oposições, ao abandonar a escrita das inutilidades deveria passar a haver uma clara aposta na concretização de “utilidades”. Também eu me deixei envolver pelos mares desta tecnocracia de fachada, em que se exige não apenas o mecanicismo dos actos como do pensamento, tolhendo as paixões tempestuosas das saudosas grandes assembleias, condenando a psyche a uma existência solitária e marcada não pela sua exploração, nem pela sua potenciação, mas pela sua circunscrição. Onde antes ancoravam as suas produções centrífugas, nos portos da anima (como portos de abrigo), agora há o vazio. Anima é ser com os outros porque não há nada de mais colectivo que a alma, que sente porque existem outras/os e outras coisas para serem sentidas.

Lipovetsky chamou-lhe mesmo a "era do vazio", e é sempre irónico pensar que tal acontece na “era do tudo”. Numa sociedade que vive para a satisfação imediata de todas as necessidades, pensar e sentir mais do que os lugares-comuns da aquisição, da obtenção e do cumprimento, é algo de tal forma estranho que chega a ser condenado. Hoje, a sociedade ordena-se para matar o indivíduo enquanto ser com @s outr@s: são pressões alucinantemente centrípetas, que remetem a introspecção e o conhecimento do “eu” para o centro do remoinho desta sociedade da desinformação, onde toda a gente cala, porque o que diz é silêncio.

Esta é a realidade que não é virtual, esta é aquela em que vivemos. É por isso que, lembrando-me do que o Samuel escreveu, qualquer coisa que seja pensar, sentir ou pensar sobre o que sentimos, será sempre um desfasamento desta realidade, porque é pertença da anima. E na anima há tempos que se entrecruzam e lugares que coexistem e isso é loucura? É simplesmente “sentir tudo de todas as maneiras”. E ao sentir, e ao descrever, as palavras ganham propriedades imagéticas e as narrativas ganham movimento e, não apenas a escrita, mas também a leitura posterior, torna-se uma viagem mais produtiva que qualquer "utilidade" que possa ser concretizada, num minuto qualquer de um quotidiano morto. É a viagem da anima, ao centro da alma. O cliché pouco entendido: “conhece-te a ti mesmo”.

 

PS: tanta palavra para dizer que o post do Samuel nada evidencia de loucura, só uma brilhante sapiência introspectiva... ;)

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publicado às 00:40

Refiro-me mesmo à praga que infesta Portugal,

por Cristina Ribeiro, em 30.03.09

Daniel; mas estamos naquela situação de " foge cão que te fazem barão; para onde, se me fazem conde? ".

Afugenta-se uma bicharada, mas logo vem outra, do mesmíssimo quilate, substitui-la...

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publicado às 23:39

« On ne guérit jamais de son enfance »

por Cristina Ribeiro, em 30.03.09

 

 ( autor desconhecido, citado por Tomaz de Figueiredo )

 

Vem a Patti lembrar-me outro dos meus amores de infância: aquele livro em que Edmundo de Amicis dá voz ao pequeno Henrique, quando este se decide a escrever um Diário, desde a sua entrada na escola.

   « Coração » foi um livro que me acompanhou desde os oito anos, e que continua dentro dele.

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publicado às 23:02

Sugestões de leitura

por Samuel de Paiva Pires, em 30.03.09

1 - Uma fuga ao segredo de justiça, depois de ver mais um telejornal da TVI, José Adelino Maltez, no Sobre o Tempo que Passa;

 

2 - Escapismo Liberal e Uma Resposta ao Rui A., O Corcunda, no Pasquim da Reacção;

 

3 - O regime que morreu três vezes, Henrique Raposo, no Expresso;

 

4 - O mundo não vai virar à esquerda, João Marques de Almeida, no Diário Económico;

 

5 - Os avisos de Merkel, André Azevedo Alves, n'O Insurgente;

 

6 - Compre agora, pague depois, André Abrantes Amaral, n'O Insurgente;

 

7 - Decente, Pedro Arroja, no Portugal Contemporâneo;

 

8 - The "Road to Serfdom" Revisited, Scott S. Powell, no Washington Times.

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publicado às 22:25

Quando o batatal era ameaçado

por Cristina Ribeiro, em 30.03.09

 

por uma praga de escaravelhos, recorria-se ao insecticida. E agora, o que é se faz com esta bicharada?

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publicado às 21:07

NATO - "Uma história de sucesso"

por Samuel de Paiva Pires, em 30.03.09

 

É ler na íntegra o que escreve Bernardo Pires de Lima no 31 da Armada (também publicado no blog oficial da Comissão Portuguesa do Atlântico / Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico):

 

O século XX teve duas histórias para os europeus. Na primeira metade fizeram da guerra a sua política. Na segunda, ocuparam-se politicamente a fazer a paz. O velho continente passou de um extremo ao outro num curto espaço de tempo, reconstruiu cidades e famílias (se é que foi alguma vez possível fazê-lo), sossegou fronteiras e exércitos, reergueu economias e criou umas quantas outras. Pôs velhos inimigos à mesa e desenhou progressivamente os mecanismos económicos, financeiros e políticos necessários. Pedir mais era impossível. Andar mais depressa também.
 
Esta semana ficará marcada por um acto simbólico entre os grandes obreiros europeus da guerra e paz do século passado, França e Alemanha. No Sábado, dia 4, os líderes da NATO viajarão em conjunto pelo Reno, passarão a fronteira franco-alemã e chegarão a Estrasburgo onde Sarkozy cumprirá o papel de anfitrião no segundo dia da Cimeira. Exactamente 60 anos após a sua fundação, seis décadas depois da carnificina europeia, os velhos e novos aliados atravessarão a fronteira sem batalhões, violações de civis ou projectos de pureza social. Se a NATO serviu para algo foi, em primeiro lugar, não para normalizar as relações mas para quebrar com a tradição do conflito. Ao contrário do que seria suposto, a Aliança não disparou um tiro durante toda a Guerra Fria. Ao contrário do que muitos desejaram, não se evaporou com a queda do Muro. E, ao invés da polémica, soube com altos e baixos acomodar a zona europeia em erupção na última década e meia, os Balcãs.
 
A NATO pode e deve suscitar discussões sobre o seu papel no futuro, teatros onde pode operar ou que alargamentos deve privilegiar. Mas não nos deve inibir de reconhecer que foi fundamental para a segunda fase da história do século XX europeu, para a confiança entre estados e para os sucessivos alargamentos da UE. Um vazio criado por si seria pior do que qualquer outra solução. Só quem esteve alheado da história europeia do último século pode desejar o vazio e o caos ao conhecido e ao sucesso. Porque é de sucesso que falamos quando se avalia a Aliança Atlântica.

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publicado às 20:54

Só mais um indício de que " isto está assim".

por Cristina Ribeiro, em 30.03.09

Consulta marcada no médico. Num terceiro andar. Dirijo-me ao elevador.

Junto deste encontro uma senhora idosa, que pergunta se vou subir. Que  sim. Suspira de alívio, e sobe também. "É que tenho medo de ir sozinha no elevador, mas não me atrevo a ir pelas escadas: a qualquer hora do dia estão pejadas de jovens que se injectam, e há dias, ia com uma neta, ameaçaram-nos com uma seringa. ". Fico sem palavras.

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publicado às 20:23

Quando faltam três dias

por Samuel de Paiva Pires, em 29.03.09

Para viajar pela terceira vez na minha vida até um país que é causa da união de muitos povos que detestam os seus habitantes, a França, estava o Hollywood a transmitir novamente o Ocean's Twelve quando me lembrei de aqui deixar aquela que é uma das cenas mais magníficas do cinema dos últimos anos - o "Francês" a passar o campo de lasers ao som de "La Caution - Thé à La Mente", enquanto dança capoeira:

 

 

 

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publicado às 23:53

Sendo admiradora confessa

por Cristina Ribeiro, em 29.03.09

 

de João Pereira Coutinho, o ter sabido, via  O Insurgente , que vai aparecer num sítio aqui perto, só poderia mesmo ter-me deixado deliciada.

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publicado às 22:21

( fotografia roubada ao Tiago )

 

por alturas da Páscoa, assisti, a um « Stabat  Mater  », de Pergolesi ( não lembro o nome do Soprano nem do Contralto ), executado pela Orquestra do Norte, na Igreja de S. Francisco, em Guimarães, e o facto de ver a Igreja cheia, e, no final, o  agrado do público, traduzido numa grande ovação, faz-me crer na falta que fazem eventos assim por estas bandas.

             Este o pensamento que me suscitou este post do Tiago Laranjeiro.

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publicado às 19:48

Sublime!

por Cristina Ribeiro, em 29.03.09

 

 

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publicado às 19:43

Descobriram a pólvora mas ninguém deu por isso

por Samuel de Paiva Pires, em 29.03.09

 

 

Esta semana que passou a SIC Notícias noticiou que Portugal poderá estar na falência em 2014. Andei à procura e não encontrei mais referências. Ora, recuperando o que escrevi no início do ano:

 

Eu tenho uma "teoria" que carece de fundamentação que é a de que o arrendamento será um mercado muito mais sustentável e proveitoso. Porque as pessoas não se "enforcarão" durante 20, 30 ou 40 anos, porque têm muito mais flexibilidade para mudar de casa em qualquer circunstância (mudança de emprego, desemprego, saída do país) e, principalmente, porque em vez de pagarem ao banco, que por sua vez paga à banca na qual se endividou, o dinheiro mantém-se entre os consumidores, ou seja, com efeitos mais práticos a nível do desenvolvimento da economia real. Mas como eu não percebo nada de economia, isto até pode estar errado.
 
Aos empréstimos das famílias juntem-se os empréstimos das empresas e o panorama começa a não ser o melhor. Se a nossa incapacidade de pagamento dos empréstimos/dívida externa se vier a verificar, creio que estaremos de facto à beira de ter o país vendido aos estrangeiros.

 

E juntando-lhe a enorme dívida externa agravada pelo governo actual, será que é preciso ser um génio da economia para perceber que vamos entrar na bancarrota mais cedo ou mais tarde se continuarmos assim?  Será que toda a sociedade portuguesa prefere continuar a não enfrentar a realidade, a passar ao lado das evidências e a viver apenas pensando no prazer imediato, na satisfação a curto prazo?

 

Esta semana, ainda antes da tal notícia (ou no mesmo dia, se a memória não me falha), tive oportunidade de colocar umas breves ideias/questões ao Dr. Basílio Horta numa conferência no ISCSP, onde discorri brevemente sobre o facto de termos uma máquina estatal que gasta quase 50% da riqueza que o país gera, (o que o Professor António Rebelo de Sousa clarificou dizendo que isso não é necessariamente negativo, desde que tenha um efeito reprodutivo na economia e não seja despesa pública corrente - o que, convenhamos, atendendo ao desmesurado tamanho da pesada burocracia estatal e em muitos casos ineficiente, me causa certas dúvidas) - que em conjunto com uma política de intervenções na economia sem critérios ou accountability (veja-se os casos do BPN e do BPP, sobre os quais muito escrevemos por aqui, as famosas adjudicações directas ou outras que tais negociatas), me parece causar distorções graves no mercado, pois o Governo vai muito para lá da mera regulação, intervindo activamente.

 

Além disto, a legitimidade que tem vindo a ser granjeada em demasia ao papel do Estado pelo tal discurso contra aquele papão, de que todos falam mas que ninguém sabe bem o que é, o neo-liberalismo, causa-me a ligeira sensação que se está a asfixiar ainda mais a já de si frágil sociedade civil e iniciativa privada portuguesa.

 

E só para finalizar, quanto ao sector privado, é elementar que, como explica José Manuel Moreira em "Empresários, mendigos e ladrões" (Leais, Imparciais e Liberais), tão fácil é tornar delinquentes em empresários, visto terem o mesmo tipo de características empreendedoras - "correm riscos, aproveitam oportunidades, planeiam as coisas e, o que é mais importante, avançam com elas" - como o é tornar empresários em "pedintes e saqueadores".

 

Qualquer semelhança com o que se passa em Portugal é pura coincidência.

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publicado às 15:10

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