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E agora, folheado que está o capítulo (1 )

por Cristina Ribeiro, em 30.09.09

das Legislativas, já posso dizer o que penso " deste " poder local - uma treta, um desastre, mais a nível das Câmaras Municipais, porque quando se fala das juntas de freguesia, a proximidade com a população é, por via de regra, maior, o que, na prática -pelo menos quando a freguesia é pequena, a pontos de quase todos se conhecerem- redunda numa maior participação, ainda que indirecta - para já, esperemos! - Também aqui urge mudar de rumo.

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publicado às 23:39

Terá, talvez, dito " só ": comprometeu...

por Cristina Ribeiro, em 30.09.09

A este meu remoque, diz o Mike," Hum... nós somos "oito ou oitenta", somos gente com o coração na boca. Acho um exagero o que disse a Constança Cunha e Sá ". Confesso que não estou certa se disse  perdeu  ou " apenas " comprometeu; mas fugiu-me o teclado para a verdade: acho que quem sai da engrenagem partidária não pode ser esse garante, porque nunca despirá a camisola, por mais cartões de filiação que rasgue.

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publicado às 21:18

" Foi então que, para além do homem que lê tudo

por Cristina Ribeiro, em 30.09.09


 

o que lhe cai sob os olhos, que se cultiva infatigável e incomodamente, começa a esboçar-se o poeta, o escritor que há-de ser. Noites inteiras consumidas na leitura e no debate, na declamação e no convívio - pode parecer pouco mas são de facto os primeiros passos de um amor entranhado à cultura.

   Na Arcada, em Braga, o nosso ponto de encontro era o Café Astória. Ali se travavam algumas das mais apaixonadas e veementes polémicas entre grupos de sinal diferente. Ali se situava a nossa tribuna possível e o lugar de encontro da nossa tertúlia. Ali fizemos um longo e penoso aprendizado de intervenção pública ". ( José Moreira )

 

 

" O personagem já me tinha impressionado à distância, nas cavaqueiras da Porta Férrea e nos corredores da Faculdadede Letras, pelo arrebatamento que punha na eloquência da fala " ( Joaquim Veríssimo Serrão )

 

     Dois pequenos excertos incluídos no livro com que a Câmara Municipal de Valdevez quis homenagear um dos seus filhos ilustres. Reuniu, para isso, textos de grandes vultos da Cultura Nacional, de João Bigotte Chorão a António Manuel Couto Viana, de Adriano Moreira a Pinharanda Gomes, e tantos outros...

Se é certo que nasceu nos Arcos, foi em Braga que decorreu muito da sua vida ( a direcção contrária de um escritor cá muito de casa - Tomaz de Figueiredo ); e por me saber desta região, há tempos, um blogger amigo perguntou-me se tinha, ou tinha conhecimento deste " in memoriam ". Se eu nem conhecia o escritor! Disse-me então que se tratava de um grande contista e poeta. Que iria procurar...

As tentativas feitas nesse sentido revelaram-se infrutíferas, e nada consegui saber, para além do que me fora dito, sobre Amândio César. Até ontem, quando um familiar me ofertou este exemplar. Escusado será dizer que não descansei enquanto o não li, e que não descansarei até encontrar pelo menos algumas das obras aí mencionadas.

 

                  Obrigada, Manuel.

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publicado às 19:27

 Estes luso-asiáticos mantinham entre si laços estreitos, relações familiares até, trocavam vitais informações de natureza comercial, diplomática e política, abriam mercados e inibiam a acção de estranhos, intrigavam e faziam lóbi. Quando as embaixadas britânicas, norte-americanas ou francesas chegavam a determinado local para negociar tratados com as potências regionais, tudo o que traziam para discussão era há muito conhecido pelos seus interlocutores locais. Quando Roberts chegou ao Sião em 1833, ficou estupefacto quando o Phra Khlang (responsável pelos contactos com os estrangeiros) retirou triunfante de uma pasta um volumoso lote de recortes de jornais norte-americanos e lhes disse: "sabíamos há muito que viriam". E acrescentou: "sabemos quantos são, as propostas que trazem e onde estiveram antes de aqui chegarem". Atrás do Phra Khlang, um siamês de ascendência portuguesa ria silenciosamente.

 

in Combustões

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publicado às 18:28

Num cinema perto de si...

por Nuno Castelo-Branco, em 30.09.09

 

"My Own Private Mariani II"

 

A uma ordinarice, responde-se com outra. O sr. Cavaco Silva, na sua antiga e bem conhecida versão feroz, regressou para o contentamento de todos. Acabaram-se as mise en scène dos silêncios e falas mansas, pois a reeleição já aí está e hoje na bicha dos supermercados não se deve falar noutra coisa senão no ..."novo Salazar que é uma pena não ser multiplicado por cem".  Por sua vez, a intrusa ovelha que estadeou no nosso rebanho durante três meses, voltou já com a sua autêntica e encrespada pele de lobão. O sr. Sócrates novinho em folha, fero e implacável, num bem encenado número de ventríloquo, servindo-se do sr. Silva Pereira.

 

O palco está montado e encantados, os famigerados monárquicos sentam-se na primeira fila. Era exactamente disto que estávamos à espera para um Centenário em grande.

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publicado às 13:18

Constança Cunha e Sá:

por Cristina Ribeiro, em 29.09.09

o PR perdeu o estatuto de garante da estabilidade.

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publicado às 22:56

A vez do apito laranja

por Nuno Castelo-Branco, em 29.09.09

 

 

Como dizia o meu amigo Miguel Netto num comentário ao post das 17.00 horas, o que está a acontecer entre a presidência e o governo, é inerente ao próprio regime.

 

No passado Domingo, Cavaco foi votar, foi tomar partido. Conhecendo a personalidade, sabemos em quem votou e porque o fez, aliás no seu pleno direito. Soares fez o mesmo, assim como Sampaio. Cada um deles vota e escolhe o partido dos seus, aquele que o alçou à magistratura e lhe fornece os necessários e muito numerosos assistentes que o coadjuvam nas funções.

 

O actual residente de Belém confirmou tudo aquilo que a controvérsia lhe aponta. Manifesta a suposição de insegurança, ao ter encontros com gente que lhe garanta a blindagem do seu equipamento electrónico, seja ele qual for.  Não desmentiu categoricamente as palavras proferidas pelo sr. Lima - que falou "em nome do presidente" .e apontou o dedo ao partido do governo.

 

A república é isto e fatalmente iremos conhecer de forma desabrida, o mesmo tipo de conflitos que sujaram durante mais de uma década, a necessária decência que não existiu, por exemplo, entre Mitterrand e os governos eleitos pela direita francesa. Os portugueses não estão habituados a este tipo de esquemas palacianos e pelo contrário, desprezam-nos visceralmente. A imagem que ficou no imaginário popular, foi aquela deixada pela imparcial - por vezes salomónica - Monarquia.

 

Ainda que de uma forma sofrível, Soares soube disfarçar a hostilidade que votava ao seu 1º ministro Cavaco Silva. Sampaio foi aquilo que se sabe. Cavaco, sendo de direita, não beneficiará daquela condescendência outrora votada aos seus antecessores, bem protegidos por um complexo emaranhado de interesses e lugares cativos de um controleirismo bastante evidente. Os velhos complexos de esquerda que atingem bem fundo uma sociedade incrédula, pouco interessada e sobretudo irresponsável, sempre deixou passar incólumes, as atitudes que deslustraram, rebaixando-as, as funções presidenciais. Episódios vergonhosos de desrespeito presidencial pela parcimónia na despesa, o claro pendor para o nefando "amiguismo" de vários contornos,  o descarado favoritismo partidário e outras aleivosias mais, sempre beneficiaram da passagem da esponja progressista que tudo rapidamente fazia esquecer.

 

A partir  desta noite, Cavaco não parecerá tão diferente daqueles que substituiu e nem poderia ser de outra forma. É assim que se faz a política da partidocracia levada até às suas últimas consequências, neste caso, a própria chefia do Estado que a população devia olhar como instância suprema, independente e digna reserva moral da nação.

 

Assim sendo, A. Cavaco Silva dará posse a um governo no qual não confia e contra o qual decerto - muito legitimamente, segundo o seu ponto de vista ou interesse - erguerá defesas. Tendo querido ter a absoluta certeza da consumação eleitoral do fim da maioria absoluta, sente-se mais seguro para rapidamente passar a um ensaio geral para uma não muito longínqua tentativa de mudança do regime: a 4ª república, ou seja, ele.

 

A partir de hoje, os portugueses acordam para uma realidade pela maioria  desconhecida, ou envergonhadamente ignorada.

 

 

 

 

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publicado às 20:20

Bruxaria na Moncloa: está tudo explicado

por Nuno Castelo-Branco, em 29.09.09

 

 

O casal Obama recebeu o agrimensor-mor do TGV ibérico, o sr. Zapatero que desta vez, resolveu trazer a sua bonita consorte Sonsoles* e as duas filhotas (Patalogika e Min?). Na imagem o feliz grupo posa para uma foto na Casa Branca.

 

Agora percebemos finalmente,  a razão pela qual alguma gente da nossa política anda tão obcecada pela "Espanha, Espanha, Espanha". Nas cimeiras ibéricas realizadas além-fronteira, os repastos devem vir preparados convenientemente, após a adição de umas gotinhas mágicas concebidas pelas duas jovens aprendizes de feiticeira. Paelhas, solomilhos, "enpanados", gaspachos, tortilhas, "perritos calientes" ou um simples bocadilho com "jamón serrano", chegam á mesa de forma a  produzirem um enguiço tal, que deixará o povo português hipotecado e em catalepsia durante mais de meio século.

 

Nem o Harry Potter, qual quê...

 

* Sonsoles, um nome que faz o pleno dos nossos velhos preconceitos relativamente aos espanhóis. Se a este adicionarmos as peinetas, vestidos às bolas, castanholas, mantilhas e o sapateado andaluz, estamos falados. Qual será o diminutivo? Sosón, Soles ou Solita?

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publicado às 18:47

O Rato e a Montanha

por Nuno Castelo-Branco, em 29.09.09

 

A questão do dia: a Montanha vai parir um rato, ou o Rato parirá uma montanha? 

Aguardemos pelas notícias das oito da noite. 

 

Sem papas na língua, para o bem e para o mal, como é seu costume, o bastonário da Ordem dos Advogados e insuspeito republicano Dr. Marinho e Pinto, declarou "«Isto é muito mau para o Estado português, é muito mau para a imagem do Estado português e é muito mau para a imagem das instituições da República. É muito mau para a República».

 

É mau para a República claramente. Mas é um produto da república. Quando o Chefe do Estado é parte da luta política, quando o Chefe do Estado está refém de uma ideologia e provém das forças partidárias que  se digladiam e a elas deve a sua eleição, embora teóricamente esteja acima delas somente por força dos preceitos constitucionais,quando o partido do Governo está ideológica e partidariamente em dissonância com o Chefe do Estado e não concorda com a sua actuação que considera prejudicar as suas políticas, que se esperaria?

João Mattos e Silva, presidente da RAL

 

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publicado às 17:00

Importa-se de repetir?

por Cristina Ribeiro, em 29.09.09

"porque o CDS sai destas eleições como um partido da extrema-direita parlamentar. Afirmou-se com uma cultura de extrema-direita europeia, algo que até contraria a cultura histórica da direita portuguesa".

Eu bem digo que " estes romanos estão loucos ".

Numa coisa concordo com o líder do partido do outro Portas: a coligação seria suicidária, sim, mas para o CDS.

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publicado às 13:16

Ainda os resultados eleitorais de ontem

por Cristina Ribeiro, em 28.09.09

" para crescer o CDS/PP não pode nem deve ceder à tentação do poder, mas apenas estar aberto a negociar medidas concretas, sem perder de vista as promessas eleitorais, de contrário voltará aos tempos do táxi "; escreveu António de Almeida na caixa de comentários do Estado Sentido - ora a alusão a esta abertura, realista que ela é,parece-me muito distante daquele " sujar de mãos ", que tanto vaticinaram ontem, aqui mesmo na blogosfera, como nódoa inevitável. Manter-se fiel ao tal " caderno de encargos ", tentando influenciar sempre que possa um socialismo serôdio a que ainda estamos condenados, parece-me tarefa de aplaudir, desde que não haja desvios , em nome de fins inconfessáveis, até porque, como diz a Luísa, na mesma caixa, " Tem agora a hipótese de se tornar o líder da oposição de «direita» e de crescer muitíssimo, perante o saco de gatos que é o PSD ". Só podia ser, pois de contentamento a reacção à declaração do líder do mesmo CDS, na sequência, aliás, das declarações de Diogo Feio e Ribeiro e Castro, de que "Continuaremos a ser a melhor oposição ao governo socialista", disse, mas uma "oposição firme e responsável, que tem como único critério de avaliação o programa que foi sufragado e a fidelidade ao nosso caderno encargos". O caminho de actuação ficou traçado: "proporemos todas e cada medida nosso programa, e avaliaremos a resposta dos outros. Quanto às propostas dos outros, avaliaremos em função do nosso caderno encargos". Antes, já Portas tinha avisado que a "arrogância" de Sócrates "terá de dar lugar ao espírito de compromisso e à cultura de negociação" tudo em prol de que " em Portugal haja, como em toda a Europa, um grande partido não-socialista, directo, frontal e corajoso".

 

 

* Ler Ricardo Arroja, no Portugal Contemporâneo

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publicado às 19:05

De ressaca

por Nuno Castelo-Branco, em 28.09.09

 

 Após os acontecimentos desencadeados por ACS, já repararam na secura de tinta nos blogs da 4ª república? Até quando continuarão a seguir o exemplo do "grande homem", permanecendo quedos e mudos? Ou serão dores de cabeça?

 

Quando entenderem que o problema não reside neste ou naquele fulano, mas sim na instituição por ele encarnada, talvez chegarão a conclusões acertadas. Gente que passou toda a vida a conspirar, tramar e desfazer alianças políticas e económicas em proveito próprio, jamais resiste à tentação da fatal picada do escorpião. É a sua razão de ser e de estar neste mundo.

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publicado às 17:48

Muito brevemente

por Samuel de Paiva Pires, em 28.09.09

Estou fora de Lisboa, em trabalho, agora que se iniciam duas semanas loucas e com pouco tempo disponível para vir aqui. Não podia, no entanto, deixar de expressar o meu regozijo com o resultado alcançado pelo CDS/PP. O partido que muitos gostavam de ver desaparecer, tem vindo a crescer sustentadamente, e a pouco e pouco tem criado uma identidade própria. Por outro lado, o PSD lá continua com a sua crise, e vamos ver quanto tempo demora a oposição interna a manifestar-se. Entretanto, o CDS vai ganhando espaço aos sociais-democratas. De resto, noto com agrado que ainda não é desta (e espero que nunca venha a acontecer) que o Bloco vai para o governo, e a CDU foi relegada para quinta força política. Bom, a não ser que Sócrates se coligue com Louçã e Jerónimo, o que me parece altamente improvável. Por último, quanto à governabilidade do país, não se augura nada de bom. Quaisquer cenários que se possam conjecturar são pura especulação. Vamos aguardar para ver o que nos reservam os próximos dias.

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publicado às 00:55

Falas ou não falas?

por Nuno Castelo-Branco, em 28.09.09

 

Não deve valer a pena, pois nada deves ter para dizer. Como habitualmente.

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publicado às 00:54

Grande Inquisidor sem chantagem

por Nuno Castelo-Branco, em 27.09.09

 

 O Grande Inquisidor deve estar varado de estupor. Ficou em quarto lugar, coisa que significa apenas isto:

1. Não pode chantagear o 1º ministro.

2. As mesas onde se contabilizaram os votos jovens, colocam o CDS com 20%.

3. São para já o 4º partido, com MENOS 5 deputados que o odiado rival do Largo do Caldas. Para qualquer efeito prático, o da aritmética parlamentar, o BE vale zero!

 

Hoje venceu um dos Portas. O júnior.

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publicado às 23:44

Que se mantenha firme, que não desiluda

por Cristina Ribeiro, em 27.09.09

quem votou CDS, é o que esperamos. Estas declarações de Diogo Feio, e, também, de Ribeiro e Castro são música para os seus eleitores. Que assim seja, conscientes de que não aguentamos que entrem por caminhos sinuosos.

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publicado às 22:01

Sondagem à boca das urnas, 19.00h

por Nuno Castelo-Branco, em 27.09.09

 PS – 38 a 39

PSD – 29 a 31
BE – 9 a 12
CDS – 8 a 10
CDU – 7 a 9

 

obtida no Aventar

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publicado às 19:51

Ela terá conseguido...

por Cristina Ribeiro, em 27.09.09

Também nós precisamos muito de separar as águas. E o tempo a lutar contra nós.

Como diz  o Pedro, " Nós europeus continuamos a dizer não ao socialismo ".

"Nós, Europeus" achamos estranho que a extrema-esquerda tenha em conjunto mais de 20% dos votos apenas num país, no qual já tanto mal fez sem nunca ter sido responsabilizada."

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publicado às 19:05

O feiticeiro de vudú

por Nuno Castelo-Branco, em 27.09.09

 

 

São 18.40h de Domingo e estamos a escassos minutos do encerramento das urnas. De toda esta campanha eleitoral, apenas há a reter um facto político e institucional que se torna incontornável: a tomada de posição do sr. Cavaco Silva.

 

O que o residente de Belém fez esta semana ao seu Partido, demonstra bem o arreigado espírito de escondida empáfia que desde sempre regeu todos os seus actos. Desde a famosa e alegadamente inocente "rodagem do automóvel" numa viagem que o consagraria como presidente do PSD, tudo aquilo que disse, planeou e realizou, deveu-se única e exclusivamente a uma ambição desmedida e disfarçada por silêncios comprometedores, total ausência de um projecto dedicado ao país que lhe deu a proeminência desejada. Sendo uma espécie de buraco negro que faz colpasar toda a matéria atraída à sua órbita, tem sido o principal responsável de um imenso rol de desastres que transformou o Partido naquilo que hoje é, um corpo amorfo, decadente e esvaziado de qualquer tipo de energia. Deixou S. Bento, para logo se referir ao PSD como ..."esse Partido", após o que teve a ousadia de se apoiar na sua estrutura para tentar conquistar Belém. Ao longo dos anos manteve-se numa aparente mudez, enquanto algumas direcções social-democratas iam sendo destruídas, quais bonecos de cera atirados à fogueira por um feiticeiro de sombrios sortilégios ou de vudú. Em proveito próprio, cunhou a "má moeda" que depois denunciou como falsa ou sem préstimo. Diz-se que odeia de morte quem ao longo de anos denunciou aquilo que é normal numa democracia consolidada: escândalos, compadrios, ilegalidades em catadupa e todos os  excessos de um poder que já enlanguescia e por isso mesmo se tornava mais agressivo.

 

Esta semana, o homem que jamais terá ouvido falar de Maquiavel, tornou-se no "príncipe" que é precisamente o oposto do conceito que impõe a velha e sempre desejável máxima "nós somos livres e o nosso rei é livre".

O resultado das eleições é ainda uma incógnita e por isso mesmo torna-se lícito colocar o problema na evidência que bem merece. Como pode a direita confiar neste homem de um egoísmo e capacidade de reserva mental tamanha? 

 

No dia em que Vasco Pulido Valente alerta para o facto de ..."os cem anos de república (que se comemoram a 5 de Outubro) são também os cem anos do fim da monarquia", há que dizer abertamente que se vivêssemos numa sociedade democraticamente normal, esta noite os partidos da direita declarar-se-iam a favoráveis à instauração da Monarquia. Depois, logo se via.

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publicado às 18:40

Isenção?

por Cristina Ribeiro, em 27.09.09

" Es que no lo creyo " e " nuestros hermanos de ' El Pais ' tanpoco ":"  ...até em Espanha o jornal "El Pais" não teve a mínima dúvida em noticiar que Cavaco Silva interferiu nas eleições, prejudicou o PSD e favoreceu o PS ", acrescenta José Maria Martins

 

* A ler no Palavrossavrvs Rex O Silêncio Obstetra de Cavaco

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publicado às 15:44

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