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Caríssimas e caríssimos,

 

Dirijo-me a vós para manifestar a minha preocupação com o que irá ocorrer no próximo fim-de-semana na Quinta da Atalaia, no Seixal. A tradicional festa da rentrée política do Partido Comunista Português, vulgo Festa do Avante, é, sem dúvida, uma peça basilar da contribuição deste Partido do sistema para a manutenção do regime. Nunca fui à Festa do Avante. Provavelmente nunca irei. Das poucas vezes em que me desafiaram a ir, o intuito era o de realizar video-reportagens cómicas, como é óbvio. Mas nunca aconteceu, e ainda bem, até porque provavelmente seríamos espancados. Por princípio, por coerência para com o quadro ético e moral que vai regendo os meus actos e omissões, não poderei alguma vez estar presente em tal evento. Sou um liberal e um humanista, pelo que ideais comunistas não se coadunam com a minha maneira de ser.

 

A verdade é que, por detrás da aparente retórica reivindicativa está uma latente ideologia que, em minha opinião, só em mentes tenebrosas, estúpidas ou ignorantes pode ainda fazer sentido. Sim, foi isso mesmo que leram. Digo-o abertamente, e já passarei a explicar o porquê destas três categorias e cabe a vós decidir se fazem parte de alguma delas. Claro que não são categorias estanques, podendo coexistir elementos de uma com outra ou mesmo entre as três.

 

Para os que estejam eventualmente chocados ou irritados com a minha frontalidade, devo dizer que para escrever este texto me inspirei  num livro que por estes dias está na minha mesa de cabeceira, O Elogio da Intolerância, do famosíssimo intelectual progressista da esquerda moderna, Slavoj Zizek. De facto, não pode haver tolerância para com a intolerância comunista.

 

Vou discorrer sobre as três categorias em ordem inversa à que foram nomeadas. Na terceira categoria creio que se insere a maior parte dos indivíduos que se dizem comunistas ou que simpatizam, não necessariamente de forma militante, com tais ideais. Nunca leram Marx ou Lenine, desconhecem a História do Séc. XX - em particular os crimes horrendos cometidos pela União Soviética, China Maoísta e experiências comunistas em países mais pequenos, como os do Sudeste Asiático, do continente Africano ou da América Latina -, e não sabem o que foi o Processo Revolucionário em Curso (PREC) que se deu a seguir ao 25 de Abril de 1974 em Portugal, em que ocupações de terrenos e casas, espancamentos e assassinatos foram actos considerados normais. Provavelmente, trajam regularmente as T-shirts estampadas com o rosto de Che Guevara, sem saberem sequer que este foi, como referem Humberto Fontova ou Alvaro Vargas Llosa, responsável pelas execuções de centenas de pessoas e pela ruína da economia cubana. Aliás, se os restos mortais de Che Guevara estiverem numa qualquer tumba, este deve-se contorcer com a doce ironia do destino que é o capitalismo lucrar com estas T-shirts. Em relação a estas mentes, ignorantes, não posso senão sentir pena e esperar que, mais cedo ou mais tarde, como acontece com muitos, venham a aperceber-se realmente do que é o comunismo e, consequentemente, a afastar-se deste - conheço uns quantos, e alguns até estão na equipa deste blog.

 

 

Na segunda categoria, a das mentes estúpidas, encontram-se todos aqueles que, ao contrário dos ignorantes, até leram alguns dos autores comunistas e conhecem minimamente a História Contemporânea. Contudo, normalmente condenam que milhões de pessoas tivessem sido mortas em nome do comunismo (estimam-se em cerca de cem milhões, de acordo com o Livro Negro do Comunismo), mas na sua cabeça faz sentido toda a pseudo-científica (como demonstram Karl Popper ou Friedrich Hayek) construção teórica marxista, ou seja, um alargado conjunto de equívocos, como faz notar Raymond Aron. Muitos são professores, médicos, engenheiros, arquitectos e afins. Pessoas que, pelas suas capacidades cognitivas e formação académica, teriam a obrigação de compreender que o comunismo é um anacronismo desprovido de qualquer sentido. Continuam a achar que no fim, "O Sol brilhará para todos nós", dando razão a Popper quando este afirma que uma teoria que anuncia a sua concretização sempre para o futuro não é passível de ser testada, não podendo, por isso, ser considerada uma teoria científica mas, tão somente, uma profecia. E sendo uma profecia, entramos no domínio das crenças, que o comunismo de facto é, sendo herdeiro do projecto Iluminista racionalista, que John Gray descontrói em A Morte da Utopia ou Gray's Anatomy. Nada mais é do que um sucedâneo ateísta da religião cristã (como praticamente todas as ideologias originadas no Ocidente, diga-se de passagem), baseado numa escatologia milenarista segundo a qual, após o Apocalipse, o mundo será um lugar melhor. Acontece que as várias tentativas de colocar a Utopia em prática, sistematicamente levaram ao Terror, tendo os jacobinos da Revolução Francesa servido de inspiração às demais experiências - na verdade, Gray mostra que o Terror é um instrumento basilar de qualquer regime comunista, como o próprio Lenine considerou -, em que os fins passam a justificar os meios, tendo o colectivismo e o ideal do bem-estar igualitário da comunidade primazia sobre qualquer vida humana. O indivíduo é completamente anulado em face da comunidade e do Estado, pelo que se a sua morte servir os propósitos deste, os fiéis camaradas não hesitarão em providenciá-la. A História demonstrou-nos inequivocamente que todas as experiências do comunismo real levaram a uma nivelação por baixo, ou seja, pela pobreza, e a uma completa sujeição dos indivíduos aos ditâmes do Estado comunista. Os que discordavam deste, normalmente acabavam torturados e/ou mortos (não, os Gulags não eram campos de férias, como alguns jocosamente verborreiam). Como referido, os indivíduos que se inserem na segunda categoria, a da estupidez, normalmente até condenam a justificação dos meios pelos fins, ou seja, a morte de alguém simplesmente porque discorda da ortodoxia comunista, pelo que se torna paradoxal que se considerem comunistas, dado que o comunismo pressupõe o Terror. É uma absoluta incoerência e, portanto, uma estupidez.

 

 

Por último, na primeira categoria, a das mentes tenebrosas, incluem-se todos aqueles para quem a verbosidade pseudo-científica do comunismo faz sentido, embora em parte possam ser ignorantes, caso desconheçam os postulados teóricos e práticos da ideologia que dizem defender; estúpidos, ao acreditarem que o comunismo faz sentido; ou então completamente tenebrosos e perigosos: sabem muito bem o que é o comunismo, conhecem os efeitos das suas várias experiências reais, e ao contrário dos da segunda categoria, acham que os fins justificam os meios, não hesitando em relativizar milhões de mortos, demonstrando um total desrespeito pela vida humana. São sanguinários em potência, que num sistema que lhes permitisse dar largas às suas crenças, não hesitariam em voltar a repetir e agravar o tipo de atitudes que caracterizaram a União Soviética ou o PREC. Consideram Cuba um país magnífico, têm Fidel Castro e Hugo Chávez como referências e chegam ao dislate de considerar a Coreia do Norte uma democracia. Não hesitariam em sacrificar milhões de pessoas para alcançar os supostos benefícios que o Apocalipse traria. Têm ainda por hábito as práticas do negacionismo e manipulação da História, tentando escamotear a realidade e moldá-la aos seus propósitos, tal como George Orwell ilustrou na famosa distopia intitulada 1984.

 

Em traços largos, é basicamente isto que resume a minha posição em relação ao comunismo. Dúvidas, questões e insultos aceitam-se, para a caixa de e-mail ou via Facebook. Diga-se ainda, de passagem, que tenho vários amigos e conhecidos naturais dos mais diversos países da antiga órbita soviética. Absolutamente nenhum tem saudades da União Soviética ou do comunismo. São, aliás, os mais fortemente anti-comunistas, que ficam chocados quando lhes digo que em Portugal PCP e BE representam quase 20 % do eleitorado.

 

Indivíduos pertencentes às três categorias trabalham afincadamente na organização da Festa do Avante. Outros apenas vão à Festa. Mas, muitos mais indivíduos que não são comunistas nela participam. Aliás, muitos deles filiam-se ideologicamente em correntes opostas ao comunismo. Normalmente, dizem que vão à Festa do Avante não por quaisquer motivos ideológicos ou políticos, mas pura e simplesmente para se divertirem. Seja por acção, omissão ou indiferença o que é facto é que ajudam a financiar e suportar em termos de imagem um Partido que, para além de convidar terroristas (FARC) e representantes de regimes tenebrosos a estarem presentes neste evento, é um anacronismo responsável em larga escala pelo atraso do país.

 

Se sabem o que é/foi o comunismo, então são também estúpidos por participarem nesta festa. Se não sabem, deveriam tentar fazer algo para colmatar a ignorância. Quando forem à Festa do Avante e disserem que não são comunistas, lembrem-se que estão directa ou indirectamente a contribuir para suportar um Partido que desvaloriza a vida humana, defende regimes tenebrosos onde campos de concentração, maus tratos, assassinatos e genocídios foram ou são um hábito regularmente praticado, e que, no nosso país, defende apenas e só (por via da CGTP e de um velho acordo obtido em sede de Concertação Social), a geração dos direitos adquiridos cujos salários e regalias são pagos com os impostos do vosso mísero ordenado ganho nos call-centers e lojas de roupa. Gente pouco ou nada letrada, que mal sabe ligar um computador, que apenas causa entropia na Administração Pública, que tornou as gerações mais jovens reféns dos seus direitos adquiridos, ou que em virtude de a antiguidade ser um posto, são pouco ou nada produtivos nas empresas onde jovens trabalham em condições precárias a recibos verdes, sem qualquer garantia a não ser a de serem praticamente extorquidos dos seus míseros ordenados, por via dos elevadíssimos impostos.

 

Não se esqueçam de ir à Festa do Avante, mesmo que vos tenham negado abonos ou bolsas de estudo, que tenham fechado centros de saúde ou maternidades, em virtude de cortes orçamentais, enquanto os velhinhos e conservadores comunistas continuam a defender aqueles elevados salários na Função Pública, em comparação com a média da Função Pública dos restantes países europeus, ou com a média dos salários no sector privado em Portugal, nem sequer hesitando em continuar a pedir aumentos quando são pedidos sacríficios a todos - afinal, como verdadeiros comunistas, olham primeiro para o seu umbigo, e a comunidade que se dane.

 

Se preferem continuar ignorantes acerca do comunismo e continuar a ir à Festa do Avante, não se esqueçam, pelo menos, que estão a contribuir para manter um Partido que na prática defende a manutenção dos jovens na precariedade, reféns dos direitos adquiridos das gerações mais velhas, ou seja, o status quo. Não se esqueçam que estão a contribuir para um partido que defende a sujeição da vossa liberdade e do vosso futuro às regalias dos direitos adquiridos.

 

Todos os partidos têm culpas no cartório quanto à situação do país, perpassado pela corrupção, insegurança, injustiça, facilitismo no ensino, desordenamento territorial e elevado endividamento externo. Mas o PCP é, sem dúvida, para além de ideologicamente tenebroso, um partido que directa e indirectamente, tem contribuido para esta situação, quer por via de exigências desligadas da realidade, quer por ruínosas gestões em executivos autárquicos.

 

Quando forem à Festa do Avante, não se esqueçam que estão a contribuir para algo grotesco!

 

Com os melhores cumprimentos

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publicado às 22:20

É real, a ameaça!

por Cristina Ribeiro, em 31.08.10

Quando há tempos saltou cá para fora a notícia de que, em referendo, os suíços recusaram a construção de mais minaretes, logo a brigada dos politicamente correctos lhes saltou em cima. Na altura disse que falar no aconchego do lar, sem sentirem, ainda, a ameaça a bater-lhes à porta, era muito cómodo, e até se sentiam " tolerantes "; Mas eis que vem agora um político holandês, Geert Wilders, que convive de perto com essa realidade alertar: The Europe you know is changing.

You have probably seen the landmarks.  But in all of these cities, sometimes a few blocks away from your tourist destination, there is another world.  It is the world of the parallel society created by Muslim mass-migration. ( ... )


:

Many European cities are already one-quarter Muslim: just take Amsterdam , Marseille and Malmo in Sweden .  In many cities the majority of the under-18 population is Muslim.   Paris is now surrounded by a ring of Muslim neighborhoods.  Mohammed is the most popular name among boys in many cities.


In England sharia courts are now officially part of the British legal system. Many neighborhoods in France are no-go areas for women without head scarves.  Last week a man almost died after being beaten up by Muslims in Brussels , because he was drinking during the Ramadan.


Jews are fleeing France in record numbers, on the run for the worst wave of anti-Semitism since World War II.  French is now commonly spoken on the streets of Tel Aviv and Netanya , Israel .  I could go on forever with stories like this.  Stories about Islamization.

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publicado às 21:06

Intimidade exposta

por Nuno Castelo-Branco, em 31.08.10

O mais admirável que a inteligência humana é capaz de produzir, é o não falar sobre determinado assunto. Porque o assunto fede, à luz da inteligência humana. Porque o assunto não é assunto, à luz da inteligência humana. Porque o pretensamente óbvio, indiscutível, irrefutável e adquirido, é-o à luz da inteligência humana. A inteligência humana é a mãe, matriz deificada da civilização. Imbuída de Lúcifer, recria lutas atávicas que redundam em ideias pares e ímpares, sempre acolhidas e acarinhadas no único regaço que tem fé nos homens. Filhas pródigas de Satanás.
Mas, se houver outra inteligência ? Se houverem mais formas de inteligência ? Se estas se manifestarem de tal forma que a nossa limitada inteligência não consiga comunicar com essas formas de inteligência ? E se houverem várias formas de inteligência humana ?

 

Um texto de José Manuel Barbosa, AQUI

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publicado às 09:29

Saudades de Farah Diba

por Nuno Castelo-Branco, em 30.08.10

O regime iraniano prossegue a sua campanha desbragada e desta vez, argumenta contra o Ocidente, apontando o dedo a personalidades públicas e não poupando palavras para as definir. Agora a visada foi Carla Bruni, uma "prostituta". O que dirá a republicana, sofisticada e bem alimentada esquerda amiga de Ahmadinedjad, Hamas e outros do mesmo estilo?

 

Longe vão os tempos em que a França, eterna anfitriã de todo o tipo de gente das mais díspares categorias, protegia aquele que se transformaria no mais implacável ditador do seu tempo. Apoiado no braço de um comandante de bordo e chegando a uma Teerão em fanática histeria, Khomeini desembarcou de um avião da Air France, após alguns anos de protecção prodigalizada pelo governo de Paris. Ao regime pró-ocidental, quase francófilo, do Xá Reza Pahlevi, sucedeu uma amálgama de gente retrógrada, patifes, torcionários a soldo e convictos terroristas de reputação internacional. Alguns deles, por sinal, recentemente recebidos com todas as honras no Palácio das Necessidades.

 

Aqui está a recompensa que a França bem mereceu.

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publicado às 17:17

Derrota vermelha em Bangkok

por Nuno Castelo-Branco, em 30.08.10

Aconteceu o que há muito se previa. Os azuis e brancos do Partido Democrático, venceram as eleições locais na capital tailandesa, com uma enorme vantagem de votos e de mandatos. Em segundo lugar, o partido "vermelho" ficou-se pelos 15% dos sufráfios e por um número irrisório de assentos. Onde está a "maré vermelha", onde ficou a avalanche proletária e operária que queria construir um "Estado Novo tailandês", uma república ao estilo de outras mais a nordeste? Os seus lídimos apoiantes ocidentais, não tardarão muito em exigir novas eleições e até, sugerir irregularidades eleitorais. O dinheiro fala bem alto e esta gente não hesita na insistência. Podem até aprender com o exemplo de um Portugal de outros tempos, quando a miséria eleitoral do PRP, implicou a adopção de nova praxis, baseada na bomba, difamação e caceteirismo militante. Suspeita-se que dentro de pouco tempo, voltarão as barricadas e a tomada como refém, de uma ou outra cidade tailandesa.

 

"Os vermelhos do Peua Thai, ainda fortes em algumas zonas da capital, receberam com alguma estupefacção os resultados, pois ainda ontem acreditavam na possibilidade de ganhar nos grandes bairros operários dos arredores. Há ou não democracia na Tailândia ? Ou só há democracia quando se tomam de assalto as ruas, se incendeiam edifícios e se alvejam as forças da ordem ?"

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publicado às 10:34

Publius Vergilius Maro

por Manuel Pinto de Rezende, em 30.08.10

Ide-vos daqui, ide, ocos empolamentos de retórica
palavras inchadas com estalhadarço não ático
E vós, o Célio, ó Tarquício, ó Varrão
Corja de pedantes a pingar de gordura
Ide-vos daqui, címbalo louco da minha juventude.
E tu, ó Sexto Sabino, cuidado dos meus cuidados
fica bem: ficai bem meus caros
Nós levantamos ferro em direcção aos pontos prósperos
Procurando doutas doutrinas do grande Sirão
E libertaremos a vida de todos os cuidados.
Ide-vos daqui, Musa; apre! Vós também ide já
Doces Musas (confessaremos a verdade,
fostes doces): e contudo no futuro
visitai de novo os meus escritos, mas discretamente e poucas vezes.

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publicado às 09:18

Já por aqui deixei o que penso sobre as duas grandes tradições da democracia, nomeadamente, a tradição anglo-saxónica e a francesa. Hoje, aproveito para deixar uma breve passagem de um ensaio de John  Gray, intitulado "George Soros and the Open Society", incluído na sua obra mais recente, Gray's Anatomy:

 


 

"During much of the last century it seemed that the capture of power by irrational systems of belief could occur only in dictatorial regimes. Nazi Germany and the Stalinist Soviet Union were closed societies whose ruling ideologies could not be exposed to critical scrutiny. Given the success of liberal democracy in defeating its rivals and spreading throughout much of the world it was easy to assume that it has a built-in rationality that gives it advantage over any kind of authoritarianism. Open societies were liberal democracies, almost by definition, and it seemed they would come into being wherever dictatorship had been overthrown.

 

Soros is clear that this was much too simple a view:

 

The collapse of a closed society does not automatically lead to an open society; it may lead to continuing collapse and disintegration that is followed by some kind of restoration or stabilization. Thus a simple dichotomy between open and closed society is inadequate ... Open society [is] threatened from both directions: too much liberty, anarchy, and failed states on the one hand; dogmatic ideologies and authoritarian or totalitarian regimes of all kinds on the other.

 

In fact, Popper's taxonomy may need a more fundamental revision than Soros has yet realized. When closed societies collapse but fail to make the transition to openness the reason need not be that thet languish in anarchy or suffer a return to dictatorship. It may be that they adopt an illiberal form of democracy. Along with the liberal democratic tradition that goes back to Locke and the English civil war there is a tradition, originating in the French Revolution and formulated theoretically by Rousseau, which understands democracy as the expression of popular will. The elective theocracy that is emerging in much of post-Saddam Iraq is a democractic polity in the latter sense, as is the current regime in Iran; so is the Hamas government in Palestine.

 

To be sure, these regimes often lack freedom of information and expression and legal limitations on government power, which are essential features of democracy in the liberal tradition. In these respects, they are closed societies; but they are not dictatorships. It is often forgotten that democracy, defined chiefly by elections and the exercise of power in the name of the majority, can be as repressive of individual freedom and minority rights as dictatorship - sometimes more so."

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publicado às 01:00

Estória douradinha e em Diário de Notícias

por Nuno Castelo-Branco, em 29.08.10

Estamos em período de feira e assim, até o Diário de Notícias aproveita a oportunidade e montou banca. Vai sair um livro que tem a república como tema. Muito bem faz o DN a estampar na capa "As Estórias nunca contadas pela república". Pode ser interessante, se seguir rigorosamente o que a História escondeu. Pelo que temos visto e ouvido, duvidamos da imparcialidade dos textos, pois a propaganda está aí, de forma descarada e sobretudo, "grátis".

Como prendinha já prometeram seis medalhas banhadas a ouro velho mate, ostentando o Afonso Costa, a recentemente conveniência empalhada Ana de Castro Osório e umas tantas carrancas pouco conhecidas, destinadas a substituir sobre o frigorífico, o relógio-sereia de louça azul debruada a purpurina.

 

Dizem eles que tal obra de retinta encomenda, é indispensável para pais, professores e alunos. Será desta que contarão a verdade acerca das prisões arbitrárias, torturas, ataques aos jornais, cortes nos cadernos eleitorais, morticínio generalizado, derrotas às mãos dos alemães do Kaiser Guilherme II, descalabro financeiro, desemprego, liquidação dos sindicatos, fome, opressão da mulher, fracasso cívico, escândalos de roubos e compadrios do regime que já vai longo? O título já indicia o conteúdo e muito bem menciona "Estória". Ora, a História foi bem diferente.

 

*Vão até ao link e leiam os comentários. Valem mesmo a pena.

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publicado às 19:39

Os quilitos da república

por Nuno Castelo-Branco, em 29.08.10

Não têm mesmo nada para fazer. A gente que coloca máquinas de refrigerantes,  batatocas fritas, "bolicães" e outras porcarias nos bares das escolas públicas, teve a distinta ideiazinha de ameaçar com a "nacionalização das crianças obesas". Assim, o que teria acontecido há uns anos, se:

1. Se na Escola Primária das Cortes (Leiria) pesassem o menino Mário Soares?

2. O menino João Soares?

3. O filho do dr. Sampaio?

4. O primogénito do edil-máximo de Lisboa?

5. O menino Paulo Rangel?

6. O estoriador Rosas?

 

Ficaríamos aqui o dia inteiro, prestando o desejável serviço de bufaria, coisa que está bastante na moda. São apenas algumas sugestões de nomes bem conhecidos e num momento de constante engorda republicana, há que começar pelos da casa. Aqui está mais uma sugestão para os utentes da manjedoura da Comissão Comemorativa. Que tal?

 

*Sugestão: e se despedirem todos os funcionários públicos que infrinjam a Lei da Obesidade? Não ficamos com o problema resolvido?

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publicado às 18:11

O meu partido Tailandês

por Manuel Pinto de Rezende, em 29.08.10

pelo menos a contar com o que MCB aqui narra.

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publicado às 17:19

Política

por Samuel de Paiva Pires, em 28.08.10

Há quem diga que a política é a arte do possível, que é a luta pela aquisição, manutenção, exercício e expansão do poder, ou que na sua acepção mais nobre é uma das mais moralmente elevadas actividades humanas.


A isto acrescento eu que a política é, em maior ou menor escala, a arte da coacção e da extorsão sob o manto do cinismo e da hipocrisia, com aparentes propósitos nobres a disfarçar a prossecução de latentes fins mais ou menos (i)morais, (i)lícitos ou (i)legais.


Além do mais, se os conceitos de bem comum e vontade geral são falácias e não existem na realidade, pode existir o que se denomina por causa pública?

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publicado às 23:32

há tanto tempo que não se via bom tempo...

por Manuel Pinto de Rezende, em 28.08.10

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publicado às 14:49

 " Sou membro do PP, mas gostaria que o partido do qual faço parte rompesse de vez com o regime ao invés de o tentar influenciar e fazer oposição em pontos insignificantes diante das questões mais importantes, sobre as quais silencia, como o Tratado de Lisboa. Penso que esta estratégia significará a sua infiltração por gente do regime e o desgastará aos olhos da opinião pública. Uma das coisas em que o PP falha, na minha opinião, é no apoio, ainda que discreto, a Cavaco. "

Não sendo militante do CDS, mas tendo nele votado, na esperança da diferença, vi-me perante " mais do mesmo ", por isso, completamente d'acordo, Carlos, até porque era uma porta que se abria para a discussão da República das bananas.

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publicado às 00:03

Balde d'água fria para os " porreiro pá! "?

por Cristina Ribeiro, em 26.08.10

« Maioria dos portugueses acha que a situação do país vai piorar, já nem na União Europeia confiamos. »

 

 

Não creio.

 

Muito à nossa custa, os protagonistas dessa rábula, dispõem de um enorme guarda-chuva que os faz passar incólumes pelas maiores borrascas, e como nem sabem o que é isso de Sentido de Estado, estão-se borrifando para nós.

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publicado às 18:31

A "crise" dos outros

por Nuno Castelo-Branco, em 26.08.10

Do Combustões, chega um texto que poderá sugerir uma rápida visita à Tailândia. Bastará um avião TAP, carregado de políticos e gestores simpatizantes dos dois principais partidos do sistema.

 

"A Tailândia está em "crise", dizem os entendidos ocidentais. Sim, boa crise esta que conhece 9% de crescimento económico (2010), 1.6% de desemprego, inflacção de 3.4% e uma dívida pública correspondente a 40% do PIB. Nós, europeus, cheios de futuro, estamos a correr em tropel para níveis de rendimento e consumo próximos dos anos 60, temos dívida pública que se aproxima dos 85% e desemprego real a bater os 15%. Depois, há o double standard. Na Tailândia, um deputado vence 1000 Euro, um ministro 2000 e o presidente do parlamento 3000 por mês. Nós estamos bem, pois batemos em double standard as mais empedernidas "aristocracias". Ah, falta falar da justiça thai, também flagelada pelos avisados ocidentais. Na Tailândia, o tempo médio de criação ou a extinção de uma companhia é de dez dias, como a constituição de um processo por difamação é de 30 dias, com 15 para trabalho dos tribunais e 15 de recursos; ou seja, dois meses. Na esclarecida Europa, isso arrasta-se por três ou quatro anos, com as custas a correrem pelo difamado. Bendita crise esta, a da Tailândia. A receita podia passar a integrar o cabaz das exportações do país, que só no passado ano aumentaram 50%."

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publicado às 09:27

24 de Agosto é uma data fértil em acontecimentos. Uma delas foi a conquista de Arzila, em 1471, etapa relevante do plano expansionista de D. Afonso V por terras mouras. O Africano quis que o feito militar ficasse registado para a posteridade e encomendou às oficinas flamengas de Tournai (hoje na Valónia) um conjunto monumental de tapeçarias que retratassem os vários momentos da tomada da cidade. Assim sucedeu, mas por razões misteriosas as tapeçarias foram parar ao Ducado de Infantado, que os cedeu posteriormente à Colegiada de Pastrana, onde se mantiveram durante séculos. A grande questão é que a "transferência" não se deu durante o reinado da dinastia dos Habsburgos, entre 1580 e 1640, mas sim na primeira metade do século XVI, e não consta que fosse qualquer oferenda de casamento a uma qualquer infanta castelhana. Até hoje, não se percebe como é que as tapeçarias foram parar à colegiada da pequena cidade perdida no meio de Castela.

 

Nelas se retratam o desembarque atribulado, o cerco a Arzila e a tomada da cidade. Em todas, o Africano é representado em destaque, com uma armadura reluzente, distinguindo-se também o Príncipe D. João. Numa quarta tapeçaria representa-se ainda a tomada pacífica de Tânger, cuja anterior tentativa de conquista anos antes redundara num fracasso e custara a liberdade a D. Fernando, o Infante Santo. Depois de séculos em Espanha, as quatro tapeçarias estão expostas do Museu Nacional de Arte antiga, em Lisboa. Impressionam pela sua monumentalidade e minúcia, retratando todos os passos dos acontecimentos da época. Os Painéis de São Vicente foram temporariamente retirados do seu lugar habitual e colocados mais à frente, para completar o conjunto. A exposição, intitulada "D. Afonso V e a Invenção da Glória", pode ser vista nas Janelas Verdes até 12 de Setembro. E garanto, vale imenso a pena ver aqueles lindíssimos e imponentes tecidos, comparáveis às célebres tapeçarias de Bayeux, que depois de tanto tempo encerrados num obscuro mosteiro espanhol, nos relatam com grande pormenor e arte esse período de conquistas que iniciou a época de ouro de Portugal

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publicado às 23:48

Estamos a ser roubados!

por Nuno Castelo-Branco, em 25.08.10

A republicanagem da gamela, anda toda afoita a encontrar explicações para tudo e mais alguma coisa. Encanita-se ao ponto de copy-pastear a Ilustração Portuguesa, desenterrando linhas cheias de tremeliques, douradinhos, chitinhas, laçarotes e como banda sonora, os chilreares de passarinhos - eles próprios, os de arribação, claro -, "junqueirando" as estorietas de cordel que têm prodigamente distribuído pelo pais fora.

É claro que além do "Arturinho" Santos Silva - será parente do outro da espionagem à moda do general Tapioca? - vamos lendo outros nomes que nos remetem para mais uns tantos vultos da 1ª, 2ª e já agora, da 3ª república. As esposas - porque tal e qual como os jogadores de futebol, eles assim gostam de mencionar as suas mulheres, pensam que assim, ficarão mais chiques -, filhos e filhas, primos, primos, tios e tias, cunhados, genros e "genras" à nora, lá vão saindo uns atrás dos outros, bolsando contentamentos e confirmando indissolúveis correntes de solidariedades digestivas, ameaçando cair para o sentido aqui dado.

 

Para já, bastaria a mais que conhecida conversa do chácha. Mas querem mais paio, mais e ainda mais paio, enchouriçando-se em especialidades de curral.

 

Desta vez, a prosa saiu do teclado de uma outra possível dinasta do barrete frígio, de seu nome Alexandra, adornada por um Prado que implica o imediato Coelho.  Será da família? O que por lá vai, desde inenarráveis explicações que encetam o uso do verde e do vermelho em Aljubarrota - ficamos sem saber se D. João I quis ser o primeiro presidente da república e o Condestável, ministro da Defesa - , até à bandeira de D. Manuel I - onde? onde? Além de uma vermelha e branca com a esfera ao centro, jamais vimos essa verde-rubra coisa em parte alguma - e para cúmulo, desencanta uma flâmula da época da Restauração da Independência, em 1640. Provavelmente, a alexandrina autora até terá hesitado em atribuir ou não, a intenção de assunção semi-presidencialista ao então Duque de Bragança. Mas a lata não deu para tanto.

 

A burranqueirice é total, a menos que estejamos perante um classicíssimo caso de reserva mental. Fundamentar as cores da república em antigos símbolos da monarquia, não deixa de ser um bem sintomático auto-trato de polé, dado o desespero pela cata de uma legitimidade que pelo nosso lado, jamais reconheceremos. A senhora Prado Coelho, não arrisca nem uma tintarola acerca da Carbonária e nem de longe imaginará a defunta existência de um Centro Republicano Federal de Badajoz, cuja bandeira iberista era bipartida a verde e vermelho. Claro que foi num desesperado espolinhar, em busca da esfera armilar. Não aquela que surge em quase todas as representações iluminadas do reinado do Venturoso e que está bem presente na Torre de Belém e nos Jerónimos. Não é essa que aparece na bandeira comemorativa e nem sequer aquela outra - olha-olha, não se lembrou de a fundamentar aqui! - que nos tempos de D. João VI, representou Portugal, Brasil e Algarves. Fica-se pelas explicações propagandeadas pela 2ª república, aquela que segundo o sr. Arturinho, "jamais existiu".

De facto, a autora precisa urgentemente de fosfoglutina, pois lamentavelmente deixou passar a estranha semelhança da dita esfera pós-5 de Outubro, com uma, que por incrível coincidência, também surge no trapeco carbonário. Bem podia ter passado uma vista d'olhos pelo Memorial do Convento, nobelizando o artigo, com os panejamentos verdes-rubros evocados pelo presunto ibérico Saramago, quando se referindo à inauguração do edifício, assim o decorou. Enfim, aggiornava-se um pouco e a coisa passava por regimental. Mas nem isso!

 

Do Hino não valerá a pena falar, porque é muitérrimo provável que nem sonhe com a dedicatória feita pelos autores. Lá longe, na Áustria, o destinatário recebeu a prenda, prontamente usurpada pela costaria e por aqueles que hoje e todos os dias, desmentem a letra e a razão pelo qual foi a marcha composta. Por mero acaso ditado pelas circunstâncias em que vivemos, até há quem suspeite estarem ao serviço deste tipo de gente.

 

O busto. Desafiamos os festivos comensais, a colocar essa questão a qualquer transeunte, perguntando: quem é? As respostas serão surpreendentes e dignas de  anúncio de dvd, em qualquer sex-shop. No entanto, a copista do Público peca por falta de imaginação, até porque, já agora que passa o texto a justificar-se na monarquia, algumas reminiscências da Marianne poderão ser vislumbradas nas decorações do Paço Ducal de Vila Viçosa, especialmente aquelas onde surgem raptos de Sabinas, camonianas tágides, nereidas ou sereias. Não ter arrebanhado algumas parecenças entre a rainha D. Amélia e a tal Puga, consiste num milagre digno de rastejamentos cemitérios fora, vendas numa brincadeira de cabra cega, ou um voluntário arrancar de olho da auto-confiante Sabedoria. Mas o Ser Supremo não dá para tanto, coitadinhos dos contratados e ainda não legalizados estucadores da obra centenária.

 

Apesar de tudo, o que se torna irritante, é esta monomania pela justificação da simbologia republicana, na monarquia portuguesa. Não contentes com os nababos dinastas e restante familória de serviço à centenária, desunharam-se em anexar o Terreiro do Paço, vão-se ao Museu dos Coches - o cúmulo da republicanada - e ainda não enfartados, galopam direitinhos à fundação da II Dinastia, enroscam-se aos pés dos elefantes e rinocerontes de D. Manuel I, abarbatam-se com os estandartes dos regimentos do Bragança D. João IV e rebolam-se de gozo, berrando a plenos pulmões, o Hino dedicado a D. Miguel.

 

Como já é hábito, estamos a ser roubados, Aqui d'El Rei!

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Exéquias fúnebres, em Guimarães.

por Cristina Ribeiro, em 25.08.10

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Exéquias fúnebres, em Guimarães

por Cristina Ribeiro, em 25.08.10

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Inacreditável!

por Nuno Castelo-Branco, em 25.08.10

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