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Geração Parva

por Samuel de Paiva Pires, em 28.02.11

Meia dúzia de parvos estão a mostrar como a minha geração pode mesmo, na generalidade, ser apelidada de parva, no Prós e Contras. Mandam umas patacoadas generalistas, entusiasmam-se como quem lê Le Bon avidamente, não propõem nada para alterar a situação não da geração, mas do país. Mais, armam-se em palhacinhos com piadas, risos e palmas. É isso pessoal, continuem assim que "agora sim, damos a volta a isto".

 

 

 

 

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publicado às 23:31

O dilema II

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 28.02.11

 

(…) [Pause]

 

[Play] Os pés do tipo lá de cima escorregam e levam-no de nariz ao chão, dele fazendo o topo da pirâmide uma bela sandwich, os pés a espernear, por breves instantes, antes de se deixarem finalmente cair, inanimados. [Pause]

 

 [Play] As barbas deixam cair o ‘Chá’, que se desfaz em milhares de pequenos calhaus, bem ao jeito de uma palma de mão e, sem hesitar, recebem ordens divinas para os lançar contra o ‘Demo’. [Pause]

 

[Play] Os tipos do ‘Demo’ são apanhados de surpresa, deixam cair a sua bandeira e põe-se a correr, como podem, debaixo de uma forte chuvada de pedras. Correm quanto podem, mas cedo dão-se conta de que não mais fizeram do que correr num círculo, à volta da pirâmide, até que por fim dão de novo de caras com as barbas de quem fugiam. Desesperados e já sem forças, para eles se voltam, de joelhos, pedindo misericórdia. Estes não a recusam mas, como tudo, também as tréguas terão um preço. [Pause]

 

 [Stop]

 

[Rewind]

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publicado às 21:37

A "revolta líbia" em imagens (9): falou a Sra. Clinton

por Nuno Castelo-Branco, em 28.02.11

Ao fim de dez dias de "revolta" - de revolução, nada de nada, claro -,  a sra. Clinton proferiu umas banalidades, "marcando posição" para recuperar espaço. Washington talvez queira organizar as coisas a seu modo, colocando os seus peões - quais? - no terreno pós-kadhafista. Oxalá não cometa os mesmos erros que foram bem visíveis no Afeganistão, quando impediu a decisão a tomar pela Loya Jirga. Um segredo de polichinelo e pelo qual o Afeganistão paga muito caro.

 

Todos sabemos que os meandros da política internacional e os assuntos de Estado, são assuntos que não devem ser tratados na praça pública, mas então, há que ser coerente. Estranha-se o imediato foguetório Made in USA, quando dos acontecimentos de Tunes e do Cairo. A tardança quanto à Líbia deveria ser bem explicada, pois há quem não a compreenda, interpretando-a como tendo sido os americanos apanhados de surpresa e pela inconveniência da sublevação. 

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publicado às 16:15

Um oportuno texto de Helena Matos. A Câmara Municipal de Lisboa prossegue a sua obra de destruição e desta vez, decidiu-se pela "contentorização" da piscina do Campo Grande. 

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publicado às 14:00

O pastor ou "quem anda à chuva molha-se"...

por Pedro Quartin Graça, em 28.02.11

Mesmo que se seja um Coelho saído de uma toca cheia de lobos e à procura de nova guarida que lhe permita alimentar os sonhos de ser o caudilho do regime que diz combater. É que não é de forma humilde que afirma: "Naturalmente que quando eu for para outro partido, as pessoas seguem-me, porque as ovelhas seguem o pastor"(...) "As pessoas vão votar no partido onde eu estiver (...). Sinto isso".

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publicado às 12:50

O dilema

por Pedro Quartin Graça, em 28.02.11

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publicado às 12:26

Adopte um terrorista!

por Pedro Quartin Graça, em 28.02.11

Para ajudar a raciocinar sobre as diferenças “culturais”…

 

Eis a tradução da resposta que o ministro canadiano da Defesa dirigiu a uma boa alma que a ele se lamentava da sorte reservada aos «combatentes» afegãos, prisioneiros nos centros de detenção no Afeganistão.

 

 

National Defence Headquarters 
MGen George R. Pearkes Bldg, 15 NT

101 Colonel By Drive

Ottawa , ON K1A 0K2 
Canada

 

 

 

Cara cidadã inquieta,

 

Obrigado pela sua recente carta exprimindo a sua profunda preocupação a propósito da sorte dos terroristas da Al Qaida capturados pelas forças canadianas, transferidos de seguida para o governo afegão e presentemente detidos pelos seus oficiais nos centros nacionais de reagrupamento de prisioneiros no Afeganistão.

A nossa administração toma este assunto muito a sério e a sua mensagem é recebida com muita atenção aqui em Ottawa.

Ficará feliz de saber que, graças à preocupação de cidadãs como a senhora, criámos um novo departamento na Defesa Nacional, que se chamará P.L.A.R.A., isto é, «Programa dos Liberais que Assumem a Responsabilidade pelos Assassinos».

De acordo com as directrizes deste novo programa, decidimos eleger um terrorista e colocá-lo sob a vigilância pessoal da senhora.

O seu detido particular foi seleccionado e será conduzido sob escolta fortemente armada até ao domicilio da senhora em Toronto a partir da próxima segunda-feira.

Ali Mohammed Ahmed bin Mahmud (poderá chamar-lhe simplesmente Ahmed) será tratado segundo as normas que a senhora pessoalmente exigiu na carta de reclamação.

Provavelmente será necessário que a senhora recorra a assistentes. Nós faremos inspecções semanais a fim de nos certificarmos, com a mesma firmeza da sua carta, de que Ahmed beneficia realmente dos cuidados e de todas as atenções que nos recomenda.

Apesar de Ahmed ser um sociopata extremamente violento, esperamos que a sensibilidade da senhora ao que descreve como o seu «problema comportamental» o ajudará a ultrapassar as suas perturbações de carácter.

Talvez a senhora tenha razão quando descreve estes problemas como simples diferenças culturais.

Compreendemos que tenha a intenção de lhe proporcionar conselhos e educação ao domicílio.

O seu terrorista adoptado é temivelmente eficaz nas disciplinas de close-combat e pode dar fim a uma vida com objectos simples, tais como um lápis ou um corta-unhas.

Aconselhamo-la a não lhe pedir para fazer uma demonstração durante a próxima sessão do seu grupo de yoga.

Ele é igualmente especialista em explosivos e pode fabricá-los a partir de produtos domésticos. Talvez seja melhor que a senhora os guarde fechados à chave, salvo se considerar (segundo a opinião que exprime) que isso o possa ofender.

Ahmed não desejará manter relações com a senhora ou com as suas filhas (excepto sexuais), na medida em que considera que as mulheres são uma espécie de mercadoria sub-humana.

É um assunto particularmente sensível para ele, que é conhecido por manifestar reacções violentas em relação a mulheres que não se submetem aos critérios de vestuário que ele recomenda como mais próprios.

Estou convencido de que, com o tempo, virá a apreciar o anonimato que oferece a burkha. Recorde que isso faz parte do «respeito pelas crenças religiosas», como escreve na sua carta.

Mais uma vez, obrigado pelos seus cuidados. Apreciamos bastante que cidadãos nos indiquem como fazer bem o nosso trabalho e ocupar-nos dos nossos congéneres.

Tome bem conta de Ahmed e lembre-se de que a observaremos.

Boa sorte e que Deus a abençoe.

Cordialmente,


Gordon O'Connor

Ministro da Defesa Nacional

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publicado às 09:23

Blogosfera

por Samuel de Paiva Pires, em 28.02.11

Entram para a coluna da direita: Chez George Sand, Companhia de Moçambique, Desmitos, Espectador Interessado, Jovens do Restelo (de assinalar o regresso de Paulo Cunha Porto à blogosfera, na companhia de João Marchante e Miguel Vaz), Os Comediantes e o novo site do Projecto Democracia Real.

 

O Insurgente celebrou o seu 6.º aniversário, pelo que fica, em jeito de prenda de aniversário, em destaque na barra lateral.

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publicado às 00:56

A República explicada às crianças

por Pedro Quartin Graça, em 27.02.11

 

monarquia é uma forma de regime em que o chefe de Estado é um rei ou uma rainha. Ao contrário do regime republicano, o rei não é eleito, e a representação do país está numa pessoa cujos antepassados participaram na construção e na História do país. Por isso não são estranhos ao povo e como os príncipes criados para reinar não precisam de ter uma carreira política, conhecemo-los desde a infância, até à idade adulta, quando assumem o cargo de Chefe de Estado.
Já viste o que seria se tivesses de escolher os teus pais, ou os teus pais dissessem: eu tenho o direito a escolher o filho que quero? Passa-se o mesmo em República. O nosso Chefe de Estado, em vez de ser alguém que conhecemos e gostamos desde pequenino, é apenas um político que quer um emprego. Representa o país durante 5 ou 10 anos e depois vai-se embora...
A nossa monarquia durou 771 anos como sabes, pois em 1910 um golpe de estado expulsou o rei D. Manuel II, a sua mãe e a sua avó para fora do país. Isso foi bom ou foi mau? Deve caber a ti estudares para compreenderes as alterações dessa época, mas gostava de te explicar que a República instaurada em 5 de Outubro de 1910 não veio trazer a democracia a Portugal. Nessa altura o nosso país já tinha liberdade. As pessoas podiam votar e a Imprensa publicava todas as críticas que queria.
Ao contrário do que a propaganda republicana tem dito, a democracia foi introduzida em Portugal em1834, suspensa algumas vezes até 1926  e neste ano definitivamente implantada o que deu origem auma das mais longas ditaduras de sempre, em todo o mundo! Foi o Estado Novo ou Segunda República, que durou de 1933 até 1974! Neste ano a Democracia voltou a Portugal, pela Revolução de 25 de Abril, como decerto já ouviste falar.
Em 771 anos tivemos 33 monarcas, o que perfaz uma média de cerca de 22 anos por reinado. Compreendes a importância desta estabilidade? Em 100 anos de República, de 1910 a 2010 tivemos 19 presidentes, o que se traduz numa média de 5 anos por mandato...  alguns deles conflituosos, pois o presidente procura fazer os possíveis para agradar aos eleitores e ao partido ou partidos que o apoiam. Não está ali simplesmente para representar o país, mas para se representar a si mesmo e a quem vota nele...
Também tivemos algumas rainhas e regentes, mais ainda não tivemos nenhuma mulher presidente da República!
Mas, então, perguntarás, se a monarquia tinha vantagens, porque terminou? Bem, como tens visto na televisão, em relação às revoluções no estrangeiro, nem sempre estas revoluções são populares.Muitas vezes, um grupo pequeno, bem relacionado e que recorra à violência pode derrubar regimes. Foi o que aconteceu em Portugal. Os republicanos estavam em menor número, mas:
- aproveitaram-se do desgaste partidário, ocasionado pela alternância constante entre 2 partidos no poder;
- aproveitaram-se das ideias nacionalistas de pátria e de herói para fazer passar a sua mensagem;
- fizeram ataques ferozes ao Rei D. Carlos e à sua família, espalhando boatos e criando uma imagem negativa da monarquia que diziam despesista e ostensiva;
- recorreram à violência através de uma organização terrorista e chamada Carbonária que assassinou o Rei e o seu filho, de 21 anos, D. Luís Filipe, em 1908 (foi o Regicídio) e através de uma organização secreta que ainda hoje existe, a Maçonaria, conseguiram controlar o exército e alguns políticos;
-e, finalmente, como o país, infelizmente, ainda era constituído essencialmente por pessoas iletradas, culturalmente pouco informadas, facilmente o Partido Republicano pode controlar os cidadãos, com mensagens demagógicas e inflamadas. (É por isso que deves estudar e questionar tudo para seres um adulto com consciência cívica!)
Depois de instaurada a República, sucederam-se imensos atropelos à liberdade que o novo regime tinha prometido. Pessoas foram perseguidas por serem católicas, monárquicas ou simplesmente por não colaborarem com o novo regime. E os próprios republicanos lutaram entre si para conquistar e aguentar o poder. Em 1914 a república levou milhares de jovens a entrar na I Grande Guerra. Muitos morreram e o país desmoralizava perante uma crise económica, social e política. Todos os dias havia atentados em Lisboa, o governo caía, os presidentes demitiam-se ou eram demitidos por golpes de estado. Entre 1911 e 1926 houve quase 50 governos!
Porém, a monarquia sempre foi uma alternativa democrática em Portugal, tanto durante a Primeira República, como durante o Estado Novo e mesmo hoje.
A Europa, como deves saber é praticamente constituída por Monarquias Constitucionais, como Portugal o era antes de 1910. Monarquias Constitucionais e (ou) Parlamentares são aquelas em que o rei não governa (para isso existe o Primeiro-Ministro e o seu Conselho de Ministros que nós elegemos), cabendo-lhe apenas a representação e a regulação das instituições do seu país. Por isso países desenvolvidos como a Noruega, Suécia, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, e aqui ao lado Espanha são monarquias. E fora da Europa encontramos muitas mais: Japão, Marrocos, Jordânia, etc. o Reino Unido, por exemplo, e a Comonwealth que estende pelo Canadá e pela Austrália, entre outros países, cuja chefe de Estado é a rainha Isabel II.
Não há regimes perfeitos. Nem pessoas. Acima de tudo deves procurar saber o que melhor serve a tua nação e pensar por ti. Não grites Viva a República! sem perguntares a quem to manda fazer, se existe uma alternativa e se essa alternativa é melhor ou pior. Acima de tudo sê um cidadão informado pois só assim podes construir um país melhor e contribuir para um futuro mais sorridente a quem viver em Portugal nos próximos anos. E que estes anos sejam mais pacíficos e prósperos do que foram os últimos 100.

 

In: OBLIVIÁRIO

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publicado às 21:18

O ministro dos Negócios Estrangeiros, vem agora dar a voz ao seu governo. Após os negócios com o regime de Kadhafi, pretende responder às generalizadas críticas, algumas das quais, bastante violentas. 

 

As relações de Portugal com outros países, não podem pautar-se por sentimentalismos, é certo. Se de outra forma fosse, permaneceríamos isolados e a realidade diz que nem sequer os nossos mais próximos aliados - Estados Unidos, Alemanha ou Espanha, por exemplo - podem eximir-se a críticas quanto a certas políticas consideradas como obscuras. Há uns anos, já aqui falámos da necessidade de Portugal competir com outros Estados, procurando a obtenção de vantagens políticas e económicas, mesmo que nalguns casos, possamos tropeçar num ou noutro déspota. Angola é o caso mais evidente e do qual ainda ouviremos falar. A política não pode ser feita de outra forma, sob pena da condenação ao completo ostracismo, desperdício de possibilidades, usura da capacidade económica do país e porque não?,  do prejuízo geral.

 

O que tem sido controverso, é o patamar atingido quanto a certos relacionamentos, sempre ligados a negócios que transcendem em muito, os interesses directos do Estado. Tudo isto torna ainda mais evidente, a total falta de transparência da conhecida transumância entre o dinheiro e a política portuguesa, seja esta qual for. Agravando as dúvidas, o governo arremete em direcção ao total comprometimento político, consagrado em actos simbólicos. 

 

No que respeita à Líbia, não estamos a falar numa ditadura semelhante à egípcia, se é que o forte autoritarismo dos militares de 1952, pode ser considerado como um sistema ditatorial. A diferença entre o despotismo de Kadhafi e a oligarquia cairota, é abissal em todos os aspectos a analisar, com a agravante da Líbia ser um país escassamente povoado e detentor de uma colossal riqueza petrolífera que há muito poderia tê-la guindado a uma indiscutível prosperidade. As imagens transmitem uma realidade de penúria, desorganização, falta de infraestruturas e o caos urbano, aspectos típicos de sociedades no limiar da subsistência. 

 

É impossível o sr. Luís Amado poder um dia declarar, o seu desconhecimento em relação aos crimes que a comunidade internacional aponta a Kadhafi. Este homem, é um velho conhecido dos meandros do terrorismo internacional, desde o seu patrocínio a bandos como a Fracção do Exército Vermelho, o grupo Baader-Meinhof, a OLP na sua fase sequestradora e bombista de linhas aéreas, os grupos terroristas que quase derrubaram o regime italiano na década de setenta, etc. O caso Lockerbie foi um episódio de uma longa e sangrenta lista de atrocidades cometidas, às quais se somam todo o tipo de atropelos ao direito internacional, respeito pela soberania alheia e bem identificadas agressões militares além-fronteiras. Durante os anos 80 e numa sensacionalista declaração de estadista de pacotilha, Kadhafi ousou declarar a Madeira como parte integrante de África, ou seja,  um "território a descolonizar". Se não encontrou qualquer eco, tal se deveu ao enraizado sentimento português naquele arquipélago. No entanto, a atoarda consistiu numa ostensiva ameaça à integridade e segurança do nosso país e o ministro dos Negócios Estrangeiros devia disso ter a plena consciência. A personalidade errática de Kadhafi, tornou-se numa permanente fonte de instabilidade e a tão imediata, como inesperada reacção ao seu recente amigo Itália-Berlusconi, é elucidativa.

 

No caso da Líbia, o governo não esteve bem, nem actuou em conformidade com a exigida prudência, especialmente quando se tratava de um Estado bem conhecido pelos problemas acima apontados. Houve um claro e desnecessário comprometimento político e excesso de efusividades,  evidenciadas em atitudes que transcendem em muito, os normais procedimentos que a convivência entre Estados determina. Nem sequer nos aventando a considerar os ainda desconhecidos detalhes económicos das relações estabelecidas, a forma geral consistiu num desastre que era de antemão previsível. Aliás, o tempo escolhido para estes contactos com os chamados "Estados párias", é sempre em contra-corrente com o sentido de decoro que a situação internacional recomenda. A dimensão portuguesa aconselha a uma grande prudência, coisa que parece faltar a um governo que faz a gestão da política externa, ao sabor de alguns interesses privados e das suas prioridades mediáticas. Não só nos referimos à Líbia, como também ao Irão e principalmente à Venezuela, onde o nosso governo - e pior ainda, Portugal - tem sido de forma ultrajante, exposto à mais acintosa propaganda de Chávez.

 

Luís Amado tardou em tomar uma posição inequívoca e nos primeiros dias da sublevação, todos escutámos as suas palavras contemporizadoras e sugerindo "adaptações inadiáveis"! Estamos perante a notória queda de um regime e o que lhe sucederá, poderá pedir contas a S. Bento. Não tardaremos em sabê-lo.

 

A entrevista ao Diário de Notícias, surge numa fase de previsível desenlace, decerto fatal para as hostes dos até agora estranhos amigos da república portuguesa.

Adenda: após uma noite bem dormida, tive o prazer de ler este texto de Henrique Raposo. Diz o essencial.

 

 

 

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publicado às 19:41

Um dos mais conhecidos incompetentes do Ocidente em crise, já se aventa a inchaços oratórios, propondo nada mais, nada menos, um Plano Marshall para o Magrebe. Deve estar esquecido da situação que se vive no país que teoricamente governa e assim, sublima-se em jactâncias. Talvez se trate apenas de mais uma bravata sem consequências, na linha daquelas em que os nossos vizinhos são pródigos. A menos que já exista um apressado plano de colocação na fila para os conhecidos negócios - Portugal tem sido transformado numa espécie de "Camelot" de todo o tipo de escória - , desta vez a "fechar" com as novas autoridades que se adivinham. Por isso, "aboga por movilizar al sector privado - fundaciones, grandes corporaciones, multinacionales - para que se sumen a la iniciativa."

 

Não nos admiremos muito, se amanhã alguns "sobrinhos" aqui do sítio, tomarem uma iniciativa semelhante. Chama-se a isto, "sinergia de esforços".

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publicado às 18:36

Parabéns!

por Samuel de Paiva Pires, em 27.02.11

Ao João Gomes de Almeida, que celebra hoje o seu aniversário!

 

 

 

 

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publicado às 18:04

Terapia Assistida por Animais

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 27.02.11

 

 

Um projecto muito especial com resultados verdadeiramente fantásticos.

 

Vale a pena conhecer e merece ser divulgado!

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publicado às 09:43

What's next?

por Nuno Castelo-Branco, em 27.02.11

Os próximos da lista

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publicado às 01:00

A "revolta líbia" em imagens (6): estórias com cobras

por Nuno Castelo-Branco, em 26.02.11

Chávez, um dos preocupados, já se manifesta a favor do colega Kadhafi. Antes que seja tarde demais, quiçá fosse uma excelente ideia, propor acolher o "grande líder de negócios revolucionários", num belo e bem guardado resort da ilha Margarita.

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publicado às 17:38

Para os "corporativos" futuros ex- boys de serviço

por Nuno Castelo-Branco, em 26.02.11

Oferecemos aos "corporativos", uma foto feita em Lisboa: um futuro ex-caudilho, um intérprete, um futuro ex-1º ministro e duas futuras ex-bandeiras "nacionais"

 

Não é nossa norma, faltar ao respeito ao presidente da república ou ao 1º ministro. Podemos criticar ou aprovar atitudes, sem que isso queira dizer estarmos perante qualquer intenção destrutiva ou pelo contrário, subserviente.  No entanto, existem aqueles que optaram pela destruição de reputações, enquanto outros exageram em superlativos afectos.

Há por aí um grupo de convivas, alegadamente boys a soldo do erário público, muito aflitos com certos abraços e beijos prodigalizados por quem fechou rendosos negócios com o coronel Tapioca de Trípoli. O problema não está neste mundo de negócios e nas normais relações entre Estados. Os "corporativos" sabem que houve quem ultrapassasse e muito, as fronteiras da normalidade. Quanto á Venezuela e Irão, o futuro o dirá.

Na última semana, decidiram publicar fotos com personalidades nacionais e estrangeiras, como o embaixador Martins da Cruz, Barack Obama, Jacques Chirac, Condoleeza Rice e N. Sarkozy. Surgem em fotografias feitas quando de encontros com o já ex-camarada Kadhafi.

 

Surpreendentemente, os bem denominados Câmara Corporativa - funcionando em matilha, que melhor nome poderiam ter? -, acharam por bem publicar uma foto em que o Duque de Bragança cumprimenta o embaixador líbio em Lisboa, numa cerimónia comemorativa do dia nacional da Líbia. Não existiu qualquer encontro com Kadhafi. A Casa Real jamais participou nos eventos tripolitanos e comemorativos da ex-revolução que agora cai por terra e muito menos, terá alguma vez lucrado com qualquer tipo de negociatas firmadas com Trípoli. A Casa Real não vende computadores, cimentos, armas ou telecomunicações. Isso fica para o lato âmbito "corporativo".

 

Os tolinhos de serviço, ainda não percebram algumas coisas:

 

1. Pelo seu frenético dedilhar no teclado, fazem cair a alegada "não relevância" do Duque de Bragança. De facto, as regras do protocolo e da diplomacia, ditam que o sucessor dos reis de Portugal, seja sempre convidado para cerimónias institucionais e o simples facto de ser chamado como representante da História de um país que os "corporativos" não conhecem, demonstra-o bem.

 

2. Os "corporativos Abrantes" - "diz-se" que este nome cobre um "colectivo", uma panóplia de boys - deviam consultar os convites endereçados pelo seu governo e pela sua presidência da república. Ainda há poucos meses e quando da visita de um conhecido Chefe de Estado a Portugal, a RTP  mostrou o banquete oferecido por Cavaco Silva na Ajuda. Na mesa principal, apenas estava o casal presidencial, o casal visitante e o casal real. Para quem pretende demonstrar "irrelevâncias", não deixa de ser um tanto ou quanto difícil justificar esta constante.

 

Nota: neste último caso, o facto a reter, é aquele que se prende com o insólito de o Duque de Bragança ser convidado para jantar na sua própria casa que para o efeito, abre as portas a primos vindos do centro da Europa. Para cúmulo, o anfitrião é o verdadeiro intruso jamais referendado!

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publicado às 10:46

As 32 grafias de um ditador

por Pedro Quartin Graça, em 26.02.11

 

(1) Muammar Qaddafi
(2) Mo'ammar Gadhafi
(3) Muammar Kaddafi
(4) Muammar Qadhafi
(5) Moammar El Kadhafi
(6) Muammar Gadafi
(7) Mu'ammar al-Qadafi
(8) Moamer El Kazzafi
(9) Moamar al-Gaddafi
(10) Mu'ammar Al Qathafi
(11) Muammar Al Qathafi
(12) Mo'ammar el-Gadhafi
(13) Moamar El Kadhafi
(14) Muammar al-Qadhafi
(15) Mu'ammar al-Qadhdhafi
(16) Mu'ammar Qadafi
(17) Moamar Gaddafi
(18) Mu'ammar Qadhdhafi
(19) Muammar Khaddafi
(20) Muammar al-Khaddafi
(21) Mu'amar al-Kadafi
(22) Muammar Ghaddafy
(23) Muammar Ghadafi
(24) Muammar Ghaddafi
(25) Muamar Kaddafi
(26) Muammar Quathafi
(27) Muammar Gheddafi
(28) Muamar Al-Kaddafi
(29) Moammar Khadafy
(30) Moammar Qudhafi
(31) Mu'ammar al-Qaddafi
(32) Mulazim Awwal Mu'ammar Muhammad Abu Minyar al-Qadhafi

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publicado às 08:33

Diga NÃO à barragem do Tua!

por Pedro Quartin Graça, em 26.02.11

Ajude a impedir um crime ambiental e contra o património natural de Portugal!

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publicado às 08:11

A coisa está mesmo muito séria

por Pedro Quartin Graça, em 25.02.11

Sócrates foi chamado a Berlim a 2 de março e não é para tomar chá de certeza. Vai ouvir o que nunca ouviu. Até porque Merkel, em queda internamente, é agora acossada por um conjunto de economistas que exigem que a mesma deixe caír economias como a portuguesa. O que siginifica isto? Que Portugal ou aceita imediatamente a ajuda externa, nomeadamente a do FMI, ou os euros deixam de entrar. Com as "orelhas a arder", a Sócrates não restará outra solução senão fazer o telefonema. Ou muito me engano ou daqui a menos de 1 mês o FMI está cá. Afinal de contas porque é que se perdeu tanto tempo?

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publicado às 22:11

A parva da Geração Parva

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 25.02.11

Giros, os comentários que tem gerado o editorial da Isabel Stilwell. Diz a jornalista, a propósito da música dos Deolinda, que “se estudaram e são escravos, são parvos de facto”. São parvos de facto.

 

Educação é formação, não é só mandar abaixo shots de bibliografia erudita. Educação é formação de carácter, tanto mais a nível universitário. Carácter é também “estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida”. Educação não é, seguramente, isto.

 

Não faltaram à festa as virgens ofendidas, muito escandalizadas (com o nome da jornalista, essencialmente), a destilar o seu veneno por entre insultos gratuitos de uma grosseria inqualificável. São parvos de facto.

 

Trabalhar, lamento informar, não nos torna escravos. É a forma como se encara o trabalho que separa os homens e as mulheres das bestas infantilizadas pela resignação à vitimização. Afeminada indulgência a tão fácil tentação.

 

Proponho a leitura e meditação da seguinte passagem, de um artigo que encontrei recentemente e me pareceu interessante:

 

só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela.

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publicado às 21:42

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