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" Mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma "

por Cristina Ribeiro, em 31.07.11

Não sei como era dantes, mas as regalias dos ex-Presidentes dos cargos dirigentes do Estado sempre me pareceram imorais. O termos de, com os nossos impostos, suportar Gabinetes, secretários, automóveis, motoristas, e não sei quantas coisas mais, de quem exerceu funções ao serviço da " Res Publica " vejo-o como um escândalo. Pensei que tivesse chegado a altura, finalmente, de acabar com essas benesses injustificadas. Engano. Que essa moralização está longe de acontecer evidencia-o o facto de a actual Presidente da A.R. continuar a " tradição ", a má tradição, ao atribuir idênticos privilégios a um antigo Presidente da mesma Casa, não relevando sequer o estarem os contribuintes " à rasca ". Mudança ou apenas remendos? A um passo em frente segue-se um atrás...

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publicado às 17:16

De como eu preveni um ataque terrorista

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 31.07.11

Foi descoberta, finalmente, a musa inspiradora de Breivik para os atentados terroristas de 22 de Julho na Noruega. Lars von Trier, em entrevista ao jornal dinamarquês “Politiken”, declara-se culpado, aponta as semelhanças entre o massacre de Utøya e a cena final do filme Dogville, e isso fá-lo sentir-se muito mal. Não se sabe, no entanto, se o faz sentir-se tão mal como aquele dia em que se declarou nazi e simpatizante de Hitler.

 

As declarações de von Trier, como de costume, têm como objectivo pouco mais do que a auto-promoção e isso é um bocadinho feio. Por isso, e para lhe evitar maiores embaraços, promovo-o eu.

 

Dogville é um filme fantástico. A forma como a fraqueza humana é explorada até aos limites da aparente loucura devolve-nos ao nosso estado mais primitivo. A cedência da razão de alguns perante os seus instintos mais selvagens é legitimada, numa primeira fase, pela multidão que assiste impávida a um espectáculo de degredo, mas depois, alimentada pela inércia da sua passividade, a multidão torna-se ela própria sujeito activo de um circo de horrores cuja marcha parece incontrolável. Fazendo lembrar a cena final de “O Senhor das Moscas” de W. Golding, Dogville dramatiza exemplarmente os efeitos potencialmente devastadores da multidão, agindo como uma massa amorfa, uma dança harmoniosa de moléculas sem alma.

 

 

 No final do filme, antes do massacre a que alude von Trier, há um diálogo importantíssimo em que Grace, a personagem central, tenta justificar todo o mal que (lhe) foi feito com razões de circunstância, que, dentro daqueles limites, o que (lhe) faziam era o melhor que poderiam fazer. É então acusada de arrogância suprema por não aplicar aos outros, por paternalismo, as normas morais que a si mesma se lhe impõe. Debate-se então Grace com a questão: ‘Is their best really good enough?’

 

É ao concluir que ‘o seu melhor’ não era suficiente para justificar todo o mal que (lhe) tinham feito, que dá ordens para que se extermine por completo a cidade de Dogville, o que é apresentado como castigo redentor de toda a humanidade.

 

Farão mais sentido, sob esta perspectiva, as controversas declarações de von Trier. Como objectivo, insisto, poder-se-à considerá-las como mera auto-promoção, mas intrinsecamente, no contexto específico do homem e da sua obra, são afinal de uma perfeita coerência. Claro que esse detalhe é pessoal e pouco relevante, mas daqui sobressaem questões fundamentais de como se vê o mundo e se concebe a história, onde o crime e o castigo, pela irreversibilidade do tempo, serão sempre motivo de discórdia (e assunto para um post muito maior do que aquele a que tenho direito).

 

Ah, falta o título: Um Lars von Trier calado é o realizador que eu sempre quis ser, mas em vez de ir para a academia de cinema de Nova Iorque fui vender repolhos para África.

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publicado às 08:50

1619; estava Portugal sob o domínio filipino...

por Cristina Ribeiro, em 30.07.11

" Bravamente é apaixonado o Sr. D. Júlio, acudiu o doutor, pelas coisas da nossa pátria; e tem razão, que é dívida que os nobres devem pagar com mais pontualidade à terra que os criou (...)é a língua pportuguesa branda para deleitar, grave para engrandecer, eficaz para mover, doce para pronunciar, breve para resolver, acomodada às matérias mais importantes da prática e escritura. Para falar é engraçada, com um modo senhoril; para cantar é suave, com um certo sentimento  que favorece a música; para pregar é substanciosa, com uma gravidade que autoriza as razões e as sentenças; (...) para histórias nem é tão florida que se derrame, nem tão seca que busque o favor das alheias. A pronunciação não obriga a ferir o céu da boca com aspereza, nem arrancar as palavras com veemência do gargalo. 

 Tem de todas as línguas o melhor: a pronunciação da latina, a origem da grega, a familiaridade da castelhana, a brandura da francesa e a elegância da italiana. Tem mais adágios e sentenças que todas as vulgares, em fé da sua antiguidade. E, se à língua hebréia pela honestidade das palavras chamaram santa, certo que não sei eu outra que tanto fuja de palavras claras em matéria descomposta quanto a nossa. E para que diga tudo, só um mal tem, e é que, pelo pouco que lhe querem seus naturais, a trazem mais remendada que capa de pedinte."

                      Francisco Rodrigues Lobo, « Corte na Aldeia »

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publicado às 22:07

Os "choféres" do 1º Ministro

por Nuno Castelo-Branco, em 30.07.11

Pedro Passos Coelho anunciou ter cortado radicalmente no números de chauffeurs de serviço à presidência do conselho de ministros. Mais ainda, ficámos todos a saber que Sócrates podia contar com 23 motoristas para o que desse e viesse. Curiosa esta fartura, hoje reduzida a 14 (ou 11?) condutores de Mercedes, a 150.000 Euros por limusina. 

 

Já não me recordo do nome do conhecido motorista de Estaline e não me apetece consultar Simon Sebag Montefiore para me avivar a memória. Quanto ao Führer, lembrei-me de Erich Kempka, o homem que substituiu Julius Schreck e Emil Maurice. Durante muitos anos  condiziu o Grosser-Mercedes de Hitler. Assim, sabe-se que o ditador alemão possuía um motorista permanente. 

 

Por cá e em democracia, ficamos à dúzia. Coisas do progresso. Já agora, gostávamos de saber se a dose de farturas é extensível ao Palácio de Belém, o tal que é ocupado por alguém que gosta de utilizar o Falcon quando tem um C-130 à espera na pista de Barcelona. Gente fina é outra louça.

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publicado às 21:57

Brutalidades plutocráticas: o Sr. Forbes

por Nuno Castelo-Branco, em 30.07.11

 

 

Via Margarida Pereira, recebi o seguinte texto:

 

Dear Margarida,

The fox who lived at the Peterculter Golf Club had grown so used to members that it was nearly tame. It would often stand at the feet of golfers, quietly begging for treats. The Sun reported that it was a "popular fixture" at Peterculter--that is, until Donald Forbes brutally beat it nearly to death with a golf club. Demand justice for the murdered fox.» 

After Forbes caught the fox trying to steal a biscuit from his belongings, he attacked it with his golf club. After hearing it "screaming in agony," another golfer had to put it out of its misery. Forbes was fined $1,210. Though Peterculter suspended him for nine months, they have now decided to reinstate him. 

When she heard the fox's tragic story, Care2 activist Alicia Graef created a petition asking Peterculter to ban Forbes from the club for life. She writes: 

Unfortunately, the link between animal cruelty and other forms of violence has been widely recognized and needs to be taken seriously. The club should take this opportunity to take a stand against this level of depravity by holding Forbes accountable for his barbaric behavior by banning him for life. 

An animal cruelty officer described Forbes's actions as "brutal and sickening." Don't let Peterculter Golf Club ignore his depravity; tell it to ban Forbes today!»

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publicado às 21:14

Acertámos! Mais um Afonseco Costa, desta vez nos fiordes

por Nuno Castelo-Branco, em 30.07.11

Olhem que maçada, que coincidência. Há uns dias, aventávamos a hipótese de o rapaz Breivik pretender uma República na Noruega. Parece que acertámos, pois a imprensa daquele país diz que o Palácio Real era um dos alvos, dado o seu valor simbólico. Agora percebe-se o porquê do silêncio de um certo sector político lusitano que foi o primeiro a reagir com os entusiasmos e apontar de culpas do costume. Agora a situação é outra, alternando o silêncio com a desculpa da maluquice.

 

Aqui temos um Afonseco Costa: conspiração, assassínio e bombas. Tal e qual como há umas boas décadas. Onde é que já vimos isto?

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publicado às 20:57

Desmentidos e limpezas para debaixo da carpete

por Nuno Castelo-Branco, em 30.07.11

Nestas guerritas do "render da guarda" - que afinal de contas é sempre a mesma, mas com dragonas diferentes -, chovem afirmações e desmentidos acerca de limpezas.  No preciso momento em que quando nos atrevemos a publicar algo de menos agradável se sucedem os ataques aos mails, computadores e telefones, será mesmo desejável essa vassourada, desde que esteja conforme aquilo que deve ser um Estado de Direito. Não chegará varrer o pó para debaixo da carpete, como é costume fazer-se. Aconselhamos o uso de um aspirador que por sinal, poderá também ser usado noutros locais. Na Armada, por exemplo.

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publicado às 14:11

SAPO: o que se passa?

por Nuno Castelo-Branco, em 30.07.11

Recebi esta estranha mensagem que diz provir do Sapo (customerserviceaccount1@auto.lt). A partir daquele momento, deixei de poder de enviar qualquer e-mail, embora já há alguns dias tivesse notado o desaparecimento de algumas das funções no "blogger Sapo" Dado o português claramente macarrónico da comunicação, não respondi. Quantos mais terão recebido o comunicado? Gostava de saber.

 

"Caro User Account sapo.pt

HTK4S um vírus foi detectado em sapo.pt Webmail servidor, e todas as 
contas de webmail sapo.pt deve ser atualizado imediatamente para evitar 
danos ao webmail sapo.pt.
Você será solicitado a fornecer a conta de identidade listados abaixo para 
que possamos verificar e manter sua conta com a nova versão HTK4S anti-
virus/anti-Spam 2011. falta de informação válida, sua conta será 
temporariamente suspensa de nossos serviços.

nome:
Nome de usuário:
senha:
Data de Nascimento:

Copyright © sapo.pt 2011. Todos os direitos reservados."

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publicado às 10:01

A visita ao desconhecido

por Pedro Quartin Graça, em 29.07.11

 

Visite a mais desconhecida parte do território nacional e que é a última fronteira e o extremo mais a sul de Portugal: as ILHAS SELVAGENS. Os interessados podem ver o blog aqui. E tornarem-se seguidores noFacebook aqui e no Twitter aqui.

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publicado às 07:51

De joelhos

por Pedro Quartin Graça, em 29.07.11

"Países que recebem ajuda deviam ceder parte da sua soberania à União Europeia"

 

Wolfgang Schäuble. Ministro das Finanças da Alemanha

Devo ser eu que estou muito desatento mas não me lembro de ter ouvido uma declaração que fosse, uma, por parte dos responsáveis portugueses acerca desta intervenção do ministro alemão. Gaspar, Portas e Passos aos costumes disseram nada. E vamos andando...

A este propósito merece a pena ser lido o excelente texto de Luís Menezes Leitão disponível aqui.

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publicado às 07:07

A falta que um pai faz

por João Pedro, em 29.07.11

 

Um pormenor que me chamou a atenção no caso do duplo atentado mortífero na Noruega: um dos entrevistados foi o pai de Anders Breivik, o terrorista do momento. Ao que parece, o senhor, um diplomata na reforma a viver no Sul de França, separou-se da mãe do autor dos atentados quando ele tinha um ano e não tem contacto com ele há 15. Diz-se agora "absolutamente chocado" e espera que o filho "se suicide".

 

 Mas já que ele aprova o suicídio, talvez estivesse na altura de comprar cianeto, uma corda resistente ou um par de balas. É que um pai que corta o contacto com um adolescente quando este tem dezassete anos tem no mínimo as suas responsabilidades. Sabe-se que os nórdicos têm uma visão dos laços familiares bem diferente da que temos no Sul da Europa. Se a emancipação precoce é largamente fomentada, também a quebra de relações familiares se tornou regra. Não só se pretende que os jovens se "façam à vida" muito novos, como ao que parece, devem cortar definitivamente com as origens. Um caso na minha família, através de um casamento, demonstrou-me como o afastamento das raízes familiares pode ser perverso e doloroso. É dos tais casos em que os sistemas nórdicos nada têm de "civilizados" ou "superiores". O corte e o enfraquecimento das relações familiares representa antes decadência, individualismo extremo, e talvez explique em parte a alta taxa de suicídios na região. A referência paterna, o apoio familiar em ocasiões de crise, a inculcação de valores de pais para filhos é vital para qualquer desenvolvimento são. E nenhum pai que se preze corta simplesmente os contactos com um filho de dezassete anos. Para mais, não parece padecer de problemas económicos. Ao que parece, o progenitor "biológico" não pensou nem pensa nisso. Já que os noruegueses estão em reflexão, recuperando do choque, Talvez fosse uma boa ocasião para pensar se não terão falhado no espezinhamento dos seus valores familiares.

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publicado às 03:46

José Mattoso surpreende

por Nuno Castelo-Branco, em 28.07.11
"Filósofo, místico e referência ética nacional, são três os adjectivos com que definiria esta personagem ímpar da nossa vida cultural. Já foi monge e, perante a perplexidade da vida, considera Deus, como aquele que “preenche todo o vazio e responde a todas as perguntas” e critica acidamente os valores prevalecentes, afirmando: “o domínio da técnica não garante o exercício da sabedoria”.
Embora acreditando nas virtualidades do 25 de Abril, nem por isso se revê nos seus frutos: “incapazes de resolver problemas relacionados com a organização social e económica, os políticos desenvolveram estratégias de ataque pessoal e de descrédito, que ainda hoje dominam a luta pelo poder”. E elege duas figuras como paradigmas nacionais: Alexandre Herculano e Dom Duarte, não se esquecendo de Camões, “épico” demais para o seu gosto e Fernando Pessoa, que considera “demasiado paradoxal”.

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publicado às 19:20

Quando faltam as palavras.

por Cristina Ribeiro, em 28.07.11
Um retrato do país de opereta em que se tornou Portugal. Nunca me tinha passado pela cabeça que ainda viveria esta espécie de humor negro. Mau demais. Depois do malfadado acordo ortográfico ( letra pequena MESMO ), esta ignomínia. Começo a pensar que todos os alicerces da nação estão podres.
 
 

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publicado às 18:38

A tasca dos caracóis

por Nuno Castelo-Branco, em 28.07.11

Uma conversa ao nível da tasca de caracóis na Feira da Ladra. Se um é um conhecido provocador blasé, a oxigenada oponente não lhe está ao nível e caiu numa armadilha primitiva. É esta a gente que manda em Portugal, sendo os espelho de uma realidade que ninguém poderá ignorar. É a República Portuguesa no seu melhor e com um bocadinho de sorte, bem merecem uma comenda no próximo 10 de Junho. 

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publicado às 10:42

A foto do dia

por Pedro Quartin Graça, em 28.07.11

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publicado às 07:38

PREC nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo

por Nuno Castelo-Branco, em 27.07.11

Onde é que já vimos isto? Ficámos a saber que os gestores da empresa foram "aconselhados" a precaverem-se nos caminhos percorridos dentro do estaleiro, assim como evitarem tomar refeições na cantina. À maneira dos antigos documentários da Revolução Cultural chinesa que até aos nossos dias chegaram, os bandidos do "patronato" deverão manter a cabeça baixa e olhar timidamente, por "debaixo da burra" e sem qualquer direito a um esboçar de sorrisos. Afinal, a gestão do ENVC costuma almoçar com o operariado? Julgávamos que isto demonstrava qualquer coisa de positivo, mas pelos vistos, a obsessãozita pela "luta de classes" segue de vento em popa. Como há 60 anos. Que atraso! E é esta uma "empresa do Estado"? Visando salvar o ENVC, não poderá  o PC aconselhar o governo a investir na construção de uma série de navios para a Armada?  Aqui está mais uma das apetitosas "contradições" da "dialéctica". 

 

Quanto a salários e mordomias hollywoodescas da administração, essa é outra estória, bem ao estilo das "empresas públicas".

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publicado às 15:41

Afinal havia uma Play-Station!

por Nuno Castelo-Branco, em 27.07.11

Como ontem dizíamos, este parece ser um caso que traz para a realidade da rua, aqueles jogos com que muitos se entretêm no computador ou na play-station. Já o suspeitávamos e agora a coisa confirma-se. Com alguma dificuldade, vamos sabendo algo acerca de Breivik. Longe de ignorante, o norueguês leu, informou-se e procedeu a uma amálgama de dados, compondo-os de forma a adequar aquilo a que já apontámos como tradições do velho Norte, à realidade de uma Europa que é hoje muito diversa daquela que existia no final da II Guerra Mundial. Breivik não pode ser apenas aquilo que a imprensa tem designado como "fundamentalista cristão". Há elementos novos, difíceis de catalogar. Favorável ao aborto, bastante condescendente para com o sexo casual e pornografia, é um acerbo crítico do Papa "traidor" Bento XVI, sendos estes alguns dos elementos que podem de imediato ser apercebidos nos seus longos e por vezes confusos textos, colocados à nossa diisposição por alguém que os traduziu para o inglês.  Membro da Soilene, a loja de S. João da Ordem Norueguesa dos Maçons - a foto que corre o mundo é de 2010 - de Oslo e grande adepto de jogos  de RPG online e offline - World of Warcraft, BioShock e Fallout -, Breivik está muito longe de ser um imbecil semi-analfabeto. Decerto megalómano e fanaticamente crente num destino pelo próprio criado, é sem qualquer dúvida, um homem muito diferente daquilo que imprensa e advogados querem hoje fazer crer, remetendo-o para um caso de manicómio. Dados os embaraços causados por aquilo que declara - foge a quase todos os arquétipos atribuíveis ao extremismo tradicional e "é um nazi" pró-israelita e pró-cigano -, não nos admiremos muito se o caso rapidamente desaparecer dos noticiários. Não convém ao universalmente aceite. 

 

Entretanto, este texto do Combustões aborda o problema sob o prisma da incómoda verdade que tem de ser encarada. Aqui deixamos um curto excerto: 

 

"O homem da bomba de Oslo pode ser tudo, mas não é um tolo. É isso que incomoda, e como incomoda, há que defini-lo como "louco". Como os loucos são inimputáveis, a loucura é tratada em asilos e não há tribunal que a possa acolher. Estranho, mas talvez não, pois com o julgamento da criatura, com tanta filiação em boas causas e boas associações discretas, corre-se o risco de perder o controlo sobre a dita opinião pública (a opinião que se publica). Repararam, sem dúvida, que do coro inicial de indignações dos cátaros da "democracia" deu lugar ao coro de psiquiatras, psicanalistas, sexólogos e demais sacerdotes das religiões em prática. Estranho, depois de sa saber que, afinal, o homenzinho se afirma "sionista", "democrata, anti-nazista, anti-católico e anti-muçulmano."

 

 

 

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publicado às 14:50

Veja tudo aqui, no Fórum Cidadania. 

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publicado às 12:10

A corrida ao ouro (dos outros)

por Nuno Castelo-Branco, em 26.07.11

Não se trata de uma mania. É a realidade incontornável e que explica muita coisa.

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publicado às 22:41

Noruega: um jogo de play-station "ao vivo"

por Nuno Castelo-Branco, em 26.07.11

O massacre executado na Noruega, consiste num daqueles eventos que inevitavelmente ocorreria naquele ou noutro país próximo de nós. Independentemente da verdadeira opção política do autor do crime, cremos que os media se apressaram a apontar o dedo ao que se considera ser a extrema-direita. Neste conceito cabem vários matizes, desde os sectores mais conservadores da chamada direita clássica, até aos grupos nacional-socialistas que nos pressupostos e prática revolucionária, mais seriam condizentes com o que denominamos de extremismo esquerdista que ocasionalmente ataca em dias de organização de cimeiras internacionais. Para confundirmos ainda mais a questão das "fidelidades ideológicas", recordemo-nos da osmose eleitoral que ocorreu há vinte e cinco anos em França, quando o PCF foi despojado dos seus tradicionais votantes que até aos nossos dias, se passaram para a Frente Nacional de Le Pen. 

 

O rapaz Breivik é mais um destes alucinados à beira de uma explosão manienta que no seu caso, aconteceu da pior forma, espantando o próprio artista da grande cena. Noutras paragens, simplesmente teria feito o mesmo numa universidade, geladaria ou centro comercial, não invocando qualquer razão especial. Este Breivik julga-se um iluminado e dada a repercussão mortífera do acto, torna o acto digno de comentários que escapam aos similares crimes de sangue que ciclicamente preenchem os noticiários.

 

Os textos que nos vão chegando, apontam para uma completa desorganização conceptual, sendo nisto paradoxalmente inovador. Ali não se vê qualquer laivo de fascismo ou do nacional-socialismo pretérito, mas uma mescla de sonhos de Cruzadas com elmos resplandecentes de um passado que muitos ainda consideram vivo e bem presente. Em suma, um autêntico jogo de play-station tornado realidade. As sagas nórdicas poderão ter apimentado o todo e para consolidar o incómodo geral, eis que surge uma boa parte da população de Israel, como potencial aliada táctica a defender, tirando o apetecido argumento redutor invariavelmente utilizado para colocar uma pedra sobre um assunto indigesto. Mesmo a sua noção de multiculturalismo não é nítida, fixando-se apenas na questão islâmica. Se os judeus são aparentemente integráveis, então como poderemos considerar os conceitos do rapaz Breivik? O que é afinal aquilo que diz ser o multiculturalismo?

 

Alternando os uniformes paramilitares com o avental maçónico e assumindo-se como "anti-racista, anti-totalitário, anti-nazi, anti-fascista, anti-islâmico, anti-democrático - naquilo que considera ser a democracia representativa -, anti-pacifista, anti-Estados Unidos da América, anti-imperialista, anti-feminista", encontramo-nos perante alguns dos princípios que considera como fundamentais. Uma espécie de base de acção como a daqueles grupos que nos EUA combatem o chamado ZOG, mas neste caso, sem o nazismo dos Sieg Heil! ou o sempre conveniente "caso judaico". Será isto algo de novo, ou a invocação do regime de Vladimir Putin é susceptível de nos oferecer uma pista? Não nos parece próprio, sequer considerar qualquer uma das hipóteses. 

 

Não estamos perante algo de sólido ou relevante. Para já, talvez seja um tema do foro psiquiátrico, pois a política tem "costas largas". O rapaz Breivik é um chanfrado, mas há que reconhecer a existência de um problemático caso na Europa.

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publicado às 17:03

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