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De Magalhães a Maduro

por John Wolf, em 31.07.17

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O Governo da República de Portugal está de consciência tranquila em relação à Venezuela. Aliás, não convém nada uma mudança de regime. Não seria nada conveniente instigar um processo democrático que resultasse no afastamento de Maduro. Os socialistas portugueses, independentemente de pareceres da União Europeia (UE), não vêem com bons olhos uma crise profunda que abane o "status quo" daquela realidade. Referem um regresso à normalidade constitucional quando o que aquele país precisa é de um levantamento popular que afaste o ditador socialista Maduro e que o julgue por crimes cometidos contra o seu povo e opositores políticos. E este estado de arte política coloca Portugal numa situação particularmente difícil. São mais de 400 mil portugueses com residência na Venezuela, ao que se somam mais de um milhão e meio de luso-descendentes. A haver um processo de "descolonização" resultante de uma revolução democrática na Venezuela, Portugal terá de ter um programa de repatriamento de nacionais, um conceito operativo para lidar com os "retornados". Para já sacodem a água do capote afirmando que os que têm saído da Venezuela preferem Espanha devido às afinidades linguísticas, mas sabemos que quando a crise ganhar contornos mais intensos, outras valias, de índole jurídica, far-se-ão valer. Quando Santos Silva diz que não aceita os resultados das eleições, está de facto a fazer ouvidos de mercador, a fingir, a ser politicamente correcto, mas a mentir com os dentes todos. A geringonça é adepta de Maduro, como outros foram de Chavéz e dos Magalhães - aqueles PC - a verdadeira maravilha do engenheiro das amizades duvidosas.

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publicado às 16:59

No Delito de Opinião

por Samuel de Paiva Pires, em 31.07.17

Hoje, a convite do Pedro Correia, contribuo para o Delito de Opinião com um post sobre a incapacidade crónica para debater civilizadamente de que sofrem alguns académicos que, por defeito, deveriam ser intelectualmente humildes, honestos e pluralistas e fomentadores da civilidade.

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publicado às 11:05

RSI Turbo PS GTI Geringonça

por John Wolf, em 30.07.17

 

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Quando o valor de uma viatura passa a servir de indicador para a atribuição de subsídios sociais, sabemos que o governo está desesperado para angariar adeptos. Ficamos a saber que o voto popular conta para a sobrevivência política. Mas mais grave do que estas técnicas duvidosas de contabilidade, será a eternização da divisa automóvel enquanto indicador de estatuto económico e social em Portugal. O socialismo nivelado, de todos diferentes todos iguais, não passa de um mito. Continua válida a ideia da aparência, da ficção de meios, ou seja, não ter um tostão furado, mas poder armar aos "ricos". Este tipo de abordagem joga com a psique colectiva de um modo particularmente perverso. Passa a mensagem de que o que conta é a imagem projectada, a forma como se é percepcionado, seja-se pobre ou abastado. E o inverso? O milionário que prescinde da viatura e que se serve do passe da Carris? Tem algum benefício fiscal? Pois. Como podem ver, o chassis socialista assenta na ideia de escalada social, no exemplo desviante de Sócrates, de apartamentos em Paris e fatos Brioni - vida faustosa. É essa mentalidade burguesa que caracteriza os socialistas encartados que a querem partilhar com os pobres de alma, colocando à frente dos seus chanfros asnos uma cenoura furada.

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publicado às 14:55

Acampamentos domésticos e o BE

por John Wolf, em 29.07.17

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É a Esquerda que está no poder. E no contrapoder. Nos meios de Comunicação Social, na Protecção Civil, na Caixa Geral de Depósitos, no BES, na Floresta, na praia do Ancão e no acampamento do Bloco de Esquerda. Por outras palavras - ela está no meio de nós. Mas as rezas de outrora, as causas da sua igreja ideológica, parecem desvanecer-se. Se bem me recordo foi a Catarina Martins que avisou que iria acabar de vez com a violência doméstica e que iria libertar a mulher dos estereótipos e lugares-comum. Não me parece que tenha havido grande esfregona e balde a serem empregues para limpar as manchas deste flagelo que assola a sociedade portuguesa. Com tanta prosápia sobre direitos inalienáveis e igualdade de géneros, não foram capazes de alavancar a mudança que se exige. Ou seja, como conseguiriam explicar aos libertários da revolução que a moldura penal para violentadores domésticos foi intensamente agravada? E é aqui que reside grande parte da contradição. O Bloco de Esquerda tem uma visão que nem sequer é selectiva nem generalista. É uma pescadinha de rabo na boca. Se a Esquerda fosse criteriosa e proporcional em relação à violência doméstica propunha medidas jurídicas que gostaria que fosse a direita a enunciar - restrições em relação ao conceito de liberdade que os bloquistas reclamam todos os anos sob os auspícios de um acampamento selvagem. Em vez disso, o número de mortes continua a doer.

 

Foto de John Wolf tirada no Christopher Day Parade em Berlim, 23 Julho 2017

 

 

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publicado às 14:56

Finalmente, alguma acção visível

por Nuno Castelo-Branco, em 29.07.17

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 O governo, bem, há que dizê-lo, resolveu tornar mais visível o programa de acolhimento de refugiados da Venezuela. Mais vale tarde do que nunca, é o que se diz nestes casos.

Nem teria sequer outra opção, apenas cumpre aquilo a que se comprometeu constitucionalmente. Basta agora convencerem quem para Portugal queira vir, a estabelecer-se no continente onde existem mais capacidades de integração, mais oferta e espaço.

Criem-se então as condições, as linhas de crédito, os alojamentos a obrigatoriamente serem cedidos pela banca intervencionada pelo Estado - possui milhares de casas em carteira -, as escolas para os filhos e os médicos de família. A questão da saúde será talvez a mais urgente.

Talvez assim mitiguem o opróbrio que sobre o esquema vigente caiu após certas coisas das quais foi e ainda é o único responsável. Em suma, uma forma indirecta de pedir desculpas a quem, mesmo passadas algumas décadas, ainda não se esqueceu.
Organize o governo uma campanha de angariação de boas vontades a título gratuito e logo verão os voluntários que se apresentarão. Aqui estará um deles.

* Não se esqueçam de accionar as linhas de auxílio gizadas em Bruxelas para este fim que é precisamente idêntico a outros.

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publicado às 08:23

Música para hoje: Samuel Úria - Aeromoço

por Samuel de Paiva Pires, em 27.07.17

 

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publicado às 20:44

Assassinos no Poder

por Fernando Melro dos Santos, em 26.07.17

A aldeia de Gardete riscada do mapa. A Guarda a acorrer na evacuação desesperada. Bombeiros sem comida.

A esta hora deputados enfardam faisão.

Contribuintes contribuem, distribuintes distribuem; o abismo é infindo.

Entretanto chegou o fogo aos turistas, em Albufeira. Não há ambulâncias. A ministra da Morte desapareceu.

Penso nas pessoas que vinham ao meu mural, irritadas com a minha insatisfação perante a falência da nação, mandar-me para a Somália onde não há Estado.

Pois bem, estou num sítio pior onde há um Estado que mata.

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publicado às 21:18

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Aaron David Miller e Richard Sokolsky, "Trump is a Bad Negotiator":

Granted, international diplomacy is a lot tougher than cutting real estate deals in New York, and there’s still a lot of time left on the presidential clock to make Trump great again. But half a year into the Trump era, there’s little evidence of Donald Trump, master negotiator. Quite the opposite, in fact: In several very important areas and with some very important partners, Trump seems to be getting the short end of the proverbial stick. The president who was going to put America first and outmaneuver allies and adversaries alike seems to be getting outsmarted by both at every turn, while the United States gets nothing.

(...).

Let’s start with the president’s recent encounters with the president of Russia, a man who admittedly has confounded his fellow world leaders for nearly two decades. Apparently without any reciprocal concessions, the world’s greatest negotiator bought into Russia’s plan for Syria, where U.S. and Russian goals are in conflict; ended America’s covert program of support for the moderate Syrian opposition, then confirmed its highly classified existence on Twitter; and had an ostentatious one-on-one meeting with the Kremlin strongman at the G-20 dinner, sticking a finger in the eye of some of America’s closest allies. It’s bad enough to give Putin the global spotlight he craves while accepting Russia’s seriously flawed vision for Syria. But to do so without getting anything in return gives “the art of the deal” a whole new meaning. Trump’s failure to hold Putin accountable for Russian interference in the presidential election is the most egregious example of putting Russia’s interests first and America’s interests last, but it’s hardly the whole of the matter. There’s no other way to put it: Trump has become Putin’s poodle. If it weren’t for Congress, public opinion and the media, Trump would be giving away more of the farm on sanctions, Russian aggression in Ukraine and other issues that divide the United States and Russia. That’s not winning; it’s losing.

 

(também publicado aqui.)

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publicado às 14:29

As vidas dos outros (2)

por Fernando Melro dos Santos, em 25.07.17

 

a brincar, a brincar, há um problema que se espalha de forma silenciosa e que promete ser mais gravoso, destrutivo até, do que esta sucessão de horrores que temos testemunhado de há trinta e oito dias a esta parte.

dia a dia, mês a mês, euro a euro, a geringonça vai minando o poder administrativo - finanças, conservatórias, tribunais, tudo onde se decida ou empate - com apaniguados prontos a servir de fiscais, delatores e porque não mesmo executores da ideologia vigente.

ora este efeito propaga-se em cascata, empossando sevandijas sequiosos de mandar, desde a cúpula senatorial até ao mais bairrista dos caciques de condomínio. 

cedo virá o dia em que toda a gente dissonante viverá com o temor de ser, da noite para o dia, embrulhada em processos, acusações, purgas. vide o caso do professor pedro arroja.

a tal situação corresponderá um potencial, inédito em Portugal, para a guerra civil.

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publicado às 14:50

De novo, a mesma história

por Nuno Castelo-Branco, em 24.07.17

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 Repete-se conto por conto, família a família, desgraça a desgraça. Sem uma única novidade, eis que desfilam caras que podem credivelmente repetir outras de há umas tantas décadas ainda filmadas a preto e branco. Os arquivos contêm quilómetros de filmes guardados e impossíveis de mostrar pela crua violência. Percebe-se a razão para tal desfaçatez. Agora ainda podem fazê-lo de forma mitigada, mas a sociedade e a tecnologia disponível são diferentes e a primeira, mais atenta, envergonhada e miraculosamente dada a causas, dispõe dos meios que para supremo azar de quem pode ordenar, desta vez não deixará passar em claro.

O governo estará a fazer o que todos deveríamos esperar? Talvez, concedamos então o privilégio da incógnita, mas conhecendo a natureza dos políticos do regime, todos eles e sem excepção numa assentada, é cada vez mais duvidoso, para não dizer impossível. Sabemos que o caso Venezuela é melindroso, requer gigantescas cautelas e exige ainda mais cuidados do que o precedente que abrangia uma série de territórios portugueses espalhados por três continentes, cujo abandono apenas pode ser imputado a Lisboa e à sua desnecessária e abusiva rendição incondicional.

A Venezuela é um Estado soberano e facilmente poderá retaliar da pior maneira, bastando para isso o descarado e cada vez mais carnavalesco aprendiz de ditador fazer um daqueles discursos atabalhoados que nem o próprio Chávez ousaria. Soltará facilmente o ódio homicida pelas calles e isso o MNE sabe tão bem quanto a generalidade dos cada vez mais aterrorizados interessados.

Anda este blog a avisar esta certeza há pelo menos dois anos. Urgia fazer os inevitáveis preparativos, mas o encolher de ombros foi a norma, preferindo-se outras prioridades relativamente ingratas, como o país comprovou e eles sabem que nós sabemos.

Avisos sem resultado aparente, embora tenhamos tomado conhecimento de alguns textos passarem pelas secretarias de Estado correspondentes a este tipo de assuntos desagradáveis.

Já não podem ocultar sem escândalo público. Pelo que ouvimos hoje no telejornal da SIC que se deu ao extenuante e inglório trabalho de conceder meia hora de atenção a uns tantos casos relativamente felizes quando comparados com outros, podemos então imaginar o que estará vergonhosamente escondido, as imagens de gente idosa e semi esfarrapada a vaguear pelas ruas madeirenses e a suplicar por uma malga de sopa, numa recriação da famosa cena do filme Oliver Twist dos anos sessenta e o bem conhecido, please Sir, I want some more! Se a SIC transmitiu esta reportagem, é porque se trata de um problema piramidal, imenso e esmagador.

Paradoxalmente ou não, o número de pobres coitados vai diminuindo na contabilidade conta-cabeças por conveniência. Há uns tempos eram um milhão, agora apenas metade ou ainda menos. Parabéns pelo esforço, é o que nos é possível resmungar em incontida revolta.

Já vimos disto antes e agora, em pleno século XXI e perfeitamente conhecidos os factos que nos chegaram em fracção mitigada, repetem ponto por ponto o que sucedeu. O mesmo deixa andar, os mesmos terrores ideológicos retirados de cartilhas que superficialmente conhecem através de umas tantas citações, os mesmos delíquios laxistas e entre outras torpezas, a mesma extrema cautela para não ofender quem deve ser chamado à atenção que nem por sombras merece.

Já vimos disto, na verdade. A história repete-se, contrariando os insuportavelmente arrogantes partisans easy jet-set burgueses do politicamente correcto, provavelmente mais preocupados com as suas férias de verão num resort qualquer. Nem lhes passa pela cabeça o facto de estarem a ser aquilo que desbocada e alegadamente mais detestam: gente má e cruel.

O próximo assunto que se segue? O dossier África do Sul.

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publicado às 22:24

IMPUNIDADE

por João Almeida Amaral, em 24.07.17

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(foto CMJ)

 

O PAÍS CONTINUA A ARDER.

A impunidade com que o incendiário é premiado choca.

O governo estilhaçado por vários escândalos atribui a uma ministra baralhada a contabilidade baralhada dos mortos. Afinal, são apenas gajos da província, não foi ninguém conhecido. 

Comunistas, bloquistas e socialistas não conseguem comandar, coordenar nem prevenir. E este país vai ardendo lentamente. 

Importante mesmo é saber o índice de popularidade da coisa que faz de governo. 

A malta gosta é de porrada.

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publicado às 19:40

Sim, vê-la, mas muito discretamente

por Nuno Castelo-Branco, em 22.07.17

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 No melhor, mais decente, interessante e menos visto canal da tv portuguesa, uma série alemã que num misto de disfarce e embaraço, nos mostra aquilo que todos sabemos e fazemos de conta ignorar para não ofender. Quando virem um episódio, entenderão porquê. 

Weissensee na RTP 2

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publicado às 22:13

Ceci n'est pas un bouchon

por Nuno Castelo-Branco, em 20.07.17

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 ...mas sim hálitos vinhosos e barrigas morcelosas. 

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publicado às 16:47

A Liberdade, essa fantasia

por João Almeida Amaral, em 19.07.17

 

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Francamente, não sei se é da idade, mas estou cansado, a bem dizer, farto desta marmelada em que o país mergulhou. 

Ardem milhares de hectares , morrem MAIS DE UMA CENTENA DE PESSOAS, mas para efeitos de subsídios europeus oficializa-se o número 64. 

Os políticos responsáveis não são responsabilizados. Despedem-se secretários de estado ao retardador para ocultar os factos. 

O 1º ministro marimba-se no país e vai de férias.

A base militar de Tancos descobre que lhe falta material, inventa-se um roubo, (quando o roubo, na minha opinião, foi ao longo do tempo e era necessário acertar o stock) e exoneram-se oficiais que dias depois são reintegrados. 

O Prof. Gentil Martins emite uma opinião (ao abrigo da sua liberdade) e as figuras pidescas do regime, como a Moreira, ao melhor estilo do KGB, exigem punição, sangue. 

Agora são os bombeiros silenciados. 

Quando o governo, que emerge de um grupo parlamentar de forças antidemocráticas que nem deviam ter representação parlamentar, se formou, temi que este seria o caminho, mas francamente nunca pensei que se iria tão longe. 

Portugal tem que reagir.

Tem que acordar. 

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publicado às 17:17

Rédea curta

por Nuno Castelo-Branco, em 19.07.17

 

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 Não se trata de um tema de campanha e muito menos uma arma de arremesso político. A calma é o que se aconselha quanto a este melindroso dossier da evacuação de nacionais estabelecidos na Venezuela. Estrondeia nas redes sociais um coro de indignações por aquilo que sucedeu num organismo qualquer da U.E. a propósito do voto português quanto ao  notoriamente incapaz Maduro de Caracas. Por muita razão que os nossos comparsas europeus tenham, não atendem aos mesmos problemas enfrentados pelas autoridades de Lisboa, sejam elas de que partido forem. O que têm os portugueses em perspectiva? O número que uma vez mais se aproxima  do milhão. Não estamos a falar de moedas ou de apostas, mas sim de pessoas que urge proteger.


A verdade é que o regime não pode nem deve falhar onde fracassou clamorosa e voluntariamente em 1974/76. Não pode, seria mesmo uma afronta ao interesse nacional.

Queremos então acreditar de tudo estar a ser feito para precaver uma catástrofe e assim, os assuntos que são simulltaneamente políticos e humanitários, deverão ser tratados de forma discreta. Contudo existem alguns indícios preocupantes, como os milhares já arribados à Madeira e deixados à guarda do governo regional, parte integrante da estrutura do Estado de direito que é Portugal. Não se vislumbram campanhas organizadoras ou recolectoras de fundos, os dizeres na imprensa são praticamente inexistentes, não se vê um único programa nos canais televisivos nacionais. Dir-se-ia nada estar a acontecer.

A palavra é dura e neste caso politicamente feia, mas real: refugiados.

Neste momento deveria o governo de Lisboa apresentar um plano de contingência em Bruxelas que aos refugiados da Venezuela fossem pelo menos concedidas as mesmas condições de integração como as oralmente garantidas aos que à Europa chegam de outras paragens. Está isto a ser feito? Não parece, é duvidoso e este caso deve ser tomado de rédea curta. Mantenhamos então a vigilância.



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publicado às 13:29

Trump em Paris

por Nuno Castelo-Branco, em 14.07.17

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 Não era assim "tão absoluto", votou negativamente naquele Conselho em que o governo francês resolveu ajudar os rebeldes.

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publicado às 08:04

Os putos andaram a pedí-las

por John Wolf, em 13.07.17

 

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Uma coisa é receber um presente embrulhado sem pedir a quem quer que seja (e devolvê-lo!!!). Outra coisa é ser chulo e andar a angariar borlas. Os três secretários de Estado somados não dão grande coisa, mas são efectivamente sujeitos activos desta corrupçãozeca se, o que tudo parece confirmar, andaram a pedir benesses. Sabemos que a geringonça também fez uma viagem de borla do Parlamento para o Governo, que multiplicou um bilhete por três passageiros, e que a constituição da república portuguesa contempla essa possibilidade. Contudo o que está em causa tem a ver com a escala ética. Se três badamecos não se poupam a esforços para ganhar uns cupões da treta, imaginem o que fariam por um prémio maior? A Ética é uma apenas. E não é republicana nem parlamentar. Tem a ver com o sentido de correcção que faz parte do âmago de alguns indivíduos (e de outros nem por isso). O problema é o processo patológico que conduz à lula que escorrega pela goela abaixo, que nos faz passear de Castelo Branco a Paris com a soberba enfiada na casaca. Porque, de robalo em robalo, de selecção nacional em selecção irracional, os políticos revelam a sua genuína ambição arrivista, de regalia VIP e aparência fatela. O poder, pequeno ou farto, confirma a natureza trauliteira dos candidatos. No fundo, estes três mosquiteiros foram apanhados pela picada da sua pequenez. A etiqueta que os acompanha nem chega a ser um preço, não tem valor. É uma divisa miserável.

 

foto: crédito agência LUSA

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publicado às 16:25

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Esta história das cativações faz-me lembrar um carro cujo proprietário deixa de o levar às revisões, de mudar o óleo e os filtros, e efectivamente, as poupanças saltam à vista, são uma verdadeira maravilha - até o motor gripar. O governo encontrou um nicho contabilístico interessante. As cativações não são peixe nem carne. Não correspondem à função de reordenamento financeiro das contas do Estado, nem sugerem uma orientação programática da economia de um país. Pura e simplesmente congelam os dinheiros. Mas há mais. Se olharmos com atenção para as dimensões contaminadas pelas cativações, registamos o item Planeamento e Infraestruturas como aquele que merece especial apreço da parte da geringonça. E isto não é por acaso. Sabemos de gingeira que o sector das obras públicas e da construção é aquele em que os socialistas se sentem mais em casa. São os amigos empreiteiros que levarão o prémio quando, face ao abandono da manutenção de estradas e pontes, edifícios e paióis, forem requeridas intervenções de vulto, investimentos com montantes consideráveis para desentornar o leite derramado. As cativações são como voos atrasados. O avião não descola do aeroporto, mas os passageiros sabem que mais cedo ou mais tarde, custe o que custar, lá surgirá uma solução bem mais onerosa do que a inicialmente prevista. A Mariana Mortágua e o Jerónimo de Sousa sabem como isto funciona, mas continuam a conceder crédito ao patrão, ao mau pagador de promessas. E sabemos que este leasing político implica uma taxa de confiança que não corresponde às receitas económicas e sociais tão amplamente apregoadas para matar de vez a Austeridade. António Costa é felino e rato ao mesmo tempo.

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publicado às 14:32

Da falta de significado no trabalho

por Samuel de Paiva Pires, em 11.07.17

Rutger Berman, "A growing number of people think their job is useless. Time to rethink the meaning of work"

In a 2013 survey of 12,000 professionals by the Harvard Business Review, half said they felt their job had no “meaning and significance,” and an equal number were unable to relate to their company’s mission, while another poll among 230,000 employees in 142 countries showed that only 13% of workers actually like their job. A recent poll among Brits revealed that as many as 37% think they have a job that is utterly useless.

They have, what anthropologist David Graeber refers to as, “bullshit jobs”. On paper, these jobs sound fantastic. And yet there are scores of successful professionals with imposing LinkedIn profiles and impressive salaries who nevertheless go home every evening grumbling that their work serves no purpose.

Let’s get one thing clear though: I’m not talking about the sanitation workers, the teachers, and the nurses of the world. If these people were to go on strike, we'd have an instant state of emergency on our hands. No, I’m talking about the growing armies of consultants, bankers, tax advisors, managers, and others who earn their money in strategic trans-sector peer-to-peer meetings to brainstorm the value-add on co-creation in the network society. Or something to that effect.

So, will there still be enough jobs for everyone a few decades from now? Anybody who fears mass unemployment underestimates capitalism’s extraordinary ability to generate new bullshit jobs.

(...).

Our definition of work, however, is incredibly narrow. Only the work that generates money is allowed to count toward GDP. Little wonder, then, that we have organized education around feeding as many people as possible in bite-size flexible parcels into the employment establishment. Yet what happens when a growing proportion of people deemed successful by the measure of our knowledge economy say their work is pointless?

That’s one of the biggest taboos of our times. Our whole system of finding meaning could dissolve like a puff of smoke.

(...).

I believe in a future where the value of your work is not determined by the size of your paycheck, but by the amount of happiness you spread and the amount of meaning you give. I believe in a future where the point of education is not to prepare you for another useless job, but for a life well lived.

 

(também publicado aqui.)

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publicado às 08:52

Sucedâneos de demissões

por John Wolf, em 09.07.17

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O povo (e a oposição) gritava por sangue e (demissões) por causa das mortes resultantes dos incêndios de Pedrógão Grande e do assalto aos paióis de Tancos, mas o governo não respondeu à letra. Nem a ministra da administração interna nem o ministro da defesa arredaram pé. A geringonça, chica-esperta, desde a primeira hora do seu governo, vai encontrando modos de dissimular as contradições e distrair do essencial. Ao oferecer este peixe-miúdo, estes três secretários de Estado para abate de funções, pensa enganar um país inteiro com sucedâneos de demissões que deveriam naturalmente e inequivocamente acontecer. Colocar na faixa ética as viagens à pala para acompanhar a selecção nacional de futebol e não colocar a tragédia de Pedrógão e o assalto a Tancos revela o miserabilismo moral e a  total falta de escrúpulos dos actuais governantes. Mas existe ainda uma outra hipótese. Pode ser que os secretários de Estado Rocha Andrade, Costa Oliveira e João Vasconcelos saibam que vai haver chatice da grossa e que mais vale saltar do barco antes deste afundar. Parece-me muito estranho que este dossiê caia assim de paraquedas como se para calar a oposição e os detractores do governo. Deste modo a geringonça pode dizer, se perguntarem, que também sabe demitir ou exonerar, cortar ou cativar. Enfim, parecem tão certinhos e eticamente movidos, mas isto não passa de show de bola. Lamentável.

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publicado às 19:56

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