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Freak show

por Fernando Melro dos Santos, em 21.08.17

Um maluquinho no DN encontrou os 0.072% de muçulmanos em Barcelona que supostamente repudiam o atentado. Vai daí sai uma peça intitulada "o problema é o terrorismo e não o Islão". Ora eu também acho que o problema em 1939 foi a guerra e não o nazismo.

Entretanto, a direcção do Pravda-nas-Laranjeiras opina que o importante é fazermos a nossa vida normal, como o binómio Marcelfie-Monhé a beber café nas Ramblas. Era um guarda-costas e dez snipers para a mesa do canto, oh faxavor, que eu quero ser normal.

Vou caminhar.

 

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publicado às 08:19

Atentado na Catatonia

por John Wolf, em 19.08.17

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Enfrentamos um falso dilema ideológico. Os governos de Esquerda invocam que a sua natureza não é securitária. Defendem as liberdades individuais e o direito à criatividade, mas sabemos - porque a história é tramada e não mente (embora existam revisionistas!) -, que foram também regimes estalinistas e que são regimes de inspiração maoista que mais controlam (ou controlaram) os seus cidadãos. Os atentados de Barcelona remetem-nos para a Catalunha, e simultaneamente para a catatonia, ou seja, a forma de esquizofrenia que se caracteriza pela alternância de períodos de passividade e de excitação repentina. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa diz que "não há razões para alarmismos" e, deste modo, preenche uma das metades do estado catatónico. António Costa também lá anda na mesma ala de prejuízo e inconsequência. A geringonça, que saúda a estirpe revolucionária de um Manuel Alegre inspirador, tarda em dar conta do recado. Portugal está à mercê, pôs-se a jeito. Enquanto deglutem as mortes da avó e da neta, esquecem a geração do presente, aquela ensanduichada na mesma irresponsabilidade que grassa de Pedrógão a Tancos. A Esquerda ainda julga que existe um oásis moral, uma reserva intangível. Será expressamente proibido efectuar controlos aleatórios de cidadãos nas ruas pejadas de turistas. Está completamente vedada a colocação de barreiras físicas nas portas da Rua Augusta. É totalmente inconcebível colocar militares na ruas. Porque tudo isso é obra para o diabo  - a Direita que deve carregar o regime securitário às costas. Quem disse que a festa do Avante não é um soft target? O governo está à espera que elas aconteçam. Desse modo, pode alinhar-se com os países civilizadamente evoluídos que já viram os seus corações destroçados. Até uma criança pode entender o guião, a argumentação subjacente. Estão à espera de um estoiro de dimensão assinalável para poderem justificar as tais medidas securitárias. Inventaram a figura de estado de calamidade preventiva, mas não pescam nada de nada do mundo perigoso em que vivemos. Tenham cuidado. Ninguém vos protege. Estão sós. Estavam.

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publicado às 19:47

Pimenta no cu dos outros

por Fernando Melro dos Santos, em 19.08.17

Este artigo de hoje é de uma alarvidade colossal, e ilustra bem o plano das esquerdas para um Mundo "justo e livre", e que vem sendo executado paulatinamente sob o estupor amorfo das massas, massinhas e maçonas. 

Salvai o planeta!, que nós viajaremos de avião a toda a parte para melhor vos informar.

Fazei filhos mestiços!, que nós tê-los-emos aos pares, bem alvos e de casta autóctone.

Sede ciganófilos!, mas lá longe enquanto aqui nós laboramos na vossa reeducação.

Derrubai o General Lee!, não toqueis porém em Chávez, um defensor do proletariado descalço.

E, claro, acabai de vez com a fome em Africa - dai às criancinhas biscoitos proteicos de belo travo a grilo e tenébrio; nós vamos só ali dar mostras de pluralismo em doses moderadas de sushi, hamburgers, e postas de cherne.

Começa a ser acrobática a oscilação entre a aleivosia e a estupidez grosseira.

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publicado às 09:28

Darwin, sushi e a pastorinha das Laranjeiras

por Fernando Melro dos Santos, em 18.08.17

na cabeça evoluida e cheia de omega-3 de leonidio ferreira, os 100% de islamidade verificados nos atentados deste seculo nao devem conduzir-nos a cair na islamofobia. tendo eu conversado no real com esta corpulencia parda, ouso supor que assenta a sua tese na ideia de terem sido pessoas em nome do islao, e nao o islao arquetipal em si, a matar; um pouco da mesma forma que foram pessoas em nome do comunismo, do nazismo e de pazuzu quem perpetrou chacinas sem conta no seculo passado, e nao aquelas construcoes ideologicas nem uma postulada totalidade dos seus seguidores. nao é preciso ser biologo para perceber que o leonidio, tal como o quadros, o markl, a cancia e restantes autistas profissionais, podem ser muita coisa mas certo é, como qualquer não-negacionista do darwinismo pode apurar, que sao produtos de uma especiação diferente da minha e da de gente que seja sadia do encéfalo. a falacia que corre por estas redes fora continua a ser comentá-los e àquilo que escrevem como se de humanos se tratasse, quando seria suficiente comparar, com a devida paralaxe, a qualidade e o teor do séquito que os acolita para concluir pela gargalhada. desculpem la a falta de acentos mas estou de luto, a escrever sem tempo e sentado num wc.

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publicado às 06:49

A geringonça e as barrigas privadas

por John Wolf, em 08.08.17

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Tudo se compra, tudo se vende. Sim, tudo se transforma. Não sei qual a tabela praticada, mas as peças saem por encomenda. Eu aprecio estas reportagens de jornal que sabem inclinar o campo de jogo, que contam metade da história e que se esqueçem de alguns detalhes. A geringonça está por detrás disto, como está em cima dos acontecimentos. O aumento recorde, Guinness dirão alguns, do número de contratos públicos e respectivos valores é realmente uma coisa formidável. Gostava apenas de saber se é com o dinheiro das cativações, com o aumento de receitas fiscais ou com o aumento da dívida pública que fazem a festa? A quem ficam a dever? Simples. A resposta é simples. Serão os portugueses que pagarão a dívida a si mesmos. Costa bem pode agradecer o agachamento de juros e o beneplácito do Banco Central Europeu que continua a molhar a sua mão visível no alguidar de poncha financeira. Sou fã ferveroso dos ajustes directos. Essa modalidade prescinde de tangas, de aquecimento, de preliminares. É sexo duro, contra a parede, com pés de barro que fazem estremecer, vibrar. O ajuste directo é uma espécie de assédio glandular de grande angular. É a expressão mamária em todo o seu esplendor. É dar a chupar àqueles que mamam, mas que quando passarem a fase do desleite, ingressarão logo na falange de apoiantes do regime, à espera de mais. O grande problema de toda esta excitação tem a ver com um pequeno apêndice. Esta fartura de contratos públicos tem um efeito limitado na dinamização da economia. Por outras palavras, embora os queiram alugar como indicadores de vigor económico, a verdade é que os contratos públicos revelam mais sobre a disfunção da economia do que a plenitude da sua virilidade. Mas nada disto tem importância. O dinheiro não é deles. É dos portugueses. A geringonça fornece apenas a barriga.

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publicado às 14:05

Trump é um péssimo negociador

por Samuel de Paiva Pires, em 06.08.17

É o que fica patente na análise de David A. Graham a duas chamadas telefónicas de Trump, uma com o presidente do México, Enrique Peña Nieto, e outra com Malcom Turnbull, Primeiro-Ministro australiano. Graham conclui assim o seu artigo na The Atlantic:

Two countries, two leaders, two approaches—yet both succeeded, for different reasons. The calls with Malcolm Turnbull and Enrique Peña Nieto are not only a valuable document of how diplomacy works; they would also set a pattern. Time and again, foreign leaders have found that Trump is hardly the hardened negotiator he claims, but is instead a pushover. If they can get into a one-on-one conversation with Trump, they can usually convince him to come around to their position. If that was true on paying for the wall and taking refugees, it stands to reason it would be true for lesser Trump priorities, too.

 

(também publicado aqui.)

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publicado às 18:34

Putin "deselege" Trump

por John Wolf, em 04.08.17

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Quase todos conhecem o adágio - a história não se repete, mas por vezes rima. No entanto, penso que não se aplica ao seguinte enunciado. Quando Reagan lançou a Strategic Defense Initiative em 1987 (SDI, conhecida por Guerra das Estrelas) não seria um objectivo premeditado pôr de joelhos economicamente a União Soviética, mas de facto a corrida ao armamento que se seguiu acabou por ditar a ruína do império soviético e a mudança de sistema e regime políticos. A administração Trump, que "alega" ingerência russa no processo eleitoral norte-americano, riposta aplicando sanções à Rússia de Putin, como se tal ferramenta de política externa pudesse de algum modo repôr os pratos da balança da justiça, castigar economicamente a Rússia e enfraquecê-la mortalmente. Enquanto essas ferroadas são administradas, o sistema judicial dos EUA avança com a investigação a eventuais fugas de informação classificada para o domínio e controlo de oficiais russos, assim como a averiguação dos contornos das reuniões havidas entre Trump Jr. e advogados russos em 2016. Tudo isto, combinado numa aura de grande suspeição e incerteza, levanta algumas questões do foro patriótico. Fala-se, nos corredores de Washington, a cada dia que passa, de indícios de traição e lesa a pátria. Putin, que havia sido nomeado como "mandatário" de Trump, estará a pensar duas vezes à luz da imprevisibilidade comportamental do presidente americano. Ou seja, se de facto mexeu cordelinhos para auxiliar a sua eleição, também o poderá fazer para que Trump seja removido. Em todo o caso, os próprios norte-americanos já começam a invocar o enquadramento constitucional da 25ª Emenda que estabelece o modo e as condições que levam à substituição do seu presidente. Sim, a coisa está feia. Ou pouco bonita - conforme as preferências ideológicas. Veremos então se Putin "deselege" Trump.

 

créditos fotográficos: CNBC

 

 

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publicado às 19:40

Mad at Correeiros

por John Wolf, em 02.08.17

 

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Foi o Miguel Somsen que nos alertou para o cambalacho dos Correeiros. O tal restaurante que alegadamente baralha as ementas e o preço da Gamba à Guilho (de Guilhotina, não relacionar com Ajillo) apresentando bandeiradas finais na casa das centenas de euros. Mas a culpa não é apenas dolosa. O estabelecimento de restauração soube interpretar o comportamento das nossas sociedades. Observou cuidadosamente e registou o seguinte: ninguém lê. O nativo ou o turista esfomeado deixaram pura e simplesmente de ler. E o smartphone que acumula tarefas e omite a presença de espírito é uma invenção genial, é mesmo para iletrados, pelo que se pode concluir que o mentor do Made In Correeiros deve ser um homem das artes e das letras - a arte da decepção e da letra miúda da ementa. No entanto, as vítimas do engodo apenas repararam devido à escala de valores em causa. Diariamente, aqui e acolá, somos vítimas da gula desmesurada (desmesurada? que redundância!) de agentes de restauração, bares e afins. Faz parte da matriz comercial portuguesa comer o cliente à primeira. Ou seja, pouco importa que regresse de um modo fiel e continuado. Mas este jogo de oportunismo sairá caro. Quando a febre turística baixar, e o excesso de procura acalmar, far-se-á a distinção. A destrinça entre aqueles que praticam uma fé comercial digna e genuína, e aqueles que confeccionam a aparência gourmet da banana confitada  pelo chef homónimo que se encontra na cozinha a inventar. No final ambos terão o que merecem. Os que aliciam e os que se deixam enganar. Quanto a mim, conheço verdadeiros templos gastronómicos em Portugal que ostentam a nobreza dos pratos e a adequação dos preços. Sei onde se encontram, mas não digo. Se não estragar-me-iam as tascas.

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publicado às 13:55

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Dirão eles, sócios-gerentes da Geringonça, que é melhor que nada. Mas em abono da verdade é mais que nada. É mais que zero. É mais que nulo. É mais que inexistente. Mas mais valiam ficarem quietos. Vieira da Silva congratula-se pelo assinalável aumento de pensões de mais de 2 milhões de contribuintes. Incrementos que oscilam entre a unidade de euro e um pouco mais de um trio da divisa. Mas se quer fazer o gosto ao dente, se é bom garfo, fique a saber que também estão consignados 25 cêntimos no que diz respeito ao subsídio de refeição para funcionários públicos. É obra, é uma maravilha. Com tanta folga orçamental, com tanto sucesso fiscal, seria expectável que as subvenções fossem efectivamente palpáveis, melhores. A culpa do desequilíbrio está na encomenda sucessiva de pareceres, estudos prévios e festivais da canção. Os 25 cêntimos rimam com o tecto falso dos 25 mil euros da fasquia automóvel - poesia. O subsídio de refeição, conferem eles, estava congelado há mais de 9 anos. Mais valia que assim ficasse. No frio, fossilizado. Agora podeis ir de férias descansados. A segurança financeira está assegurada. A Geringonça é um mãos largas.

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publicado às 17:32

O melhor presidente da república portuguesa

por Nuno Resende, em 01.08.17

Imagem via «Marcelo a fazer coisas»

 

Não haja dúvida, Marcelo é o melhor presidente da república portuguesa que temos em 107 anos da dita. Nunca um homem encarnou tão bem a figura decorativa que exige o regime. Quase tão bom, mas muito sujeito aos rigores do reumatismo, foi Américo Thomaz, cujo perfil de corta-fitas é hoje uma casaca bem vestida na figura do senhor Professor Doutor Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa. O doutor Marcelo supera em discurso qualquer presidente da I e II repúblicas, demonstrando as qualidades próprias de uma república que nunca se compromete e raramente se engana (neste caso, nunca, pois nunca se compromete). É nesta aporia que se sustenta todo o mandato do senhor Presidente Marcelo.

E ao contrário do que alguns comentadores dizem ou sugerem, o professor e ex—comentador televisivo Marcelo Rebelo de Sousa não quer construir a imagem de um monarca, distribuindo beijos em vez de comendas e comendas em vez de títulos nobiliárquicos, acenando ao povo ou sorrindo para as câmaras. Não, isto não é um rei. Um rei em o papel constitucional de moderador como de resto deveria ter o presidente da república portuguesa – ainda que esta seja um sistema estranho de nem carne, nem peixe, em que o poder reside no parlamento, mas este pode ser dissolvido pelo presidente da república.

Vem isto a propósito da entrevista do senhor presidente da república ao Diário de Notícias: um extenso perorar pelo que melhor faz Marcelo: dizer muito sem dizer coisa alguma.

Para presidente não está mau; para político, óptimo.

Para chefe de estado, uma nulidade.

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publicado às 10:35






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