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Portas e a babugem invejosa

por João Pinto Bastos, em 06.05.13

Paulo Portas tem uma pequena grande qualidade que o distingue do comum dos mortais do actual estamento político do regime: é inteligente. Sim, caríssimos leitores, Portas sabe o que diz, sabe quando deve dizer, e sabe, sobretudo, quando não deve falar. A voragem mediática tende a tragar o bom senso, e Portas, pelo menos até agora, soube escapar a esse vício melindroso. Ontem, numa conferência de imprensa em que muitos especularam, e alguns, em horário nobre, expeliram patacoadas até não poderem mais, devido talvez às profecias do Isaías português - sim, falo do oráculo Marques Mendes -, Paulo Portas foi muito claro. Mais claro do que o líder do CDS, e actual MNE, foi é impossível. Ora vejamos: Portas apelou a um diálogo concertado com o PS e a UGT, o que eu, como é óbvio, aplaudo de bom grado. Lamento, ademais, que o líder do CDS seja o único responsável político a ter a percepção de que um compromisso entre as principais forças políticas e sociais do regime é absolutamente inadiável. Lamento mas compreendo, dado que esta III República vive numa espécie de guerrilha interna, que se dissolve em determinados momentos para dar lugar a um centrão de interesses espúrios. Além disso, e last but not the least, quando Portas conclama o Governo a conseguir um "exercício mais equilibrado" da governação e a fazer, simultaneamente, todos os possíveis para evitar a "fractura social", demonstra que, não obstante todos os joguinhos de salão que alguns, estranha e parvamente, lhe imputam, tem um sentido mais agudo das necessidade do país do que os restantes colegas de Governo. Ter sentido de Estado começa nisto: colocar os interesses do país acima de quaisquer interesses partidários de momento. Portas fê-lo e merece os parabéns de todos os que desejam a recuperação nacional.

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publicado às 17:48


13 comentários

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De Anónimo a 06.05.2013 às 20:33

"Ter sentido de Estado começa nisto: colocar os interesses do país acima de quaisquer interesses partidários de momento. Portas fê-lo e merece os parabéns de todos os que desejam a recuperação nacional."

Ó João P. Bastos, você com a idade vai lá. Mas eu percebo-o.
Paulo Portas arrisca-se a entrar para a História de Portugal como o maior demagogo de todos os tempos.
Portas nunca, em caso algum, laragará o POTE.
Obviamente, a quantificação e localização dos cortes está por fazer. É o que qualquer negociante charlatão faz: pede preço exorbitante e, se o comprador oferecer tutia e meia, a transacção faz-se. Até nas feiras, essa tatica vai escasseando, por demais conhecida.
Em politica foi adoptada por passos, gaspar e portas, um trio de trafulhas para o país.
 Mais, ele tem um bom amigo o: jacinto leite capelo rego que dá milhões ao CDS....
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De Duarte Meira a 06.05.2013 às 21:19

Caro João Bastos:

Permita-me discordar totalmente desta sua infeliz laudatória.

Portas, desde que entrou na política a apoiar candidato  à presidência da república o actual indivíduo que lá está, que ele antes, como director jornalístico, havia sempre coerentemente e justamente criticado, tem sido um completo desastre. A começar para o seu próprio partido.

Se tivesse algum "sentido de estado", nunca teria assinado o acordo com a troyka, demarcando-se com toda a clareza dos governos e políticas que nos dobraram ainda mais diante o estrangeiro; e, sem  pressas de voltar à gamela do poder, - continuaria a não se ligar nem de perto nem de longe ao "centrão dos interesses" corruptos e anti-nacionais. Isto é, em vez de, uma vez mais, arrastar o CDS para muleta do centrão, tinha conservado (e aumentado) um capital político de reserva que lhe permitisse apresentar-se como um alternativa política credível. Assim, conduziu-nos à presente situação de não termos no actual sistema partidário senão uma, e uma só, alternativa - o partido comunista -, e comprometeu totalmente a credibilidade e possibilidades do CDS, como o João verá nas próximas legislativas.

Espero que, após elas, este partido se refaça e acorde do fascínio hipnótico em que tem vivido relativamente a este vaidoso boneco telegénico, especialista em sound bytes, que nunca deveria ter entrado na política: satisfeitos com ele, só se for o torcionário Rumsfeld, que o medalhou em 2005, ou os contractors alemães dos submarinos, que a própria Nato achava desnecessários...
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De J. Machado Moura a 06.05.2013 às 21:25

Muito bem. Concordo absolutamente.
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De Anónimo a 08.05.2013 às 00:22

Concordo Plenamente :-)
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De Cristina Ribeiro a 06.05.2013 às 23:45

Na Idade da Inocência política, que confesso ter-se estendido mais do que devia, concordaria em tudo com o que o João Bastos escreveu; como agora já a passei - finalmente! - assino por baixo o comentário de Duarte Meira: já não tenho pachorra, nem idade, para ir em cantigas, que sei serem como as das sereias que nos puxam para o naufrágio.
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De António Simões a 07.05.2013 às 11:49

Volvidos XXI séculos, o espírito de Poncio Pilatos encarnou na pessoa de Paulo Portas, que tal como ele é exímio mestre na arte da higienização das mãos...
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De Fernando Melro dos Santos a 07.05.2013 às 14:32

É. Good cop, bad cop, quem se fode são sempre os mesmos - e não falo dos lumpen-engolidores da patranha mainstream, antes de nós que por cá andamos à espera que isto estoire e a turba se lixe.
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De Alice Martins a 07.05.2013 às 14:58


Sinceramente, o que querem os portugueses????  Nenhum governo serve...????!!!! Os dias de grandes regalias passaram!!!!Trabalhem mais e queixem-se menos!
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De José a 07.05.2013 às 18:40

Sabe, há muita gente que bem preferia trabalhar a queixar-se, mas infelizmente a economia diz que eles são mais produtivos para a Nação se estiverem em casa a receber subsídios.
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De José II a 08.05.2013 às 00:34

Infelizmente, os conservadores e os liberais - que safam à grande - entendem que só não trabalha quem não quer... os engºs e os drs que vão (por livre iniciativa) limpar as matas... que vêm aí os incêndios :-(
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De João Carlos Reis a 08.05.2013 às 02:17

Prezado João Pinto Bastos,
o Paulo Portas não é inteligente... é esperto... como aliás o são todos os membros do governo e praticamente todos da vida política... mas adiante...
Se fosse inteligente, tinha obrigado o Passos Coelho a negociar com a "troika" um plano correcto e coerente de crescimento económico do país para verdadeira e efectivamente se poder pagar a dívida... que infelizmente cresce a olhos vistos... e parece que ninguém nota...
Já dizia Albert Einestein que “Loucura é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.
VIVA PORTUGAL.
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De João Pinto Bastos a 08.05.2013 às 20:27

Entendo o vosso ponto de vista. Palavra de honra que compreendo. Porém, permitam-me discordar dos pressupostos da vossa tese. Volto a repetir, Portas é, neste Governo, uma verdadeira "avis rara". Pelos bons motivos, claro está. Dir-me-ão: Portas já devia ter denunciado o acordo de coligação com o PSD. Certo, e depois? O que se seguiria? O florescimento eleitoral do CDS? É evidente que não. Uma denúncia seria calamitosa para o partido. Em todos os aspectos. Ademais, creio firmemente que, por enquanto, é necessário o assentimento do CDS ao actual Governo. Tenho afirmado aqui, neste blogue, vezes sem conta a minha discordância com o rumo seguido pelo Governo em variadíssimos aspectos. Tenho contestado, também, a nossa presença no euro. Contudo, sendo muito franco, não vejo como é que podemos sair desta situação verberando a cultura de compromisso que tanta falta faz ao regime. Portas, com o seu estilo muito próprio, não fez mais do que salientar a obrigatoriedade desse pacto. Foi responsável. E ser responsável, nestas circunstâncias, não é ou não implica, necessariamente, a coonestação das políticas seguidas pelo Governo. 
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De João Carlos Reis a 17.07.2013 às 01:57

Prezado João Pinto Bastos,
tal como o sr. foi directo, eu também vou ser directo: eu estou-me pura e simplesmente marimbando para o crescimento ou decrescimento de qualquer partido. O que eu quero é o crescimento do “meu” país.
No dia em que algum partido esteja verdadeiramente mais interessado no crescimento a todos os níveis do bem-estar geral dos seus concidadãos do que no seu próprio interesse, então aí pode contar comigo e com o meu voto, pois haverá verdadeira democracia.
Enquanto formos governados pela partidocracia, regime político que se instaurou pouco depois do 25 de Abril de 1974, todo e qualquer partido dos que tiverem assento na Assembleia da República não conte com o meu voto, pois até P.C.P . e B.E ., quando foi para cortarem nas regalias dos deputados e do principesco restaurante que têm, se insurgiram contra.
Além do mais, sr. João Pinto Bastos, o verdadeiro cerne da questão não é se o C.D.S . floresce ou não eleitoralmente. O verdadeiro cerne da questão é se o "nosso" governo, incluindo os membros do C.D.S ., estão ou não a lutar para que o nosso país cresça economicamente? A resposta é um rotundo "NÃO" (como também não o fizeram todos os governos que temos tido depois do 25 de Abril). É que se o fizessem:
1º - nunca teríamos sido intervencionados;
2º - se alguma coisa tivesse corrido mal estaríamos a par da Islândia, da Irlanda e da Roménia que, desde o segundo ano da respectiva intervenção económica (a Islândia até já pôs o F.M.I . fora do país) têm tido crescimento económico. Disto é que deveríamos falar e não se o Paulo Portas é inteligente ou não, se é "avis rara" ou não...
É que enquanto estamos a debater isto, eles paulatinamente vão depauperando o país e não são responsabilizados, mas não me estou a referir a eleições... Estou a referir-me ao que aconteceria se eu, você ou qualquer outra pessoa prejudicássemos a empresa onde trabalhamos: tribunal.
E não me venham com conversas de que assim ninguém iria para o governo... É que se assim fosse os maus nunca queriam ir para o governo, mas os bons não eram postos de parte e seriam os únicos com Coragem, Honestidade, Humildade, Respeito, Integridade e Justiça para nos governarem e então não teríamos uma média de resgates de dez em dez anos, como é o que nos tem estado a acontecer no pós-25 de Abril de 1974, e o país seria um dos mais prósperos do mundo, pois tem condições para isso (se quiserem, posso explicar porquê).
Além do mais não nos podemos esquecer que daqui a cerca de 20 anos estaremos a celebrar os 900 anos da Fundação de Portugal... isto se não estivermos a meio doutro resgate...
VIVA PORTUGAL.

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