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Semântica da Morte em Política

por joshua, em 13.07.13

Desculpem, Esquerdóides, mas estou cansado dos vossos anúncios do fim do mundo e da vossa boca cheia de mortos: «o Governo está morto»; «o Presidente matou a esperança». Ide matar o caralho! Maldita semântica. De repente, os vossos comentadores descobrem que vão nus. Após a surpresa pelo discurso presidencial do dez de Julho, vêm os cromos Adão e Silva e os insuportáveis Pedro Marques Lopes, sempre os mesmos, sempre a mesma merda, encher de cínico e sonso ou de falsete e risonha histeria os ecrãs das TV, mostrando um desprezo pelas instituições lá, onde o Supremo Corrupto mereceu mesuras e deferência. Contra os ventos e marés da actual popularidade maravilhosa do Partido Socialista, o Presidente da República ousa não convocar eleições?! Toda a socialistice e a esquerdice dão tau-tau ao Presidente. Chamam-lhe Múmia, Estarola, Esfinge. O Presidente tem inimigos. Sócrates é inimigo mortal e mortífero do Presidente. O Presidente tenta sacudir a maledicência dos socratistas com a vingança de um aperto no torno de um dilema: respaldar ou não o caminho sob o Memorando até, pelo menos, Junho de 2014. Quantos são os benfiquistas? Sete milhões? Pois agora os comentadeiros descobrem milhões de portugueses que querem eleições já: querem turbulência nos Mercados, já, fuga massiva de capitais, já. Pânico, já. Yields a 10 anos a rebentar a escala, já. O morador do Palácio das Leoneiras agudiza isto, calculadamente, mas está refém de si mesmo tal como nós somos velhos reféns da nossa própria estupidez eleitoral, diante do menu estúpido de candidatos medíocres à Magra Mesa Orçamental, Gorda para eles: quem elege duas vezes o Sumo Cretino Sócrates merece uma safra de problemas só possíveis no pântano da insuportável corrupção do Estado Português. Temos um Governo na plenitude de funções, o qual, “apenas” porque há 4,7 mil milhões em cortes permanentes a operar na Despesa do Estado, muitos, em matilha, declaram em decomposição, já cadáver, em agonia, morto: mas quem é que neste Putedo de Regime resplandece de vida?! O PCP, há 38 anos a pedir eleições antecipadas? O BE, repleto de floreados de estilo que fazem sorrir, como se sorri na Revista à Portuguesa, e zero soluções ou dinheiro? O PS, esse exemplo impoluto e competente?! A crise política jamais se resolveria até Setembro, com eleições, e jamais se resolverá até Junho de 2014, pelo menos enquanto o Partido Socialista não cair na real: definir, preto no branco, o que urge fazer com o Memorando e com a Troyka. Cumprir ou engonhar. Passos quer cumprir. Seguro engonhar. A Esfinge de Belém, na sua insondável insondabilidade, não mata coisa nenhuma nos portugueses. Nem matou a esperança. Nem matou as possibilidades que a obsolescente Constituição do Escudo Contra o Euro tem para nos oferecer. Em Belém pode não morar um estadista, mas no Largo do Rato é que não há desse artigo. Nem em lado nenhum. Com excepção de Eanes, os Presidentes da República que tivemos não chegaram aos calcanhares de um Rei, mesmo medíocre. Hoje, tal como em 1870, é preciso pagar. Garantir aos credores que se paga. Salvar os dedos e pagar. Salvar o Euro. Poupar até à morte. Aguentar firmes a fome. Morder a raiva.

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publicado às 14:27


5 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 13.07.2013 às 15:35

ehehehehehe, terás a cabeça a prémio!
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De joshua a 13.07.2013 às 18:13

Meu caro, há muito chovem as ameaças, a ânsia de linchamento do mensageiro, à conta de uma opiniãozinha que nunca passaria nas TV.
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De Fernando Melro dos Santos a 13.07.2013 às 18:35

ah mas isso toca a todos, é cerrar o cenho e grunhir de gozo.
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De Lionheart a 13.07.2013 às 21:47

É preciso pagar, mas também é preciso negociar com os credores e fazer-lhes ver que eles têm de ser sensíveis à situação específica de Portugal, de outro modo o país não é viável. De certeza que eles não querem que Portugal seja um "peso morto" na UE, tal como a Grécia, e em parte a Espanha. Para além da rétorica acantonada em torno do "crescimento" ou da "austeridade", o país precisa de uma visão de conjunto, que não tem tido. É claro que o governo não tinha anifestamente margem para isso antes, porque tinha de aplicar o memorando, mas dado o que se conhece desde, faz todo o sentido que haja uma adaptação do mesmo sem que se ponha em causa a correção das contas públicas. 


O problema de base sobre o repto de Cavaco Silva aos partidos é persistir na ilusão de que existe um consenso alargado sobre o programa da "troika" só porque três partidos que representam sempre mais de dois terços da composição do Parlamento o assinaram. O PS assinou porque foi obrigado a aceitar a intervenção externa, mas é ideológicamente hostil ao programa. O CDS sempre viu com desconfiança a "troika" e mesmo o PSD não está inteiramente com essa linha. Passos Coelho terá calculado que a "troika" lhe daria o respaldo político necessário para que ele pudesse afrontar grandes interesses e fazer reformas há muito necessárias. Não vejo que haja esse consenso alargado, o que há é um estado de necessidade que tem feito engolir muitas coisas, mas daí depois a haver um entendimento político sobre o médio-prazo vai uma grande distância. 


Quanto aos cortes PERMANENTES na despesa de quase 5 mil milhões de euros, quando for especificado o que isso implica socialmente, aqueles que acusam o governo de cobardia por não avançar com isso rapidamente, vão depois dizer que o governo não tem sensibilidade social e está a fazer mal aos portugueses. É sempre assim.
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De Anónimo a 15.07.2013 às 23:21


O senhor é extremamente mal educado,  pois usa asneiras a torto e a direito.
Mas que noção tem o senhor duma monarquia?
Venha o D.DUARTE e fica tudo resolvido. É só dinheiro e mordomias. Pelo amor de DEUS, basta ir aqui ao lado e os espanhóis estão atolados em dinheiro!!!!  É isso que o senhor vê não é?
Santa paciência........

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