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O acordo ortográfico e o que pensa o Duque de Bragança

por Nuno Castelo-Branco, em 22.07.08

 

14 de Maio de 2008

 

"Após o infeliz fim do Reino Unido criado por D. João VI (no qual estava prevista a futura integração de Angola e Moçambique), ficámos com a língua que nos une. Mas até essa união estava a desaparecer, desde que um governo da 1ª república reformara a nossa ortografia, sem consultar o Brasil.


Esta semana (16 de Maio), os deputados decidirão ratificar o Acordo Ortográfico que a nossa Academia de Ciências e a Academia Brasileira da Língua vinham elaborando há anos. Alguns intelectuais condenam essa decisão, que consideram um atentado à nossa cultura e outros referem os grandes custos que resultarão da substituição dos dicionários e livros escolares. Seria preferível ficarmos "orgulhosamente sós" com a nossa ortografia?


Quanto aos custos financeiros, julgo que poderão ser evitados se nos dicionários for acrescentado uma "errata" explicando quais as palavras que foram alteradas, e que não são muitas. Ficou estabelecido que durante os próximos 6 anos poderemos escrever com ambas as ortografias. Quanto ao aspecto cultural, no Brasil todos os estudantes lêem Eça de Queiroz e outros clássicos portugueses na ortografia original, sem problemas.


Há quem pense que ainda muito se poderá fazer para tornar a nossa escrita mais lógica do ponto de vista fonético e menos dependente de critérios etimológicos que dificultam muito a sua aprendizagem por parte de milhões de crianças.


Devemos também insistir com ambas as academias para que traduzam para português os termos das novas tecnologias, para não ficarmos a falar uma espécie de crioulo em que se misturam várias línguas na mesma frase...


Gostei muito de ouvir no debate parlamentar os representantes da Galiza defenderem que "o português da Galiza deve unir a sua ortografia à do português universal, mas para que tal seja possível, é necessário saber enfim qual será essa ortografia".

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publicado às 02:42


2 comentários

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De JMB a 22.07.2008 às 04:34

Quanto ao último parágrafo a interrogação é totalmente lícita.
“… é necessário saber enfim qual será essa ortografia”.
Até pode servir de quase-síntese ao enunciado quase-dialéctico que o precede.
“…menos dependente de critérios etimológicos que dificultam muito a sua aprendizagem por parte de milhões de crianças”.

Que acabam por ser as “coisas”, palavras ou outras, quando somos incapazes de as reconduzir ao seu significado etimológico ?
Não percebo nem quero perceber.

Desculpe Nuno, mas não digeri. Deve ser do “Oban”. Estou a precisar duma errata.

Cumprimentos,
JMB
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De Nuno Castelo-Branco a 22.07.2008 às 10:15

Muito sucintamente, JMB, a asneira começou com a reforma republicana (clubismo à parte): Agora, a decisão é política e temos que fazer opções. No mundo em que vivemos, parece-me não existir alternativa. Ou então, conte com os vizinhos para nos transformar numa espécie de Grande Galiza.

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