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A não perder!

por Nuno Castelo-Branco, em 28.07.08

 

 O projecto napoleónico para Portugal era claro. Queriam, como fizeram com Veneza, acabar com este "fenómeno", oferecer à Espanha parte do território e inventar um Reino da Lusitânia, que iria ter às mãos de um dos generalecos ou centuriado entre a parentela do Corso. Mas as contas saíram-lhes trocadas. Ao chegarem a Lisboa, viram, ao fundo, a frota anglo-portuguesa rumando a toda a brida para o Brasil.

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publicado às 20:56


9 comentários

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De Pedro Fontela a 28.07.2008 às 22:44

Ou seja... não foi uma fuga cobarde das elites? :) A pena foi a sanção das cortes aquando do regresso dos Bragança não ter sido mais pesada...

nota: se calhar o tal corso teve mais mérito em chegar onde chegou que a linha de Bragança toda junta. Mas claro, o mérito e o trabalho sempre foram abomináveis para os de sangue azul :)
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De Samuel de Paiva Pires a 29.07.2008 às 02:22

Pedro para quem lê tanto e sabe tanto sobre tudo não lhe fazia mal ler alguma coisa sobre geopolítica e estratégia e constantes na política externa portuguesa. Provavelmente não estaríamos a escrever nesta língua se D. João VI não tivesse primado pelo tal acto de sabedoria tal como Mário Soares o classifica.
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De Pedro Fontela a 29.07.2008 às 08:27

Samuel precisamente por ter lido alguma coisa sobre este assunto é que não penso que "sabedoria" e João VI combinem... independentemente dos resultados (que ele próprio seria incapaz de prever) a atitude foi miserável, pouco heroica e pouco digna de um governante. Até para o dito cujo voltar dos trópicos foi o cabo dos trabalhos e tivemos que expulsar os seus sabujos ingleses.
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De Samuel de Paiva Pires a 29.07.2008 às 14:31

Não vale de facto a pena discutir isto pois nenhum de nós vai mesmo mudar de opinião, mas ainda assim, a questão não é se sabedoria e D. João VI combinem, mas pergunta a um qualquer brasileiro, apesar da maioria das pessoas se referirem às coxas de frango e aos aspectos mais risíveis (se fosse comigo Carlota Joaquina e D. Miguel à primeira traição tinham seguido para a forca em vez de andar sempre a chorar e a perdoá-los), a historiografia brasileira refere-se à ida de D. João VI para o Brasil como um marco de desenvolvimento civilizacional por tudo o que trouxe ao território.

Mas quanto ao acto em si de partida para o Rio de Janeiro, já há muito, pelo menos desde o Marquês de Pombal que na Chancelaria constava o plano de recurso de ida da Corte para o Rio de Janeiro em caso de invasão de Portugal. A isso chama-se pensamento estratégico em termos de geopolítica, até porque a constante ameaça à nossa autonomia e independência perante Espanha sempre teve como efeito uma política externa pragmática baseada no instinto de sobrevivência.

Quanto a sabujos ingleses, como costuma dizer o Nuno, they're son of a bitches, but they're our sons of bitches. Ou americanos hoje em dia, whatever... E devo dizer que prefiro qualquer um desses a sermos aliados ou a submeter-mo-nos a franciús mal cheirosos, mal educados e arrogantes.
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De Nuno Castelo-Branco a 28.07.2008 às 22:54

Pois, está bem. Espero que afinal não exista vida depois da morte, como os budistas acreditam. assim, ficas com a certeza de noutro tempo, não teres sido "abençoado" pela visita bonapartista. É fácil hoje falar...
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De Pedro Fontela a 29.07.2008 às 08:34

Nuno,

Mérito e moralidade das suas acções são duas coisas diferentes ou nem por isso?
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De Nuno Castelo-Branco a 29.07.2008 às 13:21

Pedro, esse tipo de moralidade levou Leopoldo III a permanecer em Bruxelas e o resultado não foi dos melhores (1940). Infelizmente o governo francês não foi para Argel, etc...
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De Nuno Castelo-Branco a 30.07.2008 às 01:38

Bem, no fundo, mesmo muito lá no fundo, o Pedro até tem razão. Se o Regente tivesse dado ordem ao exército para atacar, Junot tinha sido esmagado às portas de Lisboa, pois a sua tropa vinha num estado miserável. A ida para o Brasil teria sido outra, logo a seguir, mas com uma vitória antecipada. Enfim, não podemos reescrever a história e temos que ter em conta que D. João conhecia o exército francês pela fama obtida contra a Áustria, Rússia, Prússia, etc. Não imaginava que a travessia da península era uma réplica mais suave daquilo que seria marchar na Russia.
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De Nuno Castelo-Branco a 30.07.2008 às 01:39

Bem, no fundo, mesmo muito lá no fundo, o Pedro até tem razão. Se o Regente tivesse dado ordem ao exército para atacar, Junot tinha sido esmagado às portas de Lisboa, pois a sua tropa vinha num estado miserável. A ida para o Brasil teria sido outra, logo a seguir, mas com uma vitória antecipada. Enfim, não podemos reescrever a história e temos que ter em conta que D. João conhecia o exército francês pela fama obtida contra a Áustria, Rússia, Prússia, etc. Não imaginava que a travessia da península era uma réplica mais suave daquilo que seria marchar na Russia.

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