Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




E o regresso ao Ideal Olímpico, não?

por Cristina Ribeiro, em 11.08.08

Nunca  falho os Jogos Olímpicos; claro que há provas que prezo mais do que outras... .

Mas ainda não vi , e acho que não verei, um bocadinho sequer dos que decorrem em Pequim.Porque acho que, por mais que se preze o fenómeno desportivo, lhe temos de antepor a dignidade humana, ou estar-se-á a violentar o alto ideal do Barão de Coubertin, que a teve sempre em mente,  quando relançou os Jogos da Grécia Antiga.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 02:02


6 comentários

Sem imagem de perfil

De JMB a 11.08.2008 às 03:44

Pois é.
Espero que tivesse gostado do Elton, o retribuir.
"This is your song". Também acho que sim.

JMB.
Sem imagem de perfil

De Joana a 11.08.2008 às 13:22

Prezada Cristina,

A China está cheia de culpas no cartório. É um facto. Mas mais culpado é quem permite (leia-se: o COI) que os Jogos aconteçam em países como aquele. A China limitou-se a concretizar a autorização que lhe foi dada para levar os Jogos avante. Por outro lado, os desportistas não podem sofrer na pele pelas mazelas que definem o país que os acolhe. Reis, grão-duques e príncipes herdeiros europeus têm sido presença assídua nos JO de Pequim. Significa que apoiam as nódoas daquele regime? Não creio. Acredito, sim, que lá se encontram para incentivar os seus atletas, contrariamente ao que aconteceu com Cavaco Silva, que no dia da inauguração dos Jogos preferiu ficar pelos Algarves a assistir ao "Jesus Cristo Superstar"...
Sem imagem de perfil

De Carlos Barbosa de Oliveira a 11.08.2008 às 17:05

Cristina:
Desculpe que discorde...
Em primeiro lugar porque, como diz a Joana, o principal culpado é o COI e logo de seguida ahipocrisia do ocidente, como procuro explicar no Rochedo.
É importante que não misturemos política e desporto. As Olmpíadas são, ainda, ( apenas em algumas modalidades, é certo), o que resta de ideal na manifestação desportiva.
Respeito os atletas que durante 4 anos se prepararam paar conquistar uma medalha, ou simplesmente estar presentes e competir. Por isso, só não vi mais, porque não pude. Aguardo o fim de semana prolongado para apanhr uma barrigada de Olimpíadas. Isto, claro se durante os 5 dias que vou estar em retiro absoluto, tiver acesso á televisão.
Sem imagem de perfil

De Luísa a 11.08.2008 às 17:41

Estou muito de acordo consigo, Cristina. Não vi a cerimónia de abertura, naturalmente carregada de intenções propagandísticas. Irrita-me também esta complacência do Ocidente com os «maus-tratos» que a China inflige aos seus, só porque é um país com mais de mil milhões de trabalhadores baratos e potenciais consumidores. Mas quando se trata de acompanhar as provas, a China esbate-se e tanto poderiam estar a acontecer ali como noutro sítio qualquer. A propaganda transfere-se para o desporto, e aí, tudo bem. :-)
Imagem de perfil

De Ana Vidal a 11.08.2008 às 20:03

Eu não consigo concordar consigo, Cristina, pelas razões que já foram apontadas. Penalizar os atletas que mantém o ideal olímpico vivo e que se prepararam com esforço e garbo para os Jogos, não me parece justo. É quase impossível não misturar a política no assunto, eu sei, mas não se devia fazê-lo. O erro, possivelmente, foi terem aprovado a candidatura da China, onde vigoram códigos que violam os direitos humanos e o próprio ideal olímpico. Mas há que respeitar os atletas e considerar "sagrado" esse mundo desportivo que está a decorrer lá, para além de toda a política.
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 11.08.2008 às 23:05

JMB, Joana, Carlos , Luísa e Ana: claro que este "meu" boicote não é (como poderia? ) dirigido ao desporto, um fenómeno que deveria ser saudável, não só física, como moralmente. Dirige-se tão só ao desvio que vem sendo feito- não é de agora, nem exclusivo deste tipo de jogos- do tal ideal que deveria estar presente, acima de tudo e de todos; não, não consigo separar as águas, porque acho que o que está em causa TEM DE comandar tudo o resto: já bastam os precedentes que se abriram, e assim estaremos a incentivar os responsáveis pela organização a continuarem na mesma senda.

Comentar post







Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Em destaque

  •  
  • Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas