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Nzingalis - o projecto de um Estado africano em Lisboa

por Samuel de Paiva Pires, em 03.09.08

Nunca tinha ouvido falar de tal coisa, e apenas devidamente alertado pelo caro confrade Demokrata tomei conhecimento deste projecto, ver aqui e mais detalhadamente ali.

 

Não consigo sequer encarar a possibilidade de ver surgir um Estado com o crioulo como língua oficial e presidido rotativamente pelos Presidentes de países da CPLP, "um Estado, cujas fronteiras, a Sul, chegariam a Sesimbra/Setúbal, a Este, a Benavente e Cartaxo e, a Norte, às Caldas da Rainha e Rio Maior. No seu interior ficariam, naturalmente, Lisboa, Cascais, Sintra, Setúbal, Almada e Torres Vedras."

 

O mais engraçado mesmo é o assumir de valores arianos de apuramente da Raça em relação aos mestiços: "nós acreditamos que a variabilidade humana é uma componente importante da biodiversidade global (...) A mestiçagem é um empobrecimento dessa biodiversidade. Não criaremos nenhuma lei para dificultar a formação de casais multirraciais, mas implementaremos nos programas escolares aplicáveis ás crianças a partir dos 13 anos aulas próprias em que lhes serão explicadas as consequências dessa descaracterização racial"

 

A política externa portuguesa e o nosso modelo colonial sempre foram adeptos da miscigenação (não podia ser de outra forma), e Portugal tem sem dúvida uma ligação inegável a África. Agora isto é ir longe demais, é uma subversão completa do que é uma nação com 9 séculos de História!

 

Quanto a cenários, um primeiro cenário que perspectivo é o de uma crise e se é em momentos de crise que se vêem surgir os grandes líderes, se alguma vez esta brincadeirinha estivesse em vias de concretização, rapidamente seriam todos expulsos do país sendo-lhes naturalmente retirada a nacionalidade. Escudam-se no facto de Portugal não controlar as fronteiras e a entrada de migrantes, mas esquecem-se que a qualquer momento se pode denunciar Schengen e fechar as portas.

 

Um segundo cenário, risível e porventura até mais aprazível para os menos apegados ao território, é o do aproveitamento por parte dos portugueses e/ou europeus do facto de que dentro de 50 anos também já deverão ter morrido todos ou grande parte dos habitantes de África, portanto mudamo-nos para lá novamente.

 

Brincadeiras à parte, ainda ontem falava com uns amigos sobre este cercar da cidade de Lisboa com Bairros Sociais à sua volta. Um dia isto vai mesmo dar mau resultado, com tantas armas, com a insegurança crescente, com as condições sociais degradantes em que vive muita gente, não se augura nada de bom.

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publicado às 22:54


12 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 03.09.2008 às 23:35

Bah, eu e o Miguel chegámos a pensar em proclamar a independência (1976) do Campo Grande (Lisboa):
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De Cristina Ribeiro a 04.09.2008 às 00:15

Em Inglaterra também houve quem quisesse impor a sharia...
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De Samuel de Paiva Pires a 04.09.2008 às 00:24

Pois é verdade querida Cristina, ainda há meses andavam a falar nisso!
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De Anónimo a 05.09.2008 às 21:35

Já agora, a título de curiosidade: no período colonial havia pouca miscigenação entre Portugueses e Africanos em Portugal, dado estes virem para cá como escravos e ninguém ia obviamente casar-se com um escravo. De vez em quando, havia contactos sexuais, do género patrão que viola escrava ou escrava prostituta que tem filhos de brancos. Mas as crianças eram geralmente abandonadas, sendo poucas as que chegavam a adultos. Estas, como eram discriminadas em Portugal por serem mulatas (não tendo, como tal, "sangue limpo"), geralmente iam servir o Império no Ultramar, não ficando por cá, juntando-se assim aos muitos mestiços que já lá estavam ao serviço de Portugal (embora como súbditos de segunda, diga-se de passagem; os portugueses naturais de Portugal, sempre tiveram a supremacia em qualquer circunstância).

Quanto a África daqui a 50 anos despovoar-se, com a actual progressão de infecção do HIV (10% ao ano), tal previsão arrisca-se, de facto, a concretizar-se.

GP
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De waffenLegiao a 25.12.2010 às 20:44

Guerra racial.
Portugal aos portugueses nativos, brancos.
pretos, brasucas tudo fora, não pertencem á Europa e só causam problemas.
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De Lopes a 02.09.2014 às 17:25

Que comentários tão ridículos esquecem -se que nós os portugueses estamos a emigrar e massa para África ...
Deixem -se de comentários racistas e ignorantes preocupem -se sim com a cambada de políticos incompetentes e corruptos que nos dificultam a vida
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De Sofia a 28.08.2014 às 07:56

A minha mãe nasceu em Portugal antes do 25 de Abril e é filha de Cabo-verdianos. O meu pai veio em 80's e é cabo-verdiano. Eu tive uma excelente educação e nunca tive problemas a nível racial a viver cá, ao ponto de durante toda a minha vida ter sido unicamente vítima de bullying de outros africanos, por me armar em branca. 


Não me armava em branca, só me comportava como maioria dos meus amigos brancos, pois era o que eu via como comportamento "normal"...


Está história não tem graça nenhuma e não quero viver nesse estado que esta gente burra acha se no direito de criar. Sou somente portuguesa de nacionalidade, nunca pus um pé em África e podem ter a certeza que apoiarei quem quer se lute contra esta estupidez.


Estes otários não tem o direito! Nestas alturas percebo o porque de os meus pais me afastarem da cultura africana durante a infância. Não quero generalizar, conheço africanos decentes, mas pronto. 
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De Paula a 28.08.2014 às 21:12

Tens tanta, mas tanta razão.
Revejo-me no teu comentário.
Não nasci cá, vim com três anos.
Sempre convivi com brancos, fossem os colegas da escola, os vizinhos.
Sempre convivi com negros e mulatos, família, amigos e vizinhos.
Isto é uma ideia de caca.
 
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De Pedro Lourenço a 28.08.2014 às 15:31

Quem se queixa de racismo em Portugal não sabe do que está a falar, este é o mais tolerante país do mundo, pode haver sempre quem largue comentários ou discursos racistas mas é da boca para fora, ninguém se recusa a ser atendido num restaurante por um preto, ou no hospital como eu já vi em França, todos param e saem do carro para ajudar um negro atropelado, coisa que não acontece em Africa do Sul ou Alemanha etc. Agora se há mais ciganos ou negros no mundo do crime não venham dizer que isso é racismo, a policia faz o seu trabalho eles que se portem bem. Temos cidadãos de leste que são melhores trabalhadores que os portugueses e são por isso respeitados e admirados, mas não é por isso que quando as máfias deles atuam por cá não são capturados e presos.
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De Rodrigo Coelho a 30.08.2014 às 23:10

Essa pretalhada (desculpa aos negros decentes) não tem porra de direito de fazer isso. Esta terra é nossa e se eles quiserem ter uma nação própria que saiam daqui para fora. Pode ser que a criminalidade desça. Eles vieram para cá, por isso sujeitam-se às nossa regras! O território que eles tanto querem ocupar é parte da identidade histórica e nacional de Portugal. Portugal é um país de brancos. Vivem negros no nosso país, mas sem problema nenhum. Mas vieram para cá e se nasceram em Portugal, e não se revêm no nosso país por ser "branco", então podem ir embora. Começo a sentir simpatia pelos nazis. Afinal de conta sempre tinham mais pinta que estes neo-nazis pretos. Deviamos começar a deportar estes nzingalis. E os franceses os magrebinos islâmicos. Tenho dito.


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De Rui Miguel Pereira a 03.09.2014 às 17:52

Vamos ter de fazer como os Franceses fizeram aos Árabes quando estes se lembraram de fazer um estado Islâmico na França... Lei do Território. "Lá porque nasceste em França não quer dizer que sejas Francês"

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